O Que Você É? O Que Você Pode Ser! - Poetronic Music

Posted: 26 de fev de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , , , , , ,
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Poesia originalmente publicada no Zine Incógnito: Pós Identidade Queer - 2008.

Perspectiva Irrelevante

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Tão perto que poderia ver os poros de tal falsidade...
Tão distante das ideias mais profundas e sublimes.
Tão perto que poderia ouvir o som da mediocridade,
Tão distante que gritos os esvaeceram antes dos crimes.

Tão perto que se sentia o torpe retumbar do coração,
Tão distante que nenhum ataque seria fulminante.
Tão perto que qualquer cor seria parte de decoração,
Tão distante que nenhum gene se passaria por dominante.

Tão perto que um adeus semelharia uma reconciliação,
Tão distante que os momentos parecem só perdidos.
Tão perto que poderia ver além dos olhos da percepção,
Tão distante quanto o vazio de preservativos fodidos.

Se olhar adiante, o distante não é só o horizonte distante.
Se parar um instante nenhuma dor há de ser constante.
Se ousar atravessar a ponte, verá que será outro logo adiante...
Se um pedaço enorme for deixado... É porque não era importante.
Se alguém foi esquecido, não obstante... Não era importante.

Banquinha Do Conluio

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Banquinha CONLUIO: Zines e materiais diversos com proposta D.I.Y. expostos em banquinha itinerante em eventos diversos onde estivermos. Esta exposição aconteceu dia 19/02/2012 no ensaio aberto da OxiDada. 
Liberdade Ativa!

    Para baixar alguns zines expostos na banquinha em versão PDF, click AQUI.

Uma História Solo

Posted: 25 de fev de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Depois de anos, Joana reencontrou amigas de adolescência num parque da cidade. Logo se sentaram para conversar acerca de experiências e de como suas vidas iam naquele momento. Entretanto só Joana tinha algo sobre sua vida para contar. Todas suas amigas haviam se casado.

Flores Horizontais

Posted: 24 de fev de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
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Que haja mais beleza e perfumes nas mentes,
Do que sementes estéreis com propósito viral.

Receita de Angu Da Preguiça (Com Couve)

Posted: 23 de fev de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Ter toda a riqueza que a fama poderia trazer não fez com que Nix da banda Rotten Blood esquecesse o maravilhoso sabor dum simples angu dos seus tempos de vagabundo solitário. Lembrava como era agradável chegar a casa e ter aquilo para fazer antes de dormir de ressaca, mesmo com toda a preguiça.
Porém, não existiam mais órgãos para digerir aquele gosto. Tudo atrofiou quando ele quis se tornar só mais um zumbi. E apesar do sangue alheio ser para ele agora saboroso, o angu sempre é bem lembrado principalmente pela facilidade inerte. Afinal, beber sangue alheio nem sempre é tão fácil.

***

Ingredientes:
2 xicaras de chá de fubá;
5 xícaras de chá de água;
1 tomate grande (Nem madura, nem verde);
1 Cebola média;
3 dentes de alho;
1 molho pequeno de couve folha;
1 colher de chá de tempero preparado de sal e alho;
Coentro, sal e pimenta do reino a gosto.

Modo de preparo:
Numa panela refogue o alho amassado, e a cebola picada em azeite ou óleo. Adicione 4 xícaras de água, sal e todo o fubá. Agora deve mexer até levantar fervura. Adicione a tomate picada em cubinhos e a couve fatiada em finas tirinhas. Adicione a outra xícara de água e o resto dos ingredientes (temperos). Após levantar novamente fervura, mexer por 15 minutos. Está pronto! O segredo é não parar de mexer, para não criar o famoso caroço no angu.

Aqui há duas opções de como servir: Uma é ele ainda quente e sem forma. Ou unte uma cumbuca com algumas gotas de azeite, ponha o angu no recipiente e deixe resfriar por 15 a 20 minutos, logo desenforme.

***

Angu é um prato típico da culinária brasileira preparado geralmente com fubá (farinha de milho). Nas regiões em que houve influência de imigrantes italianos, o angu passou a ser conhecido como polenta, prato italiano com receita praticamente igual.
O nome angu vem da palavra àgun do idioma africano fon da África Ocidental, onde a palavra se referia a uma papa de inhame sem tempero. A palavra angu passou a ser usada no Brasil para papas feitas com farinha de mandioca ou de milho. Posteriormente a palavra angu passou a ser usada apenas para as papas feitas com fubá, enquanto as papas feitas de farinha de mandioca passaram a ser chamadas de pirão.

O Milho
O milho (Zea mays), também chamado abati, auati e avati, é um cereal, cultivado em grande parte do mundo. O milho é extensivamente utilizado como alimento humano ou ração animal, devido às suas qualidades nutricionais. É um dos alimentos mais nutritivos que existem, contendo quase todos os aminoácidos conhecidos, sendo exceções a lisina e o triptofano.
Contém um alto teor de carboidratos, além de ser energético (cada 100 gramas de milho possui cerca de 100 calorias). Possui vitaminas E, A e B1, além de sais minerais (fósforo, cálcio e potássio).

No Brasil, que também é um grande produtor e exportador, atualmente, somente cerca de cinco por cento da produção brasileira se destina ao consumo humano e, mesmo assim, de maneira indireta na composição de outros produtos. Isto se deve principalmente à falta de informação sobre o milho e à ausência de uma maior divulgação de suas qualidades nutricionais, bem como aos hábitos alimentares da população brasileira, que privilegia outros grãos.

Referência: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Comportamento Propício

Posted: 22 de fev de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Todos sozinhos ao redor da fogueira do ódio fictício,
Esperando por uma queimadura mais intensa e profunda.
Todos fumando das próprias bocas por falta de vício,
Esperando um êxtase coletivo sem mexer a própria bunda!
Todos sozinhos louvando em busca dum falso suplício,
Tentando sempre comprovar que a alheia lama é mais imunda.

Todos sozinhos nada fazem porque ao fim tudo é desperdício,
Todos de mente vagabunda esperam das nossas migalhas um resquício.

O Desígnio Da Vida 2

Posted: 18 de fev de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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De asas abertas,
                           O sentido da vida,
                                                          É sentido!

Transformação Interior

Posted: 16 de fev de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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As grandes transformações internas dificilmente são percebidas pelo exterior.
Como uma tonalidade floral em constante mudança.

Medo Humano Medo

Posted: 13 de fev de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
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Tenho medo dessa violência humana,
Tão gratuita em sociedade tão capitalista.
Tenho medo dessa atualidade insana,
Que torna o ser só uma estatística na lista.

Ele foi espancado por ser fraco...
Ela foi estuprada por ser mulher...
Ele foi assassinado por ser ela...
Ela foi sequestrada por ser amada...

Refrão:
Tenho medo, medo de ter medo de ser.
Tenho medo, medo de mim, e de você!
Tenho medo de viver e de morrer sem ser,
Tenho medo... Medo de mim... Medo de você!

Tenho medo das minhas próprias reações,
Me pego com pensamentos de ódio puro.
Tenho medo da violência das emoções,
Não quero ser o que odeio para estar seguro.

Ele foi atropelado por estar na rua...
Ela foi morta por não querer fazer...
Ele foi esfaqueado por não ter nada...
Ela foi espancada por ter outra etnia...

(Refrão)

Tenho medo pela violência ter justificativa,
Pois a justiça é tão cruel quanto vil.
Tenho medo de apagar a chama ainda viva,
Da revolta que arde intensa no pavio.

Ele foi mutilado por ter nascido ali...
Ela foi desmembrada por ter nascido aqui...

(Refrão)

Sob Um Só Guarda-Chuva 2 - Audiopoesia

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Escolha Das Cores

Posted: 12 de fev de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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E diante da escolha entre acordar para realidade ou permanecer no sonho. Marion optou por viver sonhando na realidade. Decidiu consumir constantemente pílulas coloridas. Afinal continuar toda a existência consequente da escolha de uma cor de pílula não lhe parecia livremente viável.

Justiça Contra Liberdade

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A Justiça, bela e vil aprisiona os pensamentos livres,
Até que eles prefiram o suicídio à prisão.

Tentando Manter O Pensamento Ereto

Posted: 10 de fev de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Tentando admitir até quando vai se esperar o início da vida,
Terminamos por depender de um episódio concreto.
Tentando abraçar a realidade com mente de ideia apodrecida,
Terminamos por estragar a fertilidade do abismo já aberto.

Tentando duma primeira vez abrir voo de cima do penhasco,
Arriscamos mais do que nossa vida para sentir libertação.
Tentando deformar a percepção além de crisálida e casco,
Arriscamos destruir a própria proteção por mais movimentação.

Tentando salvar algo mais do que a própria sombra da luz,
Constatamos que os inimigos estão logo no encalço do ego.
Tentando aliviar a dor do mundo pela paz que se faz jus,
Constatamos que até o acaso é aleijado, surdo, mudo e cego!

Tentando algo mais do que seguir com a mediocridade vital,
Percebemos que não vale a pena ser tão trivial.
Tentando sempre estar em liberdade,
            Percebemos o quão louco é ser real.

Voo Final

Posted: 8 de fev de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Apesar das tentativas, o voo final há de ser solitário.

O Medo Da Gaiola Distante

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Quanto mais nos supomos livres libertários,
      Mais julgamos como prisioneiros o restante.
            Contudo nos tornamos os livres... Segragários.

Livre Solidão

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Tantos seres com areia em suas bocas flácidas,
Buscando palavras para expressarem vaguidão.
Tantos vermes tentam vagar por aguas plácidas,
Sem jamais conhecer o quão livre é a imensidão.

Tantos seres roubam melodias sem propriedade,
Só para tomarem o status do que é impróprio.
Tantos temem queda em conceitos de realidade,
Sem nunca terem entendido o conceito de ser sóbrio.

Tantos ao redor mostram punhos algemados,
Como se fossem pulseiras cheias de ostentação.
Tantos buscam suas identidades sendo mascarados,
Sem olhar o próprio reflexo, sem contestação.
Tantos olhares dissimulados e eu só sinto essa livre solidão.

Anonymous (Naked Mix) - Instrumental

Posted: 7 de fev de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
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We are anonymous. We are legion. We do not forgive. We do not forget. Expect us!


Lembranças Míticas

Posted: 5 de fev de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Marvin ouvia e lembrava com carinho de muitas estórias que lhe eram contadas em sua infância. Contos de fada, cheios de mágica, com duendes, dragões, bravura e honra. Todas pareciam cheias de brilho e coerência por trás de uma lógica imaginária.
Contudo existia uma em especial que nunca fora atraente muito menos coesa dentre essas estórias míticas. Uma de um protagonista crucificado e ressuscitado por própria vontade cheia de sangue e contrassenso. Seguramente a única estória sem pé e sem cabeça que nunca merecera nem status de conto de fada. Mas para desprazer das lembranças reais de Marvin ainda perdura como crendice popular até hoje. 

Ideias Florescentes

Posted: 4 de fev de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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"Ainda há tempo para florescer as idéias livres!"
Desenho original publicado no Graforréia #30, Inverno de 2009. 

Combustível Genérico

Posted: 3 de fev de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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E ao acordar sentir-se num mundo completamente bizarro...
Parecendo que tudo o que foi sentido até então não passou de pesadelo.
E por mais que o despertar seja um paradoxo constante,
Haverá quem seja o protagonista das melhores ideias de fantasia.

E ao despertar sentir que o sono sempre haverá de parecer mais atraente,
Pois o cansaço de se viver num planeta estéreo é insuportável.
E por mais que nos iludamos com sonhos de realizações,
O maior anseio sempre estará costurado em nuvens inalcançáveis.

E ao abrir os olhos, a cegueira é a constante deficiência da inatividade,
E quando se percebe a vontade de se autoflagelar com tal inutilidade,
A vida restante parece mais apreciável do que qualquer morte,
Posto que a maior celeridade há de ser a liberdade do pensamento.
E ao despertar saber que a melhor realidade há de ser o sonho!

Pés Seguros

Posted: 2 de fev de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Diferente de nós, andam com toda segurança em conexão a terra.

Real Contraste Da Inversão

Posted: 1 de fev de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Um sonho sempre acabado na melhor parte,
                        A liberdade desperta entre convulsão,
                                       Para o pesadelo da banalidade.