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O Álbum Incognito surge já decompondo indagações, menções e indignações acerca do humano e sua falaciosa construção de identidade. Do mesmo modo que Lux explica identidade, esse álbum é uma compilação de vários registros passados encadeados por uma força vibratória e inseridos dentro de um encarte belíssimo! Misturando beleza e sensualidade (porque não) e rasgando padrões até então negados mesmo por ele (ela?)...
Já tive conversas prolongadas e estimulantes madrugadas a fora acerca das ideias sobre Incógnito e Queer. Fico impressionada ao ver a prática disso tudo e de modo tão coerente. E quando falo em ver. É que me impressionei ao ver a exposição física com qual Lux nos presenteia nesse álbum. Quem o conhece pessoalmente pode nem notar tanta diferença ou fazer tanto alarde quanto expectadores (assim como eu) que só o conhece por avatares e pequenas fotos de ids das redes sociais. Ou até mesmo quem só o conhece por fotos. Fiquei extasiada com o lindo trabalho fotográfico desse álbum que mereceria uma resenha específica!

O álbum começa com a introdução homônima INCOGNITO, que é uma faixa que tem uma batida excelente inspirada no ATR e que não dá pra recusar a atenção devido a profundidade da letra. Primeiramente abre com uma descrição de si, que Lux tem usado como biografia nas redes sociais, e que era letra escrita para ser uma música acústica com a Ne Koni. A Incógnito Parte 2 Se transformou nessa instigante introdução. Uma música intimista só pra apresentar o trabalho novo descrevendo amplamente e resumidamente a ideia do Incógnito.
Make Love, Not Babies já era conhecida, porém ganhou uma nova mixagem que a deixou melhor ainda. E menos histérica. Dando mais atenção ao fankeado... Numa excelente mistura de batidas graves e agudas. Que algumas vezes ainda ficam agudas demais, provavelmente fazendo alusão ao agravamento de se ter uma cria. É um chamado, um pedido e uma ordem robótica de proliferação do amor e não da vida humana. Em um quote conhecido de contracepção. Mas por ser uma faixa curta e sem grande evolução, passa rapidamente.
Um uivo de vento abre a audiopoesia Sob Um Só Guarda-Chuva, que teve origem no excelente zine Incognito. Fala de uma união sob um ideal, e um relato acerca de um acolhimento voluntário perante a tempestade social. A mixagem ficou maravilhosa e chega a dar frio e arrepio na espinha ao ouvir o vento e o começo da chuva.
Imagino agora quatro Lux andróginos em um palco mal iluminado cantando Live, Lust, Love, Life! Uma faixa quase instrumental, sedutora e excitante. Entra no mesmo patamar de Libera Amo e Trabalhar Mata Parte II, como se fossem essas específicas de um produtor distinto.

O Desígnio Da Vida parece um som de fábrica, mais uma vez criticando a reprodução humana. E o constante incitamento a seguir o que consideram como o destino vital de todos os humanos que seria a reprodução. Uma resposta perfeita em uma melodia experimental e algumas vezes tensa.
Cyberskin é uma das mais longas faixas do álbum, pegando elementos experimentais e misturando numa charmosa semidançante. É aquele tipo de música que não faz você se jogar na pista, mas que também não deixa você parada. Seria uma ótima instrumental. O vocal não parece encaixar, muito menos seduzir, o que parecia a proposta. O uso de reverberação com os efeitos metálicos faz você gozar mais do que as batidas em si. E levando em consideração que a musica é sobre masturbação e utilização de mecanismos artificiais para obter mais prazer, a música ganha pontos certeiros. É mais coerente do que boa.
Outra poesia oriunda do zine Incógnito. Além De Membros tem uma melodia que me fez dançar noites a fora, inclusive numa festa que promovi. Essa faixa continua numa estável sintonia e faz a pessoa dançar e até arriscar alguns passinhos. A poesia encaixa perfeitamente em todas as partes que entra. A letra é uma simples e profunda indagação crítica acerca da concepção primária da identidade... A sexual biológica. E que a maior parte da sociedade leva para sempre.
First Sensation é muito absorvente e conectiva. Não sei se é porque tem uma mensagem de serenidade derrotista. Uma acusação e advertência logo ao início da existência. Gostei que os arranjos continuam com aquela atmosfera futurística experimental e com um tom metalino que inicia uma batida que entoa até o fim. Destaco que a voz assim como na introdução do álbum arrepia pela gravidade.
A próxima começa com uma intro que me lembra de algo dos filmes de invasão alienígena, remetendo a algo relacionado a conquista de território. We Are Intruders é o refrão e de encaixe impecável com uma batida abreviada e do tipo que chama todo mundo pra dançar junto. O mais impressionante foi saber que a voz mesmo com muito autotune é a de Lux Alt. Não tem como reconhecer! A melodia evolui por sintetizadores terminando com elementos dramáticos orquestrais!
Outra audiopoesia perfeita é a Sendo Outro entoada em uma leitura relativamente robótica e seguramente para parecer sem emoção. Aqui a melodia fica em segundo plano, mas que encaixa impecavelmente.
Go Shortbus, I Will é uma instrumental dançante e toda bonitinha. Pega rudimentos de tudo, mas o que mais marca é o experimentalismo dançante. Em sintetizadores agudos e cordas desencontradas, remete a conjectura da individualidade identitária por qual somos rotulados e/ou torturados na sociedade. Apesar da pouca tensão, a melodia tem um aspecto de unidade quando se juntam elementos variados que jamais esperaria que funcionassem juntos.
O efeito de modulação vocal encaixou incondicionalmente em Por Ser Eu. Audiopoesia de produção semelhante a Sendo Outro... A seriedade grave da voz de Lux, não faz ter graça, mesmo com a voz mais aguda. E revela a intimidade do reconhecimento de sentir-se deserdado num planeta viral.
Odeio Rodeio é uma música criada para embalar o #OdeioRodeio que foi um Twitaço em protesto à Festa do Peão de Barretos e foi publicada em 23 de agosto de 2011. A manifestação digital ocorreu em sucesso. Ficando em 1º lugar nos Trends do Bra$il, e ainda entrando para os Trends mundiais.” É dançante e instigante, o tipo de melodia que embalaria até o amanhecer de qualquer rave.

            I Surrender To Freedom é um lamento libertário. Tem um anseio desértico e árido. Uma inspiração oriental toma conta de grande parte da melodia, mas que é quebrada por um chimbau artificial. Os vocais ficaram desesperadores, e inspirados. Algumas vezes não encaixando, mas que no geral não fazem muita diferença. A música não chega a comover, mas faz sentir algo! Mesmo que seja o vazio, faz sentir!
            A música seguinte tem uma poesia genial, mas que decepcionou bastante pela produção pobre. AutoEstalo não parece fazer parte de nada. A letra e a melodia são impares, mas não poderiam ter sido somadas. Certamente a pior faixa do disco.
            Já Amnesia é de uma simplicidade encantadora. Até a frase simples ecoada tem seu encanto sedutor. Sinto como se Lux tivesse começado na produção em programas de melodia agora! As batidas são muito resumidas e os efeitos muito amadores. Porém não decepcionam. Mostrando que por mais que nos enfeitemos com lindas molduras, terminamos por nos esquecer de quem somos por dentro. O simples, ao básico, o fundamental inicial.
            O Nosso Conluio é uma das, senão a melhor do álbum. Uma batida mais arrastada, entoa a fenda eletrônica para o vocal re-analogado recitando a poesia de queixa e admissão de individualismo do coletivo. Já Equinox (que é uma referência ao equinócio de primavera, quando foi lançada) soa como uma faixa bônus. A participação (com um belo trecho de As Bachianas de Heitor Villa-Lobos) parece a retomada a combinação de música clássica e batidas eletrônicas inesperadas que Lux faz desde o seu 1º trabalho.
            A última peça, Cosmopolita é uma despedida instigada, crucial e interessante. Simplesmente depois de uma hora de disco, parece que o cd vai se iniciar com as composições e batidas contagiantes e enfurecidas. A poesia é maravilhosa! Segue o resto do contexto e merece apropriado destaque e apreciação.
            O Álbum Incógnito acaba com essa vontade de quero mais. Mas sabemos, desde a estreia que vai ter mais. Afinal é esse o primeiro volume de dois ou três álbuns intitulados Incógnito. Fico sempre lisonjeada de ouvir em primeira mão as compilações de Lux. Mas dessa vez fiquei extasiada com a arte do encarte. Em fotos deste ser incógnito como jamais esperava ver, e talvez ele mesmo jamais esperasse publicar. A delicadeza é uma característica, mas o perfeccionismo talvez seja o bom defeito mais característico de Lux. Pela primeira vez o vi inseguro quanto a data de lançamento, modo de lançamento e uma inquietação com esse projeto. Mas noto que por mais que sejam apressadas, repentinas ou atropeladas, as imposições produtivas sempre dão maravilhosos frutos. Estou impressionada com a inovação, mais com a direção de arte do que com as músicas em si.
            Mais uma vez tendo a certeza de que as Poetronicmusics de Lux são outra modalidade de zine. Vale demais abrir os ouvidos, a mente e porque não as pernas e a identidade para introdução desse álbum em você! Dica. Ler o zine Incógnito ouvindo esse álbum vale a experiência!

Por Anita E.


Livres Suspiros (Conceituando Amor Livre)

Posted: 23 de jan de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
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Amor,
Sem algemas,
Na mente,
No corpo,
No sexo,
Saliva,
Lábios...
Compartilhamento de fluidos,
De sentimentos.
Sonhos par ti dos,
Lágrimas                   de alegria,
De gozo.

Além de futuro,
Presente,
Mais passado.

Amor livre
        Movimento...
Rejeição... Ao casamento.
Desprezo por categorizações!

Amor sem posse, controle ou nome.
Livre como o ar,
Sem donos,
Sem posse.
Amor completo,
Livre completo
Completamente.
Corpo & mente.

Lábio Encarnado

Posted: 22 de jan de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Nem sempre somos o que expomos.
Mas podemos expor o que queremos ser.

Risco De Extinção

Posted: 21 de jan de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Sazen era um ser estranho, mas tão estranho que quando chegaram as naves da armada alienígena e assim o dia do juízo final para a humanidade, ele foi poupado por não se encaixar nos padrões do que seria humano. E sua morte poderia acarretar um desastre e extinção de uma espécie raríssima. Aproveitou a simpatia dos alienígenas juízes e pegou uma carona até o planeta Incógnito.

Reflexos Identitários - Poetronic Music

Posted: 19 de jan de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
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Apatias Restauradas Sem Consciência

Posted: 17 de jan de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Ao mesmo tempo em que o vazio parece corroer toda coexistência,
Um Rei de ouros aparece jogado ao chão anunciando renovação.
Ao mesmo tempo em que é patético crer em casualidade e coincidência,
A referência de realidade afetiva é de pretensiosa devassidão.

Ao mesmo tempo em que buscam um amor como complemento,
Uma infinidade de coringas enlouquecidos declara verve paixão!
Ao mesmo tempo em que é esplendido repetir o comportamento,
É momento de lançar a areia da ampulheta ao mar contra comiseração.

Ao mesmo tempo em que a compaixão quer aprisionar o sentimento,
           A liberdade é o consentimento de quem realmente ama, e amor é sem rendição!

Receita De Lasanha Identitária (Com Berinjela)

Posted: 16 de jan de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , , , , ,
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Lene tinha muitos amigos gays. E constantemente indagavam sobre sua orientação sexual. Que nunca se denominava homo, hetero ou bissexual. Simplesmente justificava explicando que gostava de pessoas. Não importando assim seus gêneros. Mas seus amigos segregários teimavam em categorizar ou julgar dizendo que deveria gostar de uma coisa ou de outra, e que ninguém pode se agradar igualmente de arroz e macarrão. Ao fazer essa alusão, Lene teve a esplendida ideia de convidar seus amigos para um jantar.
Montou uma belíssima e apetitosa lasanha. E ao redor da mesa, explicou como via a identidade e a concepção da mesma. Com várias camadas. E o mais importante de tudo, ilustrou que não é o arroz ou o macarrão (ou mesmo a berinjela) que realmente importam, mas sim o tempero!

***

Ingredientes:
- 250g de Massa para lasanha (Sem ovos);
- 2 Berinjelas médias à grandes;
- 2 xícaras de chá de arroz (Branco ou integral) cozido;
- 500ml de Extrato ou molho de tomate;
- 250ml de Leite de soja;
- 200g De azeitonas (Sem caroços e fatiadas);
- 3 Folhas de couve grandes;
- 4 dentes de alho;
- 1 cebola grande;
- Pimenta do reino, orégano e manjericão a gosto.

Modo de preparo:
(Berinjela)
Corte as berinjelas em lâminas na vertical. Pincele-as com azeite e sal e leve ao forno em um refratário (eu usei uma forma de alumínio mesmo) por 10 minutos em temperatura média. (Reserve);

(Creme de arroz)
Em um liquidificador bata todo o arroz, com um dente de alho amassado em 100ml de leite de soja. Se necessário acrescentar água para ficar com uma espessura um pouco mais consistente do que a de um purê (reserve);

(Azeitonas com couve)
Em uma panela refogue as azeitonas e a couve cortada em fios finos com meia cebola e 2 dentes de alho cortados em lâminas (reserve);

(Molho)
Refogue a cebola com o alho em azeite e ponha todo o molho de tomate, quando ferver adicione uma colher de sal, uma pitada de açúcar, e temperos diversos de sua preferência. (eu usei um preparado de sal e alho, manjericão, orégano e pimenta do reino). (reserve);

            Montagem:
Organize uma fila com as porções dos reservados a frente do refratário (tipo Marinex, grande) na seguinte ordem: Molho – Massa – Berinjela - Creme de arroz – Azeitonas com couve.
Unte o refratário com azeite. E monte as camadas seguindo a ordem: Molho – Massa – Berinjela - Creme de arroz – Azeitonas com couve. De modo que termine com a massa e por último uma generosa camada de molho. Banhe com o resto do leite de soja, cubra com um papel alumínio e deixe descansar por pelo menos 12 horas (o ideal são 24horas). Pode-se assar na mesma hora, mas não fica tão saborosa! (Afinal quem disse que a identidade é construída de uma hora para outra?) Fure o papel alumínio em diversos lugares e leve ao forno por 30 minutos em fogo alto. E está pronta!

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A Berinjela (Origem: Wikipedia - A enciclopédia livre.)
A berinjela pode reduzir até 30% as taxas do colesterol. Ainda não se sabe qual o princípio ativo responsável pela redução das taxas de colesterol, mas os cientistas suspeitam de um alcalóide existente na berinjela.

Por ser essa fruta rica em proteínas, vitaminas (A, B1, B2, B5, C), minerais (cálcio, fósforo, ferro, potássio, magnésio) e alcalóides, que actuam diminuindo a pressão sanguínea, prevenindo a arterosclerose, os naturalistas recomendam o seu consumo para prevenir alguns males referentes ao fluxo sanguíneo. Também é recomendada nos casos de artrite, apresentando bons resultados na gota e no reumatismo, bem como na diabetes e nas inflamações da pele em geral. É também muito digestiva, nutritiva e laxante, por esse motivo é indicada nos casos de desnutrição, indigestão e prisão de ventre. O consumo da berinjela está também indicado para problemas do fígado e do estômago.

DICA: Para efeito medicinal, também pode ser usada cortada em pedacinhos com casca e colocado em um vasilhame de água na geladeira e beber 200 ml 3 vezes ao dia (nos casos de crise: diabete alta, hipertensão) e para manutenção diminuir a dose. Não deve ser usada com frequência, para que não haja hipoglicemia ou outros problemas de saúde. Usar 15 dias e descansar uma semana e continuar se precisar após os exames. Não deve ser usado para perda de peso, pois se a pessoa não tiver nenhum desses problemas de saúde como diabetes, hipertensão e outros, pode ser danoso para a mesma, podendo causar, inclusive, baixa da hemoglobina, causando anemia.

DICA: As melhores berinjelas são as de estrutura firme e cascas bem brilhantes. As opacas e amolecidas já estão velhas e perderam um pouco suas propriedades nutricionais.


Avessando O Incógnito

Posted: 15 de jan de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
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Eu não sou meu pênis, eu não sou minha vagina,
Eu não sou com quem eu transo ou a masturbação.
Eu não sou o álcool, maconha, doce ou a cocaína,
Eu só estou através de qualquer rotulação!

Eu não sou mulher, homem, menina ou menino,
Eu não sou um distúrbio, encosto ou perturbação!
Eu não sou pecado, não conheço infernal divino,
Eu só estou através de qualquer explicação.

Eu não sou meu sutiã, minha cueca ou calcinha,
Eu não sou meu bigode, menstruação ou depilação.
Eu não estou em cima dum muro, indeciso ou na linha,
Eu só estou através dessa falsa construção.

Eu não sou meus cílios, meu silicone ou meu cabelo,
Eu não sou meu trabalho, minha família ou profissão.
Eu não julgo brilho no espelho nem quero conhece-lo.
Eu só estou através de qualquer confissão.

Eu não sou o signo de setembro!
Eu não sou meu gênero, um sexo ou um membro,
Se eu fui efêmero de um reflexo, já não lembro!
Eu já não lembro!

Paralisados Consentimentos

Posted: 12 de jan de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Pensar demais no que pensam de ti,
                      Impedir-te-á de construir,
                              Teus próprios pensamentos.

Incógnito No Jardim Do Delírio

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Somos parte do selvagem jardim,
Também suscetíveis a apodrecer,
Das danosas ervas daninhas ao redor.

Reconhecimento Intergaláctico

Posted: 11 de jan de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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E quando parece ser mais lógico,
Com o íntimo sentir-se um alienígena.
Faz-se do resto da humana sociedade
Uma brigada curiosa e amedrontada.
E em se tratando de humanidade,
Todo medo acompanha violência e estupidez.

Quando parece mais coerente
Ser um invasor alienígena de si,
É mais concebível imaginar incurso cerebral.
Porém não há corpo mais estranho
A se ocupar do que o nosso próprio habitat.
Não há consciência mais estranha do que a nossa.

Ao se reconhecer alienígena,
Estaremos desconfortavelmente
Reconhecidos como humanos incógnitos.

Rasgando A Trama De Si

Posted: 10 de jan de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Indecisão Floral

Posted: 9 de jan de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Dalton passou boa parte de sua vida resistindo contra quem realmente era seguindo o que sua família desejava, para não dizer, obrigava. Cresceu se frustrando com o espelho, pois desconhecia quem verdadeiramente queria ser.
Para surpresa total, quando houve um acidente catastrófico que matou toda sua família, exceto ele, a maior dúvida era que cor de maquiagem usaria para combinar com seu salto e seu novo vestido no funeral.

Quebrando Paradigmas - Audiopoesia

Posted: 6 de jan de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Ego Quebrado

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Espelho matinal,
                    Anuncia prélio alienado,
                                                    Contra Id natural.

Espelho Do Ego

Posted: 5 de jan de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , , , , ,
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Posso dizer que observei mais de mim mesmo quando todos pensavam que eu estava fora de mim.

Caçadores De Nós

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Nós encontramos a ideia e a paixão,
Onde não haveria possibilidade de libertação!
Nós seguimos o caminho mais misterioso
Em busca de máscaras mais parecidas,
Com nossa real identidade.

Nós encontramos a cobiça apaixonada,
Onde todos ansiavam uma vontade alienada.
Nós vimos o sangue escorrer lentamente
Das narinas da inveja intermitente,
Enquanto nos distanciávamos de uma rotulação.

Nós encontramos o amor além de sexo
Por nosso reflexo, e pela falta de nexo,
Em nosso comportamento empírico e natural.

Nós nos descobrimos!
Nós encontramos o alvo
Onde o devaneio se torna real,
Não temos mais que investigar
Quem somos se ter o reflexo efêmero
É como nos reconhecemos.

Nós encontramos a liberdade
Na bandeira sem pátria.
Nós encontramos o amor! Próprio!
Nós nos encontramos!

Pé De Pelúcia

Posted: 4 de jan de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Nem sempre seguimos o caminho que desejamos realmente.
Mas cabe a nós escolher como pisar (ou dançar) nesse caminho.

Permuta Onírica

Posted: 3 de jan de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , , , , , ,
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Constantemente tinha sonhos eróticos dos mais impregnados e molhados com o vizinho. Neles, praticavam todas as posições possíveis e imagináveis. Certo dia observando através da janela, os olhares se trocaram em meio ao orgasmo da masturbação. E o melhor gozo foi saber que os sonhos eram recíprocos.

Incognitophilia - Instrumental

Posted: 2 de jan de 2012 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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A todos que vestem a identidade incógnita!

Doce Hipocrisia

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Esses corpos só exigem mais e mais conforto,
         Para as mentes já em anestesia.
                        Comportamental plural aborto.

Esperando O Caleidoscópio

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Céu de verão para lembrar como é andar de bike!

Ser Incógnito Ser

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Sempre que olho no espelho vejo uma coisa diferente. E ao mesmo tempo em que procuro a coisa que era antes, procuro minha mente. Seria por demais pretencioso dizer que não sinto orgulho na visão refletida. Seria pretencioso negar o que foi construído até então. Seria pretencioso não ser e estar adiante de todo o resto que se atrela a grilhões de identidade fragmentada.
E enquanto todos se escondem sob máscaras mascaradas, eu prezo o prazer de se criar novas alegorias e enfeites que caracterizem mais detalhadamente nossas identidades dissimuladas. Mesmo que tudo não passe de um espelho mascarado. Mesmo que tantos julguem errôneo o reconhecimento dessa dissimulação vital. Mesmo que a hipocrisia faça parte afinal de toda estrutura social.
Nada mais importa além de ser real. Nenhuma estrutura física, espacial ou estatal é tão extraordinária quanto o eu representar quem eu realmente sou. Mesmo que seja em retalhos costurados a carne. Que os ossos sejam moldados a bel prazer de se completar e transmutar o algo que sempre buscamos como complemento individual. Que seja incógnita a vontade e o desejo. Além de gêneros, normas e estruturas mórbidas de conduta. Que possamos moldar nossos egocentrismos em novas ideias. Que nossas ideias além de efêmeros eufemismos sejam a prova de bala. Pois sempre existirão os que nos olharão desonrosamente. Sempre existirão os desmortos invejosos, sempre existirão os que nos querem extintos! E mais do que qualquer coisa, sempre existirão os que deixaram de sentir o que é ser incógnito.
Deve-se lembrar de que o caminho é árduo e muitas vezes solitário. Afinal muitos ficaram à beira de sua vontade por migalhas de falsos diamantes. Muitos negaram sua incognoscibilidade por medo de solidão. Mas o reconfortante é saber que eu estou, sou e serei até o ultimo momento. Mesmo sozinho, ao fim dos dias, poderei olhar para o mesmo espelho e me reconhecer, mesmo sem certeza do que serei amanhã. E é justamente a constante incerteza refletida que me faz livre, libertário e mais do que qualquer coisa: incógnito em movimento.