Lembrando A Carta Do Esquecimento

Posted: 25 de nov de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , , , ,
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Não quero lembrar que nunca poderei esquecer,
A paixão que incendiou todo conceito de amor.
Não venha assombrar com o que poderia acontecer,
É vão imaginar que poderia ter sido menor minha dor.

Não quero ver em outros, algo a comparação,
É insano viver vislumbrando vidas vendo você.
Não quero ter sopros que congelem mais o coração,
Vai-se mais um ano cobrando compaixão de psique.

Não quis queimar meu ego com tua decadência,
Por medo de incinerar o que eu sentia realmente.
Não quis fumar em lata as cinzas de tua demência,
Não mais há quem esperar sóbrio, são e inocente.

Não quero esquecer que hoje e sempre te lembro,
De tão forte, o ego indefectível estilhaçou-se em mil.
Mais abstruso ser quando chega amargo novembro,
Sem consorte compatível, padeço com alvitre senil.
Ainda lembro cada parte, cada membro.
E até a morte hei de lembrar que fui eu quem desistiu.


Hedonismo, A Cura - Poetronic Music

Posted: 23 de nov de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
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Dedicada ao amor que me mostrou como sentir bem num mundo tão mal.

Amarga Praticidade Da Apatia

Posted: by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Victor sempre se compreendeu objetivo com seus sentimentos e os sentimentos que compartilhava com as pessoas. Se algo cometido por outrem lhe magoava profundamente, ele ia lá e matava... O sentimento pela pessoa. E foi se tornando uma pessoa solitária por abdicar dos sentimentos dos outros e de tentar remendar os seus. Nunca aguentou ferimentos profundos nos sentimentos. Mas sabia como sanar... Simplesmente amputando as emoções!
Quando chegou a determinado ponto da vida, Victor havia matado todos os que antes conviviam ao seu redor. Estava definitivamente sozinho rodeado de pessoas que ele não se importava. Então, nada mais lhe restava senão procurar novas vidas e novos ares que talvez não precisasse assassinar.

Receita de Tortilla + Chilli - Viva La Vida!

Posted: 22 de nov de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
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Tortilla (ou em português Tortilha) é um importante exemplar da cozinha mexicana e da América Central.
A tortilla é um gênero de pão ázimo, confeccionado a partir de farinha de milho e/ou de trigo. Geralmente usada como entrada ou base para outros pratos, como: burritos, tacos, fajitas e tostadas. 

Ingredientes:
- 1 ½ xícara (chá) de farinha de trigo
- 1 ½ xícara (chá) de fubá mimoso (se conseguir o
mexicano é melhor - ele é branco );
- 3/4 colher (chá) de sal;
- 3 colheres (sopa) de gordura vegetal;
- 3/4 xícara (chá) água morna.


Modo de Preparo
-Misture os 3 primeiros ingredientes. Junte a gordura vegetal e misture com os dedos, formando uma farofinha. Acrescente a água aos poucos mexendo com a mão, até formar uma bola. Se necessário, use pouquinho mais de água;
-Trabalhe a massa por cerca de 5 minutos, amassando até que fique bem homogênea e não grude mais nas mãos. Deixe descansar de 30 a 45 minutos.
-Divida a massa em 15 bolas e vá abrindo uma por uma, deixando as outras cobertas com o plástico (sempre). Se for fazer tortillas grandes, abra o disco com 18 cm, se for pra canapés mexicanos, corte com a xícara de café (lembre-se, a massa deve ficar fina);
-Frite as tortillas em frigideira quente: unte a frigideira com algumas gotas de azeite e toste levemente de um lado, vire a tortilla e pressione delicadamente até formarem as bolhas. Vire e aguarde mais 1 minuto. Vire novamente e deixe-a tostar levemente em alguns pontos.

Observações:
- Enquanto a massa está quente, você pode dar o formato que quiser, depois de fria não.
- Essa receita é adaptada, pois temos dificuldade em conseguir a milharina mexicana, que é o ingrediente que quase nunca se encontra no Brasil. Porém fica perfeita com fubá do tipo mimoso.

Para recheio: Pode-se usar qualquer coisa de sua preferência, desde cremes doces, até geleias e pastas como Guacamole, que já postei a receita. Outra receita para recheio muito fácil é:

Chilli De Soja

Ingredientes:
1 colher de sopa de azeite;
1 cebola ralada ou bem picada;
4 dentes de alho amassados;
1 colher de chá de orégano;
1 folha de louro;
200 g de proteína de soja texturizada previamente hidratada e escorrida;
2 xícaras de chá de purê de tomate;
1 colher de café de cominho;
1 folha de couve cortada em tirinhas;
2 xícaras de chá de feijão cozido (escorrer o caldo);
1 colher de sopa de salsa picada;
Molho de pimenta a gosto.

Modo de Preparo
- Aqueça o azeite em uma panela e refogue a cebola, o alho, o orégano, o louro e a soja texturizada;
- Junte o purê de tomate, o cominho e deixe ferver até engrossar um pouco;
- Acrescente o feijão, a couve e a salsa picada;
- Deixe ferver por mais 10 minutos;
- Adicione o molho de pimenta e desligue o fogo;
- Passe para um refratário.

Receitas adaptadas do Cybercook e Wikipédia.

*** 

Margô tinha uma afinidade com tudo que apresentava relação com a morte. Sua paixão por tradições que envolviam o tema só aumentava a cada dia que sua vida passava. Viajou o mundo admirando as interpretações mortuárias de várias culturas.
Até que se deparou com os 'Dia de Los Muertos', comemoração de antigos Meso-americanos que tinham como costume conservar os crânios humanos como troféus e mostrá-los em seus rituais. Eles acreditavam que os caminhos destinados às almas dos mortos eram definidos pelo tipo de morte que tiveram, e não pelo seu comportamento em vida, o que lhes fez ver o mundo de outra forma.
Quando Margô se deparou com essa possível realidade, decidiu que estaria preparada para que sua morte fosse em felicidade. Contudo fazendo da vida algo extraordinário a se consagrar.
Passou a viver de forma intensa, leve e feliz. Adorava os prazeres do paladar. Amava estar rodeada de amigos em festas gastronômicas vegans. E fez isso por muitos anos.
Foi justamente numa festa mexicana regada a muita tequila, tortillas, guacamole e burritos com pimenta que Margô faleceu rodeada de seus melhores amigos aos 105 anos.


Receita, degustação e conto em agradável colaboração de @Josi_Calixto.


Foice Vendada

Posted: 21 de nov de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
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Carne e ossos desfigurados, remontados a bel prazer,
E o rastro de sangue apodrecido faz o caminho carmim.
Quem quer continuar torturando diz que não tem a ver,
Mas quem sente a morte em empatia sabe quão é moroso o fim.

Um sonho em chamas de revolta incinera até consideração,
Não mais vale a pena ter afeto por foices tão ofuscas e afiadas.
Quem quer continuar matando clama que não teve intenção,
Mas sempre o prazer de ignorar a dor das almas "desalmadas".

Antes sozinho que em companhia da tortura insensata,
Pois as grades hão de continuar fechadas pela ignorância.
Quem quer persistir aprisionando sabe que tortura e mata,
Mas continuamente há de ver como natural seu status quo de irrelevância.
Por egoísmo e ganância só se importará quando for sua pele na chibata.

Ignis Fatuus

Posted: 19 de nov de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Escolhi extinguir nossa chama, com medo de incinerar da tua decadência. Hoje não mais há quem aqueça.

Calor Que Não Mais Beija

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“Amor é fogo que arde sem se ver”,
                    E mesmo que fátuo seja,
                                      Ainda há de aquecer.

Thanatophobia - Instrumental

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Dedicada a todos que jamais se deixam fazer de estátuas de pedra. A vida deve ser em movimento!

Atrocidades Em Slow Motion

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Quantas balas você vai precisar atirar
Para me provar que é superior?
Quanto sangue vai precisar jogar em meus olhos
Para cegar minha inocência?

E as pedras hão de crescer caladas
Sem que sintam nossa falsidade e dor.
E as flores hão de murchar
Para nunca perfumarem o velório de nossa indecência.

Quantas chagas em meu corpo
Terão que ser balsâmicas para serem sagradas?
Quanto de minhas entranhas
Ainda hão de convier pelo menos de guarnição?

E mais icebergs derreterão
Com as falsas lágrimas de vaidades segregadas.
E mais calor fará fundir a consciência
Que sempre procurou por tal aparição.

Evento - "Você Já Foi Vegan!" Isso é uma afirmação! - O que acha de VOLTAR a ser VEGAN?

Posted: 18 de nov de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Este evento intimista surgiu depois dos encontros VEGastronômicos, que apesar de terem tido boa frequência de pessoas, e de boa quantidade. Ao parar para pensar, não tivemos boa qualidade principalmente em discussão política. As conversas sempre ficaram em segundo plano. E a comida, como maior atrativo sempre teve mais atenção!
Compreendo que anteriormente o que mais foi prazeroso é ter mostrado que podemos realizar grandes farras, que envolvam comida e não envolver de modo algum sofrimento. Essa foi a ideia que ficou e por qual também fico contente. Mas estou farto da ideia de sempre ligarem o veganismo a uma dieta somente. Este encontro propõe um debate ativo, uma reflexão sobre nossa ideia de veganismo e comodismo.
Destinado principalmente para já entusiastas das ideias e possíveis multiplicadores da causa. Dedicada a meus amigos quais convido a uma ultima tentativa de exibição e sensibilização acerca dos danos que infringem a seres inocentes.
Na ocasião será lançado o zine Libertação Animal e Revolução Social de Brian A. Dominick versão em papel (20 pgs). Qual custará r$2,00 (Lucro destinado a flyers e panfletos para o picnic vegan).
Também haverá stencil e telagem de camisetas cingindo o tema Libertação Animal. Leve sua camisa, tecido pra peatche e sua Tinta.
A palestra que será exibida (em Datashow) é simplesmente tão absorvente que não se nota o tempo passar. São mais ou menos 70 minutos de explanação acerca do veganismo.

“Palestra inspiradora de Gary Yourofsky, na íntegra, sobre direitos animais e veganismo, realizada na Universidade Georgia Tech, nos EUA, no verão de 2010. Ouça a esse sensacional palestrante que vai desmitificar mitos, inundar sua mente com fatos interessantes e ajudá-lo a fazer escolhas éticas para ter um coração e uma alma mais saudáveis . Seu estilo carismático de discurso é único e tem de ser visto por qualquer um que se preocupe com animais ou que deseje transformar o mundo um lugar melhor.”

Gary é um palestrante americano que faz mais de 200 palestras por ano.


Vídeo da palestra com legenda em português (2GB). (DOWNLOAD)

Para mais informações: Guia Vegano e Vista-Se!

Espumas Ao Vento

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Como uma onda no mar,
A morte ainda traz resquícios passados,
Só o tempo há de dissolver
Completamente sonhos realizados.

O inevitável encontro
Na baixa maré faz o desespero constante,
E nem a chuva mais torrencial
Diminuiria o largo sorriso infante.

Mesmo que o oceano seque,
Ainda há de ser gozo nadar mudanças,
E nem em meio a desertos
A morte trará menos ou mais esperanças.

Um ponto simples ao sofrimento
Natural de se estar vivo pulsante,
Nem toda agonia ou alegria dura para sempre,
E nem as lembranças.

Tanto Por Nada - Poetronic Music

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Sentindo Vida

Posted: 15 de nov de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
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Certa noite em uma festa entre amigos, Phil teve um súbito ataque de melancolia. Ficou triste como nunca antes sem um motivo aparente. Sentiu-se deslocado daquele ambiente, sentiu que tudo não fazia sentido com nenhum momento sentido em sua vida. E quis se isolar num local onde não pudesse ver ninguém. Assim subiu a montanha e resolveu acampar por um dia e uma noite longe de todos que conhecia inclusive dele mesmo.
Observando a terra e a natureza ao seu redor pode perceber que a vida não passava de um sopro do mundo e, que sua vida não era mais longa do que a de uma mosca, uma flor ou do que a de uma borboleta. Sentiu que cada momento com seus amigos, mesmo que superficiais, era o que valia sua vida ser percebida como Phil percebeu a vida do resto do mundo. O ambiente em que está é que percebe que você está vivo. Quando ele pode intuir isso, sentiu-se mais vivo. 

Till My Dying Day - Instrumental

Posted: 10 de nov de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
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Porque o amor não acaba com a morte. Quem vive ainda há de amar até seu último dia... 
À meu amor, comigo ainda vivo!

Ideias Tortas

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Nossa paixão por
                     Vaidades mortas,
                                             Continua viva!

Evolução Do Viver

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Viver realmente há de ser mais do que nadar e morrer na praia. 
É rastejar, andar, criar asas, evoluir e voar... Voar!

Tempo De Despedida

Posted: 8 de nov de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , , , ,
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Um tempo em que a cólera é a reação mais corriqueira,
O sofrimento se repete ante a essência da chama fátua.
As batidas cardiais ecoam além da frondosa castanheira,
E o tempo corrói toda prosa, poesia, pintura e estátua.

Um tempo em que todos se dizem armados para vida,
Desconhecendo a acepção de estar vivo ante o espelho.
Não importa quantas feridas, dor ainda há de ser sentida,
Como um garantia de existência além do sangue vermelho.

Um tempo onde a morte é só a certeza do amanhecer,
As bocas anseiam o abismo a se estender ante o presente.
Não mais futuro fátuo, ou mórbida vida a remanescer,
Não mais lamúrias poéticas a transparecer que nada sente...
Não mais dor a esquecer...

Conselho Extático - Poetronic Music

Posted: 7 de nov de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
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Prosa poética publicada originalmente no Vinho Vulgar Especial na primavera de 2009 sob o nome de "Crônicas De Um Extático" como fala de Mr. Moon, personagem do conto Phil No País Dos Prazeres.

Tanatomania

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Desde adolescente Hilda tinha mania de comprar jornais tão somente visando os obituários. Frequentava grande parte dos velórios, e ia a cemitérios em cidades que visitava como se fossem atrações turísticas, por simples fascínio pela morte.
Passou amplo tempo buscando as palavras adequadas para seu próprio obituário e epitáfio. Passou amplo tempo buscando respostas acerca da morte. Certo dia Hilda caminhava distraída, lendo o jornal quando foi fatalmente atropelada por um caminhão. Contudo, morreu sorrindo da coincidência ao ver a frase no para-choque: "Morrer é apenas não ser visto. Morrer é a curva da estrada."*

*Frase de Fernando Pessoa.

Necrophilia - Instrumental

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Arte da capa: "Necrófilo Vodu", 2005.

Morte & Vida Mutual

Posted: 5 de nov de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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E cada coisa viva cede ao anseio dos ponteiros,
Nada mais afiado do que a certeza temporal.
Em inútil luta contra os sintomas rotineiros,
Vamos embarcando no balanço da valsa sazonal.

Tanto esperamos para iniciar planos vitais,
Que quando decidimos a vitalidade já secou.
Numa disputa contra os egos institucionais,
Cegamo-nos ante o brilho que nunca ofuscou.

E a constante ideia de ampulheta quebrada,
Faz a vida esvair mais rapidamente que o desejo.
Tantos caminhos sugando a vida malograda,
Tantos planos que não passam do ensejo.

E cada coisa viva além do humano tem finalidade,
Em carcaças que se tramam sem toque e sem beijo.
Em constante ofensiva ante a oportuna vitalidade,
Admirando o próprio velório, seguindo o próprio cortejo está a humanidade!

Sempre Vale Arriscar

Posted: 4 de nov de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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A morte ou vida devem ser tão seguras quanto um fio, uma teia. Sendo em boa companhia sempre vale o risco!

Centelha Nunca Sentida

Posted: 2 de nov de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Morte não só é a ocasião
       Mais importante da vida,
                Como jamais vivida.