Suor Imperceptível

Posted: 25 de mai de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Quando você estiver completamente esquecido seus desejos,
Esperando que chegue o dia do pagamento, saberá que é escravo total.
Nem toda dor é tão grande quando se debruça sobre os sobejos,
De nada adianta juntar tanta economia se o sacrifício é intencional.

Quando não mais restar nem um resquício de seu reflexo,
Saberá que se tornou o funcionário perfeito dentro do padrão.
Nem toda atividade será suficiente para chegar ao topo convexo,
Ao fim, toda previdência foi subjugada pelo prazer de seu patrão.

Seu fútil padrão consumiu mais do que qualquer relevância,
Você perceberá que tudo o que você trabalhou foi em vão!
Sua vida passou enquanto você se escravizou por ganância.

Slogan Da Companhia:

Posted: 20 de mai de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Impressione No Trabalho!
Importante não é o que você é ou o que você faz.
                                                                E sim, o que aparenta.

Naturais Papeis Escolhidos - Audiopoesia

Posted: 17 de mai de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Mentes Manufaturadas

Posted: by Lux Alt in Marcadores: , ,
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O fantasma do consumo possui teu corpo, sentidos e mente,
E não há exorcismo capaz de extrair, pois é mais complexo.
E saiba, tudo tem seu preço consciente ou inconsciente,
A maioria só cobra muito pouco para ceder sua imagem e reflexo!

Cada dia, um motivo para viver te atrai como propaganda,
“Morra depois de construir um império”, afinal essa é a razão.
Faça filhos para ter com quem gastar, pois o sistema manda!
O mundo precisa de mais consumo, mais dor, mais produção!

Tudo ao redor revolveu sobra de mercado manufaturado,
Todos se alienaram por tão pouco sem nenhuma valorização.
Tudo ao redor foi degenerado ao ceder a liberdade por essa falsa evolução!

Receita De Pizza Sem Sacrifício

Posted: 16 de mai de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Rita trabalhava arduamente em uma fabrica no período da noite. No local a carga horaria era bem puxada, se sentia escrava daquele maldito trabalho e do maldito sistema que diz que ela tem que permanecer naquele lugar para poder pagar uma educação decente para seus dois filhos. Afinal esperar que no serviço público tenha-se uma educação decente é esperar demais do mesmo sistema que quer deixar pessoas como Rita aprisionada em seus trabalhos medíocres.
Mas a pior parte de aguentar aquela labuta sem fim separada de seus filhos era sentar-se a mesa naquele refeitório enorme cheio de peões mal-educados que punham pratos cheios de comida só para desperdiçarem! E não à toa, a comida era definitivamente a pior coisa. Tudo feito como se fosse isopor com cheiro de comida. Depois de uma infecção intestinal, Rita se recusou a comer daquela comida sebosa. Levou um dia um pedaço de uma maravilhosa pizza vegetariana feita por seu filho de 10 anos! E dividiu com alguns colegas.
Ao degustar aquele prato caseiro, e saber que tinha sido feito por seu filho, pela primeira vez reconheceu que estava tendo o sacrifício retribuído. E para se sacrificarem juntos, Rita começou a vender pizzas e salgados vegetarianos na porta da fábrica. Depois comprou um carrinho, em seguida um trailer. Hoje Rita se sacrifica com seu filho. Porém ambos fazem algo juntos e que não faz tanto mal aos outros!

***

Receita De Pizza Vegan (Até Criança Faz!)

Ingredientes da Massa:
- 2 xícaras de trigo com fermento;
- ½ xícara de azeite ou óleo de soja;
- 1 xícara de água morna;
- 1 pitada de sal (ou preparado de alho e sal);
- 1 colher rasa de açúcar;

Modo de preparo: Misture a farinha trigo com o azeite e combine depois o sal e o açúcar. Logo em seguida misture a agua morna. Mexa até ficar homogênea. Se ela ficar grudando nos dedos, vá adicionando trigo às pitadas enquanto bate na massa (pode descontar a raiva do mundo aí), até que ela fique consistente. Reserve por 1 hora ou mais. Abra a massa em um círculo com ajuda de um rolo ou de uma garrafa vazia. Cuidado para não por muita força e estourar a garrafa.

- Unte uma forma média à grande com um fio de óleo e trigo;
- Ligue o forno em temperatura alta e deixe aquecer por 5 minutos.
- Ajeite a massa aberta na forma de modo que não fique sobrando espaço.
- Enquanto isso vá montando com carinho sua pizza.

Ingredientes do Molho Recheio:
- 150 gramas de molho de tomate (pode ser daquele pronto pra pizza);
- Azeitonas verdes e pretas (à vontade);
- 1 Tomate grande cortado em rodelas;
- ½ Cebola cortada em rodelas;
- Champion (à vontade);
- Alcaparras (à vontade);
- Milho verde (à gosto);
- Manjericão (à gosto);
- Orégano (obrigatório para ter gosto de pizza!).
- 1 dente de alho cortado em rodelas.

Modo de montar: Espalhe o molho como base acima da massa, organize em circulo as rodelas de tomate e cebola. O resto vá montando como achar mais conveniente! Em seguida leve ao forno.

Depois de 30 minutos está pronta! Se precisar, deixe mais ou menos tempo. Isso depende do seu forno.

Ah, lembrando que esta é uma receita para iniciantes e/ou preguiçosos. Ou para pessoas que só não querem ter muito trabalho na cozinha e ainda assim comer bem. E se você ficou em dúvida se a receita dessa massa dá certo, veja as fotos. Ou pergunte a quem comeu. Eu aprovei! Invente novos sabores! Monte com outros legumes. A receita acima é pratica por usar coisas em conserva, mas se você tiver disposição e tempo, dê preferencia a usar vegetais frescos.

Bon apetit!

Previdência (La Seguridad) - Instrumental

Posted: 14 de mai de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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         “É ai, o pesadelo dos escravos modernos que almejam somente ser levados por esta dança macabra do sistema de alienação.”  (Do documentário Da Servidão Moderna)

$ei, Mas Não Entendo!

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Não entendo para onde todos estão correndo...
Sacrificando as vidas em repetição tecnocrata.
Não entendo o porquê dessa ambição desenfreada
Se ao fim tudo o que é vivo acaba morrendo.

Não entendo porque definem metas tão materiais,
Se tudo pode ser conquistado na imaginação.
Não entendo porque tanta auto escravidão,
Se sonham com a liberdade das relações sociais.

Não entendo o que não há para entender,
Não entendo porque entram nesse jogo de poder,
Se todos sabem que quem mais tem, tem mais a perder.
Não entendo nem quero ter poder para entender.

Não entendo para que tantas casas e apartamentos,
Se só precisa de um teto para se proteger da chuva.
Não entendo porque tanto medo de ir além da curva,
Se a vida toda, todos reprimem seus comportamentos.

Não entendo porque mais uma moto mais um carro,
Se andar a pé é mais saudável para você e para mim.
Não entendo porque planejar tanto um seguro fim,
Se ao fim a segurança maior estará abaixo da terra e barro.

Trabalhando Na Chuva

Posted: 13 de mai de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Casa que não tem goteira é teia! - D.I.Y.

Mais Comprometimento!

Posted: 10 de mai de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Estavam se aproximando os festejos natalinos, e Chang (que usava nome Bruno na profissão) trabalhava numa sessão de telemarketing de uma empresa de cartão de credito. Não mais aguentava a pressão de seu supervisor para vender mais e mais e mais. Dizendo que o mesmo precisava vestir a camisa da empresa e ter mais comprometimento! Estava estafado, depressivo, exausto e com um humor prestes a explodir! Sua vontade era de sair metralhando todos naquele departamento que sabe ele ilude muitos e muitos clientes.
Depois de uma discussã0o com tal supervisor, Chang foi tomar um cafezinho ignorando as ordens e ameaças de demissão dele. O supervisor foi ao próximo colaborador que simplesmente já tinha o mesmo instinto de Chang, porém tal colega usou seu 13º salário e comprou uma Magnum 357 qual descarregou no boçal a sua frente! Chang simplesmente continuou tomando o café em pé frente ao colega fuzilando o supervisor. Como se fosse um lindo evento da natureza acontecendo ali diante dos seus olhos. Todos ao redor simplesmente aplaudiram o colega fuzilador pelo grande ato!

Trabalhar Mata Parte II - Audiopoesia

Posted: 8 de mai de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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O Que Você Faz Da Vida?

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Por quanto tempo mais você viverá a sombra do que você faz?
Quanto do seu trabalho é sua identidade?
Você é você ou você é o que você faz?
Quanto mais você conhece de outra realidade?

Quanta vergonha ainda será suportada em nome do progresso?
Quanto de você ainda é de sua vontade?
Você faz o que deseja ou você só deseja ter mais?
Quanto mais você quer considerar prosperidade?

Por quanto conforto você vai abrir mão de seu reflexo?
Se nunca é suficiente a vontade de estar no ápice,
Você é tão real quanto a imagem que mostra,
Ou só gosta de ser mais um produto de manufatura?

Quando vais perceber que viveu toda a vida sendo profissional esquecendo-se de ser você?
Quando você vai permitir viver além do que faz e do que dizem que você é?
Quando você vai responder “Eu vivo” quando perguntarem o que você faz?
Quando você vai dizer que não precisa de tanto mais para estar satisfeito.
Quando você vai mudar o seu conceito?

Trabalho Colorido

Posted: 7 de mai de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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A padronização do trabalho está além das diferentes cores dos produtos manufaturados. Mude além da sua casca!

Naturais Papeis Escolhidos 3

Posted: 6 de mai de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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A formiga saúva de tanto trabalhar sem ter seus direitos e méritos individuais reconhecidos, resolveu por si que aquele verão não queria mais sacrificar sua vida por uma colônia que não era a dela. Queria saber como era a existência livre ao redor do mundo. E foi o que fez, desistiu de sua espécie alienadamente trabalhista e refugiou-se com as felizes e hedonistas cigarras do ipê roxo do jardim.

Curriculum Vitæ - Instrumental

Posted: 4 de mai de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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"Curriculum Vitæ (do latim trajetória de vida)"
Eu não tenho um...

Jeito Moderno De Sonhar

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Todos protestam que abominam o trabalho e a chibata do capataz,
Mas não sabem mais, se trabalham pra viver ou vivem para trabalhar.
Afinal, o que é uma cipoada a mais comparada a um carro novo? Ao fim tanto faz.

Boa Engrenagem Boa

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Em memória de Oiran Formiga.

Fator Previdenciário

Posted: 3 de mai de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Tudo o que havia de essência foi sugado e transformado em suor,
Mais produção! Mais força! Mais vontade! Mais comprometimento!
Tudo o que havia de ego ficou no íntimo profundo da cinza em pó,
Menos emoção! Mais celeridade! Menos simpatia ou sentimento.
Canibal corporativo, escravo intencional do estático desenvolvimento.

Tudo o que havia não era tão importante afinal, foi fácil abdicar,
Por maior justificativa de sustentabilidade, não fez único protesto.
Tudo o que havia já era manufatura com etiqueta fácil de fabricar.
Tanto quanto copiar produto escravizado por peão com futuro funesto.
Canibal corporativo, escravo intencional de egocentrismo desonesto.

Ao fim o sustento canibal corporativo não era assim tão indigesto
Ao fim tudo o que interessa não é ter uma pessoal identidade,
Ao fim o tudo que queria não era tanto quanto todo o resto.
Ao fim o tudo não passava de consumo imposto pela civil sociedade,
Ao fim não haverá previdência que sustente esse gesto de indignidade!

Era Dos Para-Choques - Audiopoesia

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Almejada Promoção

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Fáber sempre quis estar no topo da empresa, mesmo que para isso tivesse que passar por cima de vários colegas. Fazia de tudo para estar no ápice das coordenações. Abrindo mão de tempo, férias e até de relações afetivas e da família. Mesmo submetendo os seus colegas subordinados a constante humilhação, justificava-se dizendo que para ser promovido, deveria mostrar-se eficiente! Tanto quis chegar ao cume da corporação sobrevindo por cima dos outros que certo dia Fáber “acidentalmente” escorregou do terraço. 

A Abolição Do Trabalho - Bob Black (eBook)

Posted: 2 de mai de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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  (DOWNLOAD)                      
Original: The Abolition of Work
Autor: Bob Black
Tradução: Abdoulie Sam Boyd e Lumir Nahodil
Editado em Lisboa em 1998 por «Crise Luxuosa»
Publicado originalmente nos EUA em 1985.
A versão original inglesa (e outros ensaios do autor) está acessível em «The Disenchanted Workers Union» ( http://www.cat.org.au/dwu/ ), com a seguinte referência: Bob Black's 1985 essay, «The Abolition of Work» appeared in his anthology of essays, «The Abolition of Work and Other Essays», published by Loompanics Unlimited, Port Townsend WA 98368 [ISBN 0-915179-41-5]. The following disclaimer is reproduced from the verso of the title page: «NOT COPYRIGHTED. Any of the material in this book may be freely reproduced, translated or adapted, even without mentioning the source.»
Páginas dessa edição digital: 15                                                         

“Existe tanta liberdade numa moderada ditadura desestalinizada como num ordinário local de trabalho americano. A hierarquia e a disciplina no escritório ou na fábrica é idêntica àquela que encontramos na prisão ou num convento.”


Sobre o autor: 
Bob Black (Robert Charles Black Jr.)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nascimento: 4 de Janeiro de 1951, Detroit, Estados Unidos
Ocupação: Filósofo, Advogado
Escola/tradição  Anarquismo, Anarquismo Pós-Esquerdismo

Robert Charles Black Jr., mais conhecido como Bob Black (Detroit, 1951), é um advogado e anarquista estadunidense. Tem uma formação acadêmica respeitável com graduações em Ciências sociais e Direito, além de dois títulos de mestrado. Porém, o que o tornou famoso, foram cartazes anarquistas, situacionistas, comedianistas e absurdistas que criou à frente da "Última Internacional", entre 1977 e 1983. Além da ação panfletária, escreveu centenas de ensaios, distribuídos indistintamente entre periódicos anarquistas, jornais da área de direito e órgãos da grande imprensa, como Wall Street Journal, Village Voice, Semiotext(e) e Re/Search. Publicou Abolição do Trabalho e Outros Ensaios (1985), Fogo Aliado (1992), Beneath the Underground (1994) e Anarchy after Leftism (1996). Cria jogos de palavras, aliada ao humor ácido e ao conhecimento teórico.
Suas principais contribuições teóricas ao anarquismo e à filosofia em geral versam sobre a crítica ao trabalho[1] e a problematização da relação ente o anarquismo e a esquerda tradicional[2]. Esta última colocará o autor como um dos precursores da corrente anarquista conhecida como pós-esquerdismo.

Principais obras

·         The Abolition of Work and Other Essays;
·         Beneath the Underground;
·         Friendly Fire;
·         Anarchy After Leftism.


“Uma vez esvaziada no trabalho a vitalidade do povo, os indivíduos ficam aptos para se submeterem em todas as coisas à hierarquia e ao saber dos peritos. Uma vez submetidos, as pessoas estão prontas a serem usadas.



(In)Dignidade

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O Trabalho dignifica o humano,
Que está acima do infeliz,
Que teve todo trabalho.


Dignidade: Significado de Dignidade:
s.f. Qualidade de quem é digno; nobreza; respeitabilidade.
Cargo ou título de alta graduação.

Workaholic - Instrumental

Posted: 1 de mai de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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"No one should ever work.
                      Work is the source of nearly all the misery in the world. Almost any evil you'd care to name comes from working or from living in a world designed for work. In order to stop suffering, we have to stop working."
                                                                                                                                  Bob Black

Nunca Será O $uficiente

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O som repetitivo das máquinas ecoa aos quatro cantos do mundo,
Sussurrando o consumo como recompensa da sociedade civil.
Ninguém mais quer realizar um sonho próprio profundo,
A não ser que essa quimera seja material palpável de valor vil.

Um canto de lamento ecoa dentro das mentes ocas e encarceradas,
Não mais lágrimas sem açúcar, glutamato ou gordura saturada.
Temos nos envenenado pelo conforto da alimentação aleijada,
Nenhuma diversão vem sem mostrar ao resto sua cínica risada.

Não basta amar, tem que se possuir para si o amor ou a paixão!
Não basta ter tudo o que precisa, tem que se ter consumo da produção!
Não basta ser livre, tem que manter o resto do mundo cativo.
Não basta viver, tem que matar os outros para saber que só você está vivo!
Você está mesmo vivo?