Momentos À Deriva - Audiopoesia

Posted: 26 de mar de 2011 by Lux Alt in Marcadores: ,
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Poesia publicada originalmente em 18/03/2008  A capa promo por Lux Alt: Louco (Sem Manji) & A Besta Mítica Da Mente - Desenho de 2004 para terceira edição do zine DeMentes.

Dois Sonhos Comigo

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Sonhar com uma cura faz praticar o mesmo erro novamente,
E de novo, de novo, nada de novo passa pelo espectro da mente.
Um delírio obstinado com o que foi a realidade a tantos luares,
E nada mais faz sentido nos sentidos de outros planos e lugares.

Sonhar com um exorcismo faz ter mais fé no ódio puro e humano,
Nenhuma luz há de iluminar as sombras desse espectro insano.
Uma epifania não custa tão caro quanto uma iluminada seringa,
E custa tanto quanto consta na alma que “quem ama se vinga.”

Sonhar com o despertar da loucura dentro da realidade sonial,
Fez a desistência de ser consciente tornar-se rotulo manicomial.
Sonhar a cada momento faz o mundo parecer mais real!

Receita De Patê A Base De Soja (Combate A Larika!)

Posted: 25 de mar de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Para ser vegetariano num local como esse, é necessário ter um pouco de criatividade. Afinal, você não vai ficar comendo soja com gosto de papel a vida toda vai? Teste! Brinque, tente dar a seu paladar o que ele pede. Se isso não está em suas po$$ibilidades, reinvente! Quem disse que precisa ter grana pra se alimentar bem e ter paladar? E afinal, um vidro de alcaparras custa mais caro que um quilo de carne? Acho que não! Um pacote de extrato de soja você consome tão rapidamente quanto consumiria leite de vaca? Então, pare de reclamar e faça a conexão. Vai ser melhor para você e para o mundo!

Maionese De Soja
(Existem várias receitas bem semelhantes por ai net à fora. Crie a sua também!)

Ingredientes
- 2 xícaras (chá) de extrato de soja "leite" em pó. (Eu usei integral, mas do normal serve);
- 2 xícaras (chá) de água gelada;
- 1 colher (chá) de sal (ou tempero misto de alho, sal e pimenta);
- Algumas alcaparras (opcional); ( é mais salgada do que o preço hehehe)
- 3 dentes de alho amassados com sal
- Óleo composto de soja e oliva (se não tiver, pode usar óleo de soja mesmo ou outro tipo de óleo, como de milho, girassol, algodão e etc.)
- Orégano à gosto;
- Pimenta do reino à gosto;

Modo de preparo (Mais fácil que isso, só comer!)
1. Adicionar todos os ingredientes, com exceção do óleo, no copo do liquidificador e bater.
2. Adicionar o óleo, bem devagar, no centro da massa até atingir uma consistência firme, quando ocorre o fechamento do "furo" no centro da maionese e o liquidificador não consegue mais bater.
- perfeita para comer com pão ou torradas. Ou usar em saladas como usam a maionese fascista.

Agora é só chamar a galera e matar a larica! Pode ser guardada em geladeira por vários dias (Em recipiente com tampa). É uma receita que pode ter adição de vários ingredientes, como por exemplo, azeitonas, pimenta de cheiro, salsa, tomilho, e o que a imaginação deixar.

***

Soja

Alimentos à base de soja estão em todo lugar - leite de soja, iogurte de soja, carne de soja, entre outros. A soja é bem popular porque se acredita que ela seja um alimento que combate e previne diversas doenças. Alguns estudos destaca a soja como um alimento eficiente para prevenir doenças do coração, ajuda na cura do câncer, alívio dos sintomas da menopausa e prevenção de osteoporose.

Além de ser rica em proteínas e fibras, o óleo de soja é do tipo "bom", rico em ômega-3. A soja também é o único legume considerado uma proteína completa. A proteína completa é aquela que contém todos os 9 aminoácidos essenciais que uma pessoa deve consumir. Legumes geralmente são incompletos, necessitando de uma combinação com grãos para que forneça todos os aminoácidos necessários. Por esse motivo, a soja é muito utilizada na dieta vegetariana, como por exemplo, o tofu.

Sonhos E Mitos

Posted: 24 de mar de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Os $agrados deuses estão figurados somente em opúsculos
Então, as bibliotecas são panteões infinitos...
E você é o pobre deus... Que os imagina maiúsculos!

Ao Redor Da Materialidade

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Ao redor dos sentimentos de culpa há inconsciência,
Entre o desejo de ser real e extrapolar a incoerência.
Ao redor dos momentos de dor, o desejo é desistência,
Mas que existência não é dor perante toda impaciência?

Ao redor da vida, tantas mortes caem ao bel prazer,
Entre vontades egocêntricas e ignorâncias do saber.
Ao redor do esquecimento, a ausência de mortal ser,
Todos fingem não ser consigo o que preferem não ver.

Ao redor, tudo é mais uma extensão de nossa vontade,
Tudo o que somos, tudo o que temos, a mentira e verdade,
Ao redor tudo é só mais um reflexo fiel do que é a realidade.
Ao redor tudo é só mais um reflexo fiel do que é a racionalidade.

As Ideias Nunca Morrem... - Instrumental

Posted: 23 de mar de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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تحت وجود اللحوم المثالي.   الأفكارأبدا
يموت! والأفكار أبدا

يموت!
Tradução do árabe: "Por baixo dessa carne existe um ideal. E as idéias nunca morrem..." - V De Vingança. A capa promo por Lux Alt: "Green Fary" - Desenho de 2004 para o DeMentes Zine #3.

Sempre É Possível Distorcer A Realidade! Tente...

Posted: 22 de mar de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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 SEMPRE É POSSÍVEL


DISTORCER
A REALIDADE! 
TENTE!

Resenha E Entrevista Sobre O Álbum De Lux Alt – DeMente [2011] - Verborréia Vol.4 (Por Anita E.)

Posted: 20 de mar de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Lucas Altamar que lança ótimos discos D.I.Y. sob o nome de Lux Alt acaba de terminar um dos melhores álbuns até aqui - se não o melhor. O disco só sai oficialmente no dia 20 de Março às 20:21 (horário do Equinócio de outono), pois ele é em periodicidade sazonal metodicamente pontual. Mas já circula pela internet há alguns dias e vem inquietando quem o escuta. Principalmente os amigos que mostro.

Existem duas formas de se olhar para o DeMente: comparando-o com seu antecessor, o marcante Sorriso Diário, e/ou estreitando a vista para apenas o atual disco. (O que é quase impossível, pois tem dado continuidade infatigável as suas produções) Os hits épicos do álbum de 2010 de Lucas parecem dar seqüência a esse novo trabalho. E ainda assim com notória evolução!

A neo-psychedelia está presente desde a introdução. A sonoridade de DeMente gira em torno de uma espécie de I-Doser misturado com baixos doces, sintetizadores bem gritantes e uma pegada meio The Knife (que ele revelou curtir muito). Os efeitos de flanger estão presentes durante quase todo o disco, que também conta logicamente com suas poesias melhoradamente entoadas e envolventes. Em sua grande maioria falando sobre loucura.

A ideia de construir um álbum para ser ouvido em fones de ouvido, do começo ao fim reforça a intenção do autor querer que as pessoas sintam as músicas. Existem pontos bem altos no disco a começar pelo título. Uma dualidade de significado interessantíssima. (Só um gênio para ter esse insight!) Qual ele faz questão de pronunciar bem na faixa introdutória: DeMente.

A música eletrônica volátil e experimental de Lux Alt tem um charme único: batidas nubladas, camadas e mais camadas sonoras emboladas que vão se tornando irresistíveis, além de sua voz empossada à este ritmo, presente em quase todas as músicas. O interessante da música de DeMente é sua instabilidade positiva. As músicas conseguem entre si alternar momentos mais dançantes, e momentos mais densos, feitos para serem apreciados de ouvidos e alma.

Cada música em si desse álbum tem uma característica própria. Repetições contínuas, novos sons a cada segundo que passa, uso de instrumentos externos, e várias outras influências. "A Quantia Da Realidade", faixa que segue o espetáculo, mistura vários sintetizadores que são levados por um outro que lembra algum tipo tribo urbana confraternizando, e que logo ganha a companhia da grave voz de Lux. Aliás, é esta que entra de vez na nossa cabeça para não sair mais em "Voltando Às Raízes DeMentais", faixa que tem uma pergunta repetida várias vezes em efeitos que vão e vem num ritmo sedutor ao extremo. Em "Interminável Busca" há uma acelerada de ritmo! E ele breca a faixa para introduzir a poesia com um efeito metálico que penetra nos tímpanos, chegando a fazer cócegas!

Na “Mitocôndrias Adaptadas” desacelera um pouco o ritmo, mas é levada por um sintetizador pesado, nos fazendo de qualquer forma sentir sons exclusivos nos lados dos ouvidos, um de um lado e outro no outro. Um pra lá, um pra cá...

"Código De Crença" começa com uma marcha baixa ao fundo, e logo ganha vida quando entra uma guitarra barulhenta pra começar a simples mistureba. É a faixa mais minimalista do álbum, rica na poesia e que muito lembra o tema do álbum anterior. “Máscaras Sob Máscaras” lembra músicas de world music com entonações de batalhas épicas e muitos elementos muito bem encaixados, entre citra, violinos e vocais sobrepostos. Porém é uma faixa desconexa do resto. "Humana Impotência" começa com uma gargalhada que lembra aqueles filmes de terror com brinquedos, e é a faixa que Lux se rendeu a cantar. (em ótima entonação a propósito) Usando um magnífico efeito de eco que faz as palavras adentrar no cérebro. “Câmera Obscura” é uma faixa das mais experimentais! Tanto do ritmo feito em sua maior parte por palmas quanto a poesia que parece dadaista muito bem recitada. “Toques De Desconstrução” vem de leve, sedutora, inquietante, com efeitos excêntricos e rotativos ao fundo para só então a entrada da voz calma de Lux,.

Aparentemente o álbum é dividido pela faixa que se segue com uma linda introdução de cordas. “Mosaico Mental” muda de aspecto como jamais esperaria, mas que de algum modo encaixou perfeitamente com o sintetizador que segue. “Pedaços De Sanidade” lembra um domingo de incertezas quando se tem muito trabalho guardado para segunda feira. Que apesar de ter uma boa musicalidade, deixou a desejar na entonação da poesia que fica entre a canção e uma locução fraca de rádio. Provavelmente a pior faixa do disco. Mas que logo é recompensada por “Transcendência Do Delírio” simples e de uma profundidade singular. Semi cantada e muito bem cantada! O aspecto misterioso faz prestar-se atenção contínua as palavras.
Mesmo que já fosse óbvio há tempos antes deste disco, a marca que aqui fica é o experimento pulsante. A música que é aquela que deve ser levada para pista de dança, “A Distância Das Ideias” é simplesmente acentuada e agradavelmente repetitiva. A poesia é recitada quase que de um fôlego só, o que fez encaixar impecavelmente! O mesmo formato de casamento vocal prossegue em “O Isolamento Racional” que complementa o bloco dançante do disco.

“Máscaras Exclusivas” é outra faixa que faz cócegas nos ouvidos, mas não há nenhuma graça, ela é carregada de uma melancolia em seus sintetizadores. Uma das mais tocantes e singulares. A representação de sonoridades instável e louca reflete-se bem em “Arames Sociais” que parecem cortar as tramas de estabilidades sonoras. Ela única passa por diversos ritmos sem perder o fio, ou no caso, o arame!

“Horror Show” seria tema do álbum como me revelou Lucas, mas ela em si não é uma música. Lembrou muito o tipo de faixa do primeiro volume do Verborréia. Ela tem um aspecto bipolar em suas montagens sonoras. Admito que gargalhei muito e que relembrei vários aspectos desse tema. Televisão é foda mesmo! O chocalho que é usado ao fundo da poesia é muitas vezes irritante de tão agudo, mas que faz dar-se atenção maior a poesia. E para terminar a faixa, um trecho de uma novela mexicana, ficou simplesmente fabuloso. Foi a que mais parece representar a poesia!

O “Outro” do cd é uma montagem simples e que dá vontade de pular e parar. Tem em essência o mesmo aspecto bipolar só que com um mistério e desânimo. E mais uma vez Lucas entoa o título do álbum para que não se confundam entre DeMente e Demente.
Há algumas edições do cd em que Lucas adicionou faixas bônus. A que me foi enviada foi com “Interminável Busca (Versão Estendida)”, com um minuto a mais de dança E “DeMente Outro – Outro Bônus Extra EcstaMuzzy Mix 4 Drug Yo Mind”, que é mais uma dançante no estilo do Outro só que mais centrífuga mentalmente falando.

Achei até agora o melhor trabalho de Lux Alt, vale a pena ser conferido de ouvidos e mente aberta. Quase que eu não tinha tempo de realizar essa resenha, e ia enviar somente uma entrevista para que o próprio autor discorresse acerca de suas músicas. Mas valeu a pena parar e expressar minhas impressões a respeito desse cd complexo e profundo. Muito bem acabado, de arte impecável. Inclusive com a novidade que ele sempre estava falando, a arte no próprio disco! Mais um belo trampo para coleção! Fico agradecida por sempre ouvir em primeira mão seus trabalhos!
                                                                              Por Anita E.
ENTREVISTA

VOCÊ COMEÇOU A FAZER MÚSICA COM POESIA OU POESIA COM MÚSICA? COMO SE DEU ISSO?
Comecei fazendo poesia. A música veio do desejo de realizar mais uma produção que eu mesmo fizesse sem carecer de alguém para concluir. A audiopoesia surgiu do desejo de eu decorar minhas próprias poesias. Depois de fazer o 1º cd do Verborréia, tomei gosto por editar som e daí foi só fuçar mais em programas diversos e por aí vai.

PORQUE A ESCOLHA DESSE TEMA (LOUCURA) PARA UM ÁLBUM COMPLETO?
Sempre fui fascinado pelo tema. Sempre me atrai... Tenho vários personagens que são DeMentes.
Eu vejo esse tipo de trabalho que faço (Cds de poetronikmusic) como uma nova mídia de zine. Sempre produzi zines. E um dos que tenho maior carinho e de poesias que sempre gostei é o DeMentes Zine. Daí foi só pegar aquele tema, juntar isso mais aquilo... E Voilà!

QUAL O MOTIVO DE TER USADO UMA FOTO NA CAPA DO ÁLBUM DESSA VEZ, JÁ QUE VOCÊ DESENHA TÃO BEM?
De modo egocêntrico (até recebi críticas por isso), resolvi usar essa foto específica por ser uma foto que eu acho bela. Contudo é mais profunda pra mim. É sem expressão. Não há sorriso, ou tristeza, raiva ou alegria, não há soberba ou submissão. A expressão está vazia. Então achei que encaixaria perfeitamente. Outro motivo pelo qual não usei desenhos, é que eu não queria de modo algum que interpretassem o tema Loucura com infantilidade ou como brincadeira. Usei ao fundo na arte outros símbolos mais subjetivos e sobrepostos pra relembrar quando eu ficava vendo desenhos estranhos na estática da TV. (louco!)

NÃO SEI SE É SEGREDO, MAS PODERIA DIVIDIR CONOSCO QUE SOFTWARES VOCÊ USA NA PRODUÇÃO DE SUAS SONORIDADES?
Claro que posso dizer, é só procurar e baixar e fazer música também. Todos os softwares e ou home pages que uso são bem intuitivos. (alguns crakeados, outros freeware mesmo) São eles: FL Studio 8-9, Magix Music Maker, Free Audio Editor, Mp3 Editor For Free, Akitiv Mp3 Recorder, Nero 8, AIMP2, Dropbox, Switch Sound File Converter, ButtonBeats, Jam Studio e Myna Music. Basta?

COMO OCORRE SEU PROCESSO CRIATIVO? QUAIS SUAS INFLUÊNCIAS?
Ixi... Acontece de modo simples: Eu tenho uma data de lançamento, vou e faço. As poesias em sua maioria já estão prontas. Então crio ou monto a música que se incorpore a idéia do poema. Quanto influencias, prefiro não comentar algum projeto específico. Mas digamos que sempre é algo novo. Sempre renovo minha tracklist no mp3. Sempre buscando musicalidades novas!

 ALGUÉM TE AJUDA COM ALGUM INSTRUMENTO, SINTETIZADOR, EDIÇÃO OU EQUALIZAÇÃO?
Naum! Tudo eu mesmo, sozinho comigo mesmo. E meus dois bixim, os PCs que sempre ameaçam me deixar na mão quando digo pra mim: Vou fazer um novo cd! HAHAHA. Mas eles sempre resistem!


VOCÊ FAZ/FAZIA(?) PARTE DA NE KONI, AGORA ESTREARÁ COM A ELECTRICOFFEE (QUE QUERO OUVIR EM BREVE!) QUAIS SÃO SEUS PRÓXIMOS PLANOS DENTRO DA MÚSICA?
Digamos que faço parte de apoio da Ne Koni. Pois eh, a ElectriCoffee está seguindo sem muitas ambições. Mas com um companheiro bem no meu estilo de responsabilidade. Então acho que pode dar bem certo. Meus futuros planos são de tentar entrar mais nessa historia de DJ. Contudo quero sempre estar usando músicas experimentais. Quem sabe tocar em festas e tal, mas sempre mantendo essa assinatura experimental.

QUAL A IDÉIA, E O QUE PODEMOS ESPERAR PARA O(S) PRÓXIMO(S) ÁLBUM(S)?
Para o próximo cd pretendo fazer uma compilação de todas as faixas que estão sendo publicadas no blog. E terá o titulo homônimo: Por Uma Liberdade Mais Ativa! Vol.1 e em seguida, no inverno desse ano, lançarei o 5º volume do Verborréia: Incognito. - Provavelmente meu cd mais ambicioso... (acho que sempre falo isso) – mas minha mente já está fervilhando de ideias de arte e sonoridades. É isso!

Abismos Das Consciências

Posted: 19 de mar de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Os acidentes entre a sanidade
                                    E a probabilidade das coincidências,
Tornam-se mais contingentes
                                    Quando se perpetuam em evidências.
E não adianta fechar a mente,
                                    Mais uma vez caímos nas reticências...

(...)

A Bolha Da Percepção (De Giselle “Cool-Color”)

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Ao redor, tudo parecia ter uma coloração pálida, e ali dentro de seu mundo, Giselle via as cores com mais intensidade, e sabia que era vista como estranha por isso. Pois ela observava nos olhos alheios, o vermelho da raiva, o verde de inveja, o conservadorismo marrom, a inconsciência do preto. Todos a viam como louca por ver e expressar ver cores além da percepção do resto do mundo. E ela simplesmente se orgulhava do prisma em sua retina!
Num dia cinza, a aprisionaram num recanto branco, vazio. E entre malignos sorrisos amarelos a drogaram com fármacos monocromáticos. Depois disso, com uma infeliz lobotomia, estouraram a bolha da percepção dela.
Por um grande período obscuro, Giselle viu o mundo em preto e branco, mas sua memória imaginativa a refez a colorida DeMente que anda livremente em sua bicicleta arco-íris com Muzzy no cestinho! "Trinm-Trinm!"

Medo Irracional - Audiopoesia

Posted: 18 de mar de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
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Poesia publicada originalmente em 22/12/2007. A capa promo por Lux Alt: DeMente Segurando Muzzy - Desenho de 2003 para o Penumbra Zine #2.

Quando O Sol Beber Um Pouco De Vinho

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Quando as amizades parecerem mais reais do que os amigos imaginários,
Você terá a certeza de que não tem imaginação suficiente para estar sozinho.
Quando tudo que passar numa novela parecer sua vida na realidade,
Você terá certeza que não está falando nunca a verdade e que está controlado.
Quando o futuro parecer mais simples e com boa novidade,
Você terá certeza que o presente está tão virado quando o passado.
Quando a razão parecer mais lógica do que a loucura na insanidade,
Você terá certeza que nenhuma certeza é mais duvidosa do que foi duvidado.

Rorschach - Instrumental

Posted: 17 de mar de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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A capa promo por Lux Alt: "Changeling De Asas LSD" - Desenho de 2004 para o Penumbra Zine #3.

O Quão O Reflexo É Ilusão

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O crepúsculo tem de sanidade é a mesma quantidade que a realidade tem de inocente.
E por mais que tentem decifrar veracidade nas vicissitudes da razão,
Nem mais uma gota de sobriedade será capaz de manchar o juízo do DeMente.

Dançando Em Espirais

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Há uma dança em cada vida ao redor, é só admirar um pouco do tudo qual fazemos parte!

A Reticência Além Da Ideia De Abismo

Posted: 16 de mar de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Uma mancha quer dizer tanto sobre as ideias, quanto os reais ideais,
E mesmo o mais catedrático ser não saberia diferenciar formas tais.
Nem mesmo a apreensão da loucura poderia esclarecer tal eclipse,
E mesmo a vida parecendo atraente, nunca é tarde para o apocalipse!

Não mais adianta esperar a resposta do além em sua peregrinação,
E por mais pessoas que venha a ter relação, a finalidade é danação.
Tantos olhos quebrados, tantos suspiros sem açúcar, pimenta ou sal,
E por mais que tente sentir sabor algum, a língua sempre prefere o mal.
Essa ideia DeMente é tão simples quanto tudo que imaginamos pode e é já real!

V De Vingança (HQ) - Alan Moore

Posted: 15 de mar de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , , , ,
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Série Completa (DOWNLOAD)

Capa de V de Vingança, edição de colecionador.
Editora Reino Unido: Quality Comics
Estados Unidos: Vertigo (DC Comics)
França: Delcourt
Brasil: Abril Jovem Panini Comics
Formato de publicação: série limitada
Publicação original 1982
Última Publicação  1988
Qte. de edições        10
Gênero (s): anarquismo, mistério, pós-apocalipse, Anti-herói
Roteirista e Argumentista: Alan Moore
Arte:    David Lloyd
Desenhista: David Lloyd e Tony Weare
Arte-finalista: David Lloyd e Tony Weare
Colorista(s)  Steve Whitaker, Siobhan Dodds e David Lloyd
Projecto Banda Desenhada  · Portal da Banda Desenhada

"Voilà! À vista, um humilde veterano vaudevilliano, apresentado vicariamente como ambos vítima e vilão pelas vicissitudes do Destino. Esta visagem, não mero verniz da vaidade, é ela vestígio da vox populi, agora vacante, vanescida, enquanto a voz vital da verossimilhança agora venera aquilo que uma vez vilificaram. Entretanto, esta valorosa visitação de uma antiga vexação, permanece vivificada, e há votado por vaporizar estes venais e virulentos verminados vanguardeiros vícios e favorecer a violentamente viciosa e voraciosa violação da volição. O único veredito é a vingança, uma vendeta, mantida votiva,não em vão, pelo valor e veracidade dos quais um dia deverão vindicar os vigilantes e os virtuosos. Verdadeiramente, esta vichyssoise de verbosidade vira mais verbose vis-a-vis uma introdução, então é minha boa honra conhecê-la e você pode me chamar de V."


V de Vingança (versão em português para V for Vendetta) é uma série de romances gráficos escrita por Alan Moore e em grande parte desenhada por David Lloyd. A história se passa em um distópico futuro de 1997 no Reino Unido, em que um misterioso anarquista tenta destruir o Estado, através de ações diretas.

V de Vingança foi publicado originalmente entre 1982 e 1983 em preto e branco pela editora britânica Warrior, mas não chegou a ser finalizado. Em 1988, incentivados pela DC Comics, Allan Moore e David Lloyd retomaram a série e a concluíram com uma edição colorida. A série completa foi republicada nos EUA pelo selo Vertigo da DC e no Reino Unido pela Titan Books. No Brasil, foi publicada em 1989 em cinco edições em cores pela editora Globo e mais tarde pela Via Lettera, em dois volumes em preto e branco; em 2006 teve uma edição especial pela Panini, em volume único, colorido e com material extra.

Enredo
O enredo é situado num passado futurista (uma espécie de passado alternativo), numa realidade em que um partido de cunho Totalitário ascende ao poder após uma guerra nuclear. A semelhança com o regime Fascista é inevitável devido ao fato do governo ter o controle sobre a mídia, a existência de uma polícia secreta, campos de concentração para minorias raciais e sexuais, muito perto do que pensou Hannah Arendt no seu livro "Origens do totalitarismo" de 1951. Existe também um sistema de monitoramento feito por câmeras nos moldes de "1984", de George Orwell, escrito em 1948. (Na época, o CCTV ainda não existia tal como o é hoje na Inglaterra quando a obra foi escrita).
A história em quadrinho foi escrita num momento histórico no qual a Inglaterra estava implementando o sistema Capitalista Neoliberal com a primeira ministra Margaret Thatcher. Ao mesmo tempo o "Socialismo Real" da extinta U.R.S.S. (atual Rússia), estava em total descrédito devido aos horrores do Stalinismo.
"V" (codinome do protagonista) tem uma postura Anarquista.
Nesta obra, como definiu tanto Enrico Malatesta no seu livro "Escritos revolucionários" e outros Anarquistas, como Mikhail Bakunin, Pierre Joseph Proudhon, Max Stirner, Emma Goldman, Piotr Kropotkin e Henry David Thoreau, o Estado é visto como limitador da Liberdade, sendo assim Totalitário.

"A anarquia ostenta duas faces. A de Destruidores e a de Criadores. Os Destruidores derrubam impérios, e com os destroços, os Criadores erguem Mundos Melhores."

História
A história começa após o fim do conflito político, com os campos de concentração desativados e a população complacente com a situação, até que surge "V" — um Anarquista que veste uma máscara estilizada de Guy Fawkes e é possuidor de uma vasta gama de habilidades e recursos. Ele então inicia uma elaborada e teatral campanha para derrubar o Estado.
No processo, conhece Evey, garota que perdeu os pais durante a guerra. Evey é tratada por V como aprendiz, sempre sendo apresentada à resquícios de uma cultura perdida por causa da guerra.

Curiosidades

·         O enredo mostra a ascensão, o auge e a queda de um regime totalitário futurista firmado na Inglaterra.
·         Nas histórias em quadrinhos, o nome do ditador deste regime é "Adam James Susan". Na versão cinematográfica ele foi renomeado para "Adam Sutler", que em muito se parece com o de Adolf Hitler;
·         No enredo, a bandeira do partido que sustentava o regime totalitário possuía um símbolo com formas geométricas e ângulos retos, tal qual a suástica nazista. Além disto, a bandeira era de cores preta e vermelha, uma inversão das cores utilizadas pelo Partido Nacional Socialista Alemão (Partido Nazista);
·         A história do ditador Sutler é quase igual a de Adolf Hitler, em especial no que tange a sua ascensão junto ao partido e ao governo;
·         Após o Tratado de Versalhes, o regime nazista atribuía a culpa dos problemas da Alemanha aos judeus. Além dos judeus, inciaram perseguição aos negros, aos ciganos, aos homossexuais e aos deficientes físicos. O regime fictício do enredo atribuía a culpa pelo atentado ocorrido no metrô e na escola aos muçulmanos. Posteriormente, fomentou também a perseguição contra homossexuais.
·         No enredo, o regime de Sutler cria campos de concentração tais quais os da Alemanha nazista;
·         Existe no enredo uma polícia secreta, chamada em português de Dedos (inglês: fingers). No regime nazista havia também uma polícia secreta, a Gestapo;
·         Há uma forte crítica ao clero no enredo, mostrando escândalos de pedofilia, assassinatos, e busca pelo poder. Além do mais, no enredo, há um acobertamento por parte do clero (provavelmente anglicano) às experiências feitas em seres humanos.

*****
O motivo pelo qual venho postar esse maravilhoso quadrinho é que não deixo de pensar que sempre que pensarmos em liberdade e revolução, haverá aqueles que pensarão que somos loucos. Esse trabalho é simplesmente lindo! Fez-me chorar e sentir o V que ainda há em mim. Espero que esse espectro não morra assim como não hei de deixar a ideia morrer! E que sempre possa haver em nós a loucura pela liberdade!



    Sobre o filme, considero um bom filme, mas de modo algum uma boa adaptação.  Vale a pena ver principalmente pela trilha sonora e atuação de Natalie Portman.


Download por partes:


"Por baixo dessa carne existe um ideal. E as idéias nunca morrem..."

Penso, Logo Desisto... De pensar! - Audiopoesia

Posted: 14 de mar de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
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Poesia publicada originalmente em 08/05/2010  A capa promo por Lux Alt: A Demência E Seus Braços - Desenho de 2004 para segunda edição do zine DeMentes.

A Distância Das Ideias (De Daniel "D.Roll")

Posted: 12 de mar de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Sentado na beira do mundo, Daniel esperava uma resposta para a razão da realidade existir dentro dele. E foi num dia cáustico que a resposta veio do céu. Ele caiu ao chão da loucura para assim observar com a insegurança de estar vivo, que a razão de se conhecer a realidade é o único motivo de se existir além dum pensamento aleatório. Tudo mais é mistério entre o céu e a terra, que no caso, é a distância exata entre a razão e a loucura! - No caso, de Daniel.

Siga-Me Além Da Razão

Posted: 10 de mar de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Siga-me além da linha que brilha como loucura,
E eu te mostrarei que a divindade estará mais adjacente.
Siga-me pelo caminho que desconhece estrutura,
E verá por si que nada pode haver que não seja demente.

Siga-me pelo muro que divide a razão da insanidade,
E verá por si que qualquer lado escolhido é atraente.
Siga-me pelas úmidas ruelas que enraízam a realidade,
E verá que nenhum atalho é possível para além da mente.

Siga-me além do maremoto, do terremoto e do furacão,
E verá que nenhum cataclismo é suficientemente chocante.
Siga-me pelos corredores de um manicômio abrindo audição,
E verá que toda emoção é cega e muda de tão importante,
Quanto o amém depois de sua fanática oração! 

Criatividade + Vontade = Insanidade! (创意更难,等于疯狂。) (Instrumental)

Posted: 7 de mar de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
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             Desenho por Lux Alt que ilustrou a capa do Penumbra Zine #7, Agosto de 2004. 

Resistência No Vale Da Lua

Posted: 5 de mar de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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"Um dia o fogo humano consumiu quase tudo, mas uma flor resistia depois da tormenta de pira. Para mostrar que a natureza sempre, sempre resiste!" Foto tirada no Vale da Lua - Setembro 2010.

Pertences Potenciais

Posted: 2 de mar de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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                       Você é o que você tem,
E tudo que puderes imaginar,
               Já é uma realidade... Tua!