Vendeta - Instrumental

Posted: 20 de fev de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Musica criada para edição digital de Casa Das Mariposas. Inspirada nas ideias de Vendeta. A capas promo por Lux Alt:  #1 "Guilherme 'Gui' e Ivan" e #2 "Emília"  - Desenhos de 2005 para primeira edição física (zine).

Responsabilidade

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Um dia, distante de vivência a realidade cobra uma reação.
A coincidência é a fatalidade da conseqüência. Ação!
Sentimento de culpa ou justiça de sangue manchado.
Momento sem razão ou premissa para o não-pecado
Tanto ódio, tanta vingança regidos pelo ego ferido.
Tanta dor, tanta matança, para parar o já repetido,
Criança deformada esperança amoral de liberdade inspirada
Faz da existência final e a mortandade é ensinada
O futuro é agora, se paga aqui quem acerta ou erra,
Não importa quanta demora, seu ego é quem faz esta guerra
Você comprou a morte e ganhou esta doce vendeta
Você infectou o corte e puxou o gatilho da russa roleta
É tarde para tentar voltar o que sentiu ou sente
Não mais há como negar esse crime inocente
Agora agüente!
Você virou caça de responsabilidade consciente


*Poesia escrita para o capítulo final (homônimo) do conto Casa Das Mariposas em dezembro de 2007 para o poezine também homônimo. Que foi lançado separadamente do conto.


Levou Muito Tempo...

Posted: 19 de fev de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Levou muito tempo para Frida chegar a Casa das Mariposas. De seu país descendente já tinha ouvido falar de tal okupação, porém ela pretendia outro itinerário. Estava como mochileira pelo globo há algum tempo. E valeria a pena passar um tempo em um lugar como aquele, onde todos comentavam ser um antro de libertação! E ela até já conhecia alguns dos okupas de lá. E isso a seduziu como um chamado interior. Como um sonar íntimo. 
Levou muito tempo para Frida achar um lugar como aquele. Porém levou pouquíssimo tempo para ela compreender que não era tão liberta quanto qualquer lugar.


Frida  é uma personagem do conto Casa Das Mariposas .

Vício Em Liberdade - Audiopoesia

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Poesia publicada originalmente em 29/11/2009 e que entrou na edição digital de Casa Das Mariposas. A capa promo por Lux Alt: Frida, Alison Toxic e Caio Mago - Desenho de 2005 para primeira edição física (zine).

Atividade

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Se formos o que produzimos, esta é nossa vida, esta é...
             O que consumimos é o que desejamos! 
                           A força de vontade é a inoperância mais exercida,
                                   E quando a estética é a maior façanha que realizamos.


Somos o esgoto e o oxigênio na atmosfera
          A mancha no véu do campo gravitacional
                      Não há ação contra o fim que nos espera!
                                      A natureza sobreviverá! Só morrerá o que é mortal!
                                              Já era! Sua vã atividade coopera para o grã final!


*Poesia escrita para o capítulo 5 (homônimo) do conto Casa Das Mariposas em dezembro de 2007 para o poezine também homônimo. Que foi lançado separadamente do conto.

Coturnos De Fora...

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Afetividade

Posted: 15 de fev de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Quem poderia imaginar que aconteceria assim,
De tanto desejar o ódio, amor parece tão onírico.
Tanto quanto realizar um sentimento real.

Quem entenderia que dos lábios carmesim
Sairiam as declarações de orgulho lírico
E cairiam nas ações do relacionamento mais social.

Humano... Ao fim final,
Quer o empírico afeto animal.

*Poesia escrita para o capítulo 4 (homônimo) do conto Casa Das Mariposas em dezembro de 2007 para o poezine também homônimo. Que foi lançado separadamente do conto.

Asas Descartadas

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Do chão a mariposa não mais sentia a atmosfera,
E mesmo com asas tão destroçadas,
A liberdade sempre reverbera!

Receita De Yakssoba Das Mariposas

Posted: 14 de fev de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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             Alguns dias depois da Okupação, voltavam pra casa de uma festa rave Diego, Marie e Alison. Estavam quase todos bêbados quando notaram que havia um carrinho de compras vazio próximo a um estacionamento de supermercado aparentemente fora dos limites do mesmo. Não pensaram duas vezes. Marie já foi correndo e segurando firmemente o carrinho em direção a Casa. Como se alguém pudesse impedir. Não houve reação nenhuma de lugar nenhum. Era quase manha e não havia um pé de pessoa nas proximidades.
            Na manhã seguinte, mal lembravam como aquele artefato tinha ido parar dentro de casa. Mas o carrinho agora seria de grande valia para os okupas que faziam recicle todos os sábados numa feira próxima a Casa.
            O recicle que chegava a Casa das Mariposas era todo vegan, afinal isso havia sido acordado desde a idéia da Okupa. Portanto muita verdura e muitas frutas eram aproveitadas em uma manhã movimentada na feira, e agora com carrinho, ficava mais divertido Alison, Marie e Selma fazerem isso. Em seus visuais chocantemente destoantes daquele cenário. E eles se divertiam muito, mesmo estando de ressaca quase sempre.
A coisa mais prática a se fazer com tanta verdura na maioria das vezes era sopa. Mas ao fim do primeiro mês, ninguém agüentava mais. Foi daí que começaram a por a imaginação pra funcionar. Mas só Diego realmente cozinhava muito bem. Sempre chegava com alguma receita nova pra testar, o que era mais raro caso exigisse ingredientes atípicos. E certa noite preparou um yakssoba para os 11 okupas em questão, que nomeou ser o Yakssoba das Mariposas, pois adicionou um ingrediente só dele. E todos se deliciaram com tal prato.
            Essa é uma receita para muitas pessoas. No caso, se quiserem fazer para menos indivíduos, é só dividir a quantidade dos ingredientes pela metade.

Ingredientes:
- 1 Quilo de macarrão tipo talharim ninho. (Alguma marca sem ovos);
- 4 cenouras grandes cortadas em tirinhas;
- 400 gramas de soja pedaçuda (branca ou escura);
- 1 Acelga média cortada em tirinhas (mesma medida da cenoura);
- 1 repolho branco pequeno cortado em tirinhas (mesma medida da cenoura);
- 1 couve-flor grande cortada em lâmina;
- 200g de vagem cortada as pontas em diagonal (mesma medida da cenoura);
- 4 pimentões (se tiver vermelho ou amarelo, use também) cortados em tirinhas (mesma medida da cenoura);
- 3 cebolas grandes cortadas em pétalas (em 5 cortes);
- 1/2 maço de cebolinha verde, cortada em pedaços maiores;
- 5 dentes de alho;
- Sal à gosto;
- Pimenta do reino à gosto;
- 10 folhas de louro; (ingrediente das mariposas)
- 20 colheres (sopa) de óleo vegetal;
- 700 ml de shoyu comum;


Modo de preparo:
1. Se possível no dia anterior ponha a soja com um punhado de sal para hidratar em água fria. Reserve. No dia ponha mais água e leve a soja ao fogo até levantarr fervura. O segredo de uma soja agradável é a hidratação. Senão fica com aquele ranço que tanta gente reclama. Depois de ferver por 5 minutos retire do fogo e adicione água fria, reserve por mais 10 minutos.
2. Ponha a água do macarrão para ferver, afinal, como é muita água (8 a 10 litros), vai demorar um pouco.
3. Escorra, esprema e corte a soja em cubos. Tempere-a soja com sal e pimenta-do-reino. Coloque uma panela "wok" ou frigideira funda, no fogo alto para esquentar, junte o óleo e deixe esquentar também. Corte o alho em tirinhas finas, frite refogue a soja. Ponha shoyo até notar que toda soja absorveu uma boa quantidade de molho. Corte as folhas de louro em 2 partes e misture, de modo que fique dois quase triângulos à remeter a mariposas. Tape a panela e reserve.
4. Separe os legumes por tempo de cozimento: num bloco cenoura, repolho, vagem e couve-flor. No outro bloco, cebola, acelga, pimentão e cebolinha. Ponha o primeiro bloco em uma panela e adicione uma xícara de chá de shoyo e deixe levantar fervura; assim que isso acontecer, desligue, tampe a panela e Reserve.
5. O outro bloco é muito rápido. Repita o mesmo passo anterior; Todos os legumes devem ficar crocantes. Ou seja, não devem cozinhar demais.
6. Coloque o macarrão na água com 5 colheres de óleo. Misture bem. Deixe cozinhar por alguns minutos até ficar "al dente" (oferecer resistência quando mordido). Tome cuidado para o macarrão não ficar muito mole. Escorra o macarrão e coloque-o dentro da panela com os legumes. Ligue o fogo da panela e vá adicionando o restante do shoyo até que o yakssoba fique bem quente. Mexa de vez em quando para não grudar no fundo.
Sirva quente pra galera! Rende muitas porções. Dá para muita gente comer bem!

 ***

Acelga - A acelga ou beterraba branca (Beta vulgaris var. cicla), é uma hortaliça, que apresenta talos longos e firmes, as folhas podem ser opacas ou brilhantes na coloração verde ou avermelhada. Contém quantidades consideráveis de niacina, vitamina A e vitamina C. Pode ser usada nas micoses, cicatrizes e cálculos biliares. Age como antioxidante, auxília o fígado e é utilizada nas doenças circulatórias.Seu período de safra é de junho a outubro.

Couve-flor - A couve-flor é uma hortaliça do tipo inflorescência (conjunto de flores) que pertence à espécie Brassica oleracea (couves), assim como o repolho, os brócolos, o romanesco, etc., cuja textura delicada e tenra exige cuidado e atenção na sua preparação. Pertence ao grupo Botrytis. Sob ponto de vista nutricional é importante, pois é rica nos minerais cálcio e fósforo, contém quantidades apreciáveis de vitamina C, livre de gorduras e colesterol e com teores baixos de sódio e calorias. É, por isso, indicada para quem segue uma dieta saudável.

Shōyu é o nome mais popular para o molho de origem chinesa feito a partir da fermentação de grãos de soja e amplamente utilizado na culinária japonesa e chinesa no preparo de pratos como yakisoba e também utilizado para acompanhamento como no sashimi. O shōyu contem proteínas e vitamina B. Em virtude da grande quantidade de Sódio, deve ser consumido com moderação.

Sem Pulseira Na Maçaneta...

Posted: 12 de fev de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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(...) eles tinham o seguinte esquema: quando estivessem com alguém deveria ser posta uma pulseira no trinco, coisa que seu companheiro não fizera. O garoto na cama ficou imensamente desconcertado.(...)

Casualidade

Posted: 11 de fev de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
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Cheira, fuma, injeta, engole. Mergulhando fundo
Que se dane o corpo, que se dane todo o mundo.

Não há tempo que não possa ser distorcido
Moral é uma questão de paradigma esquecido

Criatividade numa geração de prozac
Relatividade plástica e instantânea como a de crack

Vicio... Culpado prazer da vontade...
A queda é mais um baque.


*Poesia escrita para o capítulo 3 (homônimo) do conto Casa Das Mariposas em dezembro de 2007 para o poezine também homônimo. Que foi lançado separadamente do conto.

Libera Amo - Instrumental

Posted: 10 de fev de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Musica criada para edição digital de Casa Das Mariposas. Inspirada nas ideias de Amor Livre. Título em esperanto. A capa promo por Lux Alt: "Expressando Amor Livre "Julia, Victor Vendetta e Diego Deviant  - Desenho de 2009 para Conluio #3 (zine).

Lascívia Culposa Ou Desejo... De Vendeta

Posted: 9 de fev de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Abutre careca mesmo sem fome,
Comeu a mariposa,
Que por vingança o sufocou!

A Vendeta De Victor

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Victor sabia que a vendeta não traria o amor de volta. Não havia bem uma honra a ser recuperada... Mas sentir o sangue do destruidor de paixão em mãos, o faria sentir algo semelhante. Frio, porém tão prazeroso quanto um orgasmo de essência carnal. Victor sabia que assassinar ia contra seus princípios de libertação. Mas a vendeta pela liberdade agora tinha maior significado: Como o respirar de cada dia. Só conclusa a vendeta, sentir-se-ia justificado por ter se apaixonado por seu carnífice! - Sempre é melhor a vendeta do que o rancor de seu reflexo!


*Victor é um dos protagonistas do conto Casa Das Mariposas .

Condições Ideais Para Liberdade - Audiopoesia

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Poesia publicada originalmente em 14/09/2009 e que entrou na edição digital de Casa Das Mariposas. A capa promo por Lux Alt: Rose e Kayke - Desenho de 2005 para primeira edição física (zine).

Intimidade

Posted: 8 de fev de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Não fala, quero só sentir teu cheiro. Teu perfume e odor
Não grita! Nem adianta tentar sustentar um falso pudor
Sei que quer sentir. Sei que gosta disso... De Dor!

Quem é você? Achei que conhecia você... Confiei...
Quem sou eu? Nunca permiti essa invasão porra!
Não... A culpa é da minha liberdade...


*Poesia escrita para o capítulo 2 (homônimo) do conto Casa Das Mariposas em dezembro de 2007 para o poezine também homônimo. Que foi lançado separadamente do conto.

Casa Das Mariposas - Arquétipo Físico

Posted: 7 de fev de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Essa foi a casa que inspirou o molde da Casa das Mariposas do conto. É bastante grande e está à aluguel há um bom tempo. Sempre fico admirando-a... O que acham de realmente ocuparmos ela? Alguém se habilita?

Ocupar Resistir! - Instrumental

Posted: 5 de fev de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
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Musica criada para edição digital de Casa Das Mariposas. Inspirada nas ideias de Okupa. A capa promo por Lux Alt: Sibele e Mentol - Desenho de 2005 para primeira edição física (zine).

Vulnerabilidade

Posted: 4 de fev de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Consciência do perigo, instigada pela insegurança
Assim sobrevivendo, pisando em giletes contaminadas
Sem o pudor da não-existência. O ego inativo
Esgotou-se no esgoto das decisões da tolerância injustificável.
                               
Ignorância à eminente ameaça. Confiança no algoz
Quem diria que mutaria a covardia em ação?!
Não mais amor, não ódio, não emoções para alimentar.
Agora... Invulnerabilidade à culpa!


*Poesia escrita para o capítulo 1 (homônimo) do conto Casa Das Mariposas em dezembro de 2007 para o poezine também homônimo. Que foi lançado separadamente do conto.

Espera Escarlate

Posted: 3 de fev de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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A mariposa camuflada à árvore,
Aguarda hora exata meio à poluição,
Para contemplar a vendeta no ar.

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Casa Das Mariposas - Um Lugar Em Qualquer Lugar (eBook) - (DOWNLOAD)

Autor: Lucas Altamar
Idioma: Português
País: Brasil
Gênero: Novela, conto urbano
Editora: Zine(Independente)
Lançamento: Verão de 2007
Páginas da edição digital: 44

O AUTOR

O autor LucasAltamar tem trabalhos realizados na musica, na poesia e zines e blogs. Foi editor de zines como Vinho Vulgar, DeMentes, Penumbra e SurReal e é atualmente editor do Graforréia, onde possui um acervo de quase mil poesias autorais. Seus poemas abordam os mais diversos temas como a loucura, a vida, a realidade, a liberdade etc. possuindo todos eles poderosas mensagens contestadoras de valores e idéias cristalizadas. Esses temas estão praticados das mais diversas formas poéticas: haikais, sonetos, poetrix e versos livres.
O autor ainda possui outros trabalhos publicados de forma totalmente independente, longe dos conchaves e das panelinhas dos meios intelectuais ou meios “alternativos”: Incógnito: pós-identidade queer e Phil no país dos prazeres. Os temas sobre sexualidade e gênero são um dos mais trabalhados pelo autor e ainda pouco abordado nos meios (e entre) libertários/punks que estão muitas vezes presos a temas clássicos e tradicionais do anarquismo.

A OBRA

Casa das Mariposas – “Um lugar em qualquer lugar.” é um livro escrito, editado e publicado de forma independente por Lucas Altamar no ano de 2007. Os seis episódios são interligados através da vivência dos personagens na casa. Os personagens são todos de alguma forma relacionados ao universo punk e libertário.Trata-se de seis contos sobre a vida em comuna no squatt/ocupação Casa das Mariposas, um antigo prostíbulo que ficou abandonado após a morte de Carla Bruna, antiga proprietária do local e amiga dos futuros Okupantes. Após a ocupação do imóvel, os ocupas revitalizam o local, antes refúgio de ladrões e usuários, e o transformam em um centro de atividades culturais e debates, apesar das investidas policiais e dos skinheads. Mas a vida na casa não é só de harmonia e paz.
O livro também mostra a difícil arte da vida em comunhão: as personalidades fortes, as máscaras, as ilusões e “pilantragens” comuns a todas as formas de vida em sociedade. Casa das Mariposas é um livro que não pretende mostrar uma visão idealizada, ingênua e romântica da vida de uma comunidade libertária, cheias de omissões e cenas bonitas. É um livro realista que não pretende maquiar fatos e detalhes que acontecem de forma menos frequente, porem não exclusiva, da sociedade vigente. Como o próprio autor diz no prefácio da obra: “somos primeiramente coerentes com nosso prazer. E é isso que atravessa a barreira do respeito e espaço alheio. Mesmo dentro de grupos e convivências libertárias. Não se pode confiar em ninguém!”.
A obra começa com o episódio I chamado vulnerabilidade”. A cena inicial é a de um espancamento de uma libertária por um grupo de Carecas. O episódio também mostra o relacionamento entre Vick, Diego e Júlia, libertários punks e queers, moradores da Casa. Esse relacionamento voluntário e livre entre os três diferencia-se do relacionamento padrão do esquema monogâmico, em que ambas as partes são posse um do outro. O relacionamento amoroso entre os três é baseado no amor-livre, onde não há a posse nem hierarquia entre os que se relacionam. Devido a alegria e confiança com que se relacionam acabam obtendo a simpatia de muitas pessoas como a senhora Carla Bruna e o Seu Silva, dono do bar muito frequentado por boêmios, punks e anarquistas. Os três também participam na ocupação e revitalização do antigo imóvel. Tudo relativamente em paz até que uma tragédia abala a vida na Casa das Mariposas e do triangulo amoroso. É a partir do segundo episódio intitulado Intimidade que a aparente harmonia entre os ocupantes da Casa começa a ser abalada por fatos absurdos e contrários aos princípios libertários vigentes na casa. O que gera revolta e desconfiança entre os ocupantes. O terceiro episódio “Casualidade” aborda o envolvimento de Kayke, um dos moradores, com o Crack e a gradual sedução e escravização dele por parte das pedras.
O quarto episódio intitulado Afetividade mostra o conturbado relacionamento entre Alison e Magno, que apesar de ser um relacionamento entre duas pessoas do mesmo sexo e libertárias não esta livre dos tradicionais sentimentos de ciúme e de posse por parte de um dos envolvidos. Em Atividade, após algum tempo de ostracismo e problemas, há uma nova onda de atividades na casa, como a realização de eventos e debates em comemoração aos quatro anos de ocupação e resistência da Casa, e a chegada de novos moradores, a estrangeira Frida. Mas novamente a vida na casa é abalada após uma batida policial em que um deles é preso acusado de assassinato de uma garota. O ultimo, e o mais longo, episódio chamado Responsabilidade reserva surpresas e tramas surpreendentes sobre os destinos de Victor e Diego.
resenha por Juni

Mariposas Pálidas - Audiopoesia

Posted: 2 de fev de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Poesia publicada originalmente em 20/11/2010 e que entrou na edição digital de Casa Das Mariposas. A capa promo por Lux Alt: Julia, Victor Vendetta e Diego Deviant - Desenho de 2005 para primeira edição física (zine).

Um Lugar Em Qualquer Lugar

Posted: 1 de fev de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Era uma vez uma casa sem paredes, sem nenhuma demarcação de limites. Tudo o que era concretizado em coletivo, era grandiosamente excitante e instigador. Nessa habitação nunca se prendeu nenhuma criatura, pois todos estavam ali pela mesma essência. A de libertar-se e ao próximo.
O tempo passava como a areia da atividade. Que por vezes petrificava de tão seca e por outras vezes fluía como lama em enxurrada. Uma vez que as luzes caiam, as idéias brilhavam com mais força e dali o reflexo de sobrevivência superava qualquer diferença que os habitantes tinham. As mesmas luzes refletidas no céu guiaram os livres ao colapso.
Tudo o que todos queriam, era permanecer naquele lugar, que estava mais dentro de cada coração do que num plano físico. Mesmo os mares não sendo mais limite dos planos dos visionários, a idealização de um poder além do limite libertário corrompeu a barreira de respeitabilidade. Não mais melodias em coro, não mais o mesmo ritmo nas musicalidades e hinos de companheirismo.
Todos hão de lembrar como eram os dias quando a harmonia imperava nos corredores e nas intenções de todos. Todos hão de lembrar como era crer que daria tudo certo. Mas todos têm sua concepção a respeito de decoração e manutenção de um ambiente... Principalmente quando você tem esse espaço como sendo mais seu do que de qualquer outra pessoa ou coletivo.
Quem poderia repreender que alguém quisesse fugir das cobranças de atividade? Quem poderia querer sempre estar repetindo que se deve ser livre?
A casa ruiu quando cada um quis o tijolo que havia conquistado. A casa ruiu quando cada um quis pôr sua cortina, seu quadro preferido, e achar que a decoração ou o trabalho do outro não agradava o resto do mundo. Cada um quis seu pedaço do paraíso. Cada um quis ser dono de seu chão assim como no céu e terra. Um pouco mais de espaço para ter todo o espaço. As paredes mofaram com tanta lamuria e decepção. Quanto menos paredes, mais cadeados eram postos em chaves de arrogância que guardavam as contradições propostas ao início da construção.
A casa foi demolida pela ambição que cada um teve de levar ao pé da letra a idéia acordada em inscrição: “Um Lugar Em Qualquer Lugar”. Virou poeira, e foi realocada com cada inquilino para outros lugares, onde sempre é melhor se construir novas moradias faraônicas de liberdade. Onde não haverá quem repare que seu gramado teve tanto pesticida para manter-se tão belo.