Assassinato Colateral Part 2 - Instrumental

Posted: 19 de jan de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
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         Audio falado retirado do vídeo Collateral Muder - do Wikileaks de abril de 2010.

Desvalorização Da Moeda Libertária

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Há o desígnio de meramente infectar
Todo o mundo que possível
Com o vírus do autoquestionamento.
Há a intenção de alastrar a ideia de libertação
Como o único condicional sentimental
Do existir em coletividade.

Há a desconsideração ao mercantilismo
Que tentam aplicar as ideias
E as demonstrações de subversão delas.
Há a fatídica arrogância
Em não se observar ao redor o planeta,
Que nos mostra a poesia da liberdade incondicional.

Há a inoperância e a cobiça
De quem não consegue operar
A própria engrenagem mental.

Se há algo real no mundo,
É o que pode ser imaginado,
E se a liberdade depende principalmente da imaginação,
Somos os mais realistas e ativos prisioneiros.

Transformações

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Larva, lagarta incógnita.
Casulo no verão,
Borboleta ao sul.

Agonia - O Caos Em Amar A Liberdade

Posted: 18 de jan de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Não mais seremos os mesmos depois de hoje e agora,
Mesmo que pareça egocentrismo do ego, eu e id,
O início da mudança mais revolucionária não vem de fora!

Mesmo que digam que tudo o que precisamos é amor,
Devemos nos atentar o quão as paixões são formidáveis,
Livres, loucas, desenfreadas, passageiras e cheias de vigor.

Que o amor tenha valor ser for livre das condições de cela.
E que a liberdade seja amada com todas as forças de cada ser
Que sente que a vida é livre e a liberdade o sentido dela.

Ao Meio Da Liberdade

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A gatinha Cheetara ao meio do portão estava na dúvida entre o perigo de ser atropelada pela liberdade da rua, ou ficar em casa presa na segurança do medo.









Fotografia pelo mano Ben Ronen em 23/02/2008

Comportamento De Engrenagem - Audiopoesia

Posted: 17 de jan de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Poesia publicada em 30/07/2008.

Dúvida Cafeeira

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       Ariel trabalhava numa cafeteria de shopping. Certa noite de verão caminhava pela orla sentindo o perfume do mundo quando se apaixonou à primeira vista por uma pessoa do mesmo gênero. O que não foi nenhum problema realizar e ir até as ultimas consequências. Ariel não tinha dúvidas de si. A única dúvida era se pela manhã serviria café cosido, passado ao fogo, ou de cafeteira elétrica.

Liberdade Ao Meio Da Razão

Posted: 16 de jan de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Um pouco de liberdade não há de ser suficiente,
Para quem deseja ser completamente real.
Quanto mais desaprisionado, mais mais DeMente,
Quanto mais realmente livre, mais natural!

Meado da metade de um todo é tão zero,
Quanto a valorização crítica de tudo.
Sem finda libertação a decepção de se notar preso,
É a constante indignação com a pausa do pensar.

Quanto mais preso, mais alienação, mais fantasia!
Quanto mais passivo se perde o motivo e movimentação.
Quanto mais preso, se sente o sentido de anestesia.
Quanto mais vivo, mais preso e indignado com a auto estagnação.
Quanto mais preso, mais resignado à prisão.

The Most Basic Fear (O Mais Básico Medo) - Audiopoesia

Posted: 15 de jan de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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The Most Basic Fear
The twilight of unconsciousness
Makes the alienation from society
The source of poverty and obedience! 

Fear practical weapon of authority, 
A control given in silence. 
To get the protection of liberty!

Poesia (em português) publicada em 30/07/2008.

Voo Da Sanidade

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A tênue reta linha da razão,
Está entre a liberdade,
E a prisão.

Assassinato Colateral Part 1 - Instrumental

Posted: 14 de jan de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
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Audio falado retirado do vídeo Collateral Muder - do Wikileaks de abril de 2010.

Chá Das 22:00 (Sono Garantido!)

Posted: 13 de jan de 2011 by Lux Alt in Marcadores: ,
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Apesar de se embriagar com a infusão,
Apesar de distorcer sentidos de ilusão,
Apesar de perder noção de profundidade,
Apesar de experimentar natural novidade,
Apesar de ter uma orquestra de trombetas no jardim...
A bad trip não compensa... Pelo menos não para mim.

Flor Desértica

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Desde que o mundo é mundo,
A única pretensão de abrangência
É a de destruição Total!
Vazio de dentro para fora!

E não adianta tentar recuperar
O leite ou a carne de sangue,
Não adianta chorar a perda.
Não tente segurar a areia líquida!

O que foi perdido está perdido
No deserto das aspirações
De viver no planeta
Como mundo compassivo.
Oco!

Eliza Se Alisou

Posted: 11 de jan de 2011 by Lux Alt in Marcadores: ,
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Eliza e seu marido gastavam muito dinheiro fazendo terapia de casal, pois não se davam completamente bem e de todo em termos íntimos. Nunca sabia a hora certa de “procurar” por ele, pois quando ela queria, ele não queria e vice versa. E a intimidade deles não passava do ato sexual em si. Até que um dia Eliza descobriu com a terapeuta a tal da masturbação. E não teve mais nem que ser casal. Eliza agora era só ela, Eliza.

Receita De Guacamole - Simples E Barato

Posted: 10 de jan de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Como a maioria dos vegans atuais, e vegetarianos eu não nasci com a postura vegan, nem cresci... Afinal sabemos o quanto querem nos empurrar a naturalização do fascismo contra animais não-humanos. Sendo assim infelizmente minha família e algumas das pessoas de meu convívio não são vegans, nem vegetarianos. Mas ser vegan hoje em dia é exatamente a tentativa constante dessas quebras no cotidiano. E por mais que pareça difícil, é mais difícil contribuir com a violência e crueldades constantes impostas a seres tão sencientes quanto humanos.
As mudanças acontecem a cada dia, com diálogo e certas imposições. Afinal, por exemplo, se sua mãe fez aquele macarrão para o almoço e usou caldo Knorr, é só você se recusar a comer! Não creio que sua mãe vai te deixar passar fome, se for o caso. Mas se for o caso, ser vegan talvez comece com uma mudança mais simples: mudando de casa... Hehehehe. Mas brincadeiras à parte, um dos maiores problemas para quem está em transição, ou que sempre está tentando excluir um pedaço de dor de sua alimentação é o das substituições. Por exemplo, como cortar leite e derivados de uma hora para outra. (O que hoje recomendo que seja feito antes da exclusão de carne.) Não é fácil. Principalmente para os amigos que estão tentando a conexão agora. E foi daí que me veio a ideia de expor algumas dicas e receitas relevantemente simples e baratas para vegetarianos/vegans sem muita habilidade culinária e pouca disponibilidade de recurso$.
Para começar um substituto ideal de margarina, manteiga e maionese. Você sempre fica naquela de: E agora o que vou por no pão? Pois bem Guacamole é ideal! Pode não agradar a muitos por se tratar de uma receita a base de abacate. Mas eu garanto que eu também torci o nariz a primeira vez, afinal eu comia de vez em nunca abacate e com açúcar, mas quando experimentei... Afinal ser vegan também é abrir a mente e a língua para novas possibilidades e sabores. Ah e lembrando e ratificando e repetindo: Ser vegan é muito mais e tão mais do que alimentação! Algumas leituras relevantes e que me inquietaram bastante sobre veganismo você encontra aqui na Gato Negro e esse artigo Libertação Animal e Revolução Social de Brian A. Dominik. Bon appetit!

Receita de Guacamole:
 O guacamole é uma comida típica da culinária mexicana, servida com uma grande variedade de pratos. É basicamente um puré de abacate bem temperado, que funciona como um complemento da salada, tendo sido exportado para todas as partes do mundo onde existe comida mexicana, mesmo que esta seja alterada de acordo com os gostos locais.
O nome "guacamole" tem origens indígenas: "guaca" significa testículo (da forma do fruto) e "mole" é um nome genérico para "molho".
Abacate: O abacate é rico em gorduras monoinsaturadas e fibras. Ajuda a controlar o colesterol, melhora o sistema circulatório e a pele. É rico em ácido fólico, que ajuda a prevenir defeitos congênitos, e potássio, que é indicado para fadiga, depressão, problemas cardíacos e derrame. O abacate tem alto teor de antioxidantes e contém uma substância única que combate as bactérias e os fungos. Equilibra o funcionamento do fígado e acalma o sistema nervoso.

Guacamole:
Partes usadas: Polpa

Ingredientes:
- 3 abacates médios maduros
- 1 tomate em cubinhos
- 1/2 cebola picada
- 1 dente de alho picado e amassado com 1/2 colher (chá) de sal
- 1 pimenta-malagueta sem sementes e picada (opcional)
- suco de limão 1 limão grande.
- 2 colheres (sopa) de coentro fresco picado
- pimenta-do-reino
- um pouco mais de sal a gosto.

Modo de Preparo:
Corte os abacates ao meio, retire a polpa com uma colher e coloque em uma tigela. Adicione os ingredientes restantes e misture até ficar uniforme. Se tiver preguiça, passe no liquidificador. Tempere com pimenta a gosto. E guarde em potinhos na geladeira para sempre ter em mãos algo pra passar no pão ou comer com torradas e saladas.

Propriedades/Ação
- Rico em gorduras monoinsaturadas, controla o colesterol, rico em ácido fólico, acalma o sistema nervoso...

Incognito Gender - Instrumental

Posted: 8 de jan de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
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Música produzida em agosto de 2010 para o zine Incognito – Pós Identidade Queer.

Colheita De Pensamento - Audiopoesia

Posted: 7 de jan de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Poesia Escrita em 31/05/2008.

Hipnofobia - O Sonho Com O Despertar

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Por mais que a vida pareça um letargo,
É primordial tentar manter-se acordado.
A realidade tenta mascarar o sonho amargo,
Para nos conduzir ao constante torpor calado...

O sonambulismo tem se tornado constante,
As sociedades civis estão em estado hipnótico.
E a cada queda acordar parece mais distante,
E ao cair, crescemos para um futuro caótico...

E cada vez mais acordados tememos o pesadelo,
De adormecer nessa vida inativa e entrevada.
E cada vez mais acordados tememos a sonolência,
Pois sonhar antes de acordar faz cada noite parecer noite roubada.
Acordar antes de sonhar faz você despertar a consciência.

O Aborto De Chalott

Posted: 6 de jan de 2011 by Lux Alt in Marcadores: ,
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Óleo sobre tela (35 x 27cm), tela reciclada do lixo. Lixo de praia. Pintada a dedo e palitinho de madeira em meados de 2006. Oferecida de presente a uma amiga, que enfeita o banheiro até hoje com essa tela. 
Retrata a consternação e a discriminação do aborto por qual mulheres ainda são criminalizadas. Ignoradas em suas escolhas físicas. Não à criminalização do aborto! 

Entre Carnais

Posted: 5 de jan de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Entre os muros de concreto, nada mais importa,
As algemas não passam de fios de cabelo caídos.
Tudo o que limitava a redenção além da porta,
As percepções tão coerentes quanto vômitos fluidos.

Entre a melodia de um novo dia, o silencio cala,
Em sabor amargo, os sonhos soam como eco vazio.
A profundeza da declaração que sempre entala,
Quem inala o enigma sente além de calor e frio.

Entre um ponteiro e outro, o tempo se contrai,
Para mencionar a convulsão convicta de fracasso.
Ao redor, onde olhar todo real amor sempre trai,
Então porque se arriscar a dar mais esse passo?
Todo humano vive entre si para destruir ao próximo e o espaço.

Tradição De Coerção

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           A gaiola se abriu,
           Pássaro habituado,
           No chão caiu.

1984 - George Orwell (eBook)

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1984 (livro) - (DOWNLOAD)

Nineteen Eighty-Four (1984)
Mil Novecentos e Oitenta e Quatro (1984)
Autor: George Orwell
Idioma: Inglês
País: Reino Unido
Gênero: Distopia, ficção política, ficção de ciências sociais
Editora: Secker and Warburg (Londres)
Lançamento: 8 de junho de 1949
Páginas: 326

 Mil Novecentos e Oitenta e Quatro (em inglês: Nineteen Eighty-Four) é um romance distópico clássico do autor inglês Eric Arthur Blair, mais conhecido pelo pseudônimo de George Orwell. Publicado em 8 de junho de 1949, retrata o cotidiano de um regime político totalitário e repressivo no ano homônimo. No livro, Orwell mostra como uma sociedade oligárquica coletivista é capaz de reprimir qualquer um que se opuser a ela. A história narrada é a de Winston Smith, um homem com uma vida aparentemente insignificante, que recebe a tarefa de perpetuar a propaganda do regime através da falsificação de documentos públicos e da literatura a fim de que o governo sempre esteja correto no que faz. Smith fica cada vez mais desiludido com sua existência miserável e assim começa uma rebelião contra o sistema.
O romance se tornou famoso por seu retrato da difusa fiscalização e controle de um determinado governo na vida dos cidadãos, além da crescente invasão sobre os direitos do indivíduo. Desde sua publicação, muitos de seus termos e conceitos, como "Big Brother", "duplipensar" e "Novilíngua" entraram no vernáculo popular. O termo "Orwelliano" surgiu para se referir a qualquer reminiscência do regime ficcional do livro. O romance é geralmente considerado como a magnum opus de Orwell.

"Sob a frondosa castanheira
Eu te vendi e tu me vendeste:
Lá estão eles, e aqui estamos nós,
Sob a frondosa castanheira."

Orwell, que tinha "a tese de seu romance encapsulada no coração" desde 1944, escreveu grande parte de Mil Novecentos e Oitenta e Quatro na ilha de Jura, na Escócia, entre 1947 e 1948, enquanto sofria de um quadro crítico de tuberculose. Ele enviou o texto final do livro para os editores Secker e Warburg em 4 de dezembro de 1948, e o livro foi publicado em 8 de junho de 1949.
Em 1989, Mil Novecentos e Oitenta Quatro já havia sido traduzido para mais de 65 idiomas, mais do que qualquer outro romance de um único autor. O título, os termos, o idioma (Novilíngua) presentes no romance, assim como o sobrenome do autor viraram sinônimo para a perda de privacidade pessoal para a política de segurança nacional de um determinado Estado. O adjetivo "Orwelliano" tem muitas conotações. Pode se referir à ação totalitária, assim como às tentativas de um governo em controlar ou manipular a informação com o propósito de controlar, apaziguar ou até subjugar a população. "Orwelliano" também pode se referir à fala retorcida que diz o oposto do que realmente significa ou, mais especificamente, à propaganda governamental que dá nomes errados às coisas; no romance, o "Ministério da Paz" lida com a guerra e o "Ministério do Amor" tortura as pessoas. Desde a publicação do romance, o termo "orwelliano" tem, de fato, tornado-se uma espécie de bordão para qualquer tipo de excesso ou desonestidade governamental e, portanto, tem múltiplos significados e aplicações. A frase Big Brother is Watching You ("O Grande Irmão está te observando") conota especificamente a vigilância invasiva frequente.
Apesar de ter sido banido e questionado em alguns países, o romance é, ao lado de Fahrenheit 451 de Ray Bradbury, Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley e Nós de Yevgeny Zamyatin, uma das mais famosas representações literárias de uma sociedade distópica. Em 2005, a revista Time listou o romance como uma das cem melhores obras de língua inglesa publicadas desde 1923.
Um dos títulos originais do romance era O Último Homem da Europa (The Last Man in Europe), mas em uma carta para o editor Frederic Warburg datada de 22 de outubro de 1948 (oito meses antes do livro ser publicado), Orwell declarou que estava "hesitando" entre este título e Mil Novecentos e Oitenta e Quatro, apesar de que Bernard Crick, biógrafo de Orwell, afirma que foi Warburg quem sugeriu que o título fosse mudado para algo mais vendável.
As razões de Orwell para o título são desconhecidas; ele podia estar fazendo uma alusão ao centenário da socialista Sociedade Fabiana, fundada em 1884, ou ao romance distópico The Iron Heel de Jack London (onde um movimento político chega ao poder em 1984) ou a O Napoleão de Notting Hill de G. K. Chesterton, que se passa em 1984, ou ao poema "End of the Century, 1984" ("Fim do Século, 1984") de sua primeira esposa, Eileen O'Shaughnessy. Anthony Burgess afirma, em seu romance 1985, que Orwell, estando decepcionado com o começo da Guerra Fria, tinha a intenção de nomear o livro de 1948.
De acordo com a introdução da edição da Penguin Modern Classics edition, Orwell originalmente quis intitular o livro de 1980, mas com a demora na finalização do romance, ele o nomeou de 1982 e depois de 1984, coincidentalmente o reverso do ano em que foi finalizado, 1948. Mesmo assim, outros acreditam que Orwell intencionalmente escolheu o título do livro como o reverso do ano em que foi escrito, para aludir à possibilidade de que os eventos do romance não estão tão distantes o quanto podem parecer; eles acontecem numa época que se assemelha muito à Grã-Bretanha do final da década de 1940.

Direitos autorais
Mil Novecentos e Oitenta e Quatro não entrará em domínio público nos Estados Unidos e na União Europeia até 2044 e 2020, respectivamente. No Brasil, isso só ocorrerá em 2030. O romance, entretanto, já está em domínio público em países como Canadá, Rússia e Austrália. Mas disponho acima o download em pdf. Espero que gostem.

                                                          Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Este livro mudou minha vida!

Por Uma Liberdade Mais Ativa

Posted: 1 de jan de 2011 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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            No infinito dos dias derrotados, nos deparamos com a diminuição do tempo, ou da ideia que temos de tempo. Somente por conta da inoperância de nossos dias vazios. É isso o que faz a cada dia a vida ter ou parecer ter menos sentido. É isso que faz a cada oportunidade procurarmos indigências sem consciências e sem reparar nas consequências de nossas existências ao nosso redor.
            A ideia é fazer de nossos dias momentos mais instigantes. Com nossas produções e/ou atividades. A vida foi feita (se é que se pode usar esse termo) para ser vivida, e da melhor maneira em plena e íntegra liberdade.
Se há algo que pode ser considerado morte por definhamento é o fato de parar. Como ateu, acredito somente nessa vida em forma humana. Depois eu virarei adubo, dai “pensarei” em outras atividades como fazer uma planta germinar. Mas hoje, agora, sou humano. Com toda a carga boa que pode ter e a ruim que tem... E a liberdade que busco tem se aprisionado em conceitos vazios, ou que se esvaziaram com o passar dos ponteiros. E isso eu simplesmente não me admito. Não me dou ao luxo de seguir, caminhos falidos, ou parar no meio do caminho do tempo espaço. Ser libertário pra mim está além de parar de comer carne e ainda tomar leite; está além de por um visual chocante, mas só quando for dia de gig; está além de ser contra violência doméstica, e se aprisionar em relacionamentos convencionais do Estabelecido. Está no autoquestionamento constante e radical de tudo isso. Como sempre digo, não existe liberdade ao meio. Assim como não devem existir libertários.
A minha ideia não é criar mil zines, mil textos resplandecentes, mil cds com 40 músicas. Se isso acontecer, será consequência (possivelmente boa). Mas que pelo menos minha mente tenha alguma atividade. Fazer de cada momento o mais importante e revolucionário da minha vida. Sentir e realizar a mudança a cada instante. Ter plena certeza que só eu sou o responsável pelo fato da vida ser mais ou menos livre! E a liberdade que quero é em movimento!
Quero realizar na minha curta e universalmente ínfima vida uma movida constante, assim como as células de meu corpo que a cada dia vão morrendo, que de meus neurônios possam sair crias em outras esferas e formas. Se isso ajudar alguém a se interessar pelas ideias que tanto tenho paixão, já vale o esforço de divulgação. Mas com a certeza que antes de querer libertar alguém, eu quero ME libertar e cada vez mais e sempre!
Tenho me embrenhado por novos caminhos, arriscando pôr minhas ideias em atividades de formas e contornos diferentes. Tenho gostado de testar sabores e nuances que se desprendem da trama das possibilidades de sensações libertárias. Muitas vezes mais inofensivas do que eu intimamente desejava, mas tenho mais do que qualquer coisa, realizado minha proposta de libertação. E certamente tenho feito algo mais do que olhar de soslaio as atividades alheias. Se alguém quer ser prisioneiro do vazio, da inatividade, da inoperância. Boa estadia! Só não creia que é onde estarei. Eu estou aqui ou em qualquer lugar, mas assim como a essência da liberdade, eu estou vivo e ativo! Pelo menos no agora. Amanhã...? A mim pertence!