Fantasma Caçador

Posted: 30 de jun de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , , , ,
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Sabes que acabou antes do começo
Então porque ainda ter algum apreço?
Porque careço observar o impossível?
Se o que quero é surdo e invisível...
Desejos irrealizáveis que até eu desconheço...

Para quem tentar me descrever
Se não quero ter nenhuma afetividade?
Para que mandar convite pra descer,
Se não pretendo sustentar moralidade?
Para quem escreveria tal sinceridade?

Sabes que não me visto para tal ocasião
Então, qual seria minha reação?
Se me convidastes para as trevas,
Para deitar depois de ter fumado ervas...
Desejos quem vivem a caça de emoção...

Para quem quereria expor a fantasia,
Se ninguém expõe pra mim a realidade?
Para quem deveria declarar afetiva anestesia,
Se o que quero está além de intimidade?
Para quem pediria prova de apaixonada insanidade?

Sabes que nada sabem sobre mim,
Então porque me quererias ao teu lado?
Sou tão contrario a atos de arlequim
Que prefiro ser a montar o cavalo alado
Sendo ou não de teu agrado, eu sou assim.

Perdedor!

Posted: 28 de jun de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , , , , ,
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Perdi a conta de quantos auto-retratos já fiz
Também não lembro agora de já ter sido feliz
Mesmo tendo tantos prazeres de pedir bis

Não mais me contento com contato algum
Parece que a qualquer momento será mais um
No qual não me encaixo com o simples comum

Perdi a vontade de buscar o tal Alguém
Adoraria ser encontrado pelo constante desdém
Que tanto sangra o âmago que o eu lírico tem

Não mais sustento a postura de sujeira boa
Quero só tanto querer que a vontade real não ecoa
E o pedido mais simples como um insulto soa

Perdi o tino de tanto respirar a derrota
E a norma do nomotético ético me esgota
Pois todo nous qu’eu sustento não passa de lorota.

Não mais adianta querer expressar paralogia
Não há língua que se adeqüe a minha fisiologia
Mesmo a paranóica eterna incompatibilidade de ideologia.

Perdi o sentido ao sentir tanto por mentecaptos
Mesmo se auto-intitulando o maioral dos inaptos
A qualquer coisa semelhante aos sentimentais raptos

Perdi, pois não apostei no jogo dos relacionamentos...
Perdi, pois nunca ganhei quem dividisse a dádiva dos reais pensamentos.

Tudo De Um Nada

Posted: 20 de jun de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Tudo está úmido...
Os papeis, as roupas, os olhos, a face.
Tudo foi tão pouco...
As amizades, os amores, as verdades, as vontades.
Tudo está à frente
As escolhas, as oportunidades, a vida, a morte.
Tudo é tão simples. Tudo é tão difícil
Ser, ter, estar com humanos...
Tudo é engano pela constatação pessoal
Tudo é nada para outrem.
Tudo se esgota e se renova.
Mas não o que foi tudo pra mim.

Certeza Duvidosa

Posted: 19 de jun de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Dúvidas... Se não as tivesse seria deus
Mesmo sendo completo ateu cético.
Ao som do questionamento hipotético,
O amor mais poético do sabor dos olhos teus.

Certezas... Se não as tivesse seria divino
Mesmo sendo completo racional
Pois vejo que suspirei o emocional
Prazer de ter e ser o amor de menino.

Vejo tão longe as dúvidas respondidas,
Mesmo tendo a certeza dessas malditas dores mentidas.

Escambo

Posted: 18 de jun de 2010 by Lux Alt in Marcadores: ,
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Já que agora a dor acabou,
Deixa o oceano lavar o resto.
Desaparece com o que roubou,
Pois a mensagem foi esse único gesto.

E ao protesto acabou a escuta,
O refúgio braçal congelou
Como beijo duma dogmática puta,
A casa foi o caminho que malogrou.

A posição é única ao relativo,
Pois só voará na primavera
Com as flores do sexo mais ativo,
Murcharam aos lábios da espera.

Quem sabe num dia de solstício,
Ou equinócio, então encontre
O controle para o mais propício
Descontrole perdido da amargurada fronte.

Está escrito num pergaminho,
Não se sabe mais de qual civilização,
Mas duma de desperto caminho,
Onde serviu a mais estúpida emoção.

No momento exato caí de sentimento
Não me arrependo, pois pude provar.
Nem adianta tentar mais um tormento!
As ondas de ontem virão lavar,
Os momentos que queimaram sem escambar.

Pintura Arranhada

Posted: 17 de jun de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Tais rabiscos já não mais fazem sentido,
Hipotético ardor criei para ter inspiração...
Apaguei a água dos olhos alheios – Oh que atrevido...

Metido sem mérito por orgulho de emoção.
Passos omitidos de inocente devassidão...
Arranhastes minha pintura perfeita – Oh solidão...

Luz Branca

Posted: 16 de jun de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Sem querer, descasquei a ferida...
Novembro se aproxima inevitavelmente,
Sem o torpor da alma colorida,
Ninguém perfura o olhar da mente.

Realizei sim o presente desejado
Não precisei me humilhar ao mural.
Frustrei o perfeito já planejado,
Se tivesse almejado, não seria surreal.

Porque tudo trivial está conjurado?
As portas quebraram com a areia...
Porque o tempo há de ter me comprado...
As janelas caíram ao canto da sereia.
E eu ensurdeci por tua luz feia do pecado

AlterEgo

Posted: 15 de jun de 2010 by Lux Alt in Marcadores: ,
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Você tem agora meu corpo em teus braços,
Não reagirei ao meu mais profundo pensamento
Você é quem permutará os toques em abraços,
Não seguirei teus passos, mas sim teu sentimento.

Você sabe que daria a ti meu globo ocular
Não negarei minhas veias para teu toque.
Você manda em meu modo de oscular
Não deixarei que outrem te chame, clame ou evoque.

Você é meu e não há como descopular
Não sei ser sem você meu reflexo. Beije e sufoque,
Sugue toda minha inspiração medular!

Moscas Nos Olhos

Posted: 14 de jun de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Da janela assisti as flores murcharem
Exalando o odor da decepção afetiva
Com moscas nos olhos as lagrimas secaram,
E tais insetos se destinaram a missão gradativa
De espalharem a lástima do verve passado.
Para que no futuro, a solidão seja mais do que uma simples diva.

Em Nome...

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Em nome de deus, avisem que sou ateu!
Não preciso dessa prisão toda vida.
O que serei adiante será problema meu,
Não mais há uma responsabilidade induzida
Se escolhi tal caminho, eu reverbero a consciência.
Não há pecado pra quem é dono da tortura,
E nem adianta tentar um retorno à inocência
Chame como quiser, a vida é completa loucura!

Em meu nome, deixem-me em paz!
Não preciso de uma falsa ilusão.
O que terei adiante será muito mais
Do que uma esperança dum embrião.
Mais do que gritos vindos do profundo...
Sua voz não me alcançará a mente!
E nem tente tocar a tez de meu mundo
Pois ele se fechou para você que não me sentiu ou sente.

Em teu nome, esqueça a fantasia!
Não preciso de algemas no sentimento.
O que terás adiante será só nostalgia,
Pois foi você que escolheu viver só mais 1 momento.

Sem Preto Da Tinta

Posted: 13 de jun de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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As buscas neste paraíso foram corrompidas,
Azo que não haverá como negar a proposta.
Queixas demasiadamente humanas e infantilitárias,
O zelo pelo inócuo apagou a pseudo-esperança.

De tanta busca, os gritos enrouqueceram...
A loucura visitou as portas da inconsciência
Como uma tsunami, inundou de lama o olhar
Bastava não deportar teu real sentimento,
Eu poderia sim agüentar tua enciumada mentira.

Sorriso Barato

Posted: 12 de jun de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Pronuncie o que excita a constatação da vontade!
Se a demência improvisa da razão a culpabilidade do viver.
Profira quanto custa par não cair em tentação,
Se a vida para o mundo é bucólico pecado.
Ainda assim sendo ateu, querem chacinar com a insanidade.

E mesmo sabendo que a loucura é o aprimoramento da cultura,
Há o medo de se admitir possuidor do conhecimento ao social.
Quem vai dizer que realmente é louco, se louco não for?

Peculiaridade De Uma Mente “Criativa”

Posted: 11 de jun de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Tenho isso, que pode até ser uma vantagem
Criatividade que nada me traz, a não ser
Falsos elogios reais para impedir a passagem
De novos caminhos, novas descobertas de meu ser
Mas, nada tenho pra fazer senão criar mais essa miragem
De que eu posso ter quem eu queira a meu lado
A omissão do meu real, fez-me mais criminoso
Mas só eu percebi que o pensamento fez o pecado
Pois para quem é como eu, isso é inexistente e prazeroso
Ir contra a corrente da massa e nunca ficar parado
Sentir tudo o que o corpo quer, mesmo sendo perigoso
Pior seria negar que só você é seu deus, e de todos o mais poderoso!

Carniça

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Não estou interessado em escandir nada para ninguém
Só escrevo por mester de lembrar do ontem que vem
Com ou sem Alguém, vou me coadunar comigo mesmo
Mesmo parecendo clichê, sinto-me michê andando a esmo

Procurando um cliente da renascença para psicografar
Assim sou mais puro, pois vomito a pureza ao desabafar
Gosto de arfar e transfixar com as chaves de meus portões
Não me importa tuas fúteis críticas, não tenho mestres ou cafetões.

Sei também que não há na face ou nuca desta vasta terra
Um qualquer que possa alcovitar um prazer nessa guerra.
Subo ou desço a serra ignorando o tempo e o clima
E nunca, nunca estarei inteiramente satisfeito com uma obra prima.

Então, não será você a decidir o que é tripudio pra mim
Libertino convicto pra quem me possuiu em um suspenso jardim
Sabe então quem sou eu que tentastes fazer exegese mental?
Não... Nunca conhecerás o nível conceitual qu’eu preze intelectual
Sou meu pra mim, e por tal não interessa se sou mortal ou terei fim.

Desabafos Medíocres

Posted: 10 de jun de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Se isso não é poesia, eu desconheço o sentido
Não existe métrica para poesia, e sim pra poetas
Quem sente igual o que por outro foi sentido?
Então, porque poesia teria que seguir tais metas retas?

Todo poeta um dia escreve (ou não) algo sobre poesia,
Se não fosse desabafo pessoal, seria trabalho ou obrigação,
Nas quais não se teria opção, vontade ou autonomia.
Poesia jamais será algo de outrem, pois é do poeta a emoção!

Faço poesia de mim, embora possa ser para alguém
Sinto o que desabafo, nem que seja para registrar
Se você irá gostar já é bem relativo, como o que é mal e bem.
Então, sendo ou não medíocre, é meu jeito de me encontrar.

Faço pra mim, por mim, e até o fim será dessa maneira
Escrever para satisfazer o prazer de algum leitor?
Só eu sendo, lendo, vendo, bebendo a mentira verdadeira
E se a mediocridade poética de introspecto poesia não for
Essa é minha escrita derradeira!

Quebrado & Queimado

Posted: 9 de jun de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Quebrado e queimado o interior
Das idéias primitivas devastadas,
Que oprimiam as idéias de ardor.
De novas aventuras consagradas.
Mesmo a intimidade sendo simplista
O gozo era complexo de dor intimista...
Em ardor, mas, sem prazer e sem sexo.

Quebrado e queimado o consciente
Que se dizia o ápice do plano superior,
Viu-se em regressos de sua própria mente!
A única abertura que ultrapassou foi seu lençol,
E cegou ao se apaixonar pelo sol.
Ao tocar as arestas do mundo do Sonhar.

Quebrado e queimado...
Como o infortúnio se perceber
Em cacos de cinza.

O Agora É O Único Tempo Que Conheço

Posted: 8 de jun de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Mesmo que não tenha confirmado o sabor da neve,
Ainda há para onde fugir do frio da solidão.
Mesmo a repulsa pelas pessoas sendo mais prática do que o amor,
Ainda há algum sentido em se relacionar com as sombras alheias.

Mesmo os dias tendo passado para as trevas translúcidas,
Ainda há o que ansiar dos próximos ponteiros.
Mesmo a decadência do porvir sendo o mais certo,
Hoje é o único tempo que tenho e conheço.

Hoje é o único tempo que tenho e conheço.

Odisséia Odiosa

Posted: 7 de jun de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Andamos tempos demais
Em mortalhas de espectros,
Para conhecermos o que é a luz
De um dia sem sofrimento.

Fizemos pontes demais a custos
De enchentes e desmatamentos
Para entendermos o que é nadar
Num rio límpido e plácido.

Desconhecemos a resposta
Da pergunta fundamental,
Para saber o que é a pergunta
Que desejávamos responder antes.

E por onde andamos o rastro
De pestilência consome o resto...
Nenhum lugar além do espelho
Abrigará tamanha estranheza,

A natureza rejeita o que não é de seu ventre...
E se há alguma dúvida...
Saiba que é natural não saber.

Divagações Sobre Aceitação

Posted: 6 de jun de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Aceitação é uma palavra muito feia!
“Ato ou efeito de aceitar.”

Dizem que temos que aceitar as diferenças... Poupem-me!
E me poupem mesmo!
Creio que temos de respeitar certas diferenças
E que não sejam prejudiciais a ninguém nem a nada.
Se uma coisa precisa de minha aceitação,
Me parece precisar de meu aval para existir...
E quem sou eu pra fazer isso?

Não quero ser aceito por ser o que sou...
Não quero de ninguém nada.
Não quero o custo de ninguém se dar ao trabalho de me julgar.
Quero ser respeitado...
Ou melhor, como disse, quero simplesmente não ser desrespeitado.
Ninguém precisa se dar ao trabalho disso.
Aceitar...
Vem-me a mente como uma similaridade de obediência... Outra palavra horrenda!
Seja como for, o respeito deve existir...
Aceitação é uma coisa que não é sincera pelo simples fato de ser imposta.
Respeito não se é compelido...
Lembrando que respeito e medo são diferentes.
Aceitação é uma palavra muito feia!

Mas ah se o humano aceitasse que é um animal...

Sorriso De Cianureto

Posted: 5 de jun de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Mesmo que o mundo se desnudasse diante de mim,
Nenhuma novidade me faria reagir diferentemente.
Mesmo que um milagre fosse possível antes do fim,
Não consideraria nossa espécie como inocente!

Vejo mais sombras do que o que é possível,
Antes de perder completamente a consciência.
Bebo mais do próprio sangue desprezível,
Antes de começar a vomitar a pestilência.

Em minhas veias há
O corpo do resto do mundo!
Em minha mente não há
Pena nem lá no fundo...
Toda palavra minha é louca,
Mas é cheia de sinceridade.
Toda dor ainda é pouca,
Para castigar a humanidade.

Mesmo que eu termine os dias de inverno sozinho,
É melhor do que cogitar reprodução desse vírus destrutivo.
Mesmo que não tenha quem ajude a continuar o caminho,
O final sem companhia já parece mais pacificamente atrativo.

Há dor em minha essência!
Mas há força para resistir...
Há sonho em minha demência,
Suficiente para querer destruir...
Há rebeldia que toma conta do ser
Desde a medula ao esqueleto!
Não há outro modo de vencer...
A não ser com meu sorriso de cianureto!

A Melhor Das Hipóteses

Posted: 4 de jun de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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O acalento da mediocridade,
Costura as palavras de apatia
Remendando as conquistas,
Que você jamais realizará.

Se tudo não der certo...
Tenha a certeza, o fim não é tão ruim assim.
Afinal essa é a conseqüência de se estar vivo...
A morte é a única certeza.

E de mais uma coisa tenha certeza...
É uma experiência que você jamais experimentará!
Na pior das hipóteses, só se morre uma vez!

Esporte Do Momento: Patriotismo

Posted: 3 de jun de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Viva a copa!
Viva ao pão & circo!
Viva as enchentes!
Viva ao desmatamento!
Viva a nacionalidade!

Se tudo o que resta a uma nação
É ser um entretenimento,
Não se importe se todo o resto não existir.
Se a uma nação satisfaz
Uma bola para silenciar a fome...
Que se criem programas assistenciais
Que a garantam a todos na nação.
Para ser mais radical,
Porque não pagarmos impostos com gols?
Acho que não vão aceitar... Ou vão?

Uma bandeira foi levantada em nome de uma pátria...
Dezenas caíram em força da fome e de doenças.
Tantos se moveram em comemoração a uma vitoria...
Todos os dias milhares são derrotados nas filas de espera.
Milhares apostaram suas lágrimas em ricos esportistas,
Tanto que se esqueceram da fome e da dor...
Orgulho em nome da nação!
Se tiver fome... Que tal bater uma bolinha?

Viva a copa!
Viva ao pão & circo!
Viva as enchentes!
Viva ao desmatamento!
Viva a nacionalidade!
Viva a essa racionalidade!

Entre As Paredes Da Razão

Posted: 2 de jun de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Entre paredes úmidas da inconsciência,
Você procurou as marcas da racionalidade.
E não adiantou ter respostas da vã ciência
Tudo é uma questão de ponto de realidade.
E para quem está além dessa vivência,
Não se pode questionar a razão imposta!
Não se pode questionar a visão imposta...

Não demorou a perceber que estava cercado...
Não demorou em sentir a prisão ao redor...
Calabouço... Calado...
Não demorou a perceber que estava em um labirinto.
Não demorou, a saber, que estava pensando demais.
Sentir como eu sinto...

Entre a obrigatoriedade de tomar alucinações,
Perigos criados para um controle fora da mente,
A imaginação de dum cárcere dentro de perseguições...
Dentro de si... Dentro de um outro eu diferente
Fora do controle que tinha das próprias emoções...
Não se pode questionar a razão imposta!
Não se pode questionar a percepção imposta...