Simples Comparação (Ou Constatação)

Posted: 30 de mai de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , ,
1


Dizem que se conhece
Realmente uma pessoa,
Pelo lixo que esse indivíduo produz...

Se isso for real,
É incrível verificar,
Como as pessoas tem se tornado descartáveis!

Sombras Do Passado

Posted: 29 de mai de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , ,
2

Cada vez fica mais difícil esconder o sentimento,
Principalmente quando a comparação é o vazio.
Cada vez parece mais palpável o pensamento,
Mesmo não querendo o comportamento doentio.
Cada vez que se atravessa o rio, a lama faz cimento.
Recipiente sem nada, nada aposta num desafio.

Cada vez que olha para trás, encontra sólido escuro
Por mais que tenta tocar uma melodia, é mortuário...
Cada vez que sente paz, sabe que houve sangue no muro,
Mesmo todos estando em sintonia estão ao contrário.
Cada vez que é capaz de sentir algo o coração fica mais duro...
E não há porque histeria, não há futuro sem um páreo.

A sombra do passado ainda teima convir comparação...
Nunca um amor amado fere ou queima sem paixão...
Nem pureza, nem pecado... Só solidão...

Caminhos Derretendo

Posted: 27 de mai de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
1


A globalização
Diminuiu.
As distâncias,
E os caminhos,

Os ursos polares,
Lamentam,
Não terem,
Mais caminhos.

A globalização,
Trouxe,
Aquecimento global!

Alternativa (Dieta) Natural

Posted: 23 de mai de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , ,
0


Nina sempre foi obesa, mesmo sendo vegetariana... Afinal, trigo e óleo ainda lhe eram permitidos na dieta, por ela mesma. E ela muito já havia lido sobre revolução da colher e coisas assim. Sentia-se bem por ser vegetariana e não fazer mal a outros seres, porém se sentia péssima por fazer mal a si mesma de não parar de comer tudo o que lhe vinha na frente, desde que não fosse animal.
Certo dia Nina viu num programa de TV sobre vida animal um repórter chamar um tigre de besta assassina, mostro devorador depois deste tigre passar três dias sem comer nada mais antes de uma gazela. Ela esbravejou contra a televisão chamando o repórter de imbecil e justificando o comportamento do tigre, que este estava simplesmente com fome, e que ele só o fazia quando sentia exatamente isso: fome!
No momento Nina largou o pastel de banana com canela que estava comendo, e se sentiu um mostro, pois jamais havia sentido o tão natural prazer da fome.
A partir desse momento Nina decidiu que só comeria, quando sentisse fome. O que pode parecer demais, mas que a transformou num animal, tão natural quanto qualquer outro.

Violência Favorável

Posted: 21 de mai de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
0


Dona Celina dizia ser a favor de pena de morte, principalmente para crimes como estupro e homicídio. E ela tinha um filho bem bonito. Certo dia, uma garota mimada achou de se apaixonar por ele, e mesmo ele se dizendo homossexual, ela ainda assim queria dele o que ela queria, pois era a isso que ela estava acostumada a ter. Tudo o que desejava.
Não foi o caso. Mas o caso foi que ele de uma hora pra outra foi acusado de estupro e imediatamente mandado pra um presídio da cidade... Traduzindo em linguagem de presídio... Pena para estuprador é igual a morte, e antes, bastante tortura. Dona Celina simplesmente mudou de idéia.

Metade Do Entendimento

Posted: 20 de mai de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , ,
1


Uma sereia presa num aquário,
Há de sentir metade prisão,
De ser peixe ao humano.

O Sonho Com O Sol

Posted: 19 de mai de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , ,
0


Se havia a possibilidade de sentir tal sensação,
Porque se oprimir perante qual nada sente?

Você disse que estaria lá por mim...
Só não perguntei onde.
Ainda sinto o calor.

Se havia a liberdade de fluir além de emancipação...
Porque se destruir diante de artifícios da mente.

Você disse que realizaria o sonho...
Sempre estive acordado.
Ainda há insônia!

O Livro Da Vida (E Que Nenhuma Árvore Seja Derrubada Para Tal Publicação!)

Posted: 18 de mai de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , ,
0

Um desígnio para toda uma vida...
Uma vida tão breve que incumbiria numa única página.
Em comparação ao resto do universo,
Tudo seria meramente nulo.

O objetivo para uma vida sem graça...
Quem leria páginas de descrições sem emoção?
Em comparação ao resto do planeta,
O que há de emocionante em ser humano = nulo?

Perpetuar a espécie? Perpetuar?!
Pois essa já é por demais perpétua!
Historias de resistência e devastação,
Já são sinônimos a essa raça.
E a resistência de qual falamos aqui,
É mais como comparação a um vírus resistente
Do que resistência por luta no que se acredita convictamente...
Olhe para o horizonte... Olhe para o horizonte!

Um objetivo... Para minha vida?
Não fazer outra vida sair de mim!

Sem Final Feliz... Sem Fim!

Posted: 17 de mai de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
0


Eu não sei de onde vim,
Qualquer alameda me parece limitada...
Minha mente embaralhou...
Com as cartas sem remetentes...

Não vejo o raiar da aurora,
A noite é apática sem luz, lua crescente...
Minha mente adormece...
Cada vez que tento me acordar!

Tudo parece invertido...
Vertigem de um filme nunca visto...
Tudo parece desmontado...
Ilusão sem reflexo do espelho... Despedaçado.

Não sinto mais meus pés,
Minhas mãos não seguem minha ordem...
Minha mente se confunde...
Com engrenagens sem coreografia.

Tudo parece invertido...
Vertigem de um filme nunca visto...
Tudo parece desmontado...
Ilusão sem reflexo do espelho... Despedaçado.

Despedaçado... Espelho...
Filme... Desgastado...
Nunca visto... Nem visitado...
Filme... Nunca acabado... Esgotado!

Quantidentidade

Posted: 16 de mai de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , ,
1


Quantos corpos
Que se disfarçam
Em espantalhos.

Quantas mentes,
Remontadas
Em sociais retalhos...

Quantos lábios,
Costurados que nunca,
Tocaram beiços.

Quantas identidades,
Transtornadas...
Por baixos preços...

Quanto de você
É seu eu verdadeiro?
Quanto de você
É automático?
Quanto de você
É sociocultural?
Quanto de você... É você?

Mantendo O Céu Com Algum Resquício De Imaginação

Posted: 15 de mai de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
0


Eu sei que nunca é tarde pra sonhar.
A liberdade não tem estação pra extasiar!
Um dia a brisa chama e não se pode conter
A vontade é maior do que se tem poder...
E do que a força de tendões, ossos e carne.

A aspiração de voar pende somente de conceber,
Pois mesmo parecendo tolice eu sei...
Qualquer realidade imaginada é em si uma realidade!
Nem triângulos nem quadrados serão reais,
Se o circulo é a linha que eu quero delinear!

Eu sei que nunca é tarde pra ser real
E que cada um pode ser o que quiser e ansiar!
Eu sei que nunca é tarde... Pra ser natural!
Eu sei que nunca é tarde pra ser real...
Mesmo que tenha que pintar... Toda a realidade...

Relacionamentos Aleijados

Posted: 14 de mai de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , ,
0


Algo aconteceu no âmago amargurado,
E não se sabe o que de tão profundo afetou...
Sibilante e feroz o sentido malogrado.
A nuvem de solidão pousou no coração.

As ruas vazias, os prédios empoeirados,
Por mais que queira, o querer deve ser mútuo...
Sonhos separados... Relacionamentos aleijados!

Algo encheu meu pensamento de vazio!
Congelado e preso em algemas de diamante.
Apotegma espelhado sem flama e sem cio.
Sem necessidade ou vontade de um amante.

As praias abandonadas e sem brilho do sol,
Por mais que queira, o querer deve ser mútuo...
Sonho de um só... Relacionamento sem farol.

As ruas vazias, os prédios empoeirados,
Por mais que queira, o querer deve ser mútuo...
Sonhos separados... Relacionamentos aleijados!

النزاع الداخلي

Posted: 13 de mai de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , ,
0

O amor jurado pela eternidade
Não durou mais
Do que o primeiro desentendimento...
E a justificativa de que quem ama mata,
Soou mais como ameaça do que declaração.
Até quando a prisão a outro ser
Vai ser tida como natural,
Se a violência faz a relação a infindável briga?

Mas se o que bate é o mesmo
Que ajuda num orgasmo,
É de caber na balança o que vale mais.
Se uma pessoa apanha por amor,
Que amor será capaz de transmitir a outrem?

Que violência pode ser justificada por amor?
Que violência pode ser justificada,
Se a Justiça simplesmente nasceu cega,
Por deformidades gestacionais no ventre da sua mãe Liberdade...
Engravidada ao ser estuprada pelo fascista tio... Estado...
Tudo isso apoiado pela matriarca Família.

Que solução pode se esperar
De uma relação que está jurada a eternidade?
Pode-se esperar... A eternidade!
A solução para o fim da violência,
Seria o fim do inicio. E o principio é o verbo.

O Amor Que Oferecemos Continua Comigo!

Posted: 12 de mai de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , ,
0

Eu sentia algo... O algo que para muitos é inominável,
Mas era por alguém. O Alguém que se quer dentro...
O Alguém! Sem alusão de um complemento insaciável.
Que se foi e levou consigo a bússola, o ponto de centro...
E não mais há o doce contentamento,
Mas o alvitre do que foi o suspiro de uma divindade.

Exceto os relacionamentos,
Eu não marcho mais em círculos.
Estou desamparado agora,
Com meus anseios,
Sem o Alguém,
Mas com meu amor.
“Eu te lembrarei...”

Aqui Eu Sou Livre!

Posted: 11 de mai de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
0

Esse é o lugar, onde me sinto mais alforriado,
Posso sentir o ar como sinto que o corpo é meu.
O lugar em que o que é real é pago como imaginado,
Toco o que o sentimento sempre desconheceu...

Esse lugar, qual ninguém pode tomar ou usurpar,
É sem guerras, sem dor, sem necessidades do ego.
Onde me refugio de um esquecido eu. Meu lugar...
É onde eu sou o complemento sem partes de lego.

Mas é de se estranhar que tenhamos que nos mover,
Para sentirmos que temos liberdade além de expressão...
Quanto espaço para constatar, devemos percorrer,
Já que a prisão não está em grades e sim em imaginação...
Qual o lugar mais real pra conhecer do que a própria ilusão?

Reino Do Delírio

Posted: 10 de mai de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , ,
0


Que todos os súditos caiam, pouco a pouco...
Perante as brincadeiras inocentes do rei louco!

Que toda dor venha em nome sem estrutura
Do que chamaram e batizaram de loucura...

Que um dia possam ver a magnificência,
Pelos peões que transcenderam a dormência.

Que um dia possam de verdade conhecer
O que é demência. Demência! Ser o Não-Ser...

Sedução À Solidão

Posted: 9 de mai de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , ,
0


Quando não há mais um resquício do que foi paixão,
Quando não há mais uma flama de concupiscência.
Quando não há mais o arrebatamento de devassidão,
Quando não há mais com quem repetir a experiência.

O suor que desce as costas nuas queimando a espinha,
Emaranhando o sabor dos lábios úmidos do orgasmo.
A pele ouriçada permitindo o toque da mão sozinha,
Fazendo da solidão a companhia e o maior pleonasmo.

Quando não há mais a vontade de sentir outro alguém,
Quando não há mais a atração pelo toque alheio.
Quando não há mais intenção de se afeiçoar também,
Quando não há outra vagina, pênis, anus, boca ou seio...

Todo o desejo não passa de uma armadilha do ego,
Querendo corromper o que nunca foi puro de verdade.
Mas que em outros termos se faz de mudo, surdo, cego,
Para ter o perdão pelo vazio que guarda em intimidade.

Como amar o próximo se a apatia faz a felicidade...?

Penso, Logo Desisto... De pensar!

Posted: 8 de mai de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , ,
0


A reflexão
De se ser são,
Ou não ter perdido
Completamente a razão,
Faz concluir,
Pelo simples fato,
Dos fatos serem simples,
Que não há consciência,
Da loucura,
Mas sim uma
Desistência
Do pensar
Racional.

Batalha Contra A Atualidade

Posted: 7 de mai de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , ,
1

Era uma vez... O esquecimento cegando a humanidade,
A batalha em tempos de fome consome o egoísmo.
Que se transformou em mera ilusão de insanidade,
Sem espectro do que outrora não foi a paz do fascismo.

Em tempos de reza sem milagres os pecados são ignorados,
As orações repetidas como em listas de corrupção
Se tornam tão importantes quanto os desejos são sagrados
Para as crianças em fim de ano sem natalina acepção.

Nunca há de apagar ou pagar... O que é indestrutível,
Uma dor como a explosão de uma bomba nuclear
É tão perfumada quanto qualquer câncer insensível.
Por mais invisível que seja ainda estamos em tempos de combate.
Mas a vitória numa guerra é tão respeitável quanto fazê-la acabar.

Odisséia Do Tempo

Posted: 6 de mai de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , ,
0


Se o coração
Não pesasse tanto
Com o tempo,

Seria fácil carregá-lo
Por dentre as eras
De solidão inominável.

Se o espelho,
Não descascasse tanto
Com o tempo,

Seria suportável olhar,
Dentre as trincheiras
Da face tão marcada.

Se a memória,
Não fosse tão volátil,
Com o tempo,

Seria mais compreensível,
Chegar ao fim dos tempos,
Sentindo algo por qualquer coisa.

Escolha Do Que Dizem Pecado

Posted: 5 de mai de 2010 by Lux Alt in Marcadores: ,
0


Tudo que eu fiz foi por amor e por impulso,
Não que tenha sido completamente errado,
Mas não há lágrimas de arrependimento,
Mesmo que você diga que foi pecado.

Se você me vir no chão ou na sarjeta,
Não importa, continue andando do seu lado.
Não se preocupe, foi de minha escolha
Mesmo que você diga que foi pecado...

Tudo o que sou, sou porque quero e faço!
Mesmo que não seja de seu agrado...
Tudo o que faço é porque quero e sou!
Mesmo que você diga que é pecado.

Toda liberdade que busquei ia de contra o conceito,
Mesmo que você diga pecado...
Ainda assim, sinto-me melhor,
Você me considerando um pecador condenado...
Do que um temente alienado.

Circo Da Violência Cotidiana

Posted: 4 de mai de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , ,
0


Por mais que você não queira saber de desgraças,
Não tem mais graça almoçar sem ter as novidades,
Que transpõem a TV e que tanto sugerem ruínas.

Não importa o que você faça, sempre é melhor saber,
Afinal pode acontecer ou ter acontecido bem perto,
Quando a coincidência torna-se acidente, é melhor saber.

Sempre é melhor saber em primeira mão a noticia,
Do que saber por outro que o vizinho morreu,
Por outra mão... Por outra mão... Por outra mão!

Quanto pior o desastre, maior a audiência!
Quanto maior a chacina, mais reverência.
Quem quer ver? Quem quer ser?
A próxima vítima do espetáculo do amedrontamento social...
Televisão... Encarceramento intencional!

Réquiem Pela Paz

Posted: 3 de mai de 2010 by Lux Alt in Marcadores: , ,
0


Até quando ansiaremos
Estar falecidos para sentirmos paz?
Se sentir é uma característica
Básica de se estar vivo...

Até quando guerrearemos para ter sossego,
Se a paz que vem de uma guerra não é plena...
Calado fica quem submerge
Em choro de ódio e dor...

Quero cantar a extermínio
Dos anjos armados em discórdia,
Quero cantar a destruição
Dos demônios sedutores da glória.
Quero cantar a morte de deus!
Quero cantar a vida dos sonhos!

Até quando nos sentaremos
Perante o penhasco esperando a explosão do sol?
Até quando nos mataremos
Por fantasias de antepassados?
Até quando seguiremos um curso sangrado?
Aurora da impotência.