Você Não Está Sozinho

Posted: 31 de out de 2009 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Quando o mundo
Parece contra suas idéias, quando os seus ideais não são reconhecidos,
Quando todos
Riem de suas pretensões, quando tudo parece dar no mesmo caminho.
Quando o mundo
Parece querer esmagar e transformar sonhos em arames retorcidos,
Quando todos
Estiverem de você esquecido. Lembre você não está sozinho.

Quando o mundo
Diz que sua vida é uma mentira e que todo o consumo é o importante,
Quando todos
Dizem que você é neurótico por duvidar duma verdade de pergaminho,
Quando o mundo
Quiser que você siga cegamente uma conduta de ódio intolerante,
Quando todos
Chamarem-te de louco errante. Lembre você não está sozinho.

Quando o mundo
Tentar naturalizar a violência, o fascismo, e qualquer preconceito,
Quando todos
Quiserem que você denuncie seu familiar, seu amor ou seu vizinho.
Quando o mundo
Parecer uma prisão sem razão, num redemoinho de caos perfeito...
Quando todos
Os ditos livres quiserem te encarcerar num conceito.
Lembre você não está sozinho.

Toda loucura que tenho no peito é mais do que ódio ou carinho...
É mais do que idéia ou preceito
E se você sente como eu... Eu também não estou sozinho.

Ambígua Personalidade

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Ao abrir aquela caixa torácica tiveram uma surpresa não tão apática;
Era de tudo uma maquina. Afinal, aquele era ou não o familiar que morreu trabalhando?
Ao fazer a autópsia não havia mais nada de humano naquele resto... De destroço...
Era de tudo uma máquina. Afinal, quando deixou de ser o humano pra ser... Um não ser?
Não houve enterro, nem haveria arte feita de material reciclado...
De nada serviria um não humano... Não máquina.
Lixo mais insustentável, não poderia ter sido criado. E ele como todo o resto do que não resta foi para as profundezas do mar...

O despertador tocou...
E ao abrir os olhos procurando o espelho ele notou que ainda era ele... Mas como ter certeza que por dentro ele era realmente carne e osso?
A solução poderia vir com sangue, mas ele preferiu não mais ir trabalhar. E sentiu a resposta.

Retribuição De Favor

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Arthur sempre quis ser um andarilho. Sentir no rosto o ar de lugares diferentes. Mas seu pai, um senhor com saúde já não tão boa, estava divorciado por ser machista e solitário por ser ranzinza. E exigia de Arthur uma companhia já que ele a tinha dado até então. Tinha dado a vida a seu filho. Aconteceu que num dia o filho pôs nas costas a mochila e deixou um pote de sêmen com um recado onde dizia: “dívida paga!”

Cópula Sem Sede

Posted: 30 de out de 2009 by Lux Alt in
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Doce mergulho
Na xícara de chá verde,
Engole o barulho.

Todo orgulho
Jogado a parede,
Das cinzas ao bagulho.
Tanto prazer sem sede...

Quantidade De Certeza

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Sabia que o caminho era amplo demais para se estar sozinho,
Com ou sem uma companhia constante, no labirinto da razão,
Sempre poderemos encontrar com quem partilhar um vulgar vinho,
Nem que seja pra ser envenenado pela ânsia de uma ilusão.

Sabia que a constante fome jamais seria saciada por alimento,
Mesmo tendo banquetes que Baco teria considerado sincera cobiça
Sempre estamos carecendo algo mais que o necessário suprimento,
Nem só prazer nem sentimento, todos os encontros cheiram carniça.

Sabia que a incerteza era a maior constância em momentos cruciais...
E mesmo tendo sido convicto com o ceticismo, a razão não carece.
Uma defesa irracional é só mais uma justificativa a crimes passionais,
Nem toda crença é feita de fé, nem todo ceticismo é o que parece,
Ao fim temos todos nenhuma certeza... Muito menos do que mais.

Sendo Coletivo Hipotético

Posted: 29 de out de 2009 by Lux Alt in Marcadores: ,
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Ser libertário em coletivo,
Tem sido como estar acompanhado
E assistir a um filme pornô,
Por completo...
Num controle disfarçado,
Prazeroso, porém enfadado
A comportamento ético,
Ao ponto de ser doloroso...
Totalmente previsível
E insuportavelmente perigoso...

Quebrando Paradigmas Idealistas (Opostos Reprise)

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Enquanto todos buscam a pergunta para a final resposta sobre toda a verdade,
Minha verdade não passa de sentidos, enzimas, conexões, e reações que acontecem em quaisquer besteiras.

Enquanto todos buscam um sentido para sentir-se completo diante da sociedade,
Minha sociedade foi engolida pelo reflexo de se ver refletido em todos ao seu redor como imagens verdadeiras.

Enquanto todos buscam o caminho de encaixe perfeito na realidade,
Minha realidade é fazer da prisão o abismo infinito que a imaginação pode ter como únicas fronteiras.

Enquanto todos buscam uma resposta para a razão duma liberdade,
Minha liberdade vai sendo conjurada em estilhaços cada vez mais cortantes de idéias prisioneiras.

Tentando Ser Adaptado

Posted: 28 de out de 2009 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Você se pergunta por que está sozinho... Porque o telefone não toca...
Mas a solução talvez seja você se tornar ajustado perante os outros.
Talvez seja a solução.
Os Outros
Não querem
Esse eu!
Os Outros,
Não se importam,
Se o mundo,
Seu mundo
É cinza...

Talvez tentar mostrar aos Outros que as cores são pálidas,
Que as coisas não tem todo o sentido que tentam achar.
Afaste-lhe deles...As pessoas
Preferem
Se iludir.Talvez parecer um brinquedo,
Não seja,
Tão ruim afinal.
Algum dia,
A bateria
Acaba!

Ecos Dum Viver

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Pensar em não causar dor ao outro,
Viver cada momento como o final,
Encarar a vida face a face...
Quando as reminiscências
Transformam-se em ecos traidores.
Ecos de vidas...

Pensar em não cortar as cordas alheias,
Faz você fazer parte do tentaculoso
Espetáculo de marionetes manipuladoras.
Quando não se tem controle,
Sobre o próprio pensar...
Ecos de vidas...

Ecos sempre reproduzem ecos...
A escolha é sua:
Ser som,
Ou eco...

Algum Dia Empático

Posted: 27 de out de 2009 by Lux Alt in Marcadores: ,
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Se algum dia você achar que não entende,
Porque eu penso e ajo de tal modo,
Tentando ser livre, tentando libertar,
Tentando não causar dor a ninguém nem ao mundo.
Se algum dia lhe passar pela mente como eu sentiria...
Será exatamente a resposta
Para eu ser o que sou... Ou tento ser.

Afiadas Relações

Posted: by Lux Alt in
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Todos tem se preparado para um jogo,
Onde não há vitória real.
As reflexões sobre as próprias ações ficam refletidas,
Somente nas poças de lama...
Quais pisamos sem querer,
O que ainda causa transtornos irreparáveis.

Todos tem se preparado para esfaquear,
E ser esfaqueado a qualquer instante.
Esquecendo que diziam ter o próximo como irmão e semelhante.
Porém é justamente essa semelhança que cria o temor.

Todos tem se preparado para o próximo ataque,
Porque todos estão armados...
Na guerra fria das relações.

Amálgama Parte X (ou livre opção não escolhida)

Posted: 26 de out de 2009 by Lux Alt in
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Monotonia que amplia a sua vida,
Mesmo sabendo que além estarão alamedas sem saída.

por Lux Alt & Pati Hannah

Lamento Temporal

Posted: 25 de out de 2009 by Lux Alt in
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Sinto falta do passado,
Dos dias distantes, do tempo que se foi
Sinto falta dos amores, dos momentos vãos
Lamento pelo tempo que não posso controlar

O passar das horas me angustia
Deixa-me atônito pelo medo do passar
Do não voltar, do que fora deixado para trás
É triste, pois mesmo que eu queira, não posso fazer voltar

Minha pobre condição de humano,
Fadado ao tempo, preso na realidade mundana do tátil
Afogado estou eu no tempo que me consome
Tempo que me leva para longe, que me afasta das coisas vividas

Sinto-me mal, cansado de lutar, de buscar as recordações
Lugares e paisagens que me fogem a memória, que existência cruel
Sou deixado no vazio do esquecimento ou na loucura do tentar lembrar,
do pensar de como era, de como fora
Me dói saber que já foi, e que não pode ser mais.

por Ribamar Bezerra

O que se sente

Posted: 24 de out de 2009 by Lux Alt in
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Munida de longínqua paixão
Tomo o ônibus lotado
para ver o rosto de cada cadáver
Descubro que o rosto nada mais é que a extremidade
De todos os sentidos
Audição, olfato, visão, digestão e reflexão...
Tenho as linhas do meu destino
organizadas nos dígitos dos meus arquivos
eles não sabem que a vida não passa,
da morte, um aviso

Eu, por ter-me morta e encomendada
sou de todos
a mais viva.

por Karina M.

Flores Entorpecidas

Posted: 23 de out de 2009 by Lux Alt in
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Me sinto cansado
Flores entorpecidas com esse Ar
Bem te quero, Mal me quer
Com dor no coração
Ouço os gritos dos lírios
Vejo o que restou
Sou alguém? Sou o que sou?
Vejo um mundo cinza
E o que me finda?
Vejo o orgulho das moscas nos cadáveres
Não tenho heróis
Apenas espero cruzar fronteiras
Quero ver um mundo de cores
Quero dançar nas estações.

por Luan Kleber

Posted: 22 de out de 2009 by Lux Alt in
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Eu, distante assim do meu amor, distante do que poderia ser humanidade, distante de tudo.
Encontro-me só. Sem braços, pernas, cabelos, sem vida.
Distante assim do meu amor.
Busco portas e esconderijos, abrigos de seres descartáveis, manicômios, jaulas, presídios,
Asilos, matadouros...
Distante assim do meu amor?
E vejo sangue, dor, estupros, torturas psicológicas e físicas. E sinto-me mais próximo do Meu amor!
Sinto-me amor. Por não compactuar com o desespero, com as mortes.
E sinto-me mais perto do meu amor. E te vejo livre, te deixo livre. Porque não precisas morrer nem sofrer por mim.
E o meu amor agora está mais próximo, mais intenso, acho que não poderei senti-lo
Sozinho. Então, preciso dividi esse amor com você.
Mas, se você aceitá-lo, poderá ser odiado, ridicularizado, visto como algo anormal...
Então, qual será a intensidade do seu amor?
Você, distante assim do seu amor...

por Sheyla Veneno

Ação...

Posted: 21 de out de 2009 by Lux Alt in
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Os atores desmontaram a cena
Neste palco nada é previsível
A ação prevalece
E mesmo que a platéia bata palmas
Nem sempre o espetáculo agrada a todos.

por Lella Cristina (Pequena Epifania)

sobriamente insano

Posted: 20 de out de 2009 by Lux Alt in
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Como posso dizer que hoje pintei meu auto-retrato,
e que pintando ele vi a audácia e o atrevimento de meus desejos,
meus sonhos e, principalmente, minhas negações?
E que na curva do meu corpo vi o meu estômago grunhir
pedindo um pouco de algo que lhe entorpeça,
pois ultimamente não tenho bebido, nem me drogado o suficiente;
o que justificaria toda essa audácia e esse atrevimento de meus desejos,
meus sonhos e, principalmente, minhas sensações.
Vejo-me sóbrio nesse retrato. E por trás do meu olho cabisbaixo,
há uma sobriedade demente, maníaca, furiosa e insana
que se ergue doentia com a dor e o prazer nas minhas costas
pois amo mais que odeio desejar o proibido há milhares de anos
pois gozo mais que sofro sonhar o bizarro há milhares de anos
pois tenho mais tesão que dor de negar o que é normal hoje e desde muito tempo.
pois olho ao redor e vejo que desde sempre TUDO está errado.
e hoje, nessa cidade, nesse frio fim de dia, tudo parece estar ainda um pouco mais errado.
E agora, pela manhã, depois de reler esse escrito de ontem a noite, tudo parece ainda mais errado.

por Ruy

Posted: 19 de out de 2009 by Lux Alt in
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As pessoas medíocres dizem assim: "vão se aquietar, ilusão é questionar". Bom mesmo é ter uma moral dissimulada e dúbia: posso arrotar em casa, mas em público é feio. Posso odiar neoliberais em público e no cotidiano agir como o mais filho da puta neoliberal. Posso até mesmo fazer piadinhas racistas em casa e sair por aí dizendo que racismo é burrice. Porém, a sua mediocridade não me engana.

Uns vão se entregando ao cristianismo, outros ao alcoolismo. Mas estão todos perdoados, afinal, não deve ser fácil conseguir ficar muito tempo de cara quando se tem uma mente tão pequena, tão medíocre. E nem adianta colocar a culpa no bagulho, na cerveja ou no pó. Droga nenhuma faz caráter. Um medíocre sempre vai ser medíocre de qualquer jeito e em qualquer lugar. Da mesma forma, não adianta colocar culpa na internet pela sua estupidez. Fotolog, blog, orkut, MSN, twitter etc, não deixam as pessoas mais burras, as pessoas burras é que deixam essas coisas burras, entende?

É muito conveniente insistir no erro alheio. Aliás, é muito conveniente fazer tudo por conveniência pra se passar depois por santo, amigo de todo mundo. E eliminar da sua vida as pessoas que lhe incomodam com um sorriso espasmódico de pseudoamigo é uma arma tão forte quanto a conveniência pra afirmar depois que não tem culpa pelo erro dos outros. Mas isso só funciona contra quem não percebe quais pessoas no mundo são medíocres, tá ligado? O problema é que ter que conviver nem que seja minimamente com pessoas medíocres, o que até certo ponto é bom, pra diminuir a nossa própria mediocridade, percebendo como você não deve ser,
sabe como é?

por Leandson S.

Meu Universo

Posted: 18 de out de 2009 by Lux Alt in
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Nada define o meu universo
Subjetividade, particularidade, sujeito e pessoal
Sinônimos dos meus desejos
Substantivos idênticos
Como que objetam minhas partes
Em sons diferentes entre nomes que se semelham
Obsceno, óbice, obrigado
Tolices e fantasias de alguns letrados
Indefinido é o meu universo, espacial, sentido irracional
Assim como todas as coisas ditas e não ditas....

por Rafael Bastard

BORBOLETA ARCO-ÍRIS

Posted: 17 de out de 2009 by Lux Alt in
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Na domesticação do jardim
Ela foi à única
Que se revoltou
Com o consenso tácito
(Eva - Qual é o nosso objetivo? Bem, falando claramente, queremos mudar o mundo, para que possamos viver em uma sociedade regida de acordo com os princípios de democracia participativa, igualdade real e total liberdade para todos os homens e mulheres. Em outras palavras, queremos construir uma sociedade sem classes, que não haja aqueles poucos que dão ordens e uma grande maioria que as recebe – isto é o que significa Anarquia.)

MONÓLOGO DO CONLUIO
Na imensidão da floresta
Ke resta
Três joaninhas conspiram
A morte dos de cima.

Por (Anigav - Lugar de criança é na rua. Abaixo a castração!)

Amante X

Posted: 16 de out de 2009 by Lux Alt in
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Não sinto pena dos que sofrem calados,
Sinto amor pelos que lutam inconformados.
E em você que eu penso quando canso,
Quando mais uma vez até tento desistir.
E eu nem sei quem você, nem ao menos onde estás,
Mas se lutas por liberdade, eu estou com você.
Se tentas construir um mundo novo,
Fazes-me crer.
Teu tesão me ajuda a levantar
Teu existir me faz sonhar.
Ser livre é então possível
Nem que seja por um momento
Aquele pequeno instante que sem saber
Minha mente encontra a tua.

por Oton

Vinho Vulgar 10

Posted: 15 de out de 2009 by Lux Alt in Marcadores:
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