Fotossíntese

Posted: 29 de ago de 2009 by Lux Alt in Marcadores:
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Como tem sido pra você,
Passar por toda sua vida,
Sem deixar que sua vida toque outras?

Como tem sido pra você,
Passar por toda sua vida,
Tocando com morte outras vidas?
Como tem sido ser você?

Graforréia #32 pdf

Posted: 28 de ago de 2009 by Lux Alt in Marcadores:
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Graforréia #31 pdf

Posted: 27 de ago de 2009 by Lux Alt in Marcadores:
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Graforréia #30 pdf

Posted: 26 de ago de 2009 by Lux Alt in Marcadores:
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Graforréia #29 pdf

Posted: 25 de ago de 2009 by Lux Alt in
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Graforréia #28 pdf

Posted: 24 de ago de 2009 by Lux Alt in
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Incógnito - Pós Identidade QUEER

Posted: 23 de ago de 2009 by Lux Alt in Marcadores:
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Texto integral do zine INCOGNITO, com a temática pós-identidade Queer em pdf.
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Vinho Vulgar 9

Posted: 22 de ago de 2009 by Lux Alt in
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Graforréia #27 pdf

Posted: 21 de ago de 2009 by Lux Alt in
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Graforréia #26 pdf

Posted: 20 de ago de 2009 by Lux Alt in
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Amores Alcoólicos

Posted: 19 de ago de 2009 by Lux Alt in
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Ele simplesmente dizia que só ficava com meninos quando estava bêbado. E o álcool era desculpa pra muitas outras coisas que fazia que na verdade sempre tinha vontade de fazer. Resultado: encontrou seu grande amor nos AA.

O Velho E A Rua

Posted: 18 de ago de 2009 by Lux Alt in
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Estava ele ali, velhinho, caquético, há alguns minutos esperando pra atravessar a rua, que a esta altura do dia era muito movimentada. Eu o avistei. Usando chapéu de couro. Vi o sofrimento em sua face, a doença corroendo. A dificuldade em andar. Impossível não reparar em suas mãos enrugadas que carregavam duas gaiolas, e nelas dois lindos pássaros aprisionados, comprimidos contra as grades. E algo dentro de mim aconteceu que me fez querer ajudar aquele velhinho a atravessar a rua. Segurando para ele as duas gaiolas e correndo até o outro lado. Aconteceu que ele não me alcançou a tempo. Agora os pássaros são livres órfãos.

Amálgama Parte IX

Posted: 17 de ago de 2009 by Lux Alt in
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A vingança só é realmente doce quando não se está sozinho,
Inspire-se e compartilhe dor, ódio, loucura e amor!
Coloque pra fora o que sente. Beba uma vulgar taça de vinho.

Por Pati Hannah, Lucas Altamar & Thá.

Balde de lixo

Posted: 16 de ago de 2009 by Lux Alt in
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Tanta coisa pra se jogar no lixo.
E o que fazer com tanto lixo?
E o lixo que ficou em meus olhos?
E o lixo apodrecendo no meu ouvido?
O que será do meu cérebro? 1 Balde de lixo.

Por Thá.(Todo dia se apodrece um pouco mais.)

MENTES APRISIONADAS

Posted: 15 de ago de 2009 by Lux Alt in
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Nesse imenso vazio desértico de mentiras absolutas
Mitos de verdades imperfeitas
De uma vida não plural
Marcada por um saber onipontente;
A dor, nossa amiga nas horas de aviso
Passou a ser tratada como inimiga número uno;
O cheiro passou a ser aprisionado num frasco do status quo;
O olhar verticalizou-se na pirâmide construída para único;
Os sentidos encarcerados e julgado culpado por ser autogestão natural;
O sexo uma mistura constante de sabores habita produtos dissabores;
Mentes aprisionadas na grade do invisível
Mentes construídas em laboratórios de vivissecção humana.
Ontem eles me disseram que tudo não passou de um mito
Hoje... Eles me disseram que o mito se transformou em um rito
De passagem para um mundo de verdades construídas para o controle
Eu nada respondi
Nem muito menos questionei-me.
Hoje mitos e ritos se fundem na complexidade das instituições
De uma verdade imperfeita
Apenas para controle.

Por Nanû Silva - Um arrastão promovido por 20 skinheads no Burger and Beer, na Consolação, resultou na morte do artista plástico Nilton Verdini Silva. Ninguém fez nada, afinal, ali era um ponto de encontro de homossexuais.

Posted: 14 de ago de 2009 by Lux Alt in
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Não me “enganes” mais amor!Pois fico contando os
dias para ver-te,amar-te mais de perto e sermos
livres juntos.
Já passaram-se dias de solidão e nem os amantes
mais quentes me aquecem como tu. Ou as bocas
carnudas que beijo...não!Elas não se comparam
a tua. A tua!
E nessa clareza e naturalidade de amar, sinto falta
do teu corpo,dos teus ossos...
Continuo aqui, entre mil prazeres. Mas, sinto falta
do nosso prazer.

Por Sheyla Veneno

Entre as ruas

Posted: 13 de ago de 2009 by Lux Alt in
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Ruas estranhas passam na noite
árvores mortas contam o tempo
e rostos sorridentes brindam
a felicidade falsa.
Me perdi entre estas ruas
a procurar algo que não quero encontrar
me perdi entre as ruas
e os rostos sorridentes me convidaram para dançar
sob as luzes de postes e a segurança de portões
repeti as músicas para dançar mais uma vez
e encontrar o que deixei em alguma gaveta.
As poesias fugiram
me deixaram dançando com outros gêneros
e os bares cheios para mim parecem vazios
não sei porque não consigo lembrar o que quero
entre as ruas
todo silêncio constrange e os rostos sorridentes
não querem parar de dançar e esquecer
me olham tentadores
e meu olhar tenta fugir do vazio
que buscou em algum momento.
Minhas mãos buscam entender
porque meu coração se afasta a cada dia
da casa que me aconchegava
meus pés ainda sabem o endereço
mas de tanto entorpecer meu corpo andam tortos
porque nestas ruas
se esquecem e não voltam
acabam dormindo
em uma rua qualquer.

Por Lella Cristina (Pequena Epifania)

Posted: 12 de ago de 2009 by Lux Alt in
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Meus versos são vômitos
São agonias, são feridas
São alegrias e tristezas
São tudo o que sinto, o que quero sentir tudo aquilo que não sinto, tudo que quero longe ou perto
Nada de métricas neles! (jogo neles o que quero)
Nada de perfeição gramatical
Isso tudo são prisões de gramatiquinhos literatos burgueses, servos da elite que si aprisionam em tudo
Os meus versos são vômitos
em cima de tudo que querem impor-me
(sem ao menos saber se quero ou não)
Não quero com eles
falsos aplausos, vendê-los para enriquecer
com eles quero só vomitar e cuspir tudo o que me der na telha
colocar tudo de dentro de mim para fora
não vou com palavras belas iludir meninas tontas
que nunca fazem de seus sonhos realidade
e fazem da sua vida um mar de hipocrisia e ser mais um Vinícius!
Nem fazer versos para endinheirados, ou acadêmicos
com palavras que só tem peso mais sem valor
versinhos de servos para seus donos
versos que são uma prisão, versos de robô, de uma maquina fria sem sentimentos e sem mais nada a não ser um dicionário
E se mais um Olavo! Só quero escrever
com isso aliviar ou não o que sinto
e enlouquecer cada vez mais com eles

Por Ramon Cabelera

Para pálidos filósofos

Posted: 11 de ago de 2009 by Lux Alt in
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Arrancaste a tua verdade da impotência pálido filósofo
Com medo e desventura assumiste o que não és, real e verdadeiro.
Homem de palavras confusas, desnorteia-se no labirinto solitário,
velando com vagas idéias o vasto mundo inominado.
Tu és rasteiro pálido filósofo, nunca sentiste teu pensamento,
avesso ao irracional a tua ilusão se fez real, sem cor, sem vontade
assim és tu pálido filósofo...

Por Rafael Bastard

Outra idéia sobre o amor

Posted: 10 de ago de 2009 by Lux Alt in
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Sonho sim
Pois andar é sina
Andar andar
E girar
Já que tudo gira.

E se olhas e vê
Uma mulher que chora
Olhas novamente
Pois todo meu choro é raiva
E força.

Se muitas se calam
não é por falta do que dizer
Mas por fazer da escuta
um punho cerrado.
É tempo de silencio
em uma sociedade bruta.
(“você nunca dançou
com ódio de verdade”.)
É tempo de sussurros
Pois o que é grito
Já se transformou em fala
esquecida.
“Falais baixo
Quando falais de amor...”

Por Lilith Rubim

Asco Escravagista

Posted: 9 de ago de 2009 by Lux Alt in
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Pensa-se que a escravidão acabou... Desejo contundente!
E as algemas estão além de seus sentidos... DeMente!

Por Giselle C.C. (Libertária das cores prismáticas.)

Mentalidade de Plástico

Posted: 8 de ago de 2009 by Lux Alt in
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Ele nunca teve porra de ideal nenhum. Talvez porque não sabia pensar, muito menos questionar. Imaginava que ia ter uma vida liberal mesmo que nem soubesse o que isso realmente significava. Apenas achava que isso era alguma coisa boa porque era isso que dizia o seu principal guru: uma revista semanal conhecida no país inteiro.

Ele não sabia o que falar porque tinha aquela vida mesquinha já fazia tanto tempo que a única coisa sobre o que sabia falar era sobre a sua própria imagem que tanto zelava e sobre as últimas coisas que tinha comprado no Shopping. Nos finais de semana ele sempre torrava o seu dinheiro em festas e bebidas covardemente como quem vive de escapismos porque tem medo da realidade. E ele amava viver naquela alienação acreditando que era feliz.

Um dia alguém quis dizer pra ele que tudo aquilo era ouro de tolo, mas ele não quis escutar, pois só se preocupava com o seu individualismo de massa. Depois de velho, manco e gordo, quando já não tinha mais aquele visual que as meninas tanto gostavam, percebeu que não tinha vivido e já não queria mais ficar sentado contando seus metais esperando a morte chegar. Porém, já era tarde demais: o sonho médio foi mais forte e pra ele só restou a morte.

Por Leandson S.

Posted: 7 de ago de 2009 by Lux Alt in
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Me leva daqui, longe daqui
Onde tenha um universo
Onde esse lugar imundo e cheio de lixo não exista
mais quando eu olhar através desta janela
que faz meus olhos arderem e quererem fechar
Mutilado dentro do meu quarto não consigo me mover
Quero ver o que tem alem desta janela
Mas como correr se tudo que posso mover são meus sonhos,
Sonhos de um lutador solitário que apenas quer ver além
Além desse mundo de lágrimas
Onde faço o meu quarto o meu mundo.

por Luan Kleber