No Sonho Da Filantropia Extinguir...

Posted: 28 de fev de 2009 by Lux Alt in
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Todos expõem que é melhor
Fazerem-se mais coisas para aperfeiçoar a humanidade,
Eu respondo que sim,
O que eu posso garantir como subsídio é prevenir,
Que nenhum resquício de mim,
A mais que o necessário venha ser realidade.

A Relativa Quantidade Da Taça De Quem Devaneia

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Seria delírio demais ressoar,
As palavras além da conectividade cerebral alheia,
Seria delírio demais importar,
Com as dores alheias e com a coletividade que rodeia,

Seria delírio demais constatar,
Que tudo o que vai vem, se quem colhe é quem semeia,
Seria delírio demais descartar,
A possibilidade de existir outra realidade além da teia.

Mais um delírio, menos uma verdade,
O que você vê é o que você tem: Taça nem vazia nem cheia.

Ser Ou Não Ser... Ilegal?

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Qual o erro,
Em não sentir-se pertencente a lugar nenhum?
Qual o erro,
Em atravessar as fronteiras dos espaços,
Como as linhas imaginárias dos mapas?
Qual o erro,
Em falar outra língua estando num planeta,
De uma diversidade tão ampla?

Qual o erro em sentir-se perdido?
Qual o erro em ser livre ao ponto de ter que ser banido?

Todos Um Dia Caem

Posted: 27 de fev de 2009 by Lux Alt in
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Todos um dia caem,
O que devemos ou não esperar,
É um sincero adeus.
Não importa quanto tempo dure,
A sobrevivência das constâncias faz a mudança dos olhares.

Um dia a queda do ego faz dizer adeus!
Todos um dia mudam... Todos um dia mudam.

Todos Um Dia Esperam

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Todos um dia esperam,
Que algo os levante...
Mas quando não se tem escolha,
As coisas ficam mais fáceis.
O existencialismo por trás de cada degrau
Faz das escadas rolantes elevadores quebrados.

E cada momento esperado na inconsciência é a eternidade em dor.
Todos um dia mudam... Todos um dia mudam.

Todos Um Dia Almejam

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Todos um dia almejam,
A noite chegar,
Para tentar-se sonhar,
Com uma nova aurora.
Que não leve com os sussurros do crepúsculo as alegrias memoriais.

Se não almejar a realização de uma vontade ficará no dia que foi esquecido.
Todos um dia mudam... Todos um dia mudam.

O Despertar Da Dor Alheia (Empatia Reprise)

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Nós pensávamos que mais uma dança,
Poderia ser realizada antes do despertar,
Mas não falaram que teríamos que calar,
A melodia em nossos corações.
Nós pensávamos que havia ainda esperança,
De liberdade de expressar,
Mas não falaram que teríamos que passar
As palavras sem interpretações.
Nós pensávamos demais e não agíamos,
Perante a realidade das castrações.
Só quando nos tornaram pássaros,
Pudemos perceber o contexto das prisões.

Agora todos pensam... Que não pensamos.
Agora todos pensam... Que temos que ser prisioneiros.
Agora todos pensam que nada sentimos.
O que você pensaria de ser pássaro também?

Você Fala Demais!

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Você fala,
Pra seguir adiante e pular,
Mas não é você,
Que está com a corda no pescoço...

Você fala,
De lindas coisas para sonhar,
Mas não é você,
Que tem insônia desde a infância...

Você fala,
De ser real com as coisas e com os outros,
Mas nunca consegue,
A harmonia entre o ser e o querer.

Um dia eu serei, mas não falarei...

Empatia Natural (Exigência Pra Relacionamento Sério)

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Não precisa empregar tantas defesas pra simplesmente
Abandonar tudo o que desponta de minha boca.
Não precisa ser algo além do que você sente,
Para mostrar que não tem a mente oca.

Não precisa engasgar os reais sentimentos
Para ocultar uma normal fraqueza humana,
Não precisa fingir que não tivemos bons momentos
De amoral certeza insana...

Não precisa ser outro além
Do que é para ser meu sincero ato reflexo.
Não precisa ter nenhum bem
Para ter o que espero como amor ou sexo...

Não precisa ser ninguém além de você
Para ter a certeza de que é unicamente diferente...
Só precisa ter a sensibilidade de ser
Como é a natureza, e como tudo nela se sente.
Tudo que é sente.

Um Sonho Distante De Compreensão

Posted: 26 de fev de 2009 by Lux Alt in
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Quando você for,
livre
E souber o que é amor,
Pode me avisar.

Talvez você ache
Que é ignorância minha,
Não conhecer tal sentimento...

Mas quando estivermos juntos,
O que foi passado vai ter pensado em sua mente.
E mesmo assim,
Você desconhecerá tal pureza.

Sonhos Em Chamas (Ao Sol Que Apagou)

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Os sonhos queimaram,
Assim como as palavras
Que tanto gostaríamos de ter proferido,
Mas preferimos
Guardar os sentidos
Com medo de sentir
Algo mais doloroso do que o orgulho.

Os sonhos queimaram,
Assim como as pedras
Em sujos cachimbos de crack...
Mas preferimos achar
Que cada um era dono
De sua própria mente, própria vontade.

Os sonhos queimaram,
E simplesmente viraram cinzas
Nas palavras das cartas não escritas.
Mas preferimos soprar
Para longe
E deixar o sol
Dentro de uma caixa esquecida,

Aqueles sonhos,
Continuam aquecendo a vontade de acordar.

Melodia Ao Medo Final

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Estivemos bem próximos de tempos apocalípticos,
Onde o medo maior era ser real.
Espelhos míticos.

Crenças Alheias

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Foi demais,
Para mentes tão simplórias
Compreender,
Como estavam as vontades
De um equinócio nostálgico,
Então porque,
Se habilitou a estar ao lado?
As condolências,
Por ter subestimado
O que era o desejo,
De enlouquecer.
Nunca acreditamos,
Em quem acredita
Estar realmente ficando louco.
Mesmo que o motivo do desatino
Seja acreditar demais em alguma coisa.

De Volta Ao Início

Posted: 25 de fev de 2009 by Lux Alt in
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A mesma rotina, os mesmos lugares,
As mesmas nuvens, os mesmos sacrifícios.
Tantos degraus, e um chamado de amores fictícios.

As mesmas bebidas, os mesmos bares,
As mesmas figuras, as mesmas perturbações,
Tantos dias repetidos nas mesmas masturbações.

A mesma vida em tantos céus, tantos mares,
A mesma convivência com a atimia cotidiana
A mesma impotência perante o que é a cíclica anestesia humana.

Perfil Conceitual De Sociedade

Posted: by Lux Alt in
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As expressões
De contorcionismos oblíquos
Com uma não vontade,
Perante o desejo
Inócuo que tem igualdade,
Das máscaras marcadas
Pela falsidade.

Nunca Se Esquece Como Andar De Monociclo?

Posted: 24 de fev de 2009 by Lux Alt in
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Não houve um dia sequer
Que não tenhamos nos sentido nada mais
Nada menos do que nada,
Não houve noite que a escuridão
Não fez pensar na luz de um novo amanha.
E mesmo as perturbações de memórias inaladas,
As dores sanaram antes da insanidade.

Não houve tempo em que o equilíbrio
Perante os sentimentos de culpa e prazer
Fossem severamente considerados.
Ao que se lembra,
Nada houve que tenha tanta importância...


Não houve...
Não houve nada
do que é lembrado.
E se não é lembrado,
não houve!
A não ser que a lembrança tenha sido criada.

A Queda Das Árvores Oníricas

Posted: by Lux Alt in
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Se houvesse floresta para passear,
O lobo estaria com raiva,
De não ter mais o que comer.
Se a floresta não fosse de eucaliptos
Replantados por mega-corporações,
O papel que o lobo usaria para escrever
A carta de suicídio não seria tão branquinho.


Se houvesse floresta para passear...

Ecos Ternos

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Às vezes as pessoas pensam
Em ouvir o que os outros estão a falar,
Mas na maioria das vezes
O que todos falam se confunde
Com o mesmo som.

Às vezes o que há para se cantar
Ou sussurrar não passa
De palavras ecoadas
No eco infinito do sonhar.

Ah se um dia todos parassem
Para saber o que o outro quer falar...
Você saberia que o amor de que falo
Não se precisa falar.

O Caminho Das Mariposas

Posted: by Lux Alt in
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As mariposas ao redor do sol,
Temem descer até chão...
Sabendo que o firmamento,
Não é mais seguro,
Nem pra mariposas,
Nem para pensamentos de vontade.

As mariposas ao redor da mente,
Circulam novas rotas de vôo,
Mesmo as linhas sendo imaginárias,
Os sonhos ainda podem se confirmar,
Em novos pensamentos de vontade.

Por incrível que pareça
Hoje,
As mariposas preferem luzes artificiais,
Ao calor do Sol.

Fugitivo Dos Cubos Puros

Posted: 22 de fev de 2009 by Lux Alt in
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Não há mais medo em tempos tão sólidos,
Cada sentimento se tornou um dado do cubo.
Não há mais sonho em climas tão áridos,
Cada palavra ficou perdida nos jogos desmontados.

Não há mais flexibilidade em prisões mentais,
Cada um se trancou em uma cela individual.
Não há mais fala quando diferem as vicissitudes,
Cada transformação foi feita ao próprio reflexo.
E
Quando se fala em algo tão puro quanto amor ou ódio,
Todo resto parece sem virtudes, sem nexo;

Dúvidas Quentes

Posted: by Lux Alt in
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Há verdades mutiladas,
Falsas Intimidades.
Amizades desgastadas,
Há reais falsidades!

Há ódio sem amor.
Há neve sem frio,
Paixão sem calor,
Há sexo sem cio...
Há certezas por um fio...

Poderíamos Voar Juntos...

Posted: 11 de fev de 2009 by Lux Alt in
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Poderíamos fazer de tudo para que todos se sentissem bem,
Mas o que todos fariam por si?
Poderíamos pensar todos os sonhos para todos também...
Mas o que todos pensariam?

Poderíamos levar para o infinito as vontades cessadas,
Mas que reais vontades sobrariam?
Poderíamos libertar todos os presos de todas as prisões,
Mas quem libertaria vossas mentes?

Poderíamos ensinar todos a voarem com suas próprias idéias,
Mas a idéia alheia não pode ser ensinada!
Pois todo preceito é preconceito e controle!

Quando Se É Assim

Posted: 9 de fev de 2009 by Lux Alt in
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Quando se tem que lutar para viver,
Você termina acreditando que tudo a frente
Será sangue e batalha,

Quando você tem que ser outro
Por tanto tempo para agüentar tudo ao redor,
Você morre sem ter realizado
Tudo o que você era dentro de si...

Quando se tem que amar,
Para acreditar em algo mais,
Você termina fazendo dos sentimentos comprimidos,
Para a doença da convivência cotidiana em sociedade.