Haikai Do Existencialismo

Posted: 31 de jan de 2009 by Lux Alt in
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Um pouco de liberdade,
Além do egocentrismo...
Para isso não existe quantidade.

Meio Da Imaginação

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O meio dum novo começo,
As horas do passado,
Prendem como gesso.

O meio da existência clama,
Nada realmente realizado.
Só uma vez se ama;

Estranha Virtualidade Do Prazer Entrópico

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A estranheza em ser comum tem tirado a identidade do que é incógnito,
E por mais que tentem ver pecado na realidade, o que é sacro é mais caótico.
Crendo ou não na possibilidade, vocês são a metade do naturalmente cético.
Olhem para o fim do horizonte, a intimidade entre a mente e o amor hipotético.
Sem sentido métrico, o prazer ótico faz todo orgasmo ser lógico.

Insolação

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O infortúnio das buscas levam ao mesmo paraíso louco,
Mas acaba caindo chapado em cama traiçoeira,
Os lábios sangram, e não foi de mordida, foi do soco.
Os conceitos falharam, pois cedeu a solar e derradeira,
Vontade de ter em braços algo mais que um corpo oco.

Pensar que a sensatez pertence ao próximo luar,
Torna o lunático um dançarino da aurora boreal.
E de tanto se sujar com sangue do próprio olhar,
Quis cegar a loucura pra não se arrepender a real
Submissão que cedeu para ter um ser pra ser o ser solar.

Pergunta-se então: Como um muro pode ser irmão?
Como o Sol permitiu ser mais fraco e ter que calar?
Porque não tocou quando pode, ao invés de queimar somente a mão...?

O Vôo Da Inspiração

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A necessidade de inspiração
Faz expressar coisas que não se quer,
Faz-se querer quereres inquiridos,
Faz-se ser inspirado pelo vazio que a vida é.

Faz-se desejar não parar de sentir
A irresponsabilidade de se escrever,
Pois nem tudo o que acontece é ordinário,
Nem, tudo o que deixa de acontecer é desejo...

Mais um beijo, mais um toque.
A brisa, o calor. O frio... Tudo em poucas palavras...
Tudo poderia ser escrito se eu tivesse inspiração suficiente...
Mas eu não consigo expressar tudo o que acontece em um momento.
Por tal resta o que faço...
Se for suficiente eu não sei, por enquanto é suportável.

Natural Elipse

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O sol queima o planeta,
E me deixa em eclipse,
Doce cruel vendeta.

Romântico

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Por ser assim é que desejo.
Mas sendo só desejo, seria romantismo?
Ah claro, antes pudesse abolir...
Crença estúpida essa de marginal poeta...
Auto denominar-se poeta já não seria romântico? Besteira!
Crer que alguém terá tua mente é crença cética.

Romântico.
Eu quero que alguém grite!
Grite pondo em destaque o que é amor...
Gripe... Transmitida pela saliva de tais palavras.
Grite por mim, pra mim! Pra nós! Por nós!
Mas então, onde foi parar o romantismo?

Olhe além de suas costas
Olhe além de seu umbigo.
As palavras que querem rasgar,
E o sangue fluirá e irá ser cuspido.

Romântico...
Deixe-me lamber teu escarro,
Tocando tuas veias.
Deixe-me banhar no barro,
Sem importar com menções alheias.

Romântico?
Que deseja nunca acordar pois a realidade de nada serve,
Pois o romantismo é alheio, e tal horizonte não foi infectado,
Pelo enxame de insetos da alegria da correspondência...
Mas ainda assim deixa o patético romantismo ser,
Deixa flamar o amanhã sem vida,

Pois minha vida é essa:
Estou às 01:13 da madrugada de um sábado, aqui sozinho,
Sendo romântico comigo para consolar-me...
Já que não há ninguém em romantismo por mim.

Amanhã?

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Regras sem um real fundamento,
Réguas,
Planos sem crença em novos momentos...
Fundos,
Objetivos extraídos do acreditar;
Obtuso,
O crime é demasiado humano.
Creme,
Masturbação com a inveja da existência.
Virgem
Pecador sem crenças em tal perfume.
Consciente,
Viagem para o fundo da mente,
Sacanagem,
Indecente por desejar sangue facial.
Fraqueza.
Natureza gananciosa por querer todo mortal.
Coincidência,
Esperança fatal que traz uma fagulha,
Independência...
Cobrança que espeta o olho como agulha...
Querer...
Querendo ficar nos braços de um demônio...
Não buscou...
Não encontrou um único porque para continuar...
Talvez encontre.
A luz ou as trevas que causaram as náuseas,
Prazerosas;
Realizações para um amanhã incerto – Chin´Chin´!!!
Tão... Tão perto.

Insana Verdade Das Sociedades Civis

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A idéia simplesmente não conseguiu discernir,
Realidade, imaginação, simbolismo e criatividade.
Não adiantou arriscar diminuir a aflição ao dormir,
É simples assim, você faz parte da humanidade!

Mexa, chacoalhe, onde acha que petrificou,
E que agora é pedra em tua concepção de fantasia.
Não fantasie mais com o que desencostou,
Humanos são coisas, coisas cheias de hipocrisia...

Atimia mesmo quando se fica em companhia,
Todos chamando por um surdo nome...
Que nomeia de perverso e controverso a tua alegria.
Que mania! Porque se importam quem come?
Todos sabem que não sabem nada de agonia,
Porque não se importam com quem passa fome?

Tome cuidado! Isso é o que chamam de civis sociedades,
É a imagem social é o que realmente conta.
Você se importa com quem te aponta?
Ah! se você tivesse um pouquinho do que chamam insanidade,
Poderia ser você de verdade!

Cadeados

Posted: by Lux Alt in
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Cativo a si, com correntes inquebráveis,
Procurando a esmo um véu, uma venda,
Nem que seja para cobrir da visão as impurezas,
Para ocultar a realidade suja,
Tecnocrata...

Capitalista ao ponto de cobrar até tua essência,
Transformando todos os julgamentos em códigos de barra.
E é estranho perceber que mesmo tantos percebendo tal situação,
É o que todos querem gostar dessas vivências...
Ter dinheiro; ser “alguém”; ser um diferente igual a todo o sistema...
Presos! Presos no social esquema!
Sem chaves,
E mesmo que as possuísse iria abrir?
Dar a oportunidade de outros se libertarem?
Jamais!
O trabalho foi de um! O lucro é individual!
Prisioneiros da humanidade...
Revolucionários do egocentrismo.

Impotência Somniale

Posted: 30 de jan de 2009 by Lux Alt in
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Como podemos medir
A quantidade de loucura existente em uma mente?
Se os métodos da razão
Têm sido catalogadas para a estante das espécies...
Como podemos manter o silencio
Se o equilíbrio das idéias parece pender
Perante as idéias de insanidade...

Como podemos demonstrar sinais de clareza,
Se a não-razão é tão turva?
Se a metamorfose da sanidade é a principal recomendação
Para não cair em loucura...

Como saber que não estou sonhando,
Se tudo parece tão real quando estou dormindo...?
E sei que a abertura para realidade só é possível
Com o despertar da insânia.

Como podemos saber que não somos loucos,
Aprisionados no sonho de liberdade de outra realidade?

Sonho Mecanizado

Posted: by Lux Alt in
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No vôo das borboletas ao sul,
O vento faz terno tornado,
Mundo de mosaico azul.

Isolamento Em Sombras

Posted: 29 de jan de 2009 by Lux Alt in
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O isolamento
Fechou os olhos,
E os sentidos,
Sentimentos,
Inaptos às coisas do mundo.

Tudo o que passou,
Configura-se como
Escritos escondidos,
E o qualquer bom momento,
Parece não durar mais de um segundo...

O isolamento do sentimento,
Foi uma escolha não tão restrita
À vontade de selecionar
Quando poderia se reencontrar
Com o vazio isolado.

Subestimação - Crepúsculo Da Imaginação

Posted: by Lux Alt in
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Tudo bem, você imaginou que eu era daquele tipo,
Louco que simplesmente atira pedras na lua não?
Este erro é comum. Este erro é erro porque é comum mesmo;
Mas quando você se olha no espelho e depende
De uma exterior resposta além dele, além do que está do outro lado...
O que você acha mesmo que achava de mim?
Você imaginou que teria conhecimento demais
A respeito de minha postura ou moral? A respeito do que é respeitoso...
Simplesmente não pode me olhar com o seu reflexo...
Você imaginou que eu serviria para algum tipo de interruptor
Ou algum tipo de reparação em sua vida patética?
Sinto muito se passou despercebido de minhas meras percepções...
E na verdade eu nem chego a sentir mais do que essas palavras...
Mas você imaginou errado...
Você imaginou...
Opa! Você imaginou?!?
Desculpas então se o subestimei...
Você é capaz de imaginar isso?

O Tempo É Agora!

Posted: by Lux Alt in
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O tempo é agora,
Não adianta tentarmos
Adiar mais por medo de dor
Ou por algum desconforto egoísta!

Os caminhos simplesmente,
Abrem-se quando estamos decididos
A fazermos do tempo a ferramenta
De nosso cotidiano dinâmico.

O tempo é agora,
Andemos para o horizonte do amanhã!
Devido ao caos e a destruição da memória
Não mais podemos esperar
Por uma almejada revanche.
O que era pra ser vingado já foi vingado,
E o sangue mesmo tendo sabor tão bom,
Não valeu a pena, não matou a sede de atividade!

O tempo é agora,
Não mais máscaras nos sentimentos
Nem nas reações,
Tentativas de libertação.
Não mais amanhã!
O futuro é agora,
E se você não vier conosco,
Simplesmente nem ficará nas memórias.
O tempo é agora...

Lábios De Aço Lacrados (As Melhores Palavras)

Posted: by Lux Alt in
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Ainda há no íntimo as palavras que foram proferidas...
Guardadas estarão enquanto durar o ardor das feridas,
Porém não mais há ouvidos para derramar a enxurrada,
As melhores palavras existem, mas ficam enclausuradas.
Ainda há no íntimo a vontade de sentir algo ou alguém...
E ser ordinariamente algo assim como o resto igualitário.
Ainda há no fundo do poço alguma lama do que foi tão necessário...
Mas hoje ainda não dá pra fingir algo mais do que toques externos.
Só os dedos podem sentir o que os lábios não conseguem
Só não se sabe até quando calar as palavras fará bem... Para quem?

Os Olhos Mentem!

Posted: by Lux Alt in
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O mundo está esvaindo em chamas sem proteção,
Os braços logo sentem,
Triste verão!

A Porta Do Saber (A Essência Da Loucura)

Posted: by Lux Alt in
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Sabemos que o que mais buscamos é uma busca,
Que ao fim de tudo ainda haverá a insatisfação
Meramente humana.
Sabemos que sabemos pouco,
E quanto mais o conhecimento se propagar será melhor,
Que ao fim...
Não há um fim conhecido para o conhecimento.
Sabemos que o que sabemos pode não ser
O saber mais concreto,
Que ao fim, o meio termo das idéias
É onde nos firmamos para equilibrar a razão.
E sabemos principalmente
Que não há um saber definitivo sobre a não-razão.

Queimando As Lembranças Solares

Posted: by Lux Alt in
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Quando o Sol se for,
Poderei olhar além da janela
E ver que ainda vem chuva
Para abluir as lágrimas.

Quando o Sol se for,
Talvez conheça outro calor,
Que seja além do natural... Real!
Para queimar mais do que a mente...

Quando o Sol se for definitivamente,
Terei partido para outro orbe.

Guacamole

Posted: by Lux Alt in
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A inabilidade de sentir
Tem lá suas conveniências...
E por mais que sintamos
O desencaixe com as reminiscências,
Tudo parece simplesmente detrito,
Sem tanto significado.
Que ao se repetir não parece mais
Sinônimo conjugado...

E é reconfortante saber
Que não sou o único fingindo ser normal.
Mesmo parecendo repetitivo,
Tudo faz parte dessa loucura de ser racional.

Caixa De Emoções Humanas

Posted: 28 de jan de 2009 by Lux Alt in
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Porque dissimular estar feliz num mundo onde tudo é ensejo de dor?
E ter as conexões mais falsas... Ao lado de falso suor, sorriso, humor
É assim que se faz parte de um todo partido e divisível?
Uma caixa de meticulosas emoções como combustível...
Onde tudo fede e tem-se que fingir que o cheiro é agradável?
Porque fingir ser parte desse todo se o nada parece mais confortável,
Se as ligações fazem o mais puro ser usar a máscara social.
Em expressões de cordialidades para agredir ao primeiro sinal...
Os porquês da vida são divididos como as caixas de emoções,
Mas o porquê a se responder por tais indagações,
O eco do vazio de estar sozinho é que responderá! AAAHHH

Teatro Da Civilização

Posted: by Lux Alt in
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A condição de ser mais um ser
No teatro da sócio civilização,
Faz-nos sentir a impotência de ter designado
Uma máquina maior do que a totalidade.

A condição de condicionados
A eterna agonia egocêntrica,
Faz-nos ignorar que as demais condições
De existência existentes ao redor...

As condições de ser social com o resto
É só parte do roteiro que é simplesmente entediante!
Onde não se podem improvisos...

O Buraco Da Isolação

Posted: 27 de jan de 2009 by Lux Alt in
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Um buraco se abriu
Perante os desinteresses de se ser além,
Não mais existiam soluções
Para o problema de não ser real.
Então porque não,
Findar ali mesmo o que não está bem?

A isolação foi a solução mais simples
Para agüentar-se mortal...