Sem Rumo, Sem Peso, Sem Você

Posted: 29 de nov de 2008 by Lux Alt in
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Sem rumo,
Depois de uma martelada tão forte
Em minha bússola sensorial,
Sem peso,
Depois de uma sucessão vomitada
De lamentos e incertezas,
Se antes havia alguma espera,
Isso não mais é necessário
Depois de uma confirmação final.
E o final agora fica incerto
Depois de dada a liberdade do sentimento mais puro
Que se pode imaginar e almejar.
Obrigado, você me libertou com seu adeus!

Sem As Considerações Finais

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Simplesmente preferia que tivesse acabado ao meu desejo,
Para não lamentar o que foge do meu controle real.
Não deveria ser acidente e sim suicídio por fraquejo.
Não perdôo a mim mesmo por ter deixado ser final.
Simplesmente não posso asilar tal consignação.
Lacradas as portas da percepção mortal,
Porque morrestes sem avisar e sem dar o último beijo?

O Que Sobrou De Nós

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Podem-se esquecer o que tivemos concreto,
Construímos as idéias,
O resto é só resto.

As Melhores Fantasias

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Agora até em minhas fantasias aparece carcaça...
Mas saiba que fostes a melhor parte de mim,
Não haverá tempo ou outro que desfaça.
Por um bom tempo bom fomos fogo sem fim,

Se tu soubeste o quanto te amei e calei,
Se tu soubestes o quanto me amou... Só eu sei.

Lembranças De Porcelana

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As melhores recordações de se construir conceitos
Além de acepções acadêmicas dos sentidos do corpo e mente.
As melhores significações além de danos e defeitos,
Junção de práticas e teorias, desperto e dormente.

As melhores lembranças que se podem considerar puras,
Dos corpos juntos e suados ao raiar da aurora da realidade,
Das mentes juntas ao deitar das idéias de todas as culturas.
As melhores ilustrações das teorias de amor e liberdade.
E ao fim a verdade é só uma; além de todas as curas, o amor é a maior das torturas.

Desejo Amargo

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Um desejo amargo palpita no íntimo,
O sabor necrosado é bombeado para todo cadáver.
A impotência impera perante os prazeres,
E tudo o que um dia foi flores murcha em desânimo.

Um desejo amargo de ter presenciado,
O fim dos sentimentos martela o pensamento.
Como ver a ultima imagem, o ultimo suspiro,
Para ter a certeza que ao instante final estavam juntos.

Um desejo amargo de se provar o fel e ferro nos lábios,
Não importa se não mais havia cabeça para segurar,
Mas ainda sobrava algum pedaço da carne para abraçar.
Não importam o que arrazoariam, sentir era o importante!

O desejo amargo é o mais egoísta e humano,
O de ter abarcado a morte juntamente seu amor.

A Causa Do Infortúnio

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O infortúnio o corrompeu,
Cada vez parece mais significante. Por quê?
Relacionamentos sem real relação,
Confusão de sentimentos em contradição.

O casual. Um beijo, no bar. Um convite.
Uma saída somente.
Qual era o nome? Qual a idade?
Qual era a cor dos olhos?
Pelo menos lembra que usou preservativo não? Sim...
E o que preservou?
A vida sem grandes destinos!
Só pára aproveitar mais um pouco de tanto nada.

O infortúnio o assolou.
Não era novidade que não sentiria outra coisa,
Tanto abusou do assentimentalismo – não tão convicto.
Que a convivência mudou a ótica.
Saber o sobrenome, o signo,
Saber a cor da roupa íntima.
O que é casual causa algo quando se repete a causa.
Nojo? Asco? Prazer como o de masturbação...? Não.
Não queria era se preocupar com outrem,
E terminou se infelicitando.

De quê depende a satisfação em se estar sozinho agora?
Se quem é casual não deve ser reprise...
Que perfume procurar, se cada noite toma banho...
Em outra banheira. Banheiro. Piscina. Sauna. Chuveiro. Mar...
Porque ficou infeliz? Se a vida era casualidade...
Ah coincidência...
Caiu quando menos esperava na cama de um velho caso.
A razão do infortúnio de se estar vivo sozinho.

Terá Sido O Sentimento Mais Real Uma Miragem?

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Não há como se conformar
Com a possibilidade de não mais ver,
Não há como arquitetar que
Não mais teremos as estações
Mais simples e mais gratos de uma vida em companhia.
Não há como conjurar a idéia
De um sentimento tão real se findar
Ou cristalizar antes de desistir realmente.
Não há como ver sentido em a vida ser solitária afinal.
E como desconsiderar os fundamentos
Que alicerçamos um sobre o outro?
Não há como imaginar outro sentimento
Que seja mais real do que o que eu tive.
E agora fico a pensar se não foi só miragem da solidão.

A Dor Atrasada

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Soa patético ou cômico
Sentir algo tão forte depois de tanta analogia.
Mas como não sentir se todo esse tempo
Foi nutrida tal teratologia...

Parece estúpido ter perdido a razão
Depois de se professar desprendimento,
Mas qual a racionalidade de ser são,
Além das personalidades de questionamento?

Essa dor chega atrasada esmagadora,
Mas para conjurar-se em espinho infectado,
Que servirá de coleira esfoladora
No sentido de amor abandonado.

A Melhor Maré

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Não sei dizer se é a melhor hora pra lamentar
Ou sentir algo por quem de certo modo certo abandonei.
Não sei se meus sentimentos correspondem as minhas ações sem sentido.
E tudo o que tenho sentido ultimamente
Não tem feito muito sentido na ordem desordenada
De minhas idéias de sentimentos.

Todas as construções de idéias de paixão
Ou sentimentos parecidos tem se deformado
A seu bel prazer para tomarem formas de assombro.
Não sei dizer quando foi que deixei meu amor
Se transformar em algo tão vergonhoso de se olhar no espelho das memórias...
Mas sei que tudo poderia ser diferente se eu tivesse seguido outro caminho...
O teu caminho. Ou um nosso.

Não sei dizer se é a hora certa de ser romântico,
Mas sei que é a hora de sentir.

O Erro Da Primeira Pessoa

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Tudo entre nós teria sido tão simplificado,
Se a relação fosse só em primeira pessoa.
Eu teria feito toda a diferença do passado,
Tudo entre nós teria ficado numa boa se um só não tivesse amado.
O que vai um dia volta e o eco do Eu sempre ecoa.

Rasgando A Carta Do Esquecimento

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Não quero lembrar que poderia ter tido,
Uma paixão que fosse mais do que mortalha.
Não quero quebrar tudo o que foi querido,
É vão tentar apagar amor que queima em palha.

Não quero ver em outros tua meiga imagem,
É insão tentar lembrar o que foi negado.
Não quero ter outra essência que seja miragem,
Então não diga que é fácil ter ou ser amado.

Não quis queimar meu eu com uma decadência,
Por medo de escravizar o sentimento egoísta.
Não quis amar em poemas por temer dependência,
E inundei a mente com a incerteza como pior castigo.

Não quero não esquecer que eu não lembrei,
De tão forte a dor quebrou o ego de falso diamante.
Não quis admitir, mas agora preciso do abraço que neguei,
Não mais há quem conforte com sorriso de infante.
Não queria lembrar, mas eu sei
Que fui eu que desisti de ser amado amante.

A Efemeridade Dos Sentimentos

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O que considerar quando
As considerações que se esperava ter
Foram desconsideradas pelo atraso?

O que ponderar quando
O receio de extravasar as perspectivas,
Dilaceraram-se em soluços calados?

O que ter se todos os sentimentos mudaram,
Se tudo o que antes era sentido ficou sem sentido.
O que ser quando perdemos metade do que somos?

Quando O Sol Sumiu

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Houve um dia em que negamos a dor,
E os astros se distanciaram aos pólos.
Cada um em seu plano de frio e calor,
O luar não ascendeu nem transpôs os poros...

Houve um dia que não foi de eclipse,
O meu sol desapareceu por completo.
O frio dominou por um doce apocalipse,
E neste instante comprei do mais possível perto,
Como seria estar sozinho a sete palmos de concreto.

O Ralo Do Egocentrismo

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Enquanto o mundo morre em seca esturricada,
Caminho numa enchente de lama lacrimal.
Enquanto todos vêem o planeta esvair em caos,
O meu mundo se foi há oito estações.

O mundo parece ter uma rotação contrária agora,
Tenho ido contra esta correnteza insensata...
O mundo parece ter mergulhado em uma espiral,
E todos os sentidos sentidos se misturam a fezes.

Como o esgoto que desce pela boca-de-lobo,
Meu ego escorre para o ralo da solidão.

Os Sentimentos Por Caminhos Mortais

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Tenho visto no espelho a vicissitude
De se avessar as transparências,
E questionamentos me pairam as memórias:
Fui eu amado algum dia?
Existe amor de uma só parte?
Não que isso faça grande diferença no momento...
Mas saber que existem mais coisas entre o céu e aterra além de nosso amor,
Faz-me cair em catatonia...
E se existisse uma expressão capaz
De interpretar todos os sentimentos de uma única vez,
A descoberta e o lamento da despedida...
A lembrança dos lábios e a certeza de não mais tê-los.
Não sei se há, mas gostaria da possibilidade de ter amor.
Eu imaginava que só se amava uma vez,
E ainda estou acorrentado a tal imagem...
Também achava que morreria sem amar na vida,
Mas tenho certeza agora de que meu amor morreu antes de mim.

Flores De Despedida

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Talvez tenhamos trocado uma ou duas flores durante toda uma vida,
E agora não imagino como levar a teu encontro o perfume ou as pétalas.
Talvez tenhamos sentido mais nossa pele do que o resto do mundo,
E agora queria tanto dividir contigo minha visão do que é ser natural.
Talvez não tenhamos aproveitado tudo o que o mundo tinha a nos oferecer,
Ou talvez você tenha aproveitado mais do que eu tudo o que foi nosso amor.
Talvez eu precise mais de flores do que de corpos ou toques.
Ou talvez eu precise mais do teu corpo do que qualquer fúnebre flor.

Mas infelizmente assim como as flores nossos corpos também morrem.

O Luto Das palavras

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A língua ferve para não queimar outras.
A saliva evapora assim como as lágrimas,
E não mais há nada a dizer ou a quem fazer,
O tempo consumiu o sentido dos significados.
As palavras finais caíram em luto,
Antes mesmo de saber-se o momento mais apropriado
De se dizer adeus.

Gravitação Na Prisão Do Sentimento

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É inevitável tentar esconder
Ou negar que nos prendemos,
Para quem se considera libertário
E detentor de idéias tão puras,
Ter o amor como uma prisão
Seria mais vergonhoso do que admitir amar.

É extremamente desconfortável
Ter que ser algo além de você,
Para não se prender na torre das dores sentimentais.
Então,
Seria egoísmo demais cortar a própria mão
Para se livrar destas algemas?

Medo: Auto-Proteção

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Não tenho medo de admitir que tive medo de seguir.
Quem poderia imaginar que tudo ficaria bem depois?
Não tenho medo de dizer que não quis
Amar outrem mais que eu mesmo.
Quem poderia imaginar
Que olhando no espelho hoje me odeie tanto...
Não tenho medo de aceitar
Que alguém salvou quem eu deixei,
Quem poderia saber que havia salvação
Para feridas tão necrosadas?
Não tenho medo de dizer que tenho medo ainda.
E que sinto mais medo de não encontrar mais o que temer.
Não tenho vergonha de dizer
Que temo não reencontrar algo tão grande
Como o medo de ficar sozinho para todo o resto sem você.

Mar De memórias

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Por inúmeras vezes
Tenho pedido a mim mesmo
Para ser portador de alzheimer,
Esquecendo que poderia tudo
Ainda estar na incerteza de sonhar com um amanhã.

Por inúmeras vezes
Tenho me culpado pelo desplante
Ter mencionado sentir algo real,
Poderia ter deixado em memória,
De um verão adolescente que se esvai
Como a pele queimada depois da insolação.

Por inúmeras vezes,
Tenho tentado me livrar dessas reminiscências,
Buscando outras mentes para depositá-las,
Mas assim é que tomam mais vida...
E eu me afogo nesse memorial passado...

Por quantas vezes mais,
Terei que lembrar que poderia esquecer?

Doce Sonho Apocalíptico

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Às vezes é melhor dormir do que sonhar,
E até constatar tal disparidade inconsciente,
Temos nos denunciado demais em crimes de pesadelo.

Às vezes é melhor ser um sonho do que real,
Mas para fazer parte das mentes alheias,
O que consideramos racional deve ser sonial.

Às vezes nos perguntamos qual o momento certo,
Para tentar despertar do que consideramos tão bom,
E ser mais do que o inconsciente pode ser...

Às vezes é melhor não ser mais real
Do que um breve sonho de verão.

Bebendo Vodka Para Lembrar A Consciência

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Agora o que vou fazer de minha vida sem tua presença?
Quem usarei de comparação na minha infinita caça
Por um sentimento perfeito, além da convalescença?
Agora o que vou fazer de tantos momentos na praça?
Se nenhum momento vai se colacionar a essência
Daqueles dias e noites e madrugadas tão perfeitos?
O que farei eu com a amnésia em constante eminência
Se tudo parece esvair enquanto embriago tais efeitos...

O vazio está consumindo...
E enquanto os cientistas procuram formas de fortalecer a lembrança,
Eu gostaria de simplesmente diluir todo o passado em mais um copo de desesperança.