Estrelas Cadentes

Posted: 31 de ago de 2008 by Lux Alt in
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O que são nossas atuais guerras
O que sempre foram...
Encenações contra a liberdade.
Grandes corporações financeiras
Controlam governos que controlam seu povo,
As guerras são a fonte mais rentável
Do mundo capitalista!
As guerras são o ápice de um filme repetido
Que tem você como coadjuvante.
Não existe uma justificativa que seja justa...
O objetivo não é para mim, nem pra você...


Não desfrutaremos dos aplausos do fim do espetáculo...
E mesmo que a ovação seja controlada
Por cordas nas mãos das novas gerações...
Fomos nós que amarramos tais barbantes!
O objetivo não é para mim, nem pra você...

O objetivo é só o controle incondicional de sua mente!
E tenha certeza, isso não será forçado, você o desejará...
Seja por segurança, por medo, por prazer... Você desejará!
O que são nossas guerras senão uma novela
E o que você mais deseja é ser a estrela principal!
Porque se importar com o resto que continua coadjuvante?
Sempre alguém termina preso ou num fim não tão feliz mesmo,
Mas porque você sendo a estrela principal iria se importar com isso não?
Você termina feliz para sempre... Somente!
Mas saiba: quem escreveu o roteiro foram os mesmos que patrocinaram!

Máscaras Exclusivas

Posted: by Lux Alt in
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Todos têm procurado durante tantos tempos
Um rosto sintético da demência,
Mas esquecendo
Que a reprodução exata
De tal espírito da mente é impossível!
Todos têm buscado erroneamente
Uma cura ou resposta para tais camuflagens,
Sabendo que só haverá um rosto
Adaptado a cada rosto do que é a loucura!
E por falta de tal defesa facial,
Todos tem se conformado
Com a maquiagem do que é a razão afinal!

Horror Show

Posted: by Lux Alt in
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Todos sabem que as coisas estão realmente,
Realmente más.
A tendência é piorar.

Você está ai sentado assistindo sua televisão,
Vendo no jornal que 64 pessoas foram assassinadas num dia,
Que os preços de alimentos e coisas básicas só aumentam;
Que o mundo está num caos perdido em terrorismo controlado;
Que o clima está descontrolado graças às ações devastadoras do humano
E você tem achado tudo isso normal.
Tem se acostumado com todas estas notícias.
A única coisa que você quer é ficar em paz depois do longo dia de trabalho,
Que para você foi o mais longo dia de todo o mundo,
Você quer poder logo dizer o boa-noite de despedida ao apresentador robótico do jornal
Anunciando assim não tão tardiamente a novela fantasiosa
Que é a vida que você gostaria de ter.
E por mais fantasiosa que seja você ainda teima
Em pensar que o que acontece nesta novela é sua realidade...
Infelizmente nossa realidade também é a do noticiário, e se você acha que não...
Deve pensar quem é que esta ficando louco de tanto ver televisão...

Decomposição Da Virgindade

Posted: by Lux Alt in
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Ainda teimam em argüir
A deferência de alguma finalidade
Sobre castidade...

Quem ainda neste plano social
De desrespeito conspícuo
Ainda tem algo puro?

Ainda teimam julgar a culpabilidade
De um enlaço tão pueril e automático...
Quem neste convívio ainda teima
Se virginar para ter alguma coisa concreta?
Ainda?
Desculpe-me, mas sua vagina “lacrada”
Não entra em minha arrombada mente...

Cílios Delineados

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Se todo o passado foi loucura, é tarde para reconsiderar.
Estamos agora na mesma nau, remando contra a correnteza.
Bem ou mal... Mesmo num rio mar de piranhas e tubarões continuemos.

Se todo o passado foi demência, permaneçamos a delinear
Todos os olhos de nossos conceitos de trama em realidade!

Entre Umas E Outras...

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Depois de tantas umas e outras,
Não adianta mais clamar a céus para que o mundo pare.
O mundo não vai aceitar seus pedidos embriagados...

Depois de tanto ter aproveitado,
Não mais adianta tentar ter piedade de todo o resto que é sóbrio,
Afinal todo o resto não tem culpa de desconhecer o prazer...

Depois que a bebida acabar,
Não adianta lamentar não ter com o que voltar a embriagues
Para parar a ressaca.

Pedaços De Sanidade

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Enquanto o desatino
For absorvido como uma palhaçada,
Todas as risadas de tristeza
Configurar-se-ão na lágrima da certeza.
Enquanto a verdade
For algo discutível semelhante a fé,
A dúvida de um novo dia
Ainda será a loucura da passagem diurna.
E por mais que todos tentem
Enlouquecer por própria vaidade,
A natureza é o que ditará
O que a verdade tem de fiúza e loucura.
Então podemos todos chorar
Enquanto o palhaço fala suas mentiras enlouquecidas!

O Isolamento Racional

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Ao pensar que a razão esta isolada do desatino
Concedemos à racionalidade a definição do que é divino,
Buscando eternamente a resposta para o que não é loucura
Em meio tantos devaneios sem tratamento ou cura.

E ao pensar no pensar como tortura caímos no abismo de destino
Que a coincidência é a conseqüência de se ser sublime criatura
Desenhando em linhas imaginárias o que é ensino da razão e loucura da cultura...
E ao pensar na razão como realidade nos isolamos em desatino!

Derretendo Desejos

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Faça com que todas as coisas que deseja queimem em realidade!
E que todo o resto derreta em lamuria de irrealização...
O hoje é agora e somente!
O resto é só deserto cultivado
Pelos não desejosos.


O que achas de passar a vida e não ter desejado nada?
Exploda em desejo!
Seja algo.
Imploro...

Para Se Fazer Uma Omelete Todos Os Ovos São Quebrados!

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Ao fim todos sabem que o nascimento é só mais um chocar de ovo.
Saindo da casca para a cruel realidade de estar vivo,
E livre de uma casca...
Apenas uma casca...
Uma!

Além Do Muro Das Idéias

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De tão obvia a idéia impetuosa dada de bandeja
Aos curiosos insanos de plantão que não os médicos de hospícios
De olhar por cima além do muro,
Ali fora posto um degrau que não os de uma escada rolante
Para não confundir a mente perturbadoramente maquinada
De quem quer que fosse que já tivesse tais enrolamentos,
E quem quisesse subir ou descer quem o desejasse o fizesse.
De tão certa a subida curiosa sabiam que precisariam de um outro obstáculo,
Afinal porque pôr um muro se todos poderiam olhar também...?
Porque não castrar mais essa vontade de todos?
O obstáculo fora mais simples do que se pensara...
E quem pensava tanto em obstáculos senão os que viviam por pulá-los?
Mas nada além do muro existia senão
O mesmo tipo de gramado e firmamento que neste lado.
Ah do outro lado do muro existia mais uma idéia
Que deixava todo que espreitasse ouriçado... Talvez de raiva e ou inveja

A liberdade dançando em insanos espirais!

Atualização De Práticas

Posted: by Lux Alt in
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O mundo imediato da matéria
Exibe-se agora numa ficção estática,
Enquanto os sonhos de devaneio
Tem se tornado uma fuga vulgar.

A verdade perante tal uso de consciência
Tem quebrado a matéria fantástica.
E enquanto os ensejos
Apontarem o caminho do asilo,
Os loucos se disfarçarão de maníacos
E contribuirão com a mesma prática.
Agora não mais adianta questionar o uso de razão ou gramática...

Transcendência Do Delírio

Posted: 30 de ago de 2008 by Lux Alt in
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A loucura é uma manifestação
Dos órgãos da mente,
E a sanidade é a problemática
Em torno da materialidade da consciência.

Quanto mais tentarmos decifrar
A diferença contraditória do que é ser desperto,
Mais nos afundaremos
Na lama dos pensamentos de impotência!

Se tudo o que mais queremos
É ter razão do que somos,
Basta distinguir um pouco
Do que é por dentro... Da mente.

Escambo De Sentidos

Posted: by Lux Alt in
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Respire por mim um momento,
Saiba o que eu sei
E o que desejo ainda nesta ínfima passagem conhecer,
Olhe o que tento vislumbrar
Com esta visão limitadamente deficiente...
Saiba o que eu sei...
Pense no que penso e saberá que na verdade
Eu só gostaria de me livrar por alguns segundos
De todos estes pensamentos dementes
Para me sentir um pouco menos do que pouco...
Como você deve se sentir constantemente...

A Linha Imaginária Do Equilíbrio

Posted: by Lux Alt in
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Uma linha delicada
É o que controla
Nosso senso de razão,
Um tipo de corda bamba
Por onde andamos no pensar.
Um único desequilíbrio,
Por menor que seja...
Será responsável
Por um desequilíbrio eterno.
Uma linha tênue
É como nosso senso de razão!

De Volta À Merda

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E um dia todos verão que não havia mesmo motivo,
As vidas eram para serem vividas e não escravizadas.
Assim quem mais buscou seu prazer individual apoiando-se em outros,
Terá a certeza de que nada viveu senão uma breve ilusão aleivosa.
E um dia todos serão puro estrume como tudo o que já foi agora é.
E sentirão que são mais úteis do que foram em toda vida.
Porém na verdade nada sentirão mais!
A suas vidas agora serão de outros!

Mentes Represadas

Posted: by Lux Alt in
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Todos um dia sentirão a enxurrada de consciência
Quebrar a represa da razão!
Pode ser uma inundação momentânea, mas única...
Portanto neste rio devem mergulhar de cabeça!
Pois toda água imaginária pode e deve
Ser tocada e transformada ao lavar dos desejos
Para que passe a ser racionada e racionalizada
Depois da tempestade dos anseios.
E se o sol da racionalidade não aparecer entre nuvens,
Não se preocupem! O arco-íris permanecerá refletido...
Igualmente tangencial é o cuidado que o louco deve ter
Ao revelar suas capacidades aos não capacitados
A verem sua realidade. Nem todos têm guarda-chuva...
Principalmente sabendo que cada realidade tangível
Terá outro aspecto em mãos diferentes,
E todos continuam usando luvas
E como luvas se adaptam a mãos...
Nenhuma algema se adaptará
A um conceito de prisão ou liberdade de um louco diferente.

A Distância Das Idéias

Posted: by Lux Alt in
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Afastar-se da razão por estar longe
Das idéias que conduzem a uma não-loucura
É concebível quando se perde os olhos
Da percepção que distancia o eu do outro.
Mas afastar-se da razão por motivos vaidosos
De paixão outorgada é o mesmo que ser poeta.

Momentos Concretizados

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É o momento de dizer adeus,
Sem olhar mais tempos passados.
Sem razão por qual lamentar,
Tudo adiante ainda há de enlouquecer.

É o momento de seguir além,
Os interiores dos planetas estão ocos.
As mentes estão cheias de vontade,
Tudo adiante semeará novas idéias.

É o momento de gritar, gritar e gritar,
Pois a liberdade se fez pela primeira vez!
E este é o único momento, a única coisa
Que realmente importa ao fim.

Crianças Inorgânicas

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Crianças
Não...
São bonecos!
E mesmo podendo amar
Qualquer coisa de seu grado,
Porque fazer uma distinção tão aguda
Quanto o orgânico e o inorgânico?
Se também podemos odiar
O inorgânico como o orgânico?

Momentos Diluídos

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Haverá momentos
Em que a verdade
Disfarçar-se-á em brilho.
E mesmo tendo a certeza
De que nada faz sentido,
Seus sentidos lhe dirão o contrário.

Haverá momentos
Em que você cairá.
E não há quem diga que deves levantar,
Afinal o chão é o melhor lugar.
Arraigar-se a ele é a conseqüência,
De ter simplesmente caído.

E também haverá momentos
Em que não haverá mais tempo.

Último Agora (Redenção)

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Agora quando cada dia parecer difícil,
Deve se conformar com a piora.
Agora quando cada dor parecer insuportável,
Deve sentir como se fosse a final.
Afinal até quando você acha que poderá ter isso?

Agora é o fim, pois foi isso que você plantou!
Agora é a ultima hora! Arrependimento só no passado.
Agora é tarde para voltar à inocência!
Não pensou em consciência ou conseqüência e sim em pecado...
Coitado, perdeu todos os “agoras” pensando num depois santificado!

Sopros Sugados

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Um sopro de prazer seduziu a alma de quem nada tinha
E a maior vontade não é outra senão correr além!
Nunca poderá voltar ao estado de prisão,
Não mais na mesma cela!

Um sopro de aventura queimou a consciência migratória,
E a simplicidade dos atos se tornou a condição,
A unidade com o mundo fez o pulsar do coração!
Não mais sangue por outrem!

Um sopro de agonia fez todas as coisas se configurarem,
Em uma nova realidade... Sem dor sem tortura.
As cores de um amanhecer fizeram da aurora o crepúsculo!
Não mais dor no músculo que não seja o cérebro!

Um sopro de liberdade se fez quando a consciência
De estar numa prisão despertou.