Lamúria Ciente Ou Ciente Lamúria

Posted: 31 de mai de 2008 by Lux Alt in
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Como podemos achar que o “povo” tem tanta ignorância,
Se todos só vivem e vêem o que lhe é a ser vivido em circunstancia?
Como podemos crer que alguém que se contenta com a realidade imposta,
É alguém não instintivo e sim ignorante e que disso desgosta?
É tão fatídico pertencer a uma imensa realidade de possibilidades mil
Que prende a possibilidade dela sair fazendo todas as coisas serem infanto-senil
Como podemos crer que não ter crença nos faz mais perspicazes?
Se de fantasiar a inocência coletiva não somos capazes...
Entretanto como não considerar tais fatos se todos estão sempre usando tais fantasias
Como justificativa de violência, guerra, dor, e considerando outras máscaras heresias?
Então... Que a ignorância de ser povo não nos fantasie com hipocrisias!

Essência Sem Sombra

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Eu libertei minha sombra,
Para que pelo menos ela fosse livre.
E tudo o que consegui foi atormentação de tal decorrência.

Eu olvidei quem eu sou,
Ao ponto de carecer de outrem para descrever.
E tudo o que experimento não passa de angustia e ânsia de ausência.

Eu vi um espectro refletido,
Minhas lágrimas atormentaram-me de tão vazias.
E a culpa de tudo é da sombra que libertei e que com tal alvedrio,
Faz-me lembrar que eu tinha algum sonho, só não lembro a essência.

Fundamental

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Eu quero de volta tudo o que foi de uma ilusão,
E mesmo sabendo que o desejo difere do querer,
Eu quero desejar algo mais para ter mais ambição!
E mesmo sendo o que sou quero mais me ser.

Eu quero encontrar o encontro de ser encontrado,
E mesmo sem procurar, que achem onde o que sou!
Eu quero estar dentro da terra sem ser enterrado,
E mesmo sem dormir sonhar em além do que passou.

Eu sou só mais um coitado
Que tenta ser id, ego e superego... Mas que já cansou...

Explosão De Vida

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E a idéia de liberdade se fez perante necessidades humanas?
Então...
Pare e pense um pouco no que ouviu...
Volta à inocência de uma explosão...
Pare e sinta como a respiração da terra é
Uma continua detonação em união do universo.
Pare e exploda os conceitos para reconceituar
A realidade e a possibilidade do inverso.
Pois tudo se deu principio a implosão de ser parte do todo!
E a liberdade explode de dentro de tudo que é vivo,
Dos seres vivos, que são o inicio do existir vivo.

Castração

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De quem será a culpa por eu ter me mutilado tanto?
De quem é a culpa d’eu me podar e me abafar ao ponto de me sentir estropiado...?
De quem posso ansiar um entendimento ao proferir que não sou isso o que demonstro?
Eu sou um pouco mais... Mais real!
E o pouco do que você não conhece é tanto de mim...

Tenho me castrado para não ser sexual,
Me emudecido para não ser sincero,
Me cegado para não ver o que há além,
Tenho não me tocado pra não me sentir... Desmembrado!
Infelizmente só não posso parar de pensar, por isso ainda sou infeliz!

Código De Crença

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Acreditar incondicionalmente em algo
Fez da humanidade este entulho,
Não adianta depois de tanto tempo
Buscar uma salvação para ignorância,
Todos concederam ocupar seu tempo,
Espaço e mente com falso conforto.
Não adianta querer ser considerado
Um alienado por ser simplesmente humano,

A culpa de toda dor do mundo é sua
Que diz que sua crença da o direito de ser superior,
Superior subordinado a uma vontade maior...
A vontade dos interesses condicionais...
“Que toda a dor venha em nome do progresso.
Isso redimirá os pecados do povo.”

Acreditar incondicionalmente em algo
Fez desse povo simples códigos de barra codicruxificado.

Fugindo Dos Tentáculos De Sentimentos Vazios

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Todo dia um sonho se configura ao sono de derrota,
Algo violentamente arrebatador induz uma proteção,
E perante tentativa de simbiose social não mais importa,
O que era tal sonho se emaranha em guerra de imaginação,
Que ao abrir tal porta, não conforta mais só ser sem emoção.

Entre As Sombras

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Tudo não passou de uma chuva sonial,
E quanto mais tentava se fortalecer
Perante as adversidades dos pecados,
A realidade conceitual dizia que pecados
Eram aperitivos da coletividade,
E mesmo se enterrando em terras distantes do egocentrismo,
O extremismo de se ser
O que o sonho havia proposto como forte persistia.

Tudo não passou de uma chuva de saliva
Em bocas abertas e dormentes por vinho,
Que fumaram sonhos alheios para poder ter algum sonho.

Mar De Criaturas Alegres

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Falam de diversidade e desrespeitam a diferença,
Todas as criaturas quanto criaturas escravas de uma sociedade,
Devem ter seus direitos e deveres como criaturas?
Então o que desejar mais? Não ser uma criatura social?

Todos anseiam o simples prazer de ser reais
Sem mais demagogias e complexidades igualitárias.
Então porque só mais um dia de festejo
Para proferir que é diferentemente igual a toda hipocrisia social?

Todas as criaturas do mar querem sobreviver e comer uns ao outros...
Se juntarem-se as cores do arco-íres a cor será uma só...
Eu prefiro ter as possibilidades de sol a ser só um reflexo...

Sorriso Diário

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E ao fim do dia temos que estar sorrindo
Por tudo que tenha nos acometido,
Se foi bom ou um mau dia,
O problema é todo seu e deve ser reprimido!

Nada do que caiu ou cairá é tão significante
Quanto à alheia interpretação,
Temos a obrigação de demonstrar
Um comportamento para cada emoção...

E ao fim do dia há algo mais importante
Do que sentir-se um mero fantoche?
Que foi simplesmente reproduzido
Goste você ou desgoste...
Ao fim do dia você sentir-se-á como eu
Que te olho e sorrio com simples deboche...

Pescadores De: Sonho E Realidade

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Houve o tempo em que pescávamos sonhos unidos,
Usando os anseios como isca de novos ideais...
Em águas sem lágrimas e sem pecados punidos,
Usando a liberdade de se ser livre como iscas tais;

Houve o tempo em que acreditávamos em pontes flutuantes,
Que levariam a dimensões de simples igualdade,
Quando não nos importávamos com seres pensantes,
Sendo pensamento de razão e ou insanidade;

Houve o tempo em que o tempo não nos importava,
E a cidade era só uma cúpula a se ter saudade,
O tempo em que a realidade se modificava.

Chuva De Valores

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De que valem lágrimas de solidão vazia,
Perante tanta dor sem propósito e anestesia...
Se o cruzamento de dois sonhos formam mais e mais sonhos...
De que vale viver sem ter na realidade a fantasia,
De que vale ser eu sem anarquia?

Colheita De Pensamento

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Vá em frente, invada a orbita de qualquer planeta,
Pense que é você o mais forte e que de nada mais você precisa,
Senão escravizar a in-consciência alheia.

Vá em frente e beba todas as imaginações de sonho,
Aja segundo seu instinto de vaidade, afinal é o seu motivo existencial!
Que todo o resto não sobre senão como resto.

Vá em frente e não se importe em ser mais um,
Ser assim faz parte de sua natureza porque a cultura o fez assim.
Vá em frente e seja só mais um coletor de pensamento vazio.

Opção Imutável

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Esta noite todos me fizeram sentir algo tão repugnante,
Sobre eu mesmo e minhas considerações,
E enquanto eu me despedaço em sentidos para sentir menos.
Enclausurando meus membros em idéias vitrais,
Todo o resto do mundo cai em gargalhada quadrada de nada.

Esta noite todos me fizeram perceber a cor pálida do reflexo.
E o que nada mais significa do que uma imagem desfeita em nada.
Pois de nada serviu ser um reflexo sem encontrar a fonte,
Ainda mais se esta fonte não traria nada mais que uma imagem.
E enquanto termino o vinho sozinho todos se afogam, em seus mananciais.

Esta noite eu vi mais uma vez me resilir em solidão,
E mesmo todos estando acompanhados,
O pior é saber que a solidão é opção.

Ovos Comedores

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Tudo se pode tornar uma falsa verdade
E ainda assim não será uma mentira...
Não se pode ter exata certeza
Senão que não há exatidão alguma na natureza.
Principalmente em se tratando de humana natureza.

A Fábrica De Ossos

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Caíram os fios de cabelo, pêlos, pele e tudo o mais...
Não pudemos fazer nada, até porque ao fim tanto faz...
Mas fizemos parte do processo com nossa guerra de paz.

Quisemos o conforto de nossas falsas indigências,
Não imaginamos o preço a pagar nem conseqüências,
Afinal, podemos culpar o próximo de nossas consciências...

Criamos nossa putrefação sem ego e inventamos cortejos,
Corrompemos nossos desejos, anseios, e ensejos
Sem considerar que todo o resto gostaria de ter desejos.

Obliteramos a nós mesmos por arrogância de se ter vaidade,
Simples como existir, a morte alheia é indiferente à humanidade,
Se você assim não é, por favor, saia desta social realidade!

Debaixo Da Ponte

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Tanto passamos tempo acordados,
Sendo presos em grilhões,
Conceitos comportamentais alheios,
Que um dia chega-se inevitável questão:
Quem realmente somos sem isso?

Tanto passamos nos condicionando
A vontade imposta e não nos percebemos...
E quando dormimos é que encontramos o sossego final
A tranqüilidade de não ter que representar mais nada.

Ser em sonho não é mais real do que ser acordado,
Então porque sentimos que somos mais reais quando estamos sonhando?

Pelo Espelho Quebrar

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Eu tenho me esquecido quem sou realmente
Preciso lembrar
Ausente...

Primeira Sensação

Posted: 10 de mai de 2008 by Lux Alt in
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Seja bem vindo ao prodígio da existência!
A partir d’então,
Falência!

Suspiros Noturnos – No Trabalho

Posted: 9 de mai de 2008 by Lux Alt in
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A noite trouxe um odor estranho de insensatez,
Por um estante senti saudades inconfortáveis de como era antes,
Como eu era antes?

A noite me fez lembrar o quão eu tinha pretensão de envelhecer,
Mas agora a vida não tem tanto sentido, nem de ida, nem de volta.
Para onde eu ia antes?

A noite trouxe os demônios das lágrimas sem acepção,
E eu só posso lamber o que sai de meus orifícios... E não lembro,
Quando tudo passou perante os olhos sem consideração...
O desprezo por minha própria consciência me fez esquecer quem eu era...
Ou ainda sou...?

Vontade

Posted: by Lux Alt in
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Se estiver em meu cadáver será de minha responsabilidade!
A escolha é minha, não do mundo, da cultura ou sociedade,
Tenho mais para mim do que o conceito de fertilidade.
Não condenarei seguintes seres com estas ou outras aberrações só por vaidade!

As Faces De Pedra Dos Sentimentos

Posted: by Lux Alt in
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Se o amor fosse uma emoção tão pueril,
Não seria um sentimento.
Se os sentimentos fossem fáceis de se definir,
Não seriam intoleráveis.

Nada melhor do que ser algo... Sentimental.
Que sente algo e representa outra!
Eu amo você que acabou de ler esta asneira...

Mitocôndrias Adaptadas

Posted: 1 de mai de 2008 by Lux Alt in
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O medo fez parar todas as vontades de advir,
Sugando para o intimo tudo o que restava de anseios,
Nem que se adaptassem a um futuro desatinado de porvir
A nova esfera de conhecimento sem lados nem meios.

Tudo ficou muito intenso ao revelar que os órgãos
Não se adaptariam como escrita em fim de relatório,
Então nada mais restou das metáforas senão artigos órfãos
E uma nova imaginação do ser não fez tal ser notório,

Só causou a ânsia por insanidade,
Assim como o deleite dos novos organismos de culpabilidade.