A Queda

Posted: 30 de abr de 2008 by Lux Alt in
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Disseram-lhe que ele só sentir-se-ia humano quando pudesse chorar...

Ele andou ou voou ouvindo coisas demais que os humanos respiravam em sua fúria e amor impotente. Ele buscou por paraísos uma explicação pra o vazio que sentia. Um vazio provavelmente produzido por uma indução de conceito de perfeição. Apesar de dizerem que era perfeito. E isto nunca havia se apresentado como um real problema.
Ainda não podia tocar nenhum humano. E paradoxalmente sentia uma vontade imensurável disso. Alguém havia dito também que a humanidade não valia a pena por todos serem limitados as possibilidades tatilmente invisíveis da realidade. Ele quis provar. A humanidade não parecia o que lhe diziam. Não importava que provas tinha da inoperância, da destruição e caos que causavam, ele buscava sempre ver um fluxo positivo nesta casta. Qual acreditava ser sua missão preservar. Assim deram-lhe missões de purificação e pacificação, enquanto ele simplesmente desejava se sujar e guerrear com todas as possibilidades da índole humana. Tanto fez que esqueceu qual seu primário objetivo. Talvez por isso a consciência de inutilidade.

Sentiu que o mundo era incurável, porém queria participar da pestilência da liberdade dele. Queria sentir a dor, as trevas de uma noite, o sabor de se ser simplesmente vivo! Por várias eras ele tem se sentido como um ser deslocado de lugar nenhum. Como uma figuração onírica imaginariamente fantasiosa. O sonho de ser o sonho. Como fadas, lobisomens, vampiros...

Do que adiantava a infinita beleza que lhe clamavam divina, se não o poderiam ver ou comparar a algo? Para que a beleza sem um conceito social? Não agüentava não ter um reflexo além da luz incandescente!

Disseram-lhe que a humanidade era decadente por sempre ceder a tentação de ser livre, por ter livre arbítrio. Quem iria imaginar que também ele considerado tão inabalável poderia sentir essa tentação? Não, isto não lhe disseram!

Por tempos também ele sentiu uma constante agonia em procurar uma ascensão que sabia não alcançaria. Talvez por ter chegado a um ponto intransponível. Tentou realmente mudar os conceitos de realidade a qual a humanidade ao seu redor estava acostumada. Isso o deixou em imprecisão causticante. Afinal, quem disse que quem ele tentara ajudar queria ou precisava realmente dessa mudança brusca de seus padrões de realidade? Foi exatamente isso que o fez pensar que não era ele o superior que tinha a voz de multidões, não era ele que compreendia o tempo e o espaço como um superior! Era a tal simplória humanidade que se adaptava a tudo compreendendo o que lhes cabia compreender por conveniência de convivência. A consciência humana é simplesmente para o que lhes serve. Não haveria sentido ter provas de uma realidade mutável se não poderiam compreendê-la!

Ele conheceu tempos e dimensões inomináveis. Conheceu a dor e o prazer, mas não dele. E de nada adiantou ter sentido apenas por mentes alheias. De nada adiantou ser um reflexo no espelho dos outros.

Seu erro foi ter sentido a centelha do questionamento! A centelha do amor e ódio, do prazer e da dor... Ele viu que o horizonte não era suficiente para seus sonhos e para seus vôos. Só havia um jeito para o fim de seu vazio. Ele teria que chorar, e sentir suas lágrimas como suas! Ele teria que ser humano para tal...
Ele declinou seu conceito, arrancou penas de suas asas da impossibilidade e escreveu com seu sangue todo o vazio de seu ego. Só então chorou.

Sem Dor

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A vontade é ser como um ser "insignificante",
E perceber ao redor,
O restante.

Insônia Da Insânia: Angústia

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O peito dela está apertado. Na verdade parece o contrário.
Parece querer explodir expandindo todo o seu eu além.
Será que ela tem um motivo real? Além das grandes grades?
Talvez sua impotência de viver faça isso. Talvez...
O peito dela dói. Não há coração no sentido platônico.
Trancaram as portas, fecharam as janelas, puseram grades.
Ela chora... Há sal em seus olhos e não há como gritar...
Pra quem? Pra que? Por quê? O mundo caiu em penumbra.
A dor se espalhará atingindo o físico. Destruindo o sistema,
Apodrecendo órgãos, e estrutura óssea. Não só o mental.
Quem terá causado essa ânsia do nada...
Ela ouviu os cavalos da guarda da repressão. Então se calou.
Não é o momento de exorbitar as mazelas empíricas.
Pode-se ter sempre a certeza que ela é inconstante
E talvez isso lhe cause obstrução mental.
Porra, quando ela dormiu e deixou esse pesadelo realizar-se?
Como foi idiota em ter cedido o corpo ao crepúsculo...
Foi ridiculamente inocente como nunca antes...
Num tempo posterior isso serão lágrimas e dor. Reais.
Agora não mais o sal. Nem do mar com águas vivas...
Agora não mais o calor e o Sol para consolar o desalento,
Nem areia para confortar e irritar depois de um gozo rápido.
Sua face transmuta, num futuro incorporado a incerteza.
Transcender a moral vigente é o que cura momentaneamente.
Subverter a falsa liberdade é como um alívio...
Ela quer ser ela. E de lado deixar a dependência dos dias,
Antes que suas asas queimem e derretam pelo ralo,
Caindo no poço sem água ou lodo. E ela não quer mais cair.
Certamente também não quer explodir!
Ela só quer estar livre da angústia de estar agora presa.

Humana Impotência

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A razão é só um instante orgástico,
Dor é essência...
Plástico!

Máscaras Sob Máscaras

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Gostaríamos que em algum lugar as coisas mudassem,
Que os bons momentos pudessem mesmo existir,
Não só uma ilusão temporal...

Gostaríamos que os bons sentimentos fossem reais,
Que todos sentissem o que expressam sentir,
Não só palavras meadas...

Gostaríamos que o tempo fosse pelo menos elástico,
Que pudéssemos parar quando acontecesse Algo...
Não só frações de alarmes!

Gostaríamos de gostar de algo que valesse a pena,
Que pudéssemos desarraigar as máscaras de nosso comportamento,
Mas querer e poder são tão diferentes quanto o Eu e o Ego.

Insônia Da Insânia: Maravilhas Enganadas

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Ela estava à espera da resposta de uma realidade condizente com seu ego,
Sem pensar nesta dita realização ela fez a escolha da escapatória,
Por mais que a partir desse ponto continuasse sozinha, seria ela.
Experimentou ruas e becos que jamais imaginaria existirem.
Não mais ficar sozinha é pedir demais? Ter um pouco do prazer?
Quem senão ela mesma pra dizer onde deve começar e terminar?
Porque desejar somente quebrar suas grades,
Se pode destruir todas as prisões? Todas as barreiras...
E não bastava somente esse gole envenenado de consciência,
Tinha que ir mais fundo nas expectativas de conhecimento.
Ela olhou no reflexo de seus olhos nas lágrimas de um amanha incerto.
Tentou pintar figuras não construídas de prédios deformados,
Deformações de seu ego indisciplinado.
Ela quis tanto que percebeu a maravilha de ser viva.
Ao mesmo tempo amargou esta descoberta infeliz. Infeliz!
A angustia de não ter certeza da inoperância de ser um prédio,
A fez desabar antes mesmo do acabamento, do reboco, da pintura.
Quem estaria ao seu lado pra erguê-la caso um terremoto acontecesse?
Ninguém...
Porém nisso ela pode vislumbrar uma força, uma maravilhosa solidão.
Se não havia um Alguém para ajudá-la, também não haveria pra cobrar.
Ergueu sua cabeça e partiu pra o limite do horizonte,
Descobrindo em meio a questionamentos da realidade inóspita,
Que a razão é uma maravilha com a qual deve amargar
A existência insanamente louca....
A maravilha é despertar e saber que ainda haverá outro dia pra odiar.
Pois não existe coisa mais certa de que a maravilha do engano.

Peso Morto

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A existência acordou como mistério
Somos balança,
Do cemitério.

O Sonho De Vôo Em Flama

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O que está acontecendo?
O vento soprou forte demais desta vez.
As idéias de eventual responsabilidade caíram
Em água congelada e se congelaram também.
Nunca mais a vontade de ser algo além
De uma identidade de papel queimado.
Nunca mais a infelicidade de ser o mais infeliz
Perante tanta dor no mundo.
O vento soprou as palavras das bocas mudas...
E tudo não passou de um vôo onírico...
Ninguém estará lá para pegar o corpo na queda.
Nem para responder o que é esta coisa que diz
Que eu só sou eu quando expresso o que sou em letras...

Insônia Da Insânia: Egocêntrico Amor

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Ele deixou de lado a dor. A florescente paixão,
Conseguiu resistir ao pedido/convite para uma queda.
Da latente lágrima misturou a cerveja a um não...
O sal do mar cortou os lábios mais finos. Não os dele...
Ele resistiu porque não quis ser suicida – Não agora...
Não por outro Alguém. Não por uma imagem intangível.
Cenas de restos de pedra. Pedras que enlouquecem...
Ah ele sabe, ele viu a expressão mutar a paixão.
A consideração amena e doce de um latagão,
À discrepância marítima de um decadente
Dominado pelo prazer laico da ignorância.
Tanto falaram sobre drogas amorosas, amores drogados...
Tanto beijaram a fumaça com sabor de plástico...
Ele desistiu para não sentir dor,
Ele deixou a lascívia morrer em chama quimérica.
Quando a consciência sair das pedras. Num verão...
Talvez um dia... Depois do frio glacial ele volte.
Mas ele se pergunta: “Porque foi tão fácil desistir?”
Como deixou seu amor se tornar tão seu,
Ao ponto de esquecer a outra parte.
Ele não tem outro dele.
Ele desistiu de se mentir esperando quem não voltará.
Talvez uma avalanche tenha já engolido...
Ele nunca saberá. Não mais reencontrará,
E não adianta tentar buscar em devaneio!
Não há nada no fundo do copo de Martini, de rum, de conhaque...
Não há nenhuma figura na fumaça do bagulho...
Ele está sozinho e faz da ilusão o orgulho da referência.
Escolheu abandonar seu grande amor,
Para ter o amor só pra si.

O Que Equivaler Adiante?

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Não há mais limites entre a vida que buscávamos em propósito de uma dor constante,
Agora não mais há como lamentar nunca sentir compatibilidade com um amante,
Não há mais o que fazer se as coisas simplesmente se repetem a todo instante.
Não mais há o que ser senão um social aprisionado infante.

Insônia Da insânia: Insatisfação

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Quem queria não pode buscar a compaixão. Queria ambicionar.
Até que a aurora boreal pudesse existir no sertão. Tão quente...
Ele viu, em pleno dia. Tudo se decompor num mar de nada,
Teve sua mente enclausurada na liberdade das idéias enganadas.
Ele sempre imaginou que imaginar poderia levá-lo a algum lugar...
Levou a utopia do que poderia ser a consciência da própria mente,
Quis ter outra mente a lhe comboiar, mesmo assim.
Terminava por alimentar-se de cérebros ocos. Sem pensar...
Mascarou o próprio ego achando que era mesmo egoísta. Tão simplista.
Ele deu demais da mentalidade para quem não aspirava.
E termina sempre fazendo o mesmo... Sendo-se em outrem.
Não queria, mas deixou gostarem de sua asfixiante amoral,
Não desejou, mas deixou que desejassem o seu sentimento,
O que ele nunca planejou germinar.
Não adiantou dizer não. Acharam que ele estava interessado...
Como negar a evidência da insatisfação com o prazer?
Ele criou fabulosos caminhos para poder piscar. Olhar ao contrário.
Acordou em estados insólitos do que seria sua sombra,
Nem mesmo pode ter a visão do reflexo boreal que almejara.
Trancou em seu íntimo mais uma vez o orgasmo que masturbara.
De seu corpo, nada mais pôde esperar. Está esgotado. Sóbrio.
Como não fantasiaria estar se não tivesse percebido a embriaguez.
Parco, frugal da expectativa da experiência vital do trivial.
E está sendo consumido a cada mísero instante que instintiva,
E instantaneamente teima em passar sem perguntar...
Se ele teve algum momento de satisfação nessa porra de vida.
Não, ele nunca se encontrou satisfeito por conviver entre a humanidade!

Um Despertar Para Volta

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Ao redor sentidos tomam formas indefinidas cicatrizadas em olhos cegos,
Em volta a volta do tempo se tornou uma acepção a se cogitar possibilidade.
Se os dias atravessados pudessem ter tanto significado como o agora,
A existência até então não teria passado de frívola inutilidade.

Quanto mais tentar lembrar-se de significância em algum instante,
Os instintos que buscam liberdade em outras veredas tentarão fugir.
Se tudo o que deveria ser visto já foi explanado como viajante,
Só podemos esperar que mais estações se passem em nossas cabeças.

Se buscou tanto de você mesmo quanto poderia experimentou a trama da realidade...
E ao redor tudo o que parecia ter sentido foi sentido em um único instante,
O momento no qual você despertou para a certeza que é a verdade é só a mais constante
Incognoscibidade.

Sonial

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Vidas estão aprisionadas em televisão,
Impotência real...
Ah Ficção!

Insônia Da Insânia: Inocência

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Ela não se importou com a inoperância do ser. Quis ser real...
Percebeu-se quebrando barreiras da consciência coletiva,
Quem poderia imaginar que teria que pagar tão caro?
Numa condição de mente humana. Coitada profana!
Em algumas visões com a loucura, não quer dizer nada...
Só quis sentir.. Tanto que terminou por findar-se.
Quem seria capaz defender a diferença de tal razão?
Ela talvez tenha tentado tentar a sanidade..
Um resutado em alterações biológicas do que pode ter sido,
Imposições dessa realidade social sufocante e alienante.
Não adianta tenmtar gritar. Não mais... não mais...
Não tem ninguém para abraçar. Somente grades frias.
Somente paredes acolchoadas.
Televisão apenas uma vez por dia.
Cigarro só se for traficado em labios leporinos.
Se a demência improvisa da razão a culpabilidade do viver,
Ela custa crer que há uma fé a se acreditar.
Quem dera fosse tudo que dera a alguém que tanto desejou.
E acabou assim, sem planos do que aconteceria no porvir,
Sem consciência para constatar a conscientização.
Consciência? Quem pode levar isso em consideração?
Num plano de realidade que queima como ácido,
Tudo o que foi sua inocência um dia...

Quereres Inquiridos

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Quero falar com você...
Sobre amor e coisas realmente relevantes.
Chega de experimentar coisas que já temos a resolução...

Quero sentir como você...
O que há de tão excitante nas coisas simples e fúteis,
Chega de privarmos os instintos por medo de instituições!

Quero saber sobre você...
Mas sem nenhuma razão de confissões ou segredos,
Chega de programações em nossos corações de sangue!
E mais do que nunca,
Quero acabar com o querer de sempre querer algo impossível.

Dúvida Silenciosa

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Oh como é terrível este silêncio...
O silêncio pós-morte, o silencio pós-sexo, o silêncio de um velório desconhecido...
O silêncio do sabor e da degustação das palavras
Que devem ser caladas para terem a quantidade exata de tempero...

Oh como é causticante a vontade de calar a voz
Dos desejos mundanos perante a fala da introspectividade muda.
O silêncio das paixões platônicas infundadas,
Que de tão fundas consomem o som dos pensamentos...
E quem pode deixar de romper o silêncio se toda existência pede um som a perturbar?

Oh como é extraordinário o silêncio dos lábios trancados
Em calabouços de submissão ao qual nenhum ser deve se submeter.
O silêncio da inspiração dos cigarros sexuais e das perguntas sem respostas.
O silêncio do susto que causa a dor.
O silêncio que é a loucura de ter a voz transformada
Em simples notas mecânicas de fios tecnomantes,
O silêncio que é duvidar se este é ou não o melhor modo de expressar o som do íntimo.

Prive-Me!

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Algo para respirara a mais que fezes,
Para ser mais livre,
Sem teses.

Insônia Da Insânia: Hospício (Azul)

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Inóspito lar. Ele é consciente de que não pertence a um lar.
Sabe também e tão bem que não é deste mundo.
Não é deste tempo. Não é deste espaço. Ele é considerado louco!
E não há outro espaço pra tal aberração senão a exclusão,
E pode chorar o quanto quiser, a dor está no íntimo.
No íntimo que disse possuir. Mas mentiu! Não há ou houve...
Risca as paredes, pinta o corpo, rasga a jugular.
Mancha do putrefato sangue do coração todo o quarto...
Faz um auto-retrato, com a forma de seu maior pecado... Vivo!
Faz dele o espelho libertário, pois somente ele te seria real.
Hoje não mais adianta arranhar as paredes...
Os muros são mais altos do que a consciência “livre”.
Prendeu-se em pedras de prazer momentâneo.
Segundos tão inúteis, comparáveis a um banho de chuva fonte ao mar.
Por que não continuou aceitando o insuportável?
Por que não fingiu mais um pouco fingir ser fingido?
Agora ele está aí! Preso nesse hospício imensurável
Hoje sua camisa aperta os ossos ao ponto máximo.
E não haverá tão cedo outro abraço porque é seu o próprio reflexo.
Sua imagem de ideal, quebrou pelo furo do espelho.
Ele se senta na grama dum pátio... Agora ele pode chorar na chuva.
Ele teve culpa! Ele quis ser enclausurado,
Disse que não agüentava viver com hologramas,
Disse que tinha já sentido o Amor, Seu. Coisa sem sentido!
Sabe que será impossível sair de lá! E não tem idéia, não mesmo.
Quem entra cai antes mesmo de tentar.
Mas nesse lugar ele poderá se reerguer para se olhar,
Mesmo cheio de farrapos, no espelho do que é sua mente,
Uma cela gradeada de um solitário hospício.
Hospício de seu ego.

Ausência De Tempo Imaginário

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Até então poderíamos imaginar
Que nada na vida vale a pena
Se vamos findar a existência
Tão rapidamente perante a existência do tempo.
Mas porque não se anular das idéias de fim
Ou de começo com a proteção da imaginação?

Faça isso pelo menos uma vez na vida,
Antes que a vida não mais sentido tenha...
Seja imaginário...

Alheio

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Você poderia me indagar
Se lembro verdadeiramente,
Se lembro quando e por quanto período
Fui... Eu... Feliz...
Mas não tenho muito
Que buscar em tudo que fiz...
A realidade se encarrega
De me declarar alheio somente.

Insônia Da Insânia: Identidade

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A vontade é de cuspir na face de quem mente o ego,
Mas ela já não sabe quem é real. Quem deixou de se ser?
E incompreensíveis questões surgem:
Quantas gotas de sangue são necessárias para matar a sede antes da queda?
Ela quer ser mais do que já foi no passado. Suja...
Foi bom construir uma historia uma realidade,
Tanto serviu para os atuais conceitos.
Conceitos pós-identitarios que negam qualquer moral.
Tudo é real, tanto quanto pode ser imaginado. Real!
E a inveja agora é algo que não convém. Não mais...
Ela sente raiva, mas seu ego é real ao caso da impotência.
Algum dia ela não precisará se humilhar a tal...
Algum dia ela terá uma identidade inabalável.
Não precisará se rebaixar ou se vender a quem não lhe corresponde,
Quem sabe... Um dia paradoxal de seu reflexo.
Ela segue pelo beco molhado pela chuva da lamúria. Está frio...
Nem sua sombra reflete na lama. Só o cigarro a acompanha.
Agora é tarde! Não adianta gritar pela esperança.
Ela quis seguir pelo lado mais escuro. Ela escolheu. O Nada.
Ao toque do botão mudou sua consciência para o reflexo.
De quem esperar lealdade se todos se vendem?
Nenhum projeto revelará a realidade neste plano,
Ela deve seguir por veredas solitárias para ser sozinha.
Ninguém lhe oferecerá um ombro ou um colo. Não mais.
Os olhos foram comprados. Com sexo e suor.
Talvez a falta de imaginação faça a queda amenizar.
Talvez não criando espelhos a identidade fique barata,
Em promoção tal qual a inflação não liquide,
Ela venderia a identidade pelo preço mais barato...
Pelo resto da vida em um cheque de liberdade.

Lembranças Dum Vôo

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Eu poderia dizer explicitamente em tua face,
Mas preferi estripar os órgãos sem pudor,
Para que fique mais claro com sangue arterial,

E mesmo que as lágrimas sejam atuação,
Nossas asas foram mais do que imaginação!

Fiúza

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Suas crenças decompõem-se em carniça
Duma cínica fé,
Sub-missa!