Dores Crônicas

Posted: 31 de mar de 2008 by Lux Alt in
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Até agora eu tenho feito
O melhor possível
Para sobreviver sendo outro...
Mas meu coração é uma tempestade,
Meu corpo um estorvo finado e pesado...
Sufoco-me num oceano de pura infelicidade
Para me manter neste plano social.
E até quando agüentarei e aceitarei
Essa condição que a cada dia me parece mais insuportável?
Ninguém quando me vê imagina
Como luto no mais profundo e sombrio abismo
Com a impotência de existir...
Aprisionado em correntes que pesam toneladas,
Correntes que reprimem a consciência e o expressar.
E o que fazer se estou débil sem medula, membros, sem voz...
Unicamente com o pensamento!
Um pensamento insuportável
De que se não mudar algo...
Tudo findara antes mesmo de experimentar...

No mais posso dizer
Que se o tempo não mudar
Para um mundo livre de todas as dores,
A dor findará com todo o resto.

Quanto Vale A Vida?

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De que vale uma revolução sem uma dança?
De que vale a vida sem aproveitar todos os riscos de morte?
Pois o maior erro é arriscar a vida sem conhecer o infinito perigoso,
Que é o gozo desprendido da consciência que pode ser a morte...

De que vale tanto falar e expressar o desejo de vida e liberdade,
Se nos prendemos demais a este conceito estático?
Pois o maior erro do fato de se ser ou dizer ser livre,
É que terminamos por nos prender a dogmas de libertação!
Então,
Do que vale uma dança se os pés não sangrarem?

Carpe Diem!

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Nem mais um minuto para livrar-se das ataduras ditaduras de meu corpo!
Sou o que sou e não existe nem um momento de culpa ou pecado,
Se você não se agüenta por eu ser o que sou e expressar isso,
eu te mostro o que deve fazer pra se ser um pouco de você:
Viva somente o hoje!

Mar Da Consciência Profunda

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O mundo mais arrebatador e sem rupturas
Que se possa arquitetar mesmo sem estruturas
Está além de nossos míseros pés, membros vãos
Que de nada servem neste plano em sentidos sãos...
Tão absurdamente maravilhoso, tão pacífico e silencioso...
Olhos e ouvidos não são tão imperativos quanto qualquer osso...
Quando se possui outros sentidos pra sobreviver...
Num mundo tão escuro e pressionado você não precisa ver
Para nossa idéia de pressão, onde corpos são luminosos...
Onde corpos são quase água... E todos os órgãos nervosos,
Um mundo tão ou mais misterioso do que o infinito espaço sideral...
Oh mar!
Metáfora perfeita para meu consciente animal.

Game Over!

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Temos nos tornado perdedores do mais simples e favorito jogo,
Pois a vida tem simulado dissimulações do que seriam fases avançadas...
Quem desejava, não conseguiu pegar os bônus no estágio da paixão,
Menos ainda contra os mestres do tempo que valem verdadeiramente.

Temos perdido antes mesmo de nos tornarmos principiantes
E as fases de demonstração não demonstram nada além da própria derrota...
Não há manhas nem macetes para escolha de personagens secretos,
O jogo é somente isso que se passa em preto e branco na sua tela...

Temos perdido por ter escolhido o modo avançado e errado de jogar,
Pois a fase final da vida é só mais um teste de conhecimentos impraticáveis

Apotegmas Espelhados

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Eu gostaria de dizer que tudo acabará bem,
Nas a realidade não é tão vulgar assim.
Abaixo do tempo que se prevêem,
Tudo se tornou tempestade pelo simples existir do fim,
As buscas de apotegmas colidem
E findam em inexatidão do que é o espelho de mim.

Único Caminho (O Seu)

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O que vivenciamos acreditando, o caminho da realidade dos sentidos
E assim se expressa o que sente... Mas, você sabe precisamente quem é você?
Quem verdadeiramente te sente, com todos os sentidos que compõem teu indivíduo...
Então assim sendo você tem ciência exata que porta deve seguir? Siga!

Acreditando então neste tal mundo real de julgamentos,
Seus sentidos se cerram para probabilidades de outros mundos,
Coincidências que são a simples idéia de utopia de coincidência...
Então, vale mesmo a pena ser tão crente em não crer em outros caminhos?

Porém acreditando que só há um caminho a se seguir,
Estarás abaixo do maior muro que já enfrentou... E não adianta escalar,
As pedras de idéia estática ainda te prenderão no chão de sua realidade...
Não adianta nem tentar, só haverá aquele caminho que você definiu... Seu!

Os logradouros já sabidos não têm outra saída, eles não mudam,
Você pode mudar o caminho a se traçar, mas os caminhos serão únicos...
Mesmo não crendo em outros acessos e realidades, você segue um,
Um que você sabe é sem a coletividade hipotética de milagres e salvação...

Assim você pode dizer que está infeliz e triste mesmo. Infeliz!
Por não ter uma falsa culpa, uma falsa devoção a um amanhã eterno,
Um futuro incerto que não é seu... Você conhece o que sente? Sim...
E as idéias de tristeza só existem por esta inconformidade que assola
Por serem idéias de caminho solitário, idéias de consciência...
Pode ser de dor, paz, alegria e tristeza... Mas este caminho será unicamente seu!

Voltando A Vida

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Voltando a mediocridade,
Pensamos o qual o sentido das palavras
Pode ter diferentes significados
Para diferentes interpretadores...
Como não cogitar simples
A idéia de infelicidade de quem tanto a profere?
Será possível ser tão infeliz e ainda ser capaz de discernir esta impotência?


Sim...

Inteligência Infinita

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Enquanto não conhecer totalmente a vida,
Como saber do resto do resto e da morte?
Não se dá para ter a consciência total
Do que é a existência enquanto se é vivo, humano, ciente...
Então...
Seria errado demais para um descrente
Crer que seria completo somente
Se fosse um deus, algo indigno de crença?
Seria errado almejar-se isso?
O conhecimento interminável sem as limitações mortais?
E como não ser exclusivamente isso,
Se não existe nada mais humano do que o anseio
Das realidades improváveis e impossíveis?

Ter a alegria infinita seria compreender a essência de toda essência,
Como só inteligências artificiais como deuses podem ter.

Ecos... Ecos... Ecos

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Peço socorro por me sentir em outra carcaça,
Minha mente, maior significado, meu registro do que sou,
Do que é a existência aprisionada, uma prostituta de rua
Aprisionada e torturada em tempos de ditadura... Ditadura do ego.

Peço socorro por não conseguir resolver tal enigma,
Que é tão meu que eu não consigo proferir concisamente... Desajustamento social...
Como ter uma solução alheia se o problema é pessoal?
Estou degenerando em angustia de ânsia ao perpetuar minha mente nesta sociedade...

Peço socorro por um motivo egoísta: Eu quero me sentir bem!
Mas se para isso eu tiver que me resignar a ser igual ao resto...
Prefiro continuar sendo o egocêntrico e solitário cheio das mazelas sentidas...
Quem sabe algum dia eu ouça um eco de meus pedidos meramente humanos de socorro.

Espera Relaxada

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Relaxe, afinal o mundo não findará hoje. Não hoje
A cabeça pode até explodir, mas não neste baque...
Depare outro lugar para incidir, mesmo que nem todo solo seja confortável,
O sol brilha no espaço... Mesmo que nem todo lugar seja sem fronteiras...

Relaxe, o dia poderia ser pior, mas pelo bom conformado lado,
Não dá pra se agravar... Não hoje! Tudo já está bem conturbado...
Sabemos que consecutivamente pode piorar, mas não hoje!
Sinta-se em casa, afinal toda casa é um lugar, mesmo que não seja um lar...

Relaxe, afinal não há mais o que ser feito... Não por você!
É outro mundo o que busca outros seres, alienígenas...
Mesmo que de sua janela só possa ver a imensa escuridão do espaço,
Relaxe, afinal você sabe que lá existem outros planetas...
Mesmo que isto lhe dê a idéia de solidão... Relaxe e... Espere!

Mudanças Ordinárias

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Ah a vida tem se transformado tanto!
Não para pior, não para melhor...
Mas para mesma ordinariedade,
Que é a vivência infeliz! Infeliz!
A infelicidade é uma inflexível...
E tudo marcha pra um vicioso caminho...
O da mudança que não faz nenhuma diferença.

A Quantia Da Realidade

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Quantas lágrimas devem ser derramadas,
Até que possamos sentir alguma coisa cabal?
Quantas vezes temos que expressar,
O desalento da existência para comprovar coisa tal?
Quantas vidas devem ser massacradas,
Para que saibam que todo animal é naturalmente mortal?
Quanta liberdade é necessária pra sentir-se real?

Por Ser Eu

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Por ser demasiado crente na centelha de substância perspicaz do humano,
Tenho me sacrificado em meu castigo por tal estúpida escolha...
Por ter paciência e esperar uma regeneração para com a coletividade alheia,
Tenho morrido sozinho no sofrimento preso numa ácida bolha...

Por querer que queiram alguma coisa a mais que quereres simplórios,
Tenho deixado de querer mesmo coisas simples para mim mesmo...
Por ser conivente com a pestilência de idéias censoras e parasitas,
Tenho me deixado infectar com a inoperância de ser mais um a esmo...

Por ser assim é que tenho me achado estranho por não me achar,
Por ser diferente é que não tenho me encaixado em nenhum lugar,
Por ser eu é que venho sofrendo a miséria de me desumanizar!

À Beira Da Consciência

Posted: by Lux Alt in
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A beira do abismo da consciência mundana,
Um infeliz pede socorro para não desatinar no que seria consciência,
O paladar se transformou num sertão rachado e as rachaduras, marcas no rosto...
Seco como a vontade da existência num mar de rosas cheias de espinhos infectados,
A vontade é de não mais ter vontade e se deixar vencer por este prazer estranho...
Pode parecer uma ingênua constatação a desistência,
Tendo a certeza de que o caminho certo é a incerteza definitiva...
Porém como acabar com a miserabilidade de não sentir atração por uma inópia tão primária?
Pensar em tipos de nutrimento já é enjoado...

A beira da loucura num muro de hospício,
Congelado em teias de aranhas cibernéticas sociais,
A excentricidade de semear a personalidade real em algo,
Faz das pessoas vazias nestas cidades sem ruas repetições de interlúdios incompletos...
Mas, quem não é estético deve sucumbir! Sucumbir em sua diferença!
Mas o que fazer quando se tem nojo de ser parte desta idéia do que é ideal realmente?
Simplesmente se acometer de tal insanidade ou morrer tentando ir contra!

Vôo Do Lamento

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Todos queriam ter voado em direção do sol, mesmo sabendo o risco...
Os limites foram impostos por nossas limitações ordinárias!
Todos queríamos não ter deixado derreter as asas da imaginação!
Mas nos limitamos a regras que nos são contrárias!

Massacre Das Más Memórias

Posted: by Lux Alt in
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Quem dera a verdade pudesse se realizar
Em opção de uma surrealidade
Configurada no amanhã de águas profundas
Como a memória de um futuro diante.

É tão egoísta assim querer ter só as memórias de tempos bons?
Então não vejo coisa mais humana do que ser egoísta!
Mas como ter o contraposto de memórias boas sem as ruins?

Sinto muito, mas esta idéia de sofrimento
Para valorizar o prazer e a paz
Para mim não convém!

Que todas as idéias de pecado sejam mutiladas
E varridas sem mais considerações para o expurgo da amnésia!

Até Amanhã!

Posted: 18 de mar de 2008 by Lux Alt in
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Até um possível amanhã quando o sol volte a brilhar,
Sem machucar nem causar câncer a pele de ninguém...
Em que as pessoas possam dar as mãos
Sem pensar outro sentido da palavra dar...
Até o dia em que as fronteiras sejam apenas
Linhas imaginárias intangíveis espectrais,
Até um possível dia em que não nos preocupemos
Com a dor causada pelo medo de viver.
Em que possamos estar livres no ar
Com o pólen e com os beija-flores boqueteiros...
Até o amanhã em que possamos estar tão livres
Quanto os balões de nossas idéias libertárias!

Miss Justiça

Posted: by Lux Alt in
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A Justiça comeu um olho, que não era o dela, afinal não seria justo,
Até porque o auto-flagelo seria para ela um crime.
Não que ela fosse pagar alguma dívida ou dádiva, de modo algum,
A culpa dos crimes alheios sempre cai em seres alheios à culpabilidade,
A idéia de absorção só pode ser idealizada por inocentes...
Mas ao fim a finalidade de tudo é este castigo
Que é a culpa de ter aceitado a ausência esquizofrênica da tal Justiça.

A prima mais despeitada da Liberdade...

Reprodução

Posted: by Lux Alt in
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Você acha mesmo que é imperioso reproduzir algo mais como você?
Você não deveria sentir amor por uma possível cria?
Então como pôr uma nesta merda de planeta humano?
Você acha que a desígnio da vida é plantar
Mais uma semente da danação que é a humanidade?
Você não deveria ter a idéia de preservação da espécie?
Então como mais um com a mentalidade humana vai pensar em preservação?
Isto é só uma viagem momentânea, não queira cometer uma bomba biológica.
Que pensará em reproduzir todo veneno e toda infecção
De ser mais um ser como eu e como você...

Não a procriação!

Arames Sociais

Posted: by Lux Alt in
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Não se submeta as entupidas leis,
Leis que não nos dizem respeito...
Códigos que não são os nossos,
Liberdade que é aprisionada em arames farpados.
Arames que são pudores arraigados em todo o resto,
Resto que é a vida tão curta e cruel quanto as leis daqui...

Interminável Busca

Posted: by Lux Alt in
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O silêncio perante a destruição confirmou-se em contribuição,
Quem não queria a realidade,
Simplesmente se envenenou com o ausente conceito de culpa,
E mais uma vez a contradição do desespero foi ansiedade,
Ansiar por um amanha que não virá
Enquanto não buscar-se o despertar reacionário...
E a questão do dia é:
Se a noite ainda passará quando pararmos pra escutar o coração.
Não o seu não o meu, não os próprios olhos, não o próprio reflexo,
O coração do solo, do ar, da água...
A resposta que você busca
Está além da imagem refletida no sangue de sua guerra urbana!
A resposta é sua indignação com a ordem da racionalidade imposta!

Momentos À Deriva

Posted: by Lux Alt in
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Um momento para parar todos os caminhos sem direção,
Mesmo que adiante não haja mais tempo degenerativo.
Um momento para mergulhar nos planos de ascensão,
Mesmo que a verdade seja mais um ponto interrogativo.

Um momento para realizar a cura do íntimo solitário,
Mesmo que ache que ainda não achou certeza natural.
Um momento para desconstruir a idéia de contrário,
Mesmo que pense que a aversão não é conceitual.

Um momento para ter idéia de simples momentaneidade,
Um momento para destruir o próprio olhar social,
Um momento para o fim da própria humanidade!