Todos Um Dia Mudam

Posted: 24 de fev de 2008 by Lux Alt in
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Mude o seu coração,
Olhe ao redor e sinta as batidas do mundo!
Mude a mente e pense não só como sua mente,
Pense numa coletividade mesmo que seja existencialista,
Afinal sua existência não é sozinha...

Mude o seu coração,
E pare de se importar com a segurança do amanhã!
Mude o corpo até que ele seja o reflexo de sua identidade,
Não importa o que pensam,
E sim como você sente-se em relação ao seu corpo!

Mude seu o seu coração,
Grite as paixões platônicas inconfessáveis,
Afinal o maximo muro será um não...
Então mude logo a sua mente e seu coração, pois estão fazendo isso por você!

Antes Do Fim Do Tempo

Posted: by Lux Alt in
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Vontade de grama
Deitar no frio aconchegante

Com animais iguais e sem nação

Os dedos pudessem desligar as luzes
Os olhos fechassem as idéias destruidoras...

As escadas só decaíssem para um lugar mais alto e puro.
Todos sentiriam algo de verdade! Verdade

Mas o ego é bastardo abstrato,
Ah basta de tanta baixaria!

Comendo e Comendo Corpos

Posted: by Lux Alt in
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Fácil como viver é completar a pseudolalia de ser doente, mas segundo suas designações.
Quando você entender algo estará findada a idéia de não fazer nada sentido
Como os sentidos dos corpos mortos e estuprados no necrotério por necrófilos sarados
Viciados em academia e hormônios de crescimento mental e membral...
Parece estranho para você? Mas corpos são corpos...
O que for feito depois da vida não importa não é?
Então fazer sexo com o corpo de um familiar teu te parece imoral?
E comer literalmente alguém com quem você se importou?
Então que naturalidade você tem em comer não-humanos achando que ninguém se importa!

Crimes Inocentes

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Quando se tem consciência de seus atos como bons ou maus,
Temos definido um padrão de moral que julgará as suas obras.
Mas é você quem deve decidir o que é ou não crime.
Então, pode pular!

Consciência Da Memória

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Lembro de como eu me sentia
Afortunado quando era infante...
Acho que a inocência faz isso conosco...
O que torna insuportável ser também humano
É ter a certeza de que não saber de nada
Sobre a humanidade nos faz mais felizes...


Como é terrível ter a consciência de ser a pior praga do mundo...

Fazendo Hoje

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Porque não fazer agora os planos posteriores?
Porque tanto esperar se não crê que acontecerá algo importante?
Porque não ser real se o espelho é o único companheiro importante?
Porque deixar sempre tudo para quando acabar o tempo?
Semana que vem pode não haver!

Porque não fazer logo a laqueadura e vasectomia?
Porque não abortar os indesejos dejetos rejeitados?
Porque não apagar o código de barras se não é produto?
Porque não se deixar sentir como parte do tempo e espaço?
Amanha ou depois pode não ser!

Porque tanto se perguntar se a resposta só chegará depois?

Câmera Obscura

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Miséria concorDada

Rotação de vias secundárias,

Sem temperamento...

Zero... Um... Zero...
Levantar cansa
acorDada.

Pontes apontadas,
Significados
Enigma!
Perfume alucinógeno.

Mente finDada...

Sendo Outro

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Olhando com outros olhos, poderíamos imaginar um outro mundo,
Algo melhor, onde todos respirassem livres,
Onde não fosse tão obrigatória a relação de superioridade e inferioridade,

Sentindo com outra pele, poderíamos tocar em outros corpos,
Sem a idéia miserável de violação, sem os pudores
De uma reprodução de conceitos sexistas religiosos...

Andando com outros pés poderíamos conhecer labirintos e desertos de vidas cheias!
Sem um conceito social massacrante que faz tudo ser massificado e amassado
Plantado num lugar pra padecer numa segurança mentirosa...

Provando com outro paladar, poderíamos ter a certeza de comer não por simples capricho,
Com a certeza de estar comendo pra viver e não vivendo pra comer,
Por uma necessidade natural, sem desperdício, sem dor, sem escravidão!

E pensando com outra mente poderíamos ter outra realidade. Agiríamos diferentemente!
Poderíamos não ser humanos, poderíamos ser coisas melhores...

Idéias... Só Idéias

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O que faz você pensar que o meio termo é um termo?
Não há uma idéia que possa existir pela metade...
Pois não há uma realidade partida...

Caminhos Indefinidos

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Há este anseio incontrolável de quem se sente alforriado de não pertencer a um único lugar...
Ainda não escutamos a água perfeita, a chuva assim aqui não caiu...
Ainda não pisamos na areia perfeita, a praia mais branca não é aqui...
Não há uma habitação fixa, não há uma flâmula que pertença ou que queiramos de asilo.
Há tantas faces a se tocar, tantos caminhos a se fazer, tantos jogos a se aprender,
Tantas línguas pra conhecer... Tantas línguas pra conhecer...
Tantos sonhos a se apreciar... Tantos sabores.
Tantas paixões, tantos amores. Tantas alegrias, tantas dores...
Tanto a se beber, tanto a sentir!
Tanto a fazer... Fazer!
Só não há ainda o alento para fugir por este caminho que ansiamos sonhar realizar!
O medo é o mais social possível... Desprezível e compreensível...
Ainda teimamos em querer a segurança de uma certeza a posteriori...

Vingança Temporal

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Por mais que se tente entender as perdas destinadas,
O tempo fica como a maior de todas as lágrimas borradas...
E se a perda não é uma perda e sim um roubo...
Tem-se um culpado e uma futura vitima da vingança sem perdão!
Pena que o tempo seja tão efêmero quanto qualquer perda real...

Prováveis Mudanças

Posted: 23 de fev de 2008 by Lux Alt in
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Chega um dia, e muitas vezes é um dia nublado,
Em que a vida parece findar de tão inútil...
Andando a esmo sem saber qual o melhor comportamento,
Sem saber o que fazer para mudar a mudança...
A única coisa restante a se fazer por esta necessária mutação
É se mover pelas ruas da probabilidade infinita da mente!

Anarkiistoj

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Nós falamos de radicalismo...
Sentimos-nos além por essa idéia.
Somos prepotentes ao considerar que temos “a” idéia!

Nós falamos de algo mais...
De ter ações contrárias ao social,
Sentindo inconformidade que não passa de sentimento!

Nós somos derrotistas porque nos sentimos utópicos!
Mas, somos utópicos porque somos derrotistas?
O radicalismo não é uma utopia, mas a derrota de nossos dogmas!

VINHO VULGAR OITO – PRIMAVERA DE 2007

Posted: 22 de fev de 2008 by Lux Alt in
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EDITORIAL:
Mesmo a estática estética estatal não sendo estacional, tentamos quebrar o conceito saturado dos estatutos que ditam o que deve ou não ser vulgar, assim como a vulgaridade estampada em rótulos de garrafas de formol cheias de fetos de nossos devaneios identitários. Mais uma vez, ruminamos de nosso estômago cerebrial flores e folhas de escritos marginais.

Já que o site do Vinho Vulgar não está em andamento, publico aqui com a liberdade de ser um dos editores a edição ultima... Qualquer coisa...

Vida Pós-Vida

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Você acredita mesmo em vida após a morte?
Então morra logo e deixe o mundo.
Limpo de suas idéias de fanatismo!
E se eu faço o que digo é em razão da liberdade,
Que você chama de insensatez.
Não, não faço questão de morrer pelo que creio,
Só que acho a vida muito fugaz para crer em algo seriamente.

por Giselle C.C.

MONÓLOGO DO TRABALHO

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Assassino-me por migalhas que caem da mesa do explorador
A destruição de mim mesmo como humano
Escravo-me na dilaceração de migalhas que me satisfaz por momentos
O tempo, que não me é livre me trás marcas de cansaços
O livre tempo não existe
Assassino de uma comunidade.
O trabalho ira matar a maior parte dos trabalhadores
Se correr o bicho pega
Se ficar o bicho come
Se unirmos o bicho foge
E a liberdade se conquista.


(Hormônios – muitas plantas contêm estrogênios (fitoestrogênios) que comprovadamente auxiliam a mulher, principalmente no período da menopausa. Onde encontrar: repolho, couve, couve-de-bruxelas, cenoura, couve-flor, milho, cominho, feno-grego, alho, soja, gergelim, amendoim, feijão verde, batata, abacaxi.)

por Paulo Silva

Um Minuto Para Mim Mesmo

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Se a solidão me chama, durmo e acordo beijando pedaços de papel que eu mesmo escrevi. Olhando o meu quarto vazio, sem roupas, sem cama, sem baratas e moscas.
Me canso de tanto tédio e pinto as paredes de rosa,
Com traços, aspirais e portas. Em alguma delas eu talvez possa passar e andar sobre as águas. Sem fazer milagres!
Quero toques e não “se toque!”
Inferno, ao invés de mansidão e paz!
Quero me desgraçar e matar toda a inocência! Portas, e não janelas!
E amanhã, talvez acorde beijando os papeis que eu mesmo escrevi.
Mas, será porque quero!




por Sheyla C.

LOUCO

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“Peguem o louco!”
Diziam as vozes que ecoam dia e noite na minha mente
“Prendam-no!joguem-no numa cela!
Que definhe lá com toda sua loucura!”
“esquartejem-no! Tirem a liberdade
que ele nunca teve na nossa sociedade!
Eletrizem-no, droguem-no para que fique realmente louco e demente!”
Louco...
Sou louco por amar e dizer que amo!
Sou louco por sofrer e dizer que sofro!
Sou louco por sentir
e não ter medo de sentir
e nem de nada
louco por não sorrir
quando há um câncer em mim
louco por viver cada segundo
como se fosse dez anos
e dez anos
como se fossem um segundo
louco por recusar os manicômios, as prisões
de nosso pérfido dia-a-dia
louco por não aceitar a verdadeira loucura
que é tornar sua vida tão igual
tão a mesma
todo dia...
o dia todo...
quando ela deveria ser
a síntese de todas loucuras
e de todos os sonhos!

por Ramon Zeferino

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Prazer, instante pervertido
vida segundos mórbidos
arranco do peito a ultima expressão de desejo
Um grito de agonia rasga um momento
cala-te diante dos teus pudores
pois sou apenas carne!!!

por Rafael Bastard/ Tiago/ Larissa Fernandes

O ESTILO*

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traz malícia
e almalícita
vem com
as verdades
que ardem
e violam
com as
mentiras
que atiram
e matam
com a
peçonha
das noites
que não
se sonha
respingos
de tudo
que deixamos
mudo

*do livro: "Indigestual" por Bruno Candeás

Estou cansado...

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A vida esta a arquear-me as costa
Me leva aos extremos...
Não tenho mais aquelas “vontades”
Não tenho de que sorrir
Não tem graça mais em estar feliz
Para que ser sarcástico...
De que serve ser cínico?
Para fugir? Para que amores...
Fingir que nunca esta só!
Para que discussões,
Ideologias, religiões, família...
Se no fim da noite esta mais

e vazio que nunca para que
acreditar no belo, se sentir completo
dizer palavras de amor egoísta
para que verdades, caminhos e acreditar
no amanhã
se o amanhã e só uma conseqüência!!!
não estou infeliz. Não estou feliz???
Para que respostas, sentir é algo
Tão momentâneo
Mais talvez esteja só cansado
Talvez os dias não sejam tão
Triviais, as noites
Desgastantes
Talvez só mais uma “faze”
Para que pensar
Conjecturar porquês
Não tenho respostas
Para essa apatia, me faltam vontades
Ate isso seria auto-piedade?
Não acredito, como não acredito em “nada”
Haahahahahahah
Mentira, ainda consigo ser sarcástico...
Estou cansado, bêbado e enfadado
Amanham e outro dia
Mais minha noite começa
Now...
E que me sobra são as reticências
“Se o prólogo está fraco, vivo a contento.”
Alguém tem uma aspirina, por favor?
tudo teria sentido se precisássemos dar sentido a tudo
Passamos grande parte da vida procurando respostas e fugas
Quando simplesmente não vivemos as conseqüências dos
Dias, sem esta sempre a espera do “melhor” ou do pior
Todos nos sabemos que somos animais egoístas e mudarmos
Isto seria difícil, com o passar dos dias nos tornamos mais apáticos
Levamos isso aos extremos fingimos que isto não exista mais
Nossas relações sociais se perdem na falta de contato mais humano
demonstrar sentimentos se tornou um grande pecado.
Trabalho, estudo a vida moderna em si nos tira essa capacidade
Tão simples que e viver, e torna tudo e todos em bens de consumo ate
Os gestos mais simples se tornam tão difíceis de serem transmitidos
Por isso melhor que vivermos assim sejamos egoístas.*

por Onã

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Pássaros planam num acrobático e sincronizado vôo. Observo, então, o quão desarmoniosa é a minha relação com o universo, principalmente com o meu próprio universo. Ando sozinha, a esmo, nas ruas vazias numa tarde de domingo, enquanto famílias felizes entreteem-se assistindo a algum filme na TV ou passeiam nos parques da cidade. Sinto-me privada de pensamentos, como se um buraco-negro sugasse a minha mente. Saio de órbita e dou de cara com uma poça d’água no meio-fio de um beco estreito qualquer. Percebo um vulto aproximando-se. Imagino ser uma alma caridosa que me ergueria daquele chão imundo. Nada. A minha fraca visão enganou-me mais uma vez. Quem se importaria com uma pessoa igualmente fraca como eu? Levanto, apoiando-me nas mesmas pernas que continuam a me levar a lugar algum.

por Pati Hannah (patigrel@gmail.com)

Sem Inocência, Sem Culpa

Posted: 15 de fev de 2008 by Lux Alt in
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A inocência não pediu clemência...
Mesmo não sendo culpada de nada, quem poderia crer?
Que não mais poderia ter amor ou outro sentimento por algo...

A inocência decidiu-se ausente de questões inúteis,
A vida é curta demais até para ela, não se dura tanto assim...
Quis simplesmente chegar ao próprio fim...

A inocência foi corrompida pela liberdade de moral!