Grafomaníaco

Posted: 31 de jan de 2008 by Lux Alt in
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Você se preocupa demais com a responsabilidade de escrever!
Você faz isso para sentir-se algo real... Para se registrar...
Você se aprisiona a uma meta de produção pra viver,
Você faz do amanha o reconhecimento para não desatinar...

Você faz força a criatividade caçando em estranhos planetas,
Você acha que os escritos estranhos te serão reconhecidos...
Você faz dos sentimentos alheios diferentes canetas,
Você pega caronas em cometas para concluir tais escritos.

Você acha que vale a pena produzir mesmo dor e tristeza?
Você pensa que pensam algo sobre medíocres desabafos?
Você quer mesmo que conheçam tua abominável natureza?
Você quer ser mais uma marionete no teatro dos phatos?

Você se prostitui e tenta se limpar em tinta sangrenta...
Você é mesmo um louco se acha que a escrita te lavará,
Você é mais um grafomaníaco só porque sua mente não se agüenta!

O Crime Não Compensa (Contra O Ego)

Posted: by Lux Alt in
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Andamos sem rumo nesta produção incessante
Manufatura da mente em chips de condição...
Amarramos as artérias de vontade pensante,
Em bigornas surdas anestesiadas à ambição...
Se tornar produto faz a recompensa ser massacrante!

Asas Atadas No Ego

Posted: by Lux Alt in
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Tudo o que vejo são olhos entreabertos
Por frestas apertadas de celas desconfortáveis...
Afinal, haveria algum tipo de cela ou prisão
Que pudesse mencionar agradável?
Tudo que sentimos é que poderíamos
Ser mais sonhadores e ainda mais livres...
Pode acontecer o que for,
Mas vivendo com estes conceitos e padrões,
Seremos ainda aprisionados eternos de nossa gravidade!
Algo de estado e tradução incomparável...
Só preso para se saber o antônimo!

Mosaico Mental

Posted: by Lux Alt in
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Tudo se
quebrou em
e s t i l h a ç o s
impotentes

Dentro do interior profundo
dos planos futuros...

Por mais que riam
das l o u c u r a s conscientes,

Ainda haverá cacos pra colar e formar novo muro,
E da cola ainda haverá o que se extrair para novos planos DeMentes....

Estrelas Negras

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Atrocidades acompanhadas de melodia clássica,
O vírus é só mais um adjetivo para nomear a dança da dor.
Como se pudessem justificar novos crimes com aprendizagem,
Numa responsabilidade passada... Passa em gargalhadas hipócritas,
Como se pudessem condenar uma outra geração com a mancha do céu...
Hehehe... E podem!

Medos Urbanos

Posted: by Lux Alt in
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Por mais que tentemos não há possibilidade de desvencilhar-se desse fator natural,
É uma forma estranha e incomoda de se viver... Na ânsia de ser violentado...
Como se esperar o pior do semelhante fosse comportamento natural...
Mas quando a naturalidade se torna um tormento, a civilidade é descartada.
Sem mais delongas... A vida é mais um objeto depreciado e desprezado...

Por mais que tentemos, o caminho será sempre o mesmo... A desconfiança.
É um instinto natural, tornar-se sensível as cogitações dos sentidos.
E tias sentidos têm sido deformados pelos (pré)conceitos sociais
Todos estão na linha de risco... A vida aqui é assim! Você não sabia?
Você pode ser a vitima ou o culpado do crime de se ter medo de viver ao lado...


Por mais que tentemos, a agressão pode vir sorrateiramente... Medo!
Por onde andemos o receio pode se concretizar em fato, por qualquer um...
E mesmo havendo uma peste humana, o frio populacional só aumenta!
A apatia é primeira expressão de nossa harmoniosa convivência!
O que almejamos é uma paz armada pelo medo da própria passividade.

Pois em urbes, todo negro é suspeitável; toda mulher é estuprável;
Todo andrógino é descriminável; todo homem é roubável e todo fraco é escravizavél;

Derretidos

Posted: 30 de jan de 2008 by Lux Alt in
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O sabonete caiu no ralo,
E por um momento vi ali a tradução perfeita de minha existência...
Uma amalgamação nada agradável de elementos inconvenientes...
Ele vai ficar ali preso derretendo ate não mais existir realmente.
Ele talvez tenha transmitido algum bom perfume...
Talvez tenha dado a sensação de limpeza a alguém,
Talvez tenha feito arder olhos...
Talvez tenha sido descartável como sabonete de motel...
Talvez tenha formado lindas bolhas...
Talvez tenha sido realmente útil para algo...
Mas como eu, daqui para frente só há de derreter...

Esta É Sua Vida (Reprise)

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Uma geração de camisinha,

De vídeos pornôs portáteis copiados...

Tanto frio... Tantas camas vazias...

Tanto suor de cunho sem flores e cunhões

Tanta masturbação sem fantasia...

Tantas noites perdidas trabalhando!

Tempo De Devagar

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O tempo passa e usar um comparativo termina por ser repetitivo como um disco arranhado,
Mesmo repetindo uma metáfora, esta se for comparativa talvez deixe de ser metáfora...
E tudo se passa tão lentamente quando se deixa de ser você mesmo pra ser escravo...
E a repetição dos atos, atualmente é registrada por câmeras nada camaradas.
Nada de privacidade, nada de bons sentimentos... Não realmente.
Pode fingir que ama teu próximo, mas este conceito se perdeu em palavras esquecidas nunca proferidas...
Tudo está escrito eu sei, mas certamente a casca da arvore cicatrizou a dor de canivete...
E quem é conivente com toda esta porra termina aproveitando por achar que para fazer uma omelete deve-se quebrar alguns ovos,
Eu penso diferentemente... Para que fazer omelete quando se tem tanto passadio?
Mesmo assim ovos são passados... e não importa se é do dinossauro ou da galinha.. Ovo é ovo...
Tudo uma questão de identidade...
Identidade? Incapacidade! Inaptidão!
Idéias ideais sem reação... As primeiras batidas de asas não anunciam nada mais do que a liberdade aprisionada de um novo dia cativo...
Num bosque prisão tão grande quanto às quedas de água que refletem um arco-íris de simplicidade natural...
Se for verdade que a água da privada gira para um lado diferente dependendo do hemisfério
Isso não me diz tanto respeito quanto a merda expurgada com toda minha identidade do que sou e do que comi.
As pessoas acabam se conhecendo pelo lixo que produzem e pelo lixo que introduzem em seus corpos... Simples assim!

Vivendo À Prova

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Chorar estendeu-se além das futilidades estratégicas de coexistência...
Não convence mais as idéias de amargura
Expostas em músicas coincidentes
Lamentar não é mais uma vicissitude
Quando se está encarcerado na repetição...
Vivendo infeliz a vida não tem tanto sentido quanto o eco dela,
Mesmo desconhecendo o original sentido de se viver...

Sujo, Sujo Sol

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Os lugares por onde ando ficam cheios de lama,
Minha mente tem deixado um rastro
Indesejado do odor que tenho.
Tenho me amaldiçoado me envenenando
Com a corrupção de minhas idéias,
Quanto mais conqui$to, parece que me esvazio...

Meu lar não tem minha cara,
Pois não me sinto num lar,
Tanto quero, mas não me forço a liberação do ego..
Tenho me aprisionado incondicionalmente
A um conforto desnecessário...
Quanto mais sinto dor tomo esta droga pra anestesiar...
Mesmo sabendo que quando a anestesia acabar,
A dor ainda persistirá.

Relações Paradas

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As relações tendenciosas caíram a parte,
Em toda parte as idéias de contentamento com o outro falem
Pelo simples fato de ninguém se satisfazer com Alguém.

As afinidades não duram para sempre quando se
Quer ter mais afinidades do que o outro.
Por mais que procuremos um outro afim, ainda será outro...

As analogias parecem digitais demais quando se
Guarda no intimo as digitais de entrada para O Sentimento,
Assim sentindo o que só você sente, sempre estará querendo sentir o outro,
Porém com medo de quebrar a relação inicial.

Morte Natural

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O som de dor corre pelas veias congestionadas da terra,
Um respirar pesado leva o ar venenoso aos pulmões...
A culpa é de quem deixou deixar existir a idéia-guerra,
A vida esgotada será dos loucos, sãos, heróis e vilões...

As nuvens pesam com o cinza do humano chumbo,
A chuva faz derreter o futuro calafrio do aquecimento,
De uma hora para outra não se sana tamanho rombo
Água tanto molha que devasta limpando todo tormento.

Quem não tem nada a ver paga ainda assim,
Quem luta contra não é vilão, herói ou imparcial.
Quem ignora é como o resto do mesmo fim,
Quem não sente esses sinais não é só essencial
Quem pensa que a terra terá fim não sabe o que é fim,
Finalmente ao contrário da natureza, só morre o que é mortal.

Esta É Sua Vida

Posted: 22 de jan de 2008 by Lux Alt in
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Esta é sua vida...
Vai acordar preparando-se para amargar mais um dia
De massacrante e incessante trabalho qual você tem ódio,
Mas você acha extremamente necessário ter algo para fazer...
Algo que não goste de cometer para achar seu estipêndio válido,
Afinal ganhar por algo que gostamos não seria justo numa sociedade tão capitalista não?

Esta é sua vida...
Seu corpo é sua identidade, você é o que os olhos vêem
Pouco importa o que você realmente pensa, planeja, sente ou expressa...
Seu sexo biológico é o que está ai exposto em seu corpo, é o que faz!
Não o que é sua mente ou seu sentido. E você acha isso importante
Reproduzir esta insanidade, pois pensa que foi uma maquina construída para isso...

Esta é sua vida...
Um tormento eterno enquanto dura o momento de um disco arranhado
Na expectativa de continuar um dia melhor para viver esperando
Um apocalipse que limpará a terra desta praga que é a humanidade!
Novidade: esta não é mais só a sua vida. A sua vida me importa...
Pois você respira, conspira e aspira à inspiração de meu (também) ar...
Infelizmente... Esta é nossa vida irmão filho da desgraça!

Sangue Congelado

Posted: by Lux Alt in
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Se este coração ainda sentisse algo,
Mesmo que fosse a única realidade de uma dor,
Seria uma procura infindável por sentir algo mais.
Mais! Numa fome vampírica...
Como humano, nunca estará contente,
Mesmo de fatos fartos e enfartados,
Nem em corpo, nem em mente...
O eu nunca estará contente com o pouco que sente...

Boa Noite Lua

Posted: by Lux Alt in
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A chuva tem caído
Em calor corrompido ao choro da lua
Ao lado do lado
De fora numa sintonia mecânica,
E um surdo som faz
A cabeça rodopiar como comprimido,
Procurando somente
O melhor paralelepípedo pra deitar,
Com uma garrafa meio cheia,
Meio vazia a única companhia,
Mesmo tendo tido
Tantos convites acéfalos
Para mais um gozo sem mente.

O Que O Corpo Sente É O Que A Mente Almeja

Posted: by Lux Alt in
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Eu quero olhar para minha voz,
Vendo-a ser reproduzida aos quatro cantos
De todas as paredes de qualquer hospício miserável...

Eu quero que meus dedos entrem entre as coleiras e os pescoços
De qualquer ser aprisionado, sentir o destravar dos botões,
Sentir em minha derma a liberação completa de todos os corpos.

Eu quero sentir nas lágrimas a euforia da liberdade
Dos corpos alheios, não só o meu! A liberdade não é solitária...
Sentir-me acompanhado em êxtase em correr alheio ao mundo!

Eu quero ouvir meu nariz respirando um ar
Tão puro quanto qualquer fumo que me dê prazer,
E fazê-lo em qualquer lugar, sem querer que queiram viver eternamente.

Quero que meus sentidos sejam sentidos sem mais quereres mencionáveis,
Pois o querer e o desejo diferem nas alternativas de intenção! Somente...

Depois De Hoje

Posted: by Lux Alt in
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Quando o hoje chega, parece que todo o passado caiu,
Não sobrou nem migalhas do que foi bom algum dia...
Quando o hoje teima em chamar o amanha, a noite rui,
Amanha parece acabar com as possibilidades de euforia!

Quando o hoje chega, a ânsia do próximo dia acaba o hoje,
Não restam as idéias propostas para o momento agora...
Este momento mancha as mãos que fazem a pós-geração,
E não há limpeza infantil que faça a náusea de hoje ir embora...

Quando o hoje chega, a manhã parece a derrota,
Os dias a seguir anunciados são um fracasso que vigora,
Mas o proveito máximo deste agora é a única regra que importa!
Depois de hoje só haverá mais uma hora...

Do Outro Lado Da Mente

Posted: 21 de jan de 2008 by Lux Alt in
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O lado que estava exposto
Não tomou os devidos cuidados,
Numa procura sem clientela
De definição manufaturada,
E terminou por se cansar
De nunca ser atacado pela exposição.
Como se partisse uma laranja,
A mente dividiu-se para se completar...
O lado de outra mente sempre busca
Achar seu lado para se exporem juntas!

Pôr Do Sol (O Último)

Posted: 15 de jan de 2008 by Lux Alt in
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Quando terminarem a procura pela perfeição do ser,
Não mais haverá o que destruir nesta imundice!
Estamos todos na expectativa duma salvação acontecer...
Não uma fantasia... A morte nos virá antes da velhice...

A natureza continuará resistindo e se transformando
Nosso egoísmo é tanto, que a preservação é do que serve,
E simplesmente para nossa longevidade devastando...
Mas não haverá água pra poluir com o óleo muito em breve...

Quando terminarem os testes será muito tarde para prova,
Não mais haverá pele pra contaminar com a vaidade...
Assim como qualquer mito, o nosso humano fim é a cova.
Numa evolução tão natural quanto toda vitalidade.

Hoje somos somente dor, tristeza, solidão grupal...
Poluição, frio, calor, todas as marcas na realidade...
Miséria odiosa, infelicidade primitiva em ser humano social.

Revolução Do Medo

Posted: by Lux Alt in
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Você viu o que aconteceu naquele país ontem? Quanta matança em troca de nada...
O que há realmente de povo, união, ou divisão deles nesta porcaria de mundo socialmente deteriorado?
Você viu o que aconteceu aqui no país hoje? Estão todos com fome e frio, mas elegeram isso...
Porque as pessoas estão se destruindo em nome de fantasias se teimam ter a realidade como a única validade da existência?
Você viu a justificativa por qual aquele homem matou sua companheira amada?
São todos apegados a uma fábula de impossibilidade eventual de um paraíso tão imaginário quanto a idéia de uma sobrevivência harmoniosa...
Você viu que querem fazer armas capazes de destruir o mundo para ter a certeza de uma eventual defesa de uma eventual guerra anunciada.
Toda esta sujeira em minha existência é nada mais do que o resultado da consciência de fazer parte desta merda infecciosa inconfessável...
Você chegou a sentir felicidade em algum momento de sua vida depois de saber que o mundo é um lugar tão ruim?
Uma manufatura solitária de egos desenhados em base de mídia que faz do medo o único instinto da sobrevivência humana,
Você possivelmente ache que sou um medroso por desistir da humanidade assim...
Mas pessoas com medo massacram por defesa para não sentir medo. Não, não adianta gritar mais...

Muro Da Vontade

Posted: by Lux Alt in
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Um brilho faiscou
A imaginação do eu que estava preso,
Era tão rápido quanto
Um piscar em meio ego escuro.
Não era um cometa visual,
Nem seqüela do fumo aceso,
Não era desejo coeso
Além do carnal físico duro e puro
Era simplesmente meu crânio
Batendo mais uma vez no muro...

Lágrimas De Pensamento

Posted: 14 de jan de 2008 by Lux Alt in
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O pensamento escorreu como lagrima num dia de chuva,
Misturando-se a toda uma lama social que seca inevitavelmente.
Nem todos os dias são de chuva... Apesar da constante escuridão.

O pensamento se mesclou a sujeira que pairava como poeira,
Mesmo não desejando, o corpo absorveu pelo suor pegajoso...
Nem todo calor é febre, nem todo excremento é desnecessário...

O pensamento derramou-se em fios de petróleo junto os ideais,
A cabeleira quebrou em lâminas inconscientes do couro cabeludo,
A calvície atingiu o cérebro e as idéias de autonomia...
O pensamento entornou-se em lágrimas de insatisfação humana.