A Facilidade Da Inoperância

Posted: 15 de dez de 2008 by Lux Alt in
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É fácil se ausentar de ter alguma envoltura
Quando a violência não foi somente consigo...
É fácil dizer que se fará algum tipo de postura
Quando a justiça além de tudo já é um inimigo...

Infelizmente isso seria simplesmente mais fácil
Se não soubéssemos de nada que acontece de ruim,
E principalmente a nossa volta, se não fosse tão tátil,
Que todos sentissem que dor é dor, pra você e pra mim!

Seria fácil se não ouvíssemos o grito de dor do mundo.
Seria fácil se ausentar de qualquer responsabilidade,
Se os sentidos de liberdade fossem recortados.
Seria fácil calar se não tivéssemos mais boca ou atividade.

Todos os sentidos nos parecem funcionar muito bem...
Então porque ainda aceitamos que dentre nós haja quem
Possa violar esses sentidos e sentimentos também?
É mais fácil? Mas quem disse que viver seria fácil meu bem?
O que você vê é o que você tem, mas ninguém vive sem ninguém!

Pensamentos Asilados

Posted: by Lux Alt in
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As lágrimas não foram suficientes pra comover.
Em realidade, nada nunca é como você se vê
Senão podemos descrever tudo o que sentimos.

Falar-se em prantos não vistos
Parece demasiada inocência.
E assistir isso parece simplesmente chorar por dores alheias.

Eu sei só eu poderei saber que sinto realmente... Muito.
Jamais poderemos ter a real percepção
Do que é estar preso enquanto não formos livres,

E tenham certeza, jamais sentir-se-ão presos
Sem ter provado o mínimo de possibilidade de liberdade.
Mas antes tentem abrir as grades de gusa de vossa mente!
A criAtividade é a chave.

Ponteiros Opostos

Posted: by Lux Alt in
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Não nos alcançamos mais...
Os conceitos de liberdade
De prisão,
E de opressão nos são díspares agora...

Não nos conhecemos mais.
Tudo o que decorreu ficou nos alvitres
De viagens etílicas
Enigmáticas,
E apocalípticas.
Tudo se tornou abstêmio demais
Perante as novas consumações
De inconsciência das metáforas intrusas.


Não mais raciocinamos a mesma língua,
Não mais temos objetivos
Adjetivados na mesma sintaxe.
Tudo foi conjugado em tempos diferentes.
Agora nossos ponteiros giram para lados diferentes...

Somos libertários com conceitos diferentes a respeito de nossa paridade.

Chamas De Palha Dourada

Posted: 14 de dez de 2008 by Lux Alt in
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Podemos dizer que tivemos os melhores momentos,
E esses jamais voltarão ou serão comparáveis.
Podemos pensar que ninguém jamais terá tais sentimentos,
E esses jamais passarão, são imemoriáveis.
Podemos ter quantas paixões forem prováveis,
Mas jamais seremos pensamentos tão inflamáveis!
Podemos... Seremos...

Incógnitos No Baralho Da Loucura

Posted: by Lux Alt in
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Oh tantos reis passaram por essas terras
E nenhum pode ter o sentimento
Que conservamos em nossas entranhas de incógnitos.

Oh tantas rainhas tentaram cortejar
A magnitude de ser completamente real consigo
E não conseguiram nada mais
Do que um jogo de realidades descartáveis
No baralho da loucura cotidiana
Nunca achando a carta final para se vencer as vicissitudes.



Oh tantos coringas riram de nós
Quando falamos que não éramos cartas desse deck...
Quem está perdendo agora?

Egoísmo (Melhor Auto-Ajuda)

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Não importa quantos livros vendam,
A humanidade não muda.
Não entendam!

A Queda Do Pecado

Posted: by Lux Alt in
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Se por acaso vir meu reflexo
Passar na poça de teu vômito,
Não se preocupe...
Eu não estava do teu lado
Para segurar teu cabelo,

Não se preocupe...
Eu não queria desdenhar
A fraqueza de ser você,

E sim para tomar de ti a inspiração
Mais significativa de toda noite.
Eu prometo,
Algum dia deixarei me olhar de cima também...
Mas não hoje.

Aperte O Botão!

Posted: by Lux Alt in
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Como todos são usuais mesmo fora de meu globo cerebral!
Todos meus personagens, meus desejos de heterônimo.
Sinto muito não saldar o devido custo por tal,
Mas também estou no elenco de sufrágio, mesmo homônimo.

Embora seja também roteirista da adaptação,
Sou eu quem diz quando carecemos parar a ficção!
Quando começar o próximo episódio de emancipação.

Mãos Vazias De Areia

Posted: by Lux Alt in
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E nas mãos de areia,
Derreteram-se as considerações
De quem se dizia tão livre!

Quem iria imaginar que
Por detrás de tanta auto-afirmação
Haveria a coerção...

E tudo o que emanou
Das ondas cerebrais foram mais falácias
De auto-libertação aprisionada em calabouços de areia.

Lacunas Da Inspiração

Posted: by Lux Alt in
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As lacunas dos desejos de sermos
Algo mais do que o possível
É o que nos torna simplesmente humanos.

E quando buscam o preenchimento
Com divindades abrem-se ainda mais
As fissuras do complemento essencial,
Do que a lacuna vazia era antes.

A janela de suas possibilidades jamais será aberta
Por falsas inspirações invisíveis.
Você tem a chave, você tem as mãos. Abra a sua!

Pequeno Desajuste

Posted: 13 de dez de 2008 by Lux Alt in
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O caos de que você fala
Não passa de uma desordem
Nos seus aforismos de ordem.
E por mais que tente achar
Uma resposta para
O alinhamento da loucura,
O limo dos delírios ainda estará
Atravessado no que você tinha
Como ordem de ser desajustado.

+ 1 Momento Puro

Posted: by Lux Alt in
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Nem adianta fazer estardalhaços,
Não mais risadas nem palhaços.
Nem adianta dizer asneiras,
O coração ficou em estilhaços!
Não romperá as barreiras,
Não mais mentiras verdadeiras.

Nem adianta calar o pensamento,
Não fechará a fala do tormento,
Tudo o que passou entre nós foi só 1 momento.

Caminhos Zumbidos

Posted: by Lux Alt in
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Um longo caminho se fez diante da esperança,
E mais uma noite ficou ofuscada entre o delírio
De ser real e o delírio de estar na estrada certa.

Um longo caminho de ferro determinou o destino,
E mais uma vez quem desejava teve o desejo
Esquartejado por quatro quarteirões.

Um dia você pode pensar que pensava
Que esse era o melhor caminho a seguir,
Um dia talvez seja essa noite novamente,

Onde você terá que decidir se quer
Retornar ao caminho das lágrimas
Ou se quer caminhar por uma estrada
Que não seja uma linha determinada.

Quando As Vacas Viram Peixes

Posted: by Lux Alt in
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Era uma vez Mimosa, uma vaquinha nada especial,
Assim como nenhuma das suas companheiras
De cativeiro de fazenda de leite.)
Mimosa nasceu ali...
Não sabia de modo algum qual seria seu destino,Ou de onde vieram suas descendentes.
Um dia Mimosa resolveu parar de produzir leite,
Pois queria tentar produzir algo mais de sua vida para ela mesma. Isso culminou na transferência de sua casa para uma colônia de abate. Daí para um açougue.

Quem diria Mimosa esteve em uma festinha de aniversario,
Para criançinhas obesas num shopping. Mimosa dividiu-se em milhares de pedaçinhos
Misturada a muitos pedaçinhos de outras de suas colegas de infância. Em seguida da merda das criançinhas obesas,

Mimosa foi para rios que jamais imaginaria conhecer...
Mimosa se encontra agora em milhares de peixes num vasto mar.

Infelizmente só agora ela está livre.
Tentando não virar gatinhos.

Torres Do Futuro

Posted: 11 de dez de 2008 by Lux Alt in
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Depois de todos perderem suas mentes,
Terão perdido suas cabeças também;
E que não tenha sido por prazeres ou paixões...

Quando estiverem caminhando por mares de noites inconstantes,
Saberão que mais uma vida fluiu para o não existir.
E os caminhos mais inspirados cairão no desuso de ser futuro,
Pelo simples fado do futuro não importar.

Moldura Vazia

Posted: by Lux Alt in
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Que um dia se olhem no espelho
E vejam seus reflexos sangrados
Na agonia da perfeição virar cinzas.

Que um dia tudo o que foi belo um dia
Se torne reprovável pelo simples fato
De ter sido beleza falsa.

Que um dia todos sejam insuportavelmente
Imperfeitos com suas manias
De estética estatisticamente perfeita!

Que um dia sejam simplesmente um quadro
Abstrato de arte esquecidamente esquartejada.

Um Dia Depois Do Dia

Posted: 10 de dez de 2008 by Lux Alt in
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Um dia depois do dia,
Não sentiriam mais a sensação de futuro...
E tudo não mais teria sentido.
Se o dia fosse sentido como O Dia.

Um dia depois do dia,
Não mais sentiriam as lembranças desnecessárias,
E tudo não mais teria sentido.
Se um dia o dia fosse sentido como O Dia.

Um dia depois do dia não seria depois,
Se o único dia fosse O Dia! O Hoje!

Único Muro Do Horizonte

Posted: by Lux Alt in
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Além do horizonte, embora não lembre perfeitamente...
Eu encontrei um mundo novo e diferente.
Cheio de portas a se abrirem para novas construções de novidades.
Num paraíso de nuvens fofas de reflexão e realidades.

O que me disseram para desacreditar como surreal,
Era exatamente no que eu confiava por instinto natural...
E mesmo que não tocasse com tanta confiança nas paredes,
Os pés descalços sentiam o conforto do inesperado.

Além do horizonte pude ter a certeza
De que não há mais um horizonte só para se atravessar...
E sim todos os horizontes que se pode imaginar!
O único muro sempre foi e sempre será a imaginação!

Sistema Alimentar

Posted: by Lux Alt in
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Sentimos questões
Que não sabemos perguntar,
Calamos antes de sentir
O resto da dúvida.
Trancamos-nos em cascas milenares de pecado,
Esperando um dia sermos podados
Pelas serras elétricas da loucura.

E é na não razão que somos mais prósperos
Com nossas raízes,
Levando para flores do inconsciente
Nossa seiva bruta instintivamente libertária!

A Distância Das Lembranças

Posted: by Lux Alt in
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A distância me fez deslembrar
Tudo o que eu queria realmente
Dos tempos que não regressam mais.

Não mais sei se a chuva era realmente gélida,
Ou se a moléstia era pior do que se banhar
Com as lágrimas do atravessado.

É um longo caminho até a constatação do isolamento.
Mas algum dia acompanho as reminiscências
Que por estarem martelando não mais são livres.

A distância de você me faz ter a expectativa
De que não mais vou sentir muito sobre nada
Além da distância das lembranças.

Palavras Costuradas

Posted: by Lux Alt in
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É difícil de acreditar
Em algo verdadeiramente,
Quando juntos choramos
Por tantas mentiras.
É difícil ser realmente sincero,
Quando a mentira é mais fácil
De praticar e de se viver com ela.
Sinto muito,
Mas eu não sinto tanta vontade
De viver nessa farsa de mundo são.

Estranho Mundo Da Liberdade

Posted: by Lux Alt in
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Andamos sempre por caminhos obscuros.
Que ao fim não levam a tantos lugares luminosos,
Mas o delírio dos mundos estranhamente seguros,
Sempre mostra novas estradas para os corajosos.

E não importa se subimos ou descemos na realidade.
Se vamos à frente ou para trás.
A parada final é a premissa da liberdade!

O Que É Paradoxo?

Posted: by Lux Alt in
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O que é crime então para a custodia libertária?
Quem é considerado são tem postura contrária!
O que é loucura para quem condena manicômios?
Quem é considerado como ativo é na verdade anônimo...

Quem é você que tem medo de ser incoerente,
E termina inibindo o que realmente sente?
Quem é você que nunca sentiu o que é dor,
E grita categoricamente que a vida é caos, ódio e terror?

O que é moral então entre humanos instintivos,
Se desrespeitamos o espaço alheio sem o menor pudor...
Quem é você que expõe ser o mais coerente e ativo,
E está preso na vinculação libertária de instigador...

Quem é você? Só é mais um vivo sonhador...

Sem Rumo, Sem Peso, Sem Você

Posted: 29 de nov de 2008 by Lux Alt in
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Sem rumo,
Depois de uma martelada tão forte
Em minha bússola sensorial,
Sem peso,
Depois de uma sucessão vomitada
De lamentos e incertezas,
Se antes havia alguma espera,
Isso não mais é necessário
Depois de uma confirmação final.
E o final agora fica incerto
Depois de dada a liberdade do sentimento mais puro
Que se pode imaginar e almejar.
Obrigado, você me libertou com seu adeus!

Sem As Considerações Finais

Posted: by Lux Alt in
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Simplesmente preferia que tivesse acabado ao meu desejo,
Para não lamentar o que foge do meu controle real.
Não deveria ser acidente e sim suicídio por fraquejo.
Não perdôo a mim mesmo por ter deixado ser final.
Simplesmente não posso asilar tal consignação.
Lacradas as portas da percepção mortal,
Porque morrestes sem avisar e sem dar o último beijo?

O Que Sobrou De Nós

Posted: by Lux Alt in
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Podem-se esquecer o que tivemos concreto,
Construímos as idéias,
O resto é só resto.

As Melhores Fantasias

Posted: by Lux Alt in
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Agora até em minhas fantasias aparece carcaça...
Mas saiba que fostes a melhor parte de mim,
Não haverá tempo ou outro que desfaça.
Por um bom tempo bom fomos fogo sem fim,

Se tu soubeste o quanto te amei e calei,
Se tu soubestes o quanto me amou... Só eu sei.

Lembranças De Porcelana

Posted: by Lux Alt in
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As melhores recordações de se construir conceitos
Além de acepções acadêmicas dos sentidos do corpo e mente.
As melhores significações além de danos e defeitos,
Junção de práticas e teorias, desperto e dormente.

As melhores lembranças que se podem considerar puras,
Dos corpos juntos e suados ao raiar da aurora da realidade,
Das mentes juntas ao deitar das idéias de todas as culturas.
As melhores ilustrações das teorias de amor e liberdade.
E ao fim a verdade é só uma; além de todas as curas, o amor é a maior das torturas.

Desejo Amargo

Posted: by Lux Alt in
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Um desejo amargo palpita no íntimo,
O sabor necrosado é bombeado para todo cadáver.
A impotência impera perante os prazeres,
E tudo o que um dia foi flores murcha em desânimo.

Um desejo amargo de ter presenciado,
O fim dos sentimentos martela o pensamento.
Como ver a ultima imagem, o ultimo suspiro,
Para ter a certeza que ao instante final estavam juntos.

Um desejo amargo de se provar o fel e ferro nos lábios,
Não importa se não mais havia cabeça para segurar,
Mas ainda sobrava algum pedaço da carne para abraçar.
Não importam o que arrazoariam, sentir era o importante!

O desejo amargo é o mais egoísta e humano,
O de ter abarcado a morte juntamente seu amor.

A Causa Do Infortúnio

Posted: by Lux Alt in
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O infortúnio o corrompeu,
Cada vez parece mais significante. Por quê?
Relacionamentos sem real relação,
Confusão de sentimentos em contradição.

O casual. Um beijo, no bar. Um convite.
Uma saída somente.
Qual era o nome? Qual a idade?
Qual era a cor dos olhos?
Pelo menos lembra que usou preservativo não? Sim...
E o que preservou?
A vida sem grandes destinos!
Só pára aproveitar mais um pouco de tanto nada.

O infortúnio o assolou.
Não era novidade que não sentiria outra coisa,
Tanto abusou do assentimentalismo – não tão convicto.
Que a convivência mudou a ótica.
Saber o sobrenome, o signo,
Saber a cor da roupa íntima.
O que é casual causa algo quando se repete a causa.
Nojo? Asco? Prazer como o de masturbação...? Não.
Não queria era se preocupar com outrem,
E terminou se infelicitando.

De quê depende a satisfação em se estar sozinho agora?
Se quem é casual não deve ser reprise...
Que perfume procurar, se cada noite toma banho...
Em outra banheira. Banheiro. Piscina. Sauna. Chuveiro. Mar...
Porque ficou infeliz? Se a vida era casualidade...
Ah coincidência...
Caiu quando menos esperava na cama de um velho caso.
A razão do infortúnio de se estar vivo sozinho.

Terá Sido O Sentimento Mais Real Uma Miragem?

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Não há como se conformar
Com a possibilidade de não mais ver,
Não há como arquitetar que
Não mais teremos as estações
Mais simples e mais gratos de uma vida em companhia.
Não há como conjurar a idéia
De um sentimento tão real se findar
Ou cristalizar antes de desistir realmente.
Não há como ver sentido em a vida ser solitária afinal.
E como desconsiderar os fundamentos
Que alicerçamos um sobre o outro?
Não há como imaginar outro sentimento
Que seja mais real do que o que eu tive.
E agora fico a pensar se não foi só miragem da solidão.

A Dor Atrasada

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Soa patético ou cômico
Sentir algo tão forte depois de tanta analogia.
Mas como não sentir se todo esse tempo
Foi nutrida tal teratologia...

Parece estúpido ter perdido a razão
Depois de se professar desprendimento,
Mas qual a racionalidade de ser são,
Além das personalidades de questionamento?

Essa dor chega atrasada esmagadora,
Mas para conjurar-se em espinho infectado,
Que servirá de coleira esfoladora
No sentido de amor abandonado.

A Melhor Maré

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Não sei dizer se é a melhor hora pra lamentar
Ou sentir algo por quem de certo modo certo abandonei.
Não sei se meus sentimentos correspondem as minhas ações sem sentido.
E tudo o que tenho sentido ultimamente
Não tem feito muito sentido na ordem desordenada
De minhas idéias de sentimentos.

Todas as construções de idéias de paixão
Ou sentimentos parecidos tem se deformado
A seu bel prazer para tomarem formas de assombro.
Não sei dizer quando foi que deixei meu amor
Se transformar em algo tão vergonhoso de se olhar no espelho das memórias...
Mas sei que tudo poderia ser diferente se eu tivesse seguido outro caminho...
O teu caminho. Ou um nosso.

Não sei dizer se é a hora certa de ser romântico,
Mas sei que é a hora de sentir.

O Erro Da Primeira Pessoa

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Tudo entre nós teria sido tão simplificado,
Se a relação fosse só em primeira pessoa.
Eu teria feito toda a diferença do passado,
Tudo entre nós teria ficado numa boa se um só não tivesse amado.
O que vai um dia volta e o eco do Eu sempre ecoa.

Rasgando A Carta Do Esquecimento

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Não quero lembrar que poderia ter tido,
Uma paixão que fosse mais do que mortalha.
Não quero quebrar tudo o que foi querido,
É vão tentar apagar amor que queima em palha.

Não quero ver em outros tua meiga imagem,
É insão tentar lembrar o que foi negado.
Não quero ter outra essência que seja miragem,
Então não diga que é fácil ter ou ser amado.

Não quis queimar meu eu com uma decadência,
Por medo de escravizar o sentimento egoísta.
Não quis amar em poemas por temer dependência,
E inundei a mente com a incerteza como pior castigo.

Não quero não esquecer que eu não lembrei,
De tão forte a dor quebrou o ego de falso diamante.
Não quis admitir, mas agora preciso do abraço que neguei,
Não mais há quem conforte com sorriso de infante.
Não queria lembrar, mas eu sei
Que fui eu que desisti de ser amado amante.

A Efemeridade Dos Sentimentos

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O que considerar quando
As considerações que se esperava ter
Foram desconsideradas pelo atraso?

O que ponderar quando
O receio de extravasar as perspectivas,
Dilaceraram-se em soluços calados?

O que ter se todos os sentimentos mudaram,
Se tudo o que antes era sentido ficou sem sentido.
O que ser quando perdemos metade do que somos?

Quando O Sol Sumiu

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Houve um dia em que negamos a dor,
E os astros se distanciaram aos pólos.
Cada um em seu plano de frio e calor,
O luar não ascendeu nem transpôs os poros...

Houve um dia que não foi de eclipse,
O meu sol desapareceu por completo.
O frio dominou por um doce apocalipse,
E neste instante comprei do mais possível perto,
Como seria estar sozinho a sete palmos de concreto.

O Ralo Do Egocentrismo

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Enquanto o mundo morre em seca esturricada,
Caminho numa enchente de lama lacrimal.
Enquanto todos vêem o planeta esvair em caos,
O meu mundo se foi há oito estações.

O mundo parece ter uma rotação contrária agora,
Tenho ido contra esta correnteza insensata...
O mundo parece ter mergulhado em uma espiral,
E todos os sentidos sentidos se misturam a fezes.

Como o esgoto que desce pela boca-de-lobo,
Meu ego escorre para o ralo da solidão.

Os Sentimentos Por Caminhos Mortais

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Tenho visto no espelho a vicissitude
De se avessar as transparências,
E questionamentos me pairam as memórias:
Fui eu amado algum dia?
Existe amor de uma só parte?
Não que isso faça grande diferença no momento...
Mas saber que existem mais coisas entre o céu e aterra além de nosso amor,
Faz-me cair em catatonia...
E se existisse uma expressão capaz
De interpretar todos os sentimentos de uma única vez,
A descoberta e o lamento da despedida...
A lembrança dos lábios e a certeza de não mais tê-los.
Não sei se há, mas gostaria da possibilidade de ter amor.
Eu imaginava que só se amava uma vez,
E ainda estou acorrentado a tal imagem...
Também achava que morreria sem amar na vida,
Mas tenho certeza agora de que meu amor morreu antes de mim.

Flores De Despedida

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Talvez tenhamos trocado uma ou duas flores durante toda uma vida,
E agora não imagino como levar a teu encontro o perfume ou as pétalas.
Talvez tenhamos sentido mais nossa pele do que o resto do mundo,
E agora queria tanto dividir contigo minha visão do que é ser natural.
Talvez não tenhamos aproveitado tudo o que o mundo tinha a nos oferecer,
Ou talvez você tenha aproveitado mais do que eu tudo o que foi nosso amor.
Talvez eu precise mais de flores do que de corpos ou toques.
Ou talvez eu precise mais do teu corpo do que qualquer fúnebre flor.

Mas infelizmente assim como as flores nossos corpos também morrem.

O Luto Das palavras

Posted: by Lux Alt in
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A língua ferve para não queimar outras.
A saliva evapora assim como as lágrimas,
E não mais há nada a dizer ou a quem fazer,
O tempo consumiu o sentido dos significados.
As palavras finais caíram em luto,
Antes mesmo de saber-se o momento mais apropriado
De se dizer adeus.

Gravitação Na Prisão Do Sentimento

Posted: by Lux Alt in
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É inevitável tentar esconder
Ou negar que nos prendemos,
Para quem se considera libertário
E detentor de idéias tão puras,
Ter o amor como uma prisão
Seria mais vergonhoso do que admitir amar.

É extremamente desconfortável
Ter que ser algo além de você,
Para não se prender na torre das dores sentimentais.
Então,
Seria egoísmo demais cortar a própria mão
Para se livrar destas algemas?

Medo: Auto-Proteção

Posted: by Lux Alt in
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Não tenho medo de admitir que tive medo de seguir.
Quem poderia imaginar que tudo ficaria bem depois?
Não tenho medo de dizer que não quis
Amar outrem mais que eu mesmo.
Quem poderia imaginar
Que olhando no espelho hoje me odeie tanto...
Não tenho medo de aceitar
Que alguém salvou quem eu deixei,
Quem poderia saber que havia salvação
Para feridas tão necrosadas?
Não tenho medo de dizer que tenho medo ainda.
E que sinto mais medo de não encontrar mais o que temer.
Não tenho vergonha de dizer
Que temo não reencontrar algo tão grande
Como o medo de ficar sozinho para todo o resto sem você.

Mar De memórias

Posted: by Lux Alt in
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Por inúmeras vezes
Tenho pedido a mim mesmo
Para ser portador de alzheimer,
Esquecendo que poderia tudo
Ainda estar na incerteza de sonhar com um amanhã.

Por inúmeras vezes
Tenho me culpado pelo desplante
Ter mencionado sentir algo real,
Poderia ter deixado em memória,
De um verão adolescente que se esvai
Como a pele queimada depois da insolação.

Por inúmeras vezes,
Tenho tentado me livrar dessas reminiscências,
Buscando outras mentes para depositá-las,
Mas assim é que tomam mais vida...
E eu me afogo nesse memorial passado...

Por quantas vezes mais,
Terei que lembrar que poderia esquecer?

Doce Sonho Apocalíptico

Posted: by Lux Alt in
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Às vezes é melhor dormir do que sonhar,
E até constatar tal disparidade inconsciente,
Temos nos denunciado demais em crimes de pesadelo.

Às vezes é melhor ser um sonho do que real,
Mas para fazer parte das mentes alheias,
O que consideramos racional deve ser sonial.

Às vezes nos perguntamos qual o momento certo,
Para tentar despertar do que consideramos tão bom,
E ser mais do que o inconsciente pode ser...

Às vezes é melhor não ser mais real
Do que um breve sonho de verão.

Bebendo Vodka Para Lembrar A Consciência

Posted: by Lux Alt in
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Agora o que vou fazer de minha vida sem tua presença?
Quem usarei de comparação na minha infinita caça
Por um sentimento perfeito, além da convalescença?
Agora o que vou fazer de tantos momentos na praça?
Se nenhum momento vai se colacionar a essência
Daqueles dias e noites e madrugadas tão perfeitos?
O que farei eu com a amnésia em constante eminência
Se tudo parece esvair enquanto embriago tais efeitos...

O vazio está consumindo...
E enquanto os cientistas procuram formas de fortalecer a lembrança,
Eu gostaria de simplesmente diluir todo o passado em mais um copo de desesperança.

DeMentes Inc.

Posted: 25 de out de 2008 by Lux Alt in
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Esse projeto surgiu quando senti a necessidade de escrever algo sobre loucura, com maior profundidade e atenção, então surgiu o grupo DeMentes Inc., e seguindo uma tendência da época eu escrevia por heterônimos e em forma de letras de música. Cheguei a produzir vários álbuns de um monte de cantores imaginários. Acreditem ou não foi assim que passei a me interessar por escrever poesia.

Escrevi todo o CD de Julho de 2003 a Fevereiro de 2004. Portanto algumas das poeias que seguem hoje podem parecer batidas ou imaturas sei lah... Foi foda escrever 20 faixas com um único tema (DeMência), claro que com a perspectiva diferenciada e pessoal de cada personagem. Agora vejamos os componentes do DeMentes Inc.:
Cool-Color, D.Roll, Gold Mad, Silver Batty e Toy C

Então esses cinco loucos formam o DeMentes Inc. A maioria das poesias daqui foram utilizadas no DeMentes zine, só que com algumas mudanças, tipo corte de palavrões, ou até mesmo de músicas inteiras que não publiquei, como Yippie-Yi! que é uma solo de D.Roll falando da relação dele com seu progenitor; Mas talvez eu ainda as publique...quem sabe?

Talvez cada um tenha uma psicopatia que represente no fundo um pouco de cada personalidade minha... Mas quando sabe se temos personalidades demais ou coisas demais em uma personalidade?

DeMentes Intro

Posted: 24 de out de 2008 by Lux Alt in
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Olhe, sinta como nós sentimos esse mundo
Veja as cores que formam o plano de fundo
Mas tudo é tão belo, mesmo sendo imundo...
Tua mente pode vislumbrar um único segundo?

Viu? Não? Então perdeu, já era, passou a hora
Role por aí e tente sentir qual essência te devora
Existe um plano pra quando você for embora
Se acha que minha mente é louca, olhe-se agora!

Quem falou em loucura por aí?
Acho que ninguém é doente por aqui
Porque tiveram essa idéia? Cara, olhe ali!
Se minha mente é demente, eu te reconheci!

Quem quer sentir um pouco dessa mistura?
O que deixa minha alma totalmente segura
Sou um demente e sinceramente não há cura
Até porque minha mente está fechada, é dura...

Tudo o que falam de nós é pura conspiração
Tentam te iludir pra roubaram tua salvação
Tente prestar atenção na melodia e na canção
Quem é demente? Eu pelo menos não sinto com o coração...

Loucos? Onde?

Posted: 23 de out de 2008 by Lux Alt in
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Aqui! Ali! Parece que estão em todo lugar...
Aqui! Ali! Espero que essa doença não possa me pegar

Quem? Você é louco! Você é quem está vendo demais
Se está vendo coisas como Deus e Satanás...
Então, quem é que possui a mente mais incapaz?
A humanidade condena a loucura como deficiência
Tentando achar uma cura, recorrendo à ciência
Mas esquecem que a maioria dos cientistas tem essa essência
É lógico que condenam a lógica de pensamento individual
Para eles, a mente mais livre já é uma mente anormal
Sendo assim, veja a loucura como comportamento natural
Pois agimos por nossos impulsos sem pensar em sociedade
E por "quebrarmos" barreiras somos o lixo da humanidade?
Quem se importa com seus fúteis conceitos de moralidade?
Que se dane sua droga de identidade, eu tenho a liberdade

Quem sabe você pudesse conhecer a real mentira
Não diria a verdade, pois é o que realmente conspira
Mas saiba, Quem condena a loucura está na mira
Beba um pouco dessa essência veja como o mundo gira
Não falo de drogas, pois a realidade é o que pira!
Veja com nossos olhos, e saiba porque nossa mente delira
Se sentisse o que sentimos, acharia que sentimos ira
Mas é diferente, a realidade humana é o que inspira
Você deseja conhecer a loucura baby? Então se vira!!!

Refrão:
Loucos? Onde? Sinceramente não vi nenhum
Essa historia de ser demente já virou comum
Loucos? Onde? Somente em cartoon
Não falaria se conhecesse algum
Loucos? Onde? Loucos que mexem o bumbum?
É... talvez eu seja um...

Aqui! Ali! Parece que estão em todo lugar...
Ali! Aqui! Espero que essa demência não possa me pegar

Quem sabe você pudesse descobrir a salvação
Se tivesse um vislumbre, uma breve noção
Mas continua aí parado crendo em ressurreição
E eu quem tenho a mente em degeneração?
Sinto muito, é em vão, a realidade entra em contradição
Se não tomar uma posição quanto essa situação
Será um demente sem mente como essa "civilização"
Em decomposição, pois não seguem a inspiração
Que é o chamado real para o real de uma louca emoção!

Aqui! Ali! Parece que estão em todo lugar...
Ali! Aqui! Espero que essa demência não possa me pegar

Olhe! Quem é louco aqui senão você!?
Faz suas idiotices e nem sabe um lógico porque
Porque só você vê o que você acha que só você vê?
A loucura influi na visão, ou só dentro da mente?
Ei, o problema aqui é seu, só você sente o que diz que sente
A loucura não é passageira como gripe, é permanente!
Achou que ser louco seria legal como estar na moda?
A demência não precisa de voluntários para sua horda
E você ainda acha que o mundo é uma única roda
E há quem concorda, mas deve ter um bom argumento
Pois seria muito fácil ser um louco sem envolvimento
O real louco é aquele que não desperdiça nenhum momento
E sendo a loucura um tormento, morra e deixe de sofrimento

Aqui! Ali, parece que esses loucos estão em todo lugar
Ali! Aqui, parece que essa demência conseguiu me pegar
E agora? O que devo fazer para poder me curar?
Ah, a loucura não tem cura... Não tem como apagar...
Ah, então deixarei a corrente me levar para o infinito
Existem cores! E até um simples papel é bonito
Aqui sou meu próprio deus, e só eu mesmo me limito
Pois o limite é a imaginação que eu tanto vomito
Não falo de outro planeta, se foi o que deu a entender
Estou falando do limite da minha mente, meu poder
Tudo que só a imaginação de um louco poderia conceber
Talvez nem precisasse mais beber nem me esconder...
Mas esse seria um ato de brutal idiotice humana
Jamais colocaria a culpa de meus atos na minha mente insana
Pois o culpado seria eu e minha consciência mundana
Mas qual a conseqüência profana para minha mente sacana?

Arco-Íris

Posted: 22 de out de 2008 by Lux Alt in
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Cores...
Você consegue ver as cores pulsantes?
Estão presentes em todos os instantes
olhe que nem usei drogas inalantes
E ainda vejo até as mais ofuscantes...
E por quê? Porque eu necessito!!
sem as cores eu não me excito
E a visão comum não me limito...
olhe a cor daquele anjo de granito!
Você consegue penetrar em cada detalhe
Que normalmente seria omitido?
Então você é um louco reprimido!
Que não enxerga o poder contido
Como posso vê-lo?
E mesmo sendo noite ainda posso tê-lo!
A imaginação não me deixaria perdê-lo...

Refrão:
Eu posso vê-lo...
Você acha que é um reflexo
Mas não entende o real nexo
Eu posso vê-lo...
seu eu ficou perplexo?
Aposto que só sente orgasmo com o sexo...
Eu posso vê-lo...
olhe a frente seu dislexo!
Veja o que está em anexo
Você pode, pode vê-lo?
Eu posso... Eu posso vê-lo...

Fenômeno resultante da dispersão
Da luz solar na aquosa composição
De bolhas em suspensão no ar
o que mostra a real coloração
Desse mundo sem cor e brilho
Que com meus DeMentes compartilho
Quem não consegue ver eu humilho
E depois seu corpo eu empilho...
Pois quem não vê é descartável
Por mais que seja belo e amável
Quem não vê é imprestável!!
Que acha que a realidade é inalterável
Como posso vê-lo?
E mesmo sendo noite ainda posso tê-lo!
A imaginação não me deixaria perdê-lo...

Cores em todo lugar! No meu chá,
No jantar não há como apagar
Veja lá, veja cá... tente enxergar!
E louco por essas cores fico eu a vagar
Eu pareço vulgar por tentar ampliar minha visão ao me drogar?
Eu pareço vulgar por tentar ampliar minha visão ao me drogar?
Vá se danar! Fique a criticar sem conhecer
As cores que a realidade de um louco pode te entregar

Ah fique ai vendo em preto e branco
E eu vou dançar meu tango
Veja se seu cérebro pega no tranco...
Hahaha, sabia... mente de orangotango!!

Louco Amante

Posted: 21 de out de 2008 by Lux Alt in
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Uhh, amor? O que é isso? É alguma substância estranha?
Quem criou essa coisa? Qual louco cometeu loucura tamanha?
Ah, acho que sei quem foi... para mim foi o dono daquela aranha (67)
Venha, venha com os DeMentes e verá o que sua mente ganha!

O tempo passa e não consigo esquecer
Aquele momento que teu corpo fez-me aquecer
Parece idiotice falar de sentimentos que passaram
Mas foram tão fortes que os dias não apagaram
Foi louco? Mas admita, foi o mais real
O que você sentiu como o mais imoral, o imortal
O que faria você matar qualquer humano
Qualquer coisa que pudesse atrapalhar seu desejo insano!

Refrão:
Louco amante, louca mente, demente um instante
Louco amante desconhece o que sente e é excitante
Louco amante, louca mente, demente permanente
Louco amante, desconhece, mas é consciente do poder existente
Louco amante, demente, louco, insano eternamente!
Louco amante, permanentemente demente! DeMente...

Ahh, amor é um tipo de demência inexistente
Ahh, não há ninguém com inocência suficiente
Ahh, só ama quem é DeMente!

Oh sim, eu também sinto esse fatal desejo
Mas não podemos mais compartilhar o beijo
A loucura consumiu toda a realidade
E apagou conceitos de humana moralidade
Agora ao nos amarmos destruiríamos o padrões
Desse sistema acostumado a ilusões, falsas emoções
Por isso estamos aqui, exilados e condenados
Separados para sempre! Mas ainda assim somos DeMentes amados

Ohh, amor é um sentimento auto-suficiente
Ohh, não há humano totalmente consciente
Ohh, só ama quem é DeMente!

Quem foi louco o bastante pra conhecer o que é o amor?
Você diz que ama, mas só o que sentiu foi o calor (sexo)
O que fez qualquer um pode fazer sem muito ardor
E nem por isso vai ter amado, assim como não sentiu dor
Que está bem próxima ao sentimento mais impossível
Você acha que poderia amar? Isso é um desejo inconcebível
Só sendo louco você poderia sentir essa sensação indescritível
O que destorceria a realidade mental e é invisível
Você já chegou a esse nível? Pode negar tudo o que é mundano?
Pois o Verdadeiro Amor assemelha-se ao ódio mais inumano
Entende que esse seria o teu pecado mais profano? (LEECH)
Não é pecado 'amar', pecado é achar que é um amante insano
Pois só os insanos sabem o plano que te faria feliz
É claro que é o caminho para o amor que você sempre quis
Mas não pode ter, tua mente é incapaz, você mesmo diz...
O ,amor é proibido para você, demente sem mente infeliz
O amor comigo é só para quem conhece a realidade que eu fiz!

Eu posso sentir essa tua emoção
Não sei dizer se existe uma comparação
Realmente é igual a uma louca sensação
Amando não existe mais uma eventual criação
Só existe o amante, o resto não merece consideração
Com o Louco Amante, uma ligação! A mais demente combinação!

Ahh, amor é coisa insana, nem tente
Ahh, você nunca poderá senti-lo, nem invente
Ahh, só ama quem é DeMente!

Juntos podemos quebrar qualquer barreira
Não existe tempo, espaço ou fronteira
Posso sentir tua mente fundida à minha
Você pode ver o que eu vejo, juntos na mesma linha
Podemos mudar o mundo que nos rodeia
Nos amamos mutuamente e o mundo nos odeia
Só agora eu entendo o que você realmente sente
E agora eu compartilho a mente de DeMente!