Vida Lixo

Posted: 25 de dez de 2007 by Lux Alt in
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Lixo de vida desgraçada!
Mas quem seria realmente desgraçado(a),
O lixo ou a vida? Ou a mesmice do eu...

Quanto mais pensar na inconsistência
Mais concreta será a miséria...
Não há ninguém! A não ser um monte de lixo efêmero.

Aí jogada, a vida apodrece,
Não volta a natureza, não se transforma.
Não se recicla uma merda tão vã.
A relatividade do que é lixo não cabe,
A vitalidade é só um paradoxo desgostoso.
E sempre, sempre se produz +mais+ desgraça quando se é humano.

Obsoleto

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Ninguém vê mais como você vê o mundo...
Tudo se transformou enquanto você dormia,
Os crimes foram criados pela alienação coletiva,
A sociedade institucionalizou a consciência individual,
O que você pensa não é o que você pensa, é o que pensam...
Acha mesmo que você tem alguma individualidade? Não...
Você vendeu e comprou almas e salvações, até pela internet.
Quis subir e fazer descerem nessa merda de vida...
E ai está você preso em frente a televisão, babando...
Com sua refeição assassinada, consumindo violência e sexismo,
Tendo a certeza anunciada da desgraça humana.

Ninguém vê mais como você vê o mundo,
A tv deles é de tela plana; plasma; cristal líquido; totalmente digital!

Medo Irracional

Posted: 22 de dez de 2007 by Lux Alt in
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O medo da loucura não é a constante incógnita
Não é determinante nesse tempo de incertezas empíricas,
Ao redor da consciência destruída vive a tortura social.

O medo do desatino é irrelevante num hoje catalepsado.
Quer-se apenas exprimir os efeitos do reflexo paralelo à imagem,
Nunca haverá lugar seguro em sociedade instintiva.

O medo da insensatez não faz deixar a labuta insana,
Assim é todo o cotidiano perfumado a carniça cozida,
A imagem só parece mais cruel quando é consigo mesmo.

O medo do delírio é simplesmente egoísta e estatal...
Não é se vai atingir alguém ou o próprio espelho,
Mas o medo ao exílio solitário da erma exclusão...
Pois quem estará lá para dizer que não és mais são?

Sem Idéia Da Idéia

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Minha mente perdeu algo...

Não sei bem se era
De importância relevante,

A memória falhou e não sei quando.

Onde eu estava antes de estar aqui?
Como sei que falhou?

Como ainda sei por que questionar?

Esqueci...

Vida Fluida

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Se esperar demais pelas gotas
A espera acabará indo embora
Embora não importe quem espera
A efêmera ida do agora.
É mais estranho estranhar
Quando se vê o tempo de fora.

Se os ponteiros apontam
Um ponto ao fim da vivência,
É melhor correr por esse
Corredor escorregadio
De inconsciência,
Por mais que tenha certeza
Da incerta viscosa sobrevivência.
Se a vida parece dura demais
Liquide o conceito de essência!

Vítima Celerada

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O entendimento da incapacidade fez mais uma vítima,
É uma verdadeira merda... Infrene idéia de revolução...
Logo que percebemos o conceito de subversão,
Caímos no paradigma da impotência.
Somos humanos e não é tão simplório perceber
O tudo que significa ser esta droga viciosamente viciada.
Se o entendimento não chegasse a incapacidade,
Se ainda restasse na desgraça conceitual um motivo...
Porque correr tentando carregar corpos inanimados?
É melhor entender só o que pode ser fantasiado...
Fazendo da impotência um atributo ocupacional.


O entendimento da incapacidade fez mais um “poeta”.

Um Hoje (Opostos Reprise)

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Mesmo quando a saliva secar ainda gritarei,
Não por causas perdidas, afinal estou vivo agora!
O arame farpado não impede a passagem do pensamento
Não há como cortar as asas da voz livre.

A priori negando o estado de mercadoria do ego,
Meu eu é meu por tal já sou livre neste aspecto,
Mesmo que meu corpo seja escravo da matéria,
Não há como sangrar o âmago de uma real idéia!

Enquanto você procura uma ascensão do status,
Eu quero esse hoje para todos, só um hoje deliberado.
Enquanto você prende e consome vidas alheias,
Eu quero deixar de viver com pessoas como você!
E não importa até quando eu lute o meu hoje eu já consegui

Imaginarium

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Mesmo que a fome assole e a dor domine,
Haverá resistência da idéia, pois ainda há o imaginário,
Não conseguirão infectar a tal ponto a mente!

Mesmo que venha o frio e não haja recursos,
Haverá o resquício da idéia, pois ela aquece a alma,
Não exorcizarão a consciência mesmo não sendo a razão.

Mesmo que explodam os corpos e a vida (re)sistente,
Haverá ainda a figuração da idéia... Estará na história,
Não se pode apagar totalmente a memória pois há a imaginação!

Biografia

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Não há o que dizer se a boca foi costurada,
A essência esta envidraçada como perfume.
O que desejar ao meio da vida se o resto é nada?
Querer nos lábios um trago do veneno que se fume...

Não há o que ver se os olhos foram costurados,
Onde olhou, buscou a caça já enjaulada,
Talvez para não se culpar pelos erros calados,
O que não é imaginado não será realidade conjurada.

Não há o que ser se os ossos quebraram ao andar,
Lâminas rasgam a carne para um real retorno.
Sempre é mais fácil ser estuprado do que alcovitar,
O que o corpo sente nem sempre tem que ser morno.
Não há calor e o corpo congela com a nevasca do avatar,
Metamorfosiando para o nada estar sem físico ser contorno.

Tropeço Na Trama

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A queda foi maior do que a confiabilidade de subir degraus,
A queda fez a aspiração ficar esparramada no chão rachado...
A queda fez o céu parecer tão grande de baixo de todo caos...
A queda foi só a conseqüência da gravidade de estar acordado.

Única Certeza

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Nunca pude vislumbrar sua falsa fé,
Nenhum pecado me fez sentir culpa real.
Nunca dependi do aval de uma santa sé,
Nenhum templo pode prender a alma cerebral.
Nunca me ajoelhei à imagem da incerteza,
Nenhum mártir guiará meu instinto animal.
Nunca vi milagre senão a própria natureza,
Nenhum paraíso ou inferno será meu juízo final,
Afinal eu sou meu e não sigo seu livre arbítrio irracional
Sigo minha moral. Vivo pra mim, disso tenho certeza!

Sou O Avesso

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Sou a aberração do circo de horrores,
A chacota que incomoda a visão dos outros.
Sou a praga na plantação da pestilência,
E o alimento da revolta instigado pela alienação.

Sou o que machuca os conceitos de ética,
O arranhão no céu da boca cheia de ácido.
Sou o que nunca serão como o medo do reflexo,
Pois vidro não corta o cérebro duro de diamante.

Sou a destruição do cotidiano com o imediato,
O hedonismo sustentado pela certeza da desgraça,
Sou a distancia da relatividade física e emocional,
Não há tempo ou espaço para negar o eu à realidade.
Sou o eu agora, pois assim é a liberdade!

Tão Jovem

Posted: 21 de dez de 2007 by Lux Alt in
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A vida passa como um conta-gotas
Que não pegou líquido...
Seca como a imaginação
Do frio sudoríparo depois do sexo.
A vida é uma espera constante
Do ônibus para lugar nenhum,
Espera-se tanto e quando chega...
Está lotado.
Sendo assim nada mais a fazer
Senão encher o conta-gotas de gozo masturbático,
Para ter o que beber
Enquanto não vem uma carona mais desejada.

Ego-Ismo

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Ao que parece só agimos sob (re)pressão!
Como ter ódio pelo que é invisível e/ou omitido?
Parece um desejo alienado desejar sentir ódio, mas eu desejo...
E porque não odiar sem motivos? Só porque não dá prazer?
Simplesmente quero um ódio real, não somente letras de música...
Não usarei molotovs se tenho pirofobia...
É fácil ser revolucionário até do ego... Só em poesia...
Fizeram bem, não conseguimos sentir mais nada...
Somos o rebanho perfeito indo para o matadouro!
Quem discorda? Como? Você mudou o suficiente para ser alheio?

Ao que parece só agimos sob (re)pressão!
Não há conformismo se não há um sistema contrario,
Somos egoístas até com nossos sentidos e sentimentos.
De que resistência você fala? Você se sente realmente preso?
Nossa luta, ao que parece,
Resume-se única e exclusivamente a exercermos nosso ego, nosso prazer. Prazer!
Só sendo privados do prazer é que sentimos... Raivinha!?
Ao que parece só agimos sob (re)pressão do ego!

Grito Pós-Morte

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A lua reflete, o humano se repete a cada noite,
O planeta está se exaurindo em guerra, dor, fome...
O sol queima, o câncer consome e comem carniça.
Há o fim para todos, não se preocupe, isso é certo!
Não se culpe, a inconsciência e apatia foram coletivas,
A destruição trouxe o instantâneo prazer, todos sentiram!
Ninguém fez nada, ninguém chorou, nem pelos corpos...
O nada foi o maior movimento, a maior ação...
O mérito é todo nosso! Nós pedimos essa degeneração,
Todo o sangue derramando pelo egoísmo glorioso da danação...
Todas as vidas mastigadas numa alimentação ineficaz e assassina...
Ah humano maldito! E eu sou cúmplice por ter nascido assim.

Asquerosa reprodução

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Não há caminho quando se esquece as convicções.
Sustentabilidade nem mesmo de mentiras tradicionais
Querendo ou não tudo se acaba com as repetições,
Calamidade dentro do cinto de falsos racionais!

Não há vida além do distúrbio momentâneo do vazio...
Voracidade... Como se a instigação fosse mesmo selvagem.
Querendo mal ou bem não há quem não controle o cio,
A convivência com as máquinas faz refletir mecânica imagem,
Assim não há moral pra sacanagem nem fio de saliva pra linguagem.

Zôo Lógico

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Estou nu, arrancaram minha pele sem anestesia,
A dor adormeceu meus sentidos de realidade.
As grades estão frias, o chão está molhado.
Agora querem que eu mostre que sei pensar,
Tenho que me adaptar aos conceitos morais,
Que dizem que sou um ser inferior. Inferior!

Estou nu, fustigaram minha pele por prazer,
Sou a atração principal do condicionamento,
Tenho que ser um astro artificial como eles.
Agora, querem que eu mostre que sei dançar...
Tenho que ser o brinquedo de tal nazismo,
Que diz que estou aqui para ser escravo. Escravo!

Estou nu, roubaram minha pele por vaidade,
Visto com minha vida a futilidade dos modismos.
O sangue se esvai enquanto curtem meu couro...
Agora, querem-me desfilando em outros corpos,
Meu pelo não aquecerá almas tão socialmente glaciais
Que precisam de outras cascas para ser só cascas!

Estou nu, contaminaram minha pele e me drogaram,
Não sinto meus instintos naturais de animalidade
Que transformaram em meros insultos...
Agora não tenho consciência da insanidade ou ilusão,
Tenho que ser o teste pra essa confusa frustração,
Que diz que a razão é a cura para loucura,
E faz da minha vida uma prisão/tortura sem real finalidade.

Coincidência

Posted: 20 de dez de 2007 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Coincidência maior não poderia haver numa leitura,
Essa realidade tem dessas brincadeiras com o espaço...
Depois de finda A Metamorfose acordar da ruptura,
Com uma barata aos lábios com um beijo devasso.

Coincidência maior é ser tão semelhante ao inseto,
A vida em meio ao lixo vital e carniça da cultura.
A comparação é inevitável mesmo de tão perto,
Não há medo da infecção e sim do gosto peã doçura.

Coincidência de se nausear a ambigüidade fatal...
Quem mata ou morre senão o social veneno insano.
Não foi sonho nem pesadelo só um toque visceral.
Quem beija não pensa no que é moral ou profano,
Mas conhece a ilusão vital do que é a coincidência de ser humano,
Mortal.

Seu Pensamento É Social?

Posted: 5 de dez de 2007 by Lux Alt in
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A violência na criminalidade
Nas operações em nome de serpente
Trata a proibição de ações sociais
Em sentir prazer,
Ficam/deixam presos em constituição
Que tenta "libertar" seres
Inferiorizando o quociente
Num clima separatista de idéias infundadas.

Doença de sociedade
É prender-se em contaminada falsa coletividade.

Hoje Nuclear

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Se hoje o mundo fosse acabar,
Estaria mais inconformado do que nunca...
Não ouvi todas as músicas,
Nem terminei de ouvir aquela que me lembra algo
O que fazer ou deixar de fazer
Ao raiar de uma ultima aurora vespertina.

Se hoje eu pudesse dormiria antes
De não mais acordar para mais tarde,
Para poder ter a certeza de que não era sonho
O pesadelo que é o hoje,
Que o mundo no qual estou vivendo
Está mesmo se acabando.

Se hoje fosse o dia,
Não me importaria em não fazer nada de muito,
Do que tanto desejei,
Já que a realização não faria diferença considerável
Numa satisfação tão breve,
Se eu não teria com quem dividir tal momento.

Se o hoje viesse antes
De uma conscientização coletiva e auto-preservação,
A utopia teria se realizado
Em sua formatação mais crua, em sua encubação.
Pois o sentido de utopia ser utopia
É não passar além adiante acima em frente disso.

Quem se importa com um hoje numa utopia,
Se podem viver o hoje como sempre,
Quem se importa se só eu estou inconformado,
Se podem ignorar o que lamento...
Quem se importa com alguma coisa realmente real
Que passe da ilusão social?

Se hoje não sair de casa
Nem para ver se há na caixa do correio
Uma carta de despedida, não haverá problema,
Pois o anuncio do fim chegou,
Antes de qualquer tentativa
De uma lamentação ou consideração.

Não há problema se fui eu o único espectador...
De todos os hojes
Até nisso sou humano egoísta, e prefiro ter o solo triunfo!
Mas, se hoje pudesse sentir
Um único sentimento,
Mesmo que fosse doloroso
Como ter a pele corroída por explosão nuclear,
Continuaria sentindo a inconformidade de fazer parte da humanidade.

Fim De Primavera

Posted: by Lux Alt in
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Chegamos então ao jardim dos desejos impossivelmente realizáveis,
Mas as flores murcharam e caíram como o orvalho do pranto falso...
A lama de pétalas pode até dar um bom perfume, forte e doce...
Mas o jardim de nossas idéias faliu...

Caminhos Extremos

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Para onde iremos quando não mais restar
Um coração pra sentir-se mau?
Se os caminhos se entrelaçam
Sem materialização dum sonho tátil,
Não haverá lugar quando findar a procura
Pelo lugar mais perfeito.

O que faremos quando nossas cabeças doerem tanto
Ao ponto de rachar?
Se nossos corpos teimam em fazer da força,
A coroa deste planeta,
Não haverá o que governar
Quando a independência pensar por si.

O que seremos quando deixarmos
De ser egoístas e vivermos só pra nós?
Se é na solidão que consumimos
Nossos melhores crimes mortais...
Não haverá delito quando todos acharem justas
Suas causas individuais.

Então, que perguntar se não mais haverá alguém pra responder?

Borrões Imperfeitos

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Mais um sorriso bonito, como tantos passados.
E é uma pena que não possamos sorrir juntos...
Tenho saído demais do meu comportamento natural.
É como se passasse maior parte do tempo ausente,
Tendo apenas dois dias de mim por semana,
E olhe que metade desse tempo tenho que dormir...

Mais um corpo sem mente,
E é uma pena que nossos corpos não se adeqüem...
Não há como mesmo não sendo eu tanto tempo,
Conseguir me juntar com pessoas que são reais assim...
Realmente e pateticamente fúteis, estúpidas, mentecaptas...
As pessoas dizem que algum dia sentirei diferentemente...
Mas acho impossível...
Eu vi imperfeições demais nos borrões de Rorschach.