Atividade Diária

Posted: 29 de out de 2007 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Questione, questione, questione até o cérebro doer!
Então pode respirar e sentir-se respirado... Sentir-se-á vivo!
Quando questiona e é questionado com tal propósito,
Não há problemas em pensar diferentemente de todo o mundo,
Pelo menos já é diferente de quem não pensa absolutamente nada.

Nunca paremos de duvidar, agir e contestar a razão imposta,
E nunca sejamos sãos perante tal racionalidade!















É O Fim Do Mundo (Reprise)

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Chá de canela para o convite
Um cigarro depois da foda...
Depois de tal noite... Uma corda.

(...)

Como saber se foi a melhor ou a pior noite?
Pois quis parar o mundo em tal momento...
Muita felicidade? Ou insuportável infelicidade?
Só que o mundo acabou depois daquela noite...


Última Noite (Não Pare De Se Foder!)

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Cabeças vão rolar...
Das bonecas de vodu costuradas na pele,
Como casacos de animais.

Quem quis comprou os órgãos,
Infectou-se do prazer assassino.
Você é culpado pela dor!

Esta guerra é uma piada como gazes humanos,
Engraçada até sentir-se o odor podre...
È teu sangue... Irmão de merda!


foto by Alessandro Bavari

Apatia Refletida

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Para que não haja dúvidas, eu te digo,
Frente a um espelho pra não ofender.
Não mais te quero nem como amigo,
Nossas ideologias não hão de se entender,
E compreender prisão como prazer, pra mim é mais um castigo.

Para que saiba logo, eu não te odeio,
Digo olhando o teu reflexo para teres certeza.
Não quero sentimento tão puro pesando em meu seio,
E não importa quanta dor tenha ou beleza,
A tristeza de se desprezar tal ser só o deixa mais feio.

Não é tão simples como conversar por telepatia,
Não há sintonia! Desde o início a interferência veio...
É melhor partir o espelho ao meio, partindo assim nossa apatia.


foto by Alessandro Bavari

O Odor Da Arte

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Todo o tempo não passou de ilusão,
Não se pode tocar as cores.
Uma pintura manchada e perdida em fios de surrealidade,
Em breve será leiloada no mercado negro... Ou quem sabe...
Sé se sabe que ela representava perfeitamente a imperfeição.
A vontade de ter tantos braços para consumir tudo de todo o hedonismo,
Disponível tanto quanto recursos para realizar...
Todo desentendimento ignorado para não considerar...
Todo tempo ela estava lá como um cartaz no ponto de ônibus,
Esquecida, vista, incógnita, depredada, interessada...
Criatura tal. Apreciável ao ponto de não se ter preço,
Tanto inestimável por quanto estimável ao máximo... Tudo ou nada.

A certeza é só uma: a dita arte é como merda,
Às vezes se produz gás que serve de combustível.












foto by Alessandro Bavari

Pensamentos De Penumbra

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Em alguns momentos desta existência celerada, acabo dormindo acordado.
Estes malditos pensamentos me assolam como tempestade ácida,
Transformando os dias cinzentos em eternas noites de chumbo.
Não há só tédio e ou insônia! Não é só dor ou desalento...
É como se um ser de sombra, sem vida, sem cor tomasse meu eu.
Como se ao comer, nenhum sabor mais sentisse.
O paladar morre, a língua necrosa em anestesia.
Os dentes tornam-se objetos de demonstração,
Da decadência, ostentada num colar/coleira.
Estes malditos pensamentos tornam-me um ser inexpressivo,
Uma sombra num mar sombrio, no vórtice putrefato da humanidade.
Tenho me tornado vazio como um buraco de entropia.
Tão assemtimental quanto os fósseis do petróleo desses automóveis,
Que fazem o dia ficar ainda mais cinza,
E que com suas buzinas me despertam para a realidade de caos e de sombras,
Que é viver nessa cidade vazia de gente e cheia de penumbras.



Arbustos Do Consciente

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Pensando que nenhum pensamento pode fazer mal,
Você cai no engano maniqueísta de crise sociocultural.
Sentindo que nenhuma idéia pode destruir a mente,
Você cai no simplismo físico de que a força é mais potente.
Nem tudo funciona entre pecador e inocente, isso é real!
Ah se você pudesse ter por um momento meu consciente
Saberia que podemos fazer florir o que é coincidente conceitual,
Sentiria uma liberdade incontrolável ao abandonar conceito moral.

Agindo como engrenagem você um dia enferruja!
Sendo um produto na prateleira, um dia passa-se a validade.
Como uma maquina, seu interior será logo ultrapassado.
Você pode em seu conforto mecânico e tecnocrata achar que vive,
Mas eu prefiro arriscar florir, crescer ou padecer numa vida.
Qual fui um ser vivo espalhando o pólen do consciente livre!

foto by Alessandro Bavari

Prazerosa Dor

Posted: 27 de out de 2007 by Lux Alt in
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O sentimento de complemento é por demais perigoso e,
Percorre as veias apodrecidas para transportar o veneno
De quem simplesmente não se importou ao entupi-las.

Tudo, ou qualquer coisa se desmanchou em uma doença,
E não havia como evitar a devoção à dor, ao vício amoral.
A doença era mais um prazer a confortar a pobre vidinha medíocre.

Disse que sentia uma dor só para chamar a importância, o prazer!
Disse que era feliz mesmo assim, que as lágrimas eram alegria...
Mas todos sabem que ninguém é feliz quando faz questão de dizer.
O caminho é só dor e não há masoquista que a agüente eternamente.












foto by Alessandro Bavari

Tempestade Debaixo Da Cama

Posted: 26 de out de 2007 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Os peixes de memória prazerosa secaram com o sal do mar que foram postos e expostos ap sol. Sem resposta de tal exposição, a exumação de uma dita paixão não correspondeu à dádiva não-divina de ter um Alguém.

O convite fora definitivamente recusado depois que foi humilhado ao amante. Uma mancha de sangue escorreu no olhar, e fez manchar como uma digital o papel do convite. De um casamento? Por um elo... Não um elo comum. Não como um amante dos que se usa a palavra amor para fazer traição a alguém. Amante de poder amar sem questionar onde seu eu acaba e onde começa o eu do amante.

Não sabia bem o que queria dizer nenhuma das palavras proferidas debaixo daquela cama escura, mas sabia o que cada expressão representada que os lábios diziam.
Poderia ter completado ali toda a conquista das palavras não ditas, mas optou por calar com os lábios nos outros, o que consideraria amor.
Tão difícil conversar o contexto de um sentimento inexplicável... Tão simples deixar sem mencionar. Porque forçar o inevitável?

As poesias de um possível resplendor romântico caíram perante os alfinetes enferrujados que rastreavam o caminho da saída do quarto.
Era pra ter permanecido ali debaixo... Junto, contando as estrelas no céu da boca. Martelando o silêncio na bigorna do ouvido.

A saída deste mundo tão cinzento dependia apenas de uma mínima humilhação. Por que tão difícil é se resignar a uma moral qual diz não respeitar ou honrar?
Porque resistir se nem honra consideraria ter? Era pra simplesmente ter revelado a relva de vislumbrar o que é o paraíso colorido.
Era só não ter mencionado amar.



A Conspiração Do Reflexo

Posted: 25 de out de 2007 by Lux Alt in
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Se alguém já foi um pássaro entre nós talvez não tenha sido eu.
Prendi-me demais a tuas arapucas e armadilhas complexas.
Algemei minhas penas por ter pena de pessoas como você.
Minha liberdade ficou nas expectativas de sensações dislexas.

Se alguém teve a alegria de ser criança entre nós, não fui eu.
Fui forçado a ter a responsabilidade de responder por nós dois,
Arraiguei-me ao teu ombro pra te proteger de você mesmo.
E minha infância foi amargada pelo olhar adulto do que sois.

Foi minha culpa deixar tudo como queriam tuas engrenagens,
Antes do amanhecer os cisnes cantaram aos meus ouvidos alados,
Mesmo sabendo que cisnes preferem dançar a cantar,
Foi você quem insistiu que a música persistisse enquanto dormíamos.
Nós ignoramos toda a melodia que nos convidava de volta a dança.
Mofamos em nosso relacionamento de insana desesperança.


foto by Alessandro Bavari

O Que Os Opostos Querem

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Enquanto você se pergunta para onde vai depois da vida,
Eu vou aproveitando todo êxtase sem questionar o amanhã.
Enquanto você quer estabilidade e ascensão garantida,
Eu quero não saber o que vou comer no café da manhã...

Enquanto você se incomoda se fezes caninas sujam a sua rua,
Eu desprezo a ordem de suas urbes devastadoras!
Enquanto você se esconde debaixo de sua moral nua,
Eu só quero que os cães defequem rodando em suas idéias censoras.

Enquanto você torna-se massa a ser cozinhada em lama,
Eu tempero os conceitos com o sal de meu suor orgástico
Enquanto você faz questão de saber quem tenho em cama,
Eu deito em chão e em mesas entre o que é real e fantástico.

Enquanto você só quer voltar amar e saber quem vos ama,
Eu quero esquecer que você caiu em uma frívola chama de plástico...



Sentimento De Expansionismo Derrotado

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Infelizmente sinto, que daqui pra frente as fronteiras serão lacradas...
Não haverá como exercer a liberdade das línguas sem nação.
Infelizmente sinto que dos frívolos prazeres nos privarão...
Não mais teremos como não ter terra nesse mundo-poço...
É tarde pra conquistar reinos do horizonte sem tal razão.


foto by Alessandro Bavari

Adubo Consciente

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Percorrendo campos sem refletir numa distância,
A vida passa mais instintivamente pela ausência de ânsia.
Por tal a idéia é enterrar o juízo que tem uma real importância.

Buscando debaixo da terra um lugar aconchegante,
Se sente que o conforto não é mais uma questão relevante.
Sempre haverá quem ou o que consuma nosso corpo e mente,
Os vermes... Vermes do inconsciente...


Foto by Alessandro Bavari

Intrusos Antropófagos

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Não adianta arriscar escapar, jazemos presos,
As máscaras de nossos aforismos e comportamento.
E por mais que tentemos nos entreter dando-nos flores,
Nada mudará realmente... Somos canibais sociais...
O inferno continuará a incendiar nossas carnes marcadas.

Não há como extrair da cabeça as grades de gusa,
As costelas de ferro perfuram a pseudo-integridade,
E por mais que se espere a primavera cair em verão,
Nada mudará com o calor... Nem focinheiras impedirão.
A terra continuará sendo este lugar inóspito para nós intrusos.
As flores murcharão somente... Malditos intrusos devastadores!




Um Pedaço De Coração

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A pulsação marcada não corresponde à mente,
Assim quem tenta ser real cai onde mais desespera.
A gordura entupiu os conceitos do algoz inocente,
Assim o bem/mal se diluiu na artéria em espera.

A fatalidade cansou de se abster de suas vontades,
Assim quão a relação com o orgulho de ser profano.
A certeza foi à confissão sem meias verdades,
Assim não adiantou sonhar paixão ao órgão insano.

A entonação da cantiga ruiu destruindo o sentido,
Assim qualquer audição não seria capaz de ouvir.
A constatação de uma deficiência – o coração partido,
Assim não mais poderia fingir sentir o que ouviu sentir.

Os olhos não mais distinguem com lágrimas mão ou pé,
Por ter tomado em lábios venenosos o sangue do que é fé,
E é esta insanidade em tubos venosos que faz do coração o que é.

Olhando De Cima Do Penhasco

Posted: 19 de out de 2007 by Lux Alt in
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Sempre desejando o prazer da ascensão instantânea,
Sem nem questionar como ascender ou descer... É a vida!
Sempre evitando golpes que rompem emoção momentânea,
Sem saber que a dor é o que mais faz crescer o corpo e a mente.

É assim,
A vida é um pendulo numa espada sangrada e enferrujada,
Não adianta polir, sempre estará para cortar mais uma cabeça...

A Inconstância Da Consciência

Posted: 16 de out de 2007 by Lux Alt in
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A tristeza manchou as pétalas da arrogância,
E mesmo achando que poderia ter força suficiente,
A certeza da solidão foi dada desde a infância...
Não mais adianta construir labirintos do consciente.
Esteja ciente de que sua ânsia de ser DeMente
Fez-te impotente perante essa vida de inconstância!

Frágil Flor

Posted: 9 de out de 2007 by Lux Alt in
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Os ventos têm uivado incansavelmente. Não importa as pétalas,
Sempre cairão mais lágrimas do que o orvalho das idéias.
E mesmo as tentativas mais frenéticas de se pensar em algo,
Tudo termina em sonho despetalado.
Sem adubo, as raízes atrofiam não mais tendo para onde ir.
Sem água, as flores não virão para poder caírem ao vento incansável.

Gravitação

Posted: 5 de out de 2007 by Lux Alt in
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Não há mais quem diga
Que é tempo de agir!
Não há uma coletividade abrasiva
Na companhia da solitária dor.
Os fios caem como a chuva de verão tão esperada.
A consciência da dor não passa
Por maior o numero de analgésicos,

É ardente a dor da inutilidade.
E o tempo não tem perdoado.
O orgulho é uma decepção sem razão nesta selva cinza,
E de nada adianta agradecer a desvida que tem,
Pois é assim que continuará...
Desvivendo em seus dejetos,
Inapropriados a essa social realidade!

Lábios De Vidro

Posted: by Lux Alt in
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Os lábios cravados num vidro doce
Prendendo-se na perdição de elogios falsos,
Mesmo sabendo-se que pronunciar-se “falsos elogios” seria melhor.
Por isso os lábios estão ainda secos,
Mesmo sentindo o frio escaldante desse tal vidro falso.

Apague A Repetição

Posted: by Lux Alt in
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Era como esperavam que a vida fosse: insuportável.
Era como a sala se fechando com suas paredes massacrantes,
E ao mudar a mente de nada adiantava,
A resposta ainda era a dúvida...

Era como querer que o mar voltasse a banhar a alma,
Era como se algum dia tivesse sido possuído por uma,
E ao crer em tal percepção de irreal,
Tal fenômeno esvaia-se no ar.

Então é como apagar o que nunca aconteceu,
Mesmo tendo se repetido a idéia de um ideal onírico.
A repetição é uma realidade, nem que seja de repetições.
Foi apagada mais uma vida.

Orgulho Sem Cabeça

Posted: 2 de out de 2007 by Lux Alt in
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Num acorde sangrento
Do que poderia ser a ilusão do segredo,
As lagrimas banharam a noite
E lavaram as idéias de maniqueísmo,
Perdendo prazerosamente o controle
Para uma intimidade divina,
Mesmo nunca tendo se acreditado,
Nem por um instante na existência de Alguém.

Pés Sujos

Posted: by Lux Alt in
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Por mais que tente ser alguma alegria,
Não há como apagar os poucos momentos
Nos quais tivemos os mais profundos desenganos.

Por mais que eu seja rancoroso como digo,
Não relembrarei para sempre uma dor não possuída.
Não foi minha a escolha da não-ida. Você se sujou
Com a lama de suas próprias idéias de renovação