Carta Do Esquecimento

Posted: 27 de set de 2007 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Não quero lembrar que podes ter morrido,
Paixão morta ganha força exacerbada.
Não quero quebrar o que já foi mentido,
É vão sonhar manha de dor realizada.

Não quero ver em outros tua doce ótica,
É insão tentar retomar a inocência ignorada.
Não quero ser outra essência senão diabólica,
Então não teime tomar minha piedade negada.

Não quero queimar meu eu com tua decadência,
Escravidão sentimental não mais comigo.
Não quero amar em poemas tua demência,
É invasão mental ter a incerteza de castigo.

Não quero não esquecer que não lembro,
De tão forte, quebrei meu próprio ego cristalino.
Não quero carecer do teu abraço de ópio no setembro.
Não me conforte sóbrio sorriso de divino,
Até porque é obvio que esqueci que já usei “não lembro”.

Um Homem

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Eu preciso de um homem, tão homem quanto eu.
Que seja tão doce, salgado, cítrico quanto eu.
Eu preciso de um homem, tão mulher quanto eu,
Que seja tão sexy, duro, forte fraco quanto eu.
Eu preciso de um homem para me abraçar e dormir comigo.
Que me complete, me sugue e vaporize minha mente.
Eu preciso de um homem que seja Eu.

Bipolar

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Oscilação constante de humor faz parecer um clone,
Patrono dum caminho ao tempo certo como o ciclone.
Da queda da tristeza ao calor verve da paixão.
Alegria momentânea não se pode ocultar com não.
Por tal quando cai a consciência torna-se amargo,
Cai também a dor. Não faça sentir-se bem com afago...
Se a inveja faz sofrer, quebre a barreira do objeto,
Fuja em busca duma realidade de caminho certo,
Faça criar trincheiras nas mãos da vida morta.
Sabes que os elogios são falsos como o que conforta.
Ninguém conhece o Alguém só teu.
Você é herege por se deixar morrer por um falso Prometeu.

Mistério Miserável

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Sem um mísero raio de Sol a aquecer,
Como desejar tocar em fios de ouro novamente?
Jogaram-se às pedras para sentir prazer,
De três a seis segundos deformar a mente.

Além da imagem doce existe ainda o pecado,
Mudou desde a própria consciência entrópica,
Fumou em seios de lamúria do amor acabado,
De seis a dez segundos criou a paixão mais utópica.

Seu desejo mais interno é ser estuprado,
Por alguém qual seja o amante eterno.
Seu maior prazer é ser o real mais deturpado,
Por necessitar sair da realidade de inverno,
Pois seu eu ficou do lado escuro da luz só pra ser amado.

Medo

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Tenho medo jamais anunciado por heterônimos,
Mas busco uma razão utópica pra não desatinar.
Em questionamentos sobre a própria loucura,
Quem estará lá para dizer que fiquei insano?

Tenho medo de terminar o nada sem nada,
Sem ter buscado ou deixado chegar a uma flama.
A perfeição passou longe demais das circunstancias,
No momento só preciso de Alguém sem consciência.

Tenho medo de esquecer que nunca tive nada pra guardar,
E tenho medo de fazer do paradoxo a razão pra acordar.

Suspiros

Posted: 25 de set de 2007 by Lux Alt in
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O mundo está repleto de sofistas,
Todos acham que este é o único caminho...
Ninguém vê na inferência as reais conquistas,
O mundo está quebrado no seu redemoinho.

É lamentável ter chegado à arrogância,
Todos se contentam com o infortúnio do existir.
Ninguém sente o sentido de sentir a ignorância.
O mundo é mais sábio, pois se faz destruir.

Das entranhas da terra amargam a vida,
Mesmo desconhecendo a resposta para ela.
Das perguntas cabais o fim é a comida.
Mesmo o estomago cheio, a mente ainda é magrela.
O mundo assim prefere: consciência esquecida numa suja cela.

Reflexo Duvidoso

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Sem a relação sexual, pra quê ter espelho?
Sem a mentira conceitual, pra quê ser real?
Depois da solidão o resto é o triunfo social.
Depois do suicídio não adianta nenhum conselho.

Nas gotículas supuradas da hibrida mente,
Encontrar realidades paralelas.
Sem crença, descrença ou dogma.
Amanhã...
Como o ultimo dia ou noite na terra,
O refúgio do tempo.

Sem a saliva, pra quê comer a vagina?
Sem o sêmen infectado, pra quê preservativo?
Depois da humilhação é tão sincero ao ser passivo..
Depois da película do submundo do resto da cocaína,
Vai gritar a existência para ser um motivo.

Espirro Solúvel

Posted: 23 de set de 2007 by Lux Alt in
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Os sussurros de esperança da resposta da vitalidade,
Faz os dias mais simplórios tornarem-se quimeras.
Os prazeres aditivados pela falta de sustentabilidade,
Transforma inocência das mazelas em poesias meras.

Sem objetivo, a solução é a única tentativa de homicídio.
Sem ter quem perdoar a duvida incisiva rasga-se.
Sem papeis para ablução a jeito é lavar o desperdício.
Sem saber quem gozou o que resta engasga-se.
Sem sonhos de realização, amarga-se o grafocídio.

Declaração Da Derrota

Posted: 20 de set de 2007 by Lux Alt in
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Depois de milênios tu chegas e me pergunta:
“O que houve em tua existência até então?”
Eu simplesmente declaro desistência – nem sim nem não.
Derrotemos a derrota antes mesmo da tentativa.
Sem insistência, a cabeça não agüenta.
Custa a angústia de lamentar,
Por não ter tentado vomitar.
A garganta sufoca de o nada ser.
Nunca tentar crer ou lamentar não ter tido crença.
Delinear uma falsa declaração de amor.
Falsa vida, vida falsa.
Tanto quanto os amores idealizados.
Depois de milênios venha me ver...
Isso se não tiveres te jogado em pedras,
E nelas tenha se deteriorado por outra paixão.

Fantasia do Porvir

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Ameaças em tom de chantagem
Mudam a nebulosa ao olhar de piedade.
Agora está finalizada a ignorância,
Algum dia quem sabe, sejas verdade.

Lágrimas de prazer delirantes,
Abraçam corpos de inoperância
Algemando-se a inatividades constantes.
Algum dia quem sabe, tenhas consciência.

Chega de lamentos infundados!
Chega de beijos falsificados!
Chega de amores fantasiados!

Amigos De Pelúcia

Posted: 19 de set de 2007 by Lux Alt in
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Eu poderia ver algum lado bom nesta traição,
Mas infelizmente sou por demais rancoroso...
Era só não deixar sentir algo por alguém.
Ah alguém maldito que corrompeu meus conceitos.
Deixando cair um véu de trevas luminosas e pegajosas.

Eu poderia ter cedido também a corrupção.
Mas simplesmente sou puro para meu conceito.
Era só não entender o que é atraso de outrem.
Ah outrem maldito que desconsidera a afeição.
Foi por esperar por quem eu prezo que criei teias de aranha na mente.

Descrença

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Acredita-se finalmente num sol negro como a madrugada,
O dia de trevas, o descanso ao chão tão confortável,
Beija-se a terra para ter a certeza da fantasia realizada.
Porque vemos essas estrelas como gotas de tinta potável
O porquê seria mais simples se a consciência fosse domável.

Acredita-se finalmente que a lua não apaga ao mar,
Como um espelho, sempre se reflete a imperfeição.
Lambe-se o olho pra lacrimejar a angustia de não tentar.
Porque desistimos a primeira amostra de rejeição.
Mesmo o porquê sendo uma paixão sem imaginação.
Então, acreditamos que é melhor não crer se nunca amar!

Presente De Chronos

Posted: by Lux Alt in
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Olhando para o hoje, revejo conceitos.
Tão revisados por esta mente inconformada.
É da natureza humana desabafar, expandir o íntimo,
Talvez só pra não explodir a própria mente.

Promessas de um improvável amanhã,
Faz a engrenagem irracional crer infinito.
Olhando para o hoje, cego os olhos com o nada,
O espelho corta trincheiras na face destroçada...
Quanto tempo se passou na genética da inoperância?
O que faço é para o amanhã...
Então é porque ainda teimo olhando o hoje?
Acho que só pra ter uma certeza de qual linha temporal
Estou nadando contra: O hoje, o presente.
O presente que só terei a honra de abrir
Depois de fecharem o meu caixão!

Imitação Da Vida Real

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Agradeçamos a nossa liberdade de expressão!
A nossa liberdade de pensamento individual!
Agradeçamos a nossa liberdade de emoção!
E não termos que nos resignar a uma falsa moral!

Agradeçamos a quem? Somos o Topo da cadeia animal...
O resto é resto e alimentação... Não? Não...
Ah como mudastes rápido tua liberdade conceitual...

Caleidoscópio

Posted: 14 de set de 2007 by Lux Alt in
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Sombras caem e quebram-me a sanidade da coerência
Procurando uma saída para uma outra consciência.
Oportunidades e companhias pra convívio lúbrico,
Sim.. Onde o sol nunca apaga o real lúdico.
Mesmo quando as veias murcham da afetiva necrose,
O passado, mesmo insólito se concretiza em overdose.
Tambores clamam de lamúria a constatação,
Mas pela razão mais consciente e natural: Tentação.
Insinuar que paixão é inolvidável
Faz a memória carregar o fardo de ser ingovernável,
E axioma ao fato de se esquecer o que é a dor amável.

Sem Ego Parte 2

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Sem elogios se procuramos a imperfeição.
Sem paixões se acreditamos em salvação.
Sem toques se a consciência não tem afeição.
Sem aplausos se não participamos da oblação.
Sem almoço se não posso ter teu corpo na refeição!
Sem idade se teu ego é tão novo quanto a criação.

Aziago

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Num murmúrio humilde, revelou-se a falsidade ideológica,
Ao toque vicioso o olhar mudou a cura patológica.
Com semblante traidor acabou antes de a aurora cair,
Ao eclipse da surrealidade definhou o que estava por vir.

Nunca fora prometida nenhuma dádiva senão a omissão,
Ao cair dos fios dourados, cai também a expressão.
Antes de incisiva audácia infantil e vital viciosa...
Mas o vicio consumiu a prudência da honra ociosa.

Mensagens desesperadas para um abraço não cabem,
Admitisse que tuas drogas são minhas e de mim sabem
Atitude patética, porém corajosamente impiedosa,
Ao admitir ter chegado ao ápice da depressão amorosa.

Aziago de paixão para o verão funesto.
Aziago de falsa emoção... Cansaço de ficar com o resto do resto.

Phil – A Vaidade É Um Reflexo

Posted: 6 de set de 2007 by Lux Alt in
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Um barulho surdo fez com que Phil despertasse de um sonho ardente que estava tendo com seu antigo companheiro e mentor Alex. Abriu custosamente os olhos e não encontrou seu irmão na cama ao lado, em seu quarto. Não era manhã nem noite. A luz estava fraca e trêmula. Não podia se distinguir que horas eram exatamente. Isso fez com que Phil se atentasse ainda mais se erguendo, pois se era algo que ele estava totalmente familiarizado atualmente era com o tempo e a certeza dele a qualquer momento em qualquer lugar.

Estava descalço vestindo apenas com um calção florido azul. Sentiu ligeiro frio, mas ignorou e levantou-se a procura da origem do som que o despertara. Nem seu irmão mais novo nem sua mãe estavam em seu apartamento. Por um curto momento Phil sentiu-se aliviado por estar novamente sozinho em sua casa, contudo sentiu uma presença alarmante vir do andar de baixo. Quando chegou a sala das maquinas de fliperama todas as telas exibiam imagens do irmão de Phil numa vereda escura. Este corria como se fugindo de sombras incertas. Phil pôs-se a correr em direção da saída, para a rua. Como se soubesse onde ficava localizada aquela vereda.

Não havia ninguém, como se fosse uma fria madrugada de inverno. Foi então que Phil teve a certeza de que algo estava muito tortuoso. Era pleno verão! Não havia a mínima possibilidade de estar fazendo todo o frio que fazia com que o rapaz tremesse os lábios. As ruas estavam molhadas, e por um instante viu no chão um reflexo que não correspondia ao que deveria refletir. Ele não conseguiu vislumbrar o corpo que havia conquistado mutar depois de ter controle dos conceitos e padrões de vida e vitalidade. Isso lhe trouxe uma angustia devastadora. Ao mesmo momento dessa percepção as calçadas diluíram-se num conceito encharcado enquanto ele escorregava para encontrar um mundo parecido com as imagens que vira no fliperama, mas diferente das idéias de conjurações simplórias mundanas e de bolhas de realidades oníricas.

Era o reflexo do mundo que ele conhecia como real. Uma floresta mergulhada na penumbra do que fora aquela cidade. Era a reflexão do chão molhado. O jovem sentiu-se débil diante de tal sucção.

Phil tentou se levantar, mas sentiu um peso contra suas costas nuas. Seguramente era um pé descalço. Tentou virar a cabeça para olhar quem tentava contra ele, mas uma força o impediu. Ele viu uma figura incerta refletida, numa sombra macabra. Não conseguiu unir forças de pensamento para combater a idéia de que estava em apuros e em breve estaria em pânico. Até que ouviu uma voz metálica e andrógina chegar-lhe aos ouvidos, ao mesmo momento esta voz lhe pareceu de algum modo íntima.
— Você tem sido muito vaidoso Phil... Só tem olhado suas aspirações de ascensão. Tanto que não percebeu os significantes sinais de despertar de teu irmão.

Phil sofreu um choque. Sim ele havia percebido alguns signos de um possível despertar, mas jamais que seria responsável de algum modo por esse fato.
— Sim seu arrogante! Você é responsável! — A figura estava lendo pensamentos dele. Phil achou isso ultrajante!

— Quem é você? E onde estou?
— Está vendo? Você só se preocupa com as próprias idéias... Você viu que seu irmão estava em perigo... Eu sou um ser interessado nas possibilidades de realidade e sonhar de teu irmão. Mas saiba tão logo que não sou o único. Não mesmo... Os tecnocratas também o procuram... E Os do Caos.

Assim que o tal ser especificou não ser nem um tecnomante nem um caótico, veio-lhe o impacto do que o ser que se atrevia a lhe aprisionar era um artífice das sombras. Um decaído! Um moldador de vontades baseadas no puro mal.

A ponta de um guarda-chuva tocou o rosto de Phil. Que lentamente foi sendo erguido. E foi posto de frente aquela figura indecifrável de sombra, que deixava ser vista somente como se a cabeça do outro estivesse sempre sendo posta para baixo. Via-se apenas um brilho fosco avermelhado vindo de onde estriam os olhos da criatura.
Phil sempre havia sido alertado de que tais magos não devem ser enfrentados, não se você estiver sozinho. Porém não havia como nem para onde correr naquele instante.

— Não tema. Não o estou censurando por sua vaidade. Na verdade é totalmente o contrário. Enquanto os outros perseguem teu irmãozinho indefeso que não deixa de ter o seu devido valor, eu quero você! Este é um convite. Uma proposta. Posso fazer com que nenhum dos outros toque teu familiar e com que ele jamais desperte para esta realidade que você tem conhecimento, e que sabe que é perigosa. Mas em troca terás que me acompanhar por uma jornada.

Phil sabia que tal ser não blefaria assim. E tranqüilizava-se agora também que tinha certeza de que não haveria um embate físico, pelo simples fato de não haver comparação de vontade. O outro queria a vontade de Phil, não um prélio. Sabia também que uma jornada com esse ser significava uma desistência de si para servir a algo maior. Não era nisso que ele queria pensar no momento. Phil pensou em seu irmão antes. E sem pensar em mais nada aceitou uma possibilidade de aceitar a troca. Sentiu os pés tocarem a lama do chão.

— Qual é teu nome?
— Sou tua penumbra vaidosa. O orgulho que reflete tua decisão de estar acima de quem te importa... Hahaha...
— Qual teu nome? — Phil repetiu aumentando o tom de voz.
Um brilho vacilou na face da criatura e o outro reconheceu Alex; quando ouviu novamente um ruído surdo. Phil tentou se virar para o lado de aonde vinha o som quando despertou novamente com seu irmão lhe empurrando.
Ele sorriu somente e abraçou o garoto antes de dizer nada. Lá fora caia uma forte chuva de verão.




Sobre a Imagem Literária:

O post acima faz parte de um “projeto” no qual um conjunto de escritores se juntou com objetivos “secretos” (talvez dominar o mundo). E produzimos tendo como inspiração básica uma imagem proposta por um destes escritores. Este foi meu conto. Espero que curtam. Esta imagem foi proposta por mim. A proxima eh de Elvis.

E os contos continuammmmm. Não deixem de conferir!
Outro conto baseado na mesma imagem do reflexo na agua:

Elvis: http://www.fotolog.com/fanzineragnarok

Quem mais? Quem mais?

Empurre A Imaginação!

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Por mais que eu tente
Não vem neste ar a imaginação
Da qual necessito pra ter a certeza
De que não devo esperar nada certamente!

Natureza Seletiva

Posted: 5 de set de 2007 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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A vida é curta demais para ser vivida só por você...
Uma segunda chance, só em seriados importados.
A consciência se torna independente ao primeiro por que
Por isso é melhor tornar reais os sentimentos inventados.

A vida é um rio de rasíssima profundeza
E terminamos nos afogando em nossa própria saliva,
Ao patético medo de nadar contra correnteza,
Por isso cansamos antes de saber o que é certeza.
A vida é passiva e indefesa, pois desistimos antes da primeira tentativa.

Eu Sinto-Te Doce

Posted: 3 de set de 2007 by Lux Alt in
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Esta noite me cansou antes mesmo
Deu ter imaginado parar de sair
Pelas ruas impróprias do subconsciente.

Não imaginaria nem que carecesse disso para sobreviver.
Um convite estrangeiro para deitar em colchões
De nuvens de algodão doce. Tão doce tão doce...

Posso mesmo tocar teu pensamento com minhas mãos?
Assim me sinto melhor... Ah sweet dreams

Leite Condensado

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Sei, dia algum terei me arrependido
De uma vontade não ter realizado.
Não mais de não ter feito o tal pedido,
Mas nunca me ter deixado ter sonhado...
Sonhado com a estrada do amanha do passado
Realizado o desejo de ser amado.

Sei, dia algum lembrarei da farsa
Possuíram-me e falaram tais relacionamentos,
Mas o complemento ficou em caça.
Fracassada verdade de surreais momentos
O que passa se lassa em grilhões e tormentos,
Em mordaça que oculta os sentimentos.

Agora a única decisão que devo tomar na vida,
É se quero ser enterrado ou cremado.
Agora que não tenho vontade reconhecida,
Prefiro me transformar em leite condensado,
Doce como um pecado degustado.

Face A Face

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Quase nada do que possuímos é o que queremos,
Como a sombra parece inútil ao eclipse solar...
Quase tudo se torna inútil a percepção do real.
Como saber se a medula não é uma borboleta onírica?
Expludamos o cérebro dum grito orgasmático!
Pois de nada serve o momento sem o proveito máximo.
O hoje é esse cigarro barato... Amanhã?
Só amanhã.