Sangue Cinza

Posted: 30 de ago de 2007 by Lux Alt in
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O tempo não para. Isso é óbvio, tanto quanto a solidão.
Quem manda sempre se apaixonar por mentecaptos sem nenhuma aptidão?
Em seres com Eva e Adão... Pecadores tementes ao onírico.
Achou que poderia despertar em uma realidade de paixão correspondida.
Quem manda ler e ver romances de insanidade induzida... Ridículo!

Paloma Negra

Posted: 21 de ago de 2007 by Lux Alt in Marcadores: ,
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É mais uma dúvida a se responder quando areia da ampulheta exaurir.
Quanto mais se preparar, a pimenta ainda arderá e a água não ia diluir,
A vida está a fluir, não vale nada. Nada vale se não for para sentir!

A Partida Da Inocência

Posted: 17 de ago de 2007 by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Quem quis desespero teve aconchego,
Não é tão simples quanto expressar por palavras faladas,
A falsidade sempre parece menos real quando falada,
Da boca pra outra boca e não ao ouvido.
Essa foi tua maior atuação: lamúria de falsa afetividade...
A imaginação acabou quando tocou a quinta badalada.
É tarde para tentar voltar à ambigüidade da escrita adolescente!

Muro Decadente

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È melhor mudar o rumo a partir daqui.
Tentemos buscar novos caminhos, novas buscas.
Que tal tentar provar de flores de um sonhar?
Talvez acordemos antes mesmo de ter insonhado.

A vida é uma repetição infinita, infinita, infinita...
Como a xérox de um livro rasgado que foi esquecido.
Mas que ainda possui valor mítico caso queira ler,
Pois as paginas são compostas de decomposições de realidade.

Caliptra

Posted: by Lux Alt in
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O frio tem assolado mais do que o encalço do diabo
Na terra santa da imagem idealizada
Do que seria o platônico devaneio deísta.

Quem imaginaria que era pra se corromper
O conceito de pecado antes mesmo de se ter consciência?
Ahh. Foi simples ultrajar a indecência que a caliptra escondia a inocência...

Primeiras Pessoas

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Ainda não posso dominar meus sentimentos.
Sou demasiado humano e egoísta para isso,
Por isso escrevo sempre em 1ª pessoa,
Mesmo sempre desejando uma outra pessoa que não eu.

Este eu que me amargura, que faz perceber
O quanto o ego é fracassado por cair nas surrealidades,
Paradoxais da inconsciência incoerente do não-ser...
Mais uma vez teimo em ser eu quando queria definitivamente ser você!

Perdido Em Você

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Quando eu me perco em você,
Imagino que este mundo não é mais meu
Do que seria um corpo copulado a outro.
Porém é inimaginável ter que parar de ouvir
a tua respiração quando eu me perco em você...
É simplesmente sem razão a inalação do ar
Que teima em precipitar o vírus
Dum sentido de sentido que não seja o que sinto
Quando me perco em você!
Ainda poderei ter este contentamento
De bater novamente a porta de tua pele e de teu pensamento,
Em outro momento que eu me perca em você!

Onde & Quando

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A solidão mental assola novamente esta mente.
A inferência fez algo em mim sem compreensão
A massa não atrai quem desconhece o inocente.
A constante mácula se satisfaz com masturbação.

A época de devaneios de descoberta humana,
A chama flama quando se pensa em constância
A miragem de sentir algo além d’alma profana.
A constância da solidão faz sentir inoperância.

Onde estará o Alguém para o abraço final?
Onde vi que isso existia e era real?
Onde você foi parar com meu amor surreal?

Camarão Prateado

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A tinta descasca e não pintei o camarão.
Ninguém mais me apelida fruto-do-mar.
Antes pudesse acreditar ser filho de Adão,
Mas nem assim seria capaz de ter quem amar.
Sim ou não. Não é tão difícil assim crer sonhar.

Além Do Porque

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Não necessita demonstrar afeto,
Não queira ler lábios cristalizados.
Não pinte faces que nunca estão perto,
Não queira traduzir atos irrealizados.

Não usa de escudo se não está em guerra,
Não queira querer que queiram você!
Não imagine que quem ama nunca erra,
Não queira morrer nesta mísera terra,
Ainda há uma porta a ser aberta para se ver.

Esfoliação Do Ego

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Ponha na cabeça tua:
Se não pode sustentar teu vício,
Não caia em vício.
O seu prazer é seu prazer,
Não deve ser importuno pra outrem.
Corra desta merda de casa! Corra do que vem!
Só pare quando as pernas quebrarem, depois de estuprado,
Até as lágrimas criarem um reflexo nítido deturpado.
Deixe olharem a tez da primavera. A memória é vã.
Aproveita que acaba depois de depois de amanhã,
Talvez possa reencontrar o Sol no quarto de luz apagada.
Corra desta merda de vida, nada vale nada.
Um Alguém te espera e te procura. Outro bacante.
Chega de penar por quem não pena nada por ti
Ponha na cabeça tua, a liberdade é exterior mental!
E você só não é livre por ser mortal.

Depois Da Solidão

Posted: 13 de ago de 2007 by Lux Alt in
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È melhor ter um tempo para anular a memória,
Sabendo que sentindo tal impotência, não há glória.
Escritos sujos, cicatrizes de queda em miséria,
Dor, ínfima, torpe tanto quanto inflamação por bactéria.
Emoção etérea duma paixão correspondida.
Se ao lado estivesse, a cura seria mais uma fodida!
Carne não é o bastante quando se crê no fim.
Que o início virá a revelação do que sente de ruim.
Sim, é impossível ver além do reflexo invertido.
Tem-se pena, mas amor próprio apagar não é pedido,
É ordem que sabem não pode ser cumprida
Não novamente. Sabem o quão dói a despedida.
Então, porquê negar ser amado e traído em seguida,
Se o amor não passou de uma veia entupida?

Duplipensar

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Se procurastes estar onde não foi até agora,
Acharia um modo de se encontrar.
Se bebestes tanto do pranto do sonhar,
Logo cansaria de ser falso pra ir embora.

Embora não importe mais onde gozou,
Creia que haverá uma crença impossível.
Não realizará, para ainda tê-la desprezível,
E arrepender-se do que nunca realizou.

Em outras palavras, seja mentira.
Sem sonhar a realidade conspira e não inspira.
Em outras palavras, seja mentira.

Buscas Do Alguém

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A atitude de correr para um não-lugar,
Com o medo de estar sempre sozinho em meio a multidão.
Procurando sempre um Alguém...
Ou o Alguém que já tenha passado ao lado.
E assim descobrir a simplicidade de reencontrar,
Um gesto, um sorriso, a expressão de seriedade...
Faz sentir falta de ainda estar procurando isto a esmo.
E de ainda estar se procurando.

Azeda Flor

Posted: 9 de ago de 2007 by Lux Alt in
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Caiu a primeira chuva da primavera,
Lavou com água as pétalas da flor de jambo.
Eu deitei na lama pra esquecer o que dissera.
Derramamos lágrimas, mas foi injusto escambo.
As pernas agora tremem da ultima falsa quimera...
Se vós soubestes o quanto eu te amei – Eu sei.
Se vós soubestes o quanto você me amou... Quem dera...
Você chegasse a realizar o fruto que lamei – Eu sei.
Se fostes uma pétala da azeda flor que a mente ainda espera...

Avantesma

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Podes muito bem tentar livrar-se da autonomia,
Para nunca chegar prometer condição de algema.
Podes ainda lacrimejar por nunca sair da atimia,
Para sempre cair antes mesmo de ter um problema.

Podes crer que tens algo mais do que massa na cabeça,
Para nunca desacreditar a possibilidade irreal.
Podes ter outra dimensão que faça com que obedeça,
Para que sempre esqueça a imaginação sem açúcar ou sal.

Crer não fez ter nada além do nada concreto.
O tempo chega e não espera chover no deserto.
Crer que poderás ser mais te fez chegar tão perto...

Crer em toques alheios apagou a simples vontade.
O tempo endureceu o corpo, nenhuma paixão mais arde,
Crer felicidade fez perceber a tristeza de já ser tão tarde.
Tarde para tentar ter pelo menos a metade.

Cinzas

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Não há quem possa salvar a realidade,
Disso ou daquilo... A salvação é ilusão,
Quem crê em liberdade logo abomina
Crer em algo mais do que possa prender.

Podem mudar tanto o passado,
Que o presente será o único tempo.
O futuro é agora, dizem os jogos...
Então, é bater ou apanhar.

Preferia não ter que manchar de sangue
Os cálidos lábios que ainda não toquei.
Preferia crer que o intelecto vale algo...
Já que os papeis não passam do passado queimado.

Repetição

Posted: 8 de ago de 2007 by Lux Alt in
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Seqüestrou-se a inconstância ideológica,
Por mais que tente agora é muito tarde.
As flores cerebrais à memória cronológica,
Consciência patológica, que por mais que anestesie, ainda arde.

Num tempo bem passado ao trivial suicídio,
É melhor perder a honra para crer infinito,
Negando ter amado ao cometer genocídio,
E registrar grafocídio para ter o gozo mais bonito.

Repetimos a rima, mas não o desejo essencial.
Repetimos o querer, mas não o beijo inicial.
Por tal é melhor viver em bordejo para sentir-se sempre nupcial.

Intruso

Posted: 3 de ago de 2007 by Lux Alt in
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Às vezes é impossível não sentir-se intruso deste planeta.
Como se o sentimento mais constante
Fosse uma estranha saudade de um lugar
Que nunca se foi e nunca se irá... Nunca se sentiu...
Mas quem sabe qual o destino do amanhã
Em sua relatividade do tempo espacial? Não, não é seu!

Show

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Sem fôlego pelo entusiasmo afetivo,
Negando a real vontade de se ter.
Bater ou rasgar os lábios com motivo,
É melhor fazer esperando algo mais real.

Negar a vitória social ao indutivo,
Expurgando amores sem mester
Espancar do apaixonado instintivo,
Quebrando assim os braços da moral

Só para lamentar o fim do primitivo grito gutural
Por estar num palco surreal tendo o sentimento cativo.

Mentiras Brancas

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Nessas estradas os lagos de puro óleo ácido
Corroem-se como a língua áspera
Que ainda espera a oportunidade
Desesperada de esperar a espreita.
Estes não-seres que se submeteram
A desmistificação do inimitável.
E os dias passados sem roupa.
Acabou-se mesmo, agora admitamos
O que realmente desejamos!
Eu estou infectado pelo desejo
De arranhar a carne nos espinhos de tua espinha dorsal.

Lycanthropy

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Tanta dor, tanta mistura do que eu não teria mente para explicar.
Sinto como um impulso de escrever em primeira pessoa o sentido alheio.
Sem sentido até que seja sentido por outrem
Que sinta como senti o outrem.
E por mais que eu tente explicar como esse eu pode ser teu eu,
É assim mesmo.
Quando entender será tarde
Para desejar uma volta para explicação inicial.
E tudo o que me comprastes
Não foi suficiente para me satisfazer a dor.
Sou masoquista mesmo!
Ou esqueceu o quanto eu implorava tua partida?
Então mais uma vez: Adeus Baby...

Primavera Despetalada

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Teus mais belos escritos serviram de alimento
A traças dum passado tão irônico e breve,
O testamento dizia nunca ter tido sentimento,
Mas quantos amores declararam-te paixão verve?

Teus caminhos nunca abriram a primeira porta.
As fechaduras enferrujaram do constante pranto,
Estava então no corredor com quem não se importa...
Mas quantos amores te deixaram aí no canto?

Teus questionamentos amorosos são infundados!
É piegas e estúpido crer ter amado amadores
Crer ter capacidade de ter sentido tais pecados,
Faz da existência uma utopia atéia de despertos sonhadores,
E amados ou não esses amores foram os mais inspiradores!