O Preço Da Inferência

Posted: 29 de jul de 2007 by Lux Alt in
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Eu sou uma vítima do meu próprio ego,
Eu deveria acreditar em algo como a crença.
Eu esqueci da luz prismática de ser cego,
Eu agora lamento, pois meu cérebro sozinho pensa.
Às vezes, a consciência não compensa.

Eu não fico contente somente com um doce,
Eu fiz do paradoxo o limite da minha imaginação.
Eu quis ter uma onda que nunca se fosse,
Eu conquistei galáxias para ignorar a massificação.
Às vezes ser massa é o único modo de ter emoção.

Eu tanto quis que nada fui até o fim.
Eu encorajei e caí ao medo de um sim.
Eu tanto acordei que às vezes não me agüento em mim.

Inicio Com Raikai

Posted: by Lux Alt in
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Seja só um humano! Não pense no que não vem.
Me queimo ao Sol, sem saber se ficarei de bem,
Mesmo sendo insano, só eu sei a paixão que convém!

Revolta

Posted: by Lux Alt in
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Considerações desconsideradas
A imagem refletida na idéia de ser simplesmente vivo,
Fez amargar toda uma existência de inutilidade...
Como a corda arrebentada da sinfonia não escrita.
As emoções de se apresentar num palco para tal multidão morta...
Fez broxar a ereção do órgão bombeador de vida.
E não pense que se fala de um venoso venenoso pau!
Fala-se aqui de um coração apodrecido
Por consumir demasiadas esperanças de falsas ilusões
De realidade desconstruída pelo vazio do caos.

Incômodo Verbal

Posted: by Lux Alt in
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Estamos num tempo adulto. Tempos velhos talvez já caducos.
As palavras são realmente seguras como a prótese de membro.
Sustento-as sem o medo do engano, pois vivo só pra mim...
Não mais importa se magoa ouvinte. Fique surdo se caso for.
Pior seria negar o âmago ao próprio eu!

Busca Despetalada

Posted: 21 de jul de 2007 by Lux Alt in
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Ainda busco uma saída deste labirinto,
No jardim sem fim de flores despetaladas,
De onde tirastes a ilusão de nossos dentes-de-leão.

Ventos Pensantes

Posted: by Lux Alt in
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Estava já, tão recuperado da doença da incredulidade,
Tinha que deixar os ventos uivarem para o sul?
E porque só agora resistir à criminalidade de pensar,
Duplipensar...

Infelizmente não há volta depois do fim do início das idéias!

Sem Ego

Posted: by Lux Alt in
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As gotas caem pois não há como fechar o chuveiro.
Os ponteiros rodam e o barulho ensurdece a impotência.
A criança dorme enquanto a mãe está no puteiro,
E o sonho é falso, erótico, amoral e sem coerência...
Como nunca desejado o corpo do coveiro pra tal clemência.

Os olhos sangraram, pois as dores rasgaram a retina.
O estupro obrigatório faz o sabor escorrer torrencialmente
Entrou na prisão e está condenado a mesma rotina,
É pra matar quem não bebeu do pus que sai da mente.
Recuperação do instinto que ilumina com trevas o inocente.

Coisas demais a fazer... Realizações inúteis ao final.
Pra que tanto desejar e realizar se és tu um mortal?
Nenhuma tinta poderá diluir esta aquarela mental,
Por tal, sinta-se impotente como é teu ego real!

Desejo Da Visita

Posted: by Lux Alt in
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Coincidência ou não a realidade quebrou-se
Ao bater as asas, as pétalas caíram murchas,
Inocência transformada conceitualmente,
Anunciando a Noite de Todas as Almas das bruxas.

Influencia de desejos íntimos sempre repudiados
Ao mergulhar no lago congelado, derreter-se,
Inferência repetida para melodiar o pranto,
Pois sempre passa frio emocional se não se contem.
Como o cio animal... Impossível esconder-se no que é santo.

Cevada

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Sol no braço, lábios cálidos intocados.
Gotas gigantescas de água de lamúria,
Explodem ao estalar de dedos definhados.
Ooh Baby, porque não mentir? Luxúria...
O fogo chega ao caribbean tão cedo,
Estou tonto antes do gozo mais amargo.
A garganta reclama e pede o toque do dedo
Os lábios queimam ao ultimo trago!

O medo assola para sentir a matéria,
Ultima tentativa de colapso da certeza
Rasgar a coifa pra ser realidade etérea.
Cair num labirinto incerto por natureza.
Quebra-se a máscara e mostra o que é tu!
Da boneca que o Sol queimou a tez,
Antes de morrer do próprio vodu,
Infectar-se com a mais pura insensatez.

O Fim Do Início Caiu

Posted: 19 de jul de 2007 by Lux Alt in
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Olha-se para o além sem ver-se o passado,
Mesmo que tenha tido a areia da ampulheta chinfrim...
Se sente o ciclone tarde demais e,
A Tormenta bebe o chá das cinco sem ter sido convidada.
O utópico conceito de felicidade torna-se simples tabaco,
Tão viciante que até então se provocava o vício.
Não importa quem dança. Desde que seja o ritmo...
Tão repetitivo quanto uma valsa!
Tão dramática dança do ventre que expurgou a existência,
O jogo tão modificado pelo evo, e ainda assim igual,
A tudo que toda vida passou.
Para antes da queda não cair se já estamos no fundo do poço.
Então agora caia!

Inocência Comprada

Posted: by Lux Alt in
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Mais uma vez a independência declarada
Fez a vitima buscar raízes num planeta imaginário.
Voando para um Sol inconcebível.
Ah paixão platônica!

Três Vezes Sozinho

Posted: by Lux Alt in
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Amei quem pensava que poderia
Estar constantemente ao meu lado,
Desde que dei pela falta da convenção
De não necessitar de um real corpo.
Nem para mim, nem para estar ao meu lado.



Imaginação mundana fez desse mundo
Um lugar inóspito habitado por intrusos.
Imaginamos corpos mais palpáveis,
Silhuetas menos translúcidas,
Quem poderia imaginar depois de tudo
Que não nos suportaríamos mais,
Pelo simples fato de sermos
De matéria sinteticamente mental?



Sabemos que no fim do túnel
Não haverá uma luz.
Este buraco não tem nem mesmo sombra.
Somos o que sobrou de uma mórbida vontade
De ser ao estar em companhia de alguém.
Somos simplesmente marionetes egocêntricas
Nas mãos de nossas vontades desenfreadas de sermos reais!

Nestas Ruas

Posted: 17 de jul de 2007 by Lux Alt in
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Terminei buscando respostas para uma não-vida
Tentando encontrar um lugar num mundo
Tão desconexo com a animalidade
De meu próprio ego refletido nas imagens de tanta fodelância!
Quem se importaria se tivesse eu buscado
E caído as sombras de pedras tão prejudiciais?
Foi você mesmo quem me convidou a me matar ao teu lado,
Como se fizéssemos parte de um culto doentio.
As ruas fechadas talvez para balanço,
Numa queda que desafia a gravidade da bolsa de valores.
A reptalidade de um crocodilo maior que o capitalismo...
O ego da conquista falou e agiu mais alto
Do que qualquer preceito de moralidade
Perante a duvida do existir ao conseguir conquistar,
Para em seguida consumir em gozo.
Findou a dor ao orgasmo. Numa imensurável explosão de incredulidade.
O ceticismo é só mais um fetiche

Neste sexo desordeiro que alcançamos a surrealidade!
Beba comigo mais um gole do meu próprio prazer!

O Aborto Da Consciência

Posted: by Lux Alt in
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Como nunca antes, o relógio marca atraso.
Manchas, rugas, rachaduras no vaso.
Falsários amantes numa música desafinada.
Cores amareladas... tantas culturas para nada.

Como nunca sentir o Sol antes da aurora,
Despertar no pesadelo do delírio do agora.
Para amar mentir, pra ser mais realista,
Árvores mortas, pássaros sem o canto da conquista.

Abortar as criaturas de outras mentes,
Abortar os sonhos de dores que não sentes,
Abortar o futuro, pois as memórias se tornaram coincidentes!
Abortar as perguntas conscientes!

Instinto Animal

Posted: 16 de jul de 2007 by Lux Alt in
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O futuro incerto serve ao singelo propósito,
De dar uma esperança para a eventualidade e
A procura do amanha acaba antes de acordar.
Com um toque do telefone para sair com a fantasia,
Cantar e dançar na boemia do devaneio,
Facilita ser induzido ou abduzido...
Cortesia?
Não há mais como parar a pergunta do anseio:
“Para onde ir a partir da liberdade?”
Para quê consumir, se o básico é trivial como bosta?
Vivamos então o básico instinto animal!
Sozinhos no reflexo de nossas lágrimas...

Reação

Posted: by Lux Alt in
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Quem se importa se fechastes os olhos ao bater palmas?
Não há companhia sem interesse lucrativo...
De quê vale beleza se o espelho quebrou as almas,
Que eram tão livres para um ateu criativo.

Criatividade tal que só traz miséria afetiva,
Irrealidade de segurança tal que até parece reflexo,
Faz a confissão de descrição de esperança abusiva,
Beijos carícias de um passado tão breve e desconexo.

Conexão tal que rompeu a índole de pecado,
Emoção original como música de romântica temática.
Tão quão a época do rompimento revelado
Sentimento que prenderia até o amante mais apaixonado...
Isto se a mentira não fosse a reação mais automática.

Phil – Vida & Vivos

Posted: 10 de jul de 2007 by Lux Alt in
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Ao acordar, Phil deu por falta de sua companheira Safira. Nas semanas nas quais ele permanecera ali nunca acordara sozinho. Mesmo que ela não estivesse na cama, estava na casa, talvez fazendo um chá. Mas neste sábado não. Ele sentiu-se mais sozinho do que nunca. E por um momento percebeu uma dependência à Safira.

Arrumou-se e foi para o trabalho com um peso ansioso para saber dela. Trabalhou avoado e distraído. Saiu perto das 14:00 e foi para um bar, onde terminou embriagando suas idéias com alguns conhecidos. Já a noite apareceu uma jovem vampira e sentou-se a mesa sem pedir licença. Somente Phil era capaz de perceber a sobrenaturalidade daquela bela mulata de olhos amarelados. Ela estava seduzida justamente por ele, que estava embriagado demais para lembrar o quanto era perigoso se deixar levar pela beleza e sedução de tais criaturas.

Sem nada falar, ela avançou para beijar os lábios do rapaz. Ele se levantou fazendo-a acompanhar. Saíram desajeitados para um beco próximo ao bar. Phil perdeu a vontade de resistir a consciência do perigo e deixou-se beijar pelos carnudos lábios da garota vampira. Ela não sabia de maneira alguma o que ele sabia da realidade. Ela não o reconheceria como sobrenatural. Mas somente como um belo humano.
Ao beijar os lábios de Phil, a sugadora mordeu-lhe, sorvendo uma boa quantidade de sangue para si. Ele entrou em êxtase! Era de um prazer descomunal aquele beijo! Phil nunca imaginara que um ato tão perigoso pudesse conceder-lhe tanto prazer. Isso talvez tenha durado milésimos de segundo...

Em um choque súbito ele sentiu um puxão em seus cabelos. Quando recobrou os sentidos estava jogado ao chão vendo Safira com um longo vestido vermelho, descalça de pé em postura de luta. Na mão direita empunhava uma faca longa e na esquerda um chumaço de cabelo, provavelmente de Phil. Ela falava calma com a vampira que se ouriçava como um animal. Esta não entendia bem o que Safira era, mas também não quis confirmar e afastou-se tão rapidamente que um humano comum acharia que ela se transferira de lugar.
A bruxa se virou olhando furiosa para o rapaz que ela sabia, não combinava com aquela camisa branca social e calça preta de farda do BlacKoffee que já tinha visto usar tantas vezes. Mas que só então tomara outro aspecto nele ali tentando se levantar do chão. Safira não se conteve e sorriu guardando sua lâmina numa cinta na perna. Em seguida, porém repreendendo seu discípulo inconseqüente. Este estava fraco demais até para achar a bronca chata.

— Como você mesmo poderia dizer: vacilão! — Safira zombou estendendo a mão para ergue-lo. — Quantas vezes vão te avisar que isso é extremamente perigoso!
— Pode crer, me desculpa... È que eu não sabia que era tão...
— Não tem que se desculpar comigo, você é o idiota aqui, não seria eu que iria me ferrar por um êxtase frívolo! E vejo que é basicamente o que você faz da vida! Eu não posso estar me importando contigo de tal maneira! Temos que acabar nossas lições. Hoje! — Safira segurou-o pela cabeça e cuspiu em sua boca. Antes mesmo de ele sentir um sabor amargo invadir seu paladar, sua tonteira passou. Não se sentia mais fraco.
— Para onde estamos indo? — Phil percebeu que eles estavam se dirigindo para um lado mais periférico da cidade.
— Hoje é solstício de inverno e quero que você vá comigo ao... Você verá!
Andaram bastante tempo se distanciando do centro, até saírem da cidade. Não se falaram muito. Phil ficou imensamente envergonhado pela falta que tinha cometido. Sabia que teria que sair da casa de sua companheira logo acabasse o aprendizado.
A loura de cabelos esvoaçantes seguia em frente durante as duas horas que caminharam. Até chegarem a uma montanha em especial. Phil percebeu que estavam sendo seguidos. Era a tal vampira que ele havia beijado. E se ele sentiu a presença inerte da sugadora, Safira certamente até já planejara algo em questão. Por um instante a bruxa ordenou que ele continuasse a segui-la sem olhar para trás.

Chegaram ao topo do monte. O céu estava claro apesar de a lua não estar se mostrando. Ambos os magos sentiam a presença da vampira escondida atrás de uma árvore. Safira sentou-se e pediu para Phil sentar-se em seguida. Tirou uma pequena garrafa do vestido e ofereceu a ele. Este bebeu achando que era um conhaque, mas era algo mais forte.
— Como você sente aquela coisa?
— Sei lá, só sinto, sei que ela está ali... — ele respondeu.
— O que há de diferente? O que sentes de diferente em relação a ela?
Ele pensou por um instante e respirou sentindo mais o sabor forte ainda presente em sua língua. Sentiu que a vampira destacava-se do resto de todos eles e da montanha. Ela estava completamente morta. Uma aberração sinistra rasgando os padrões vitais de onde estava. Phil sentiu um arrepio na espinha. Enquanto a morta se aproximava sorrateiramente.
— Deixe, ela não nos fará mal algum. — Safira sibilou para o rapaz. Virando-se e se sentando de costas para as costas dele. — Agora sinta toda a montanha. A presença sem vida chegará e tentará algo, mas não se preocupe. Ignore a presença dela.
Dentre os seios Safira puxou um lenço de seda envolvendo a cabeça de ambos em seguida. Não mais era preciso falar nem olhar. Phil pode ver tudo ao seu redor como em uma radiografia. Mas não com olhos. Sim com sentidos mentais. A vampira havia sumido. Ele não a ouvia, não sentia cheiro nem a presença inerte dela.
A bruxa se comunicava claramente com o hedonista. Em pensamentos abertos.
— Se ela não está viva, logo não existe! Não pode configurar a simplicidade do que é estar vivo. A consciência dela não pode evoluir, ela está presa em um tempo que não pode ser considerado nesta realidade. O que ela pode ser senão menos que uma pedra? Não há um padrão de vida nela senão o teu sangue ainda circulando, servindo de combustível para esta maquina morta.
— Estou entendendo. E agora tenho vergonha de ter me deixado seduzir ao prazer da morte...

Safira pareceu aceitar a vergonha de seu aluno. Continuou suas explanações usando sempre o ser mórbido que os circulava, mas que não conseguia atingir como se esses fossem espectros. Por algo inexplicável ela não desistia. Esta era a noite mais longa do ano, e a bruxa continuou até quase o amanhecer ensinando teorias sobre a vida e o que está animado de fato. Como a fatalidade de estar simplesmente vivo é esplendorosa. Como as possibilidades de realização de paixões são infinitas. Como os padrões de vitalidade podem ser modificados de acordo com a vontade de um desperto.
Quando se deu por satisfeita, a loura maga retirou o véu e levantou-se. A vampira ainda estava lá. Pareceu espantada ao ver que os humanos haviam se movido, ou solidificado. Investiu numa agressão, mas Safira já estava com sua faca empunhada e simplesmente cortou fora a cabeça dela, como se esta fosse de um material fraquíssimo. O sangue espesso jorrou em Phil, banhando-o de vermelho. Ele sabia que Safira havia controlando seus próprios padrões vitais para ficar mais forte fisicamente. E que tudo que era vivo em si dependia agora de sua imaginação.

— Você deve seguir sua vida agora. Viajarei e quando voltar, espero que tenha seguido meu conselho. — Deu um beijo vívido em Phil ainda banhado de vermelho e limpou a faca em seu ombro.
— Obrigado Safira. — Ele não tinha outras palavras.

Ela saiu deixando-o sozinho com o corpo da vampira que ainda se debatia tentando encontrar a cabeça decepada. Qual ele chutou monte abaixo. Sentou-se e esperou o sol nascer de fato. Meditou ainda por um tempo até ver o corpo da criatura morta desintegrar perante seus olhos.



Sobre a Imagem Literária:

O post acima faz parte de um “projeto” no qual um conjunto de escritores se juntou com objetivos “secretos” (talvez dominar o mundo). E produzimos tendo como inspiração básica uma imagem proposta por um destes escritores. Este foi meu conto com mais de 5000 caracteres! Eu não consegui, não queria cortar... tem muito diálogo, o que facilita a leitura, não passei taaaanto dos 5000! Espero que curtam. Esta imagem foi proposta por Onã. Amanha postarei a imagem de Phil em http://www.fotolog.com/luxalt

E os contos continuammmmm. Não deixem de conferir!
Outros contos baseados na mesma imagem do casal na montanha:

Elvis: http://www.fotolog.com/fanzineragnarok
Onã: http://www.fotolog.com/onadada
Quem mais? Quem mais?

Doll Face

Posted: by Lux Alt in
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Este eh um video que achei legal e bem metafórioco.
Mais videos selecionados por mim em:CoffeeTube

Auto-Retrato Alheio

Posted: 5 de jul de 2007 by Lux Alt in
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Esse auto-retrato psicografado faz amanhecer de bom-humor
De tão simples aquarela diluída em saliva de um tumor,
Poderia ter feito o bronze com as lágrimas da sinceridade.
Todos dançaram com medo de não ter reciprocidade,
Um ou dois passos se passam sem dor ou moralidade.

Eu prometo, vou fazer você ser mais do que uma inspiração,
Não se acaba assim no prazer algo que enraizou emoção!
Você mudou o jogo ao seu assassino modo de sentir
Eu preferia que me amasse e mentisse ao omitir,
O calor de outro corpo é frio, mas é melhor do que dividir...
Procure-me daqui a quatro anos, aí então deva ir...

Memória Onírica

Posted: by Lux Alt in
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Lembro do sonho, mas quanto tempo durará tal memória?
O irreal esvai tão rápido quanto se constrói uma boa historia.

Lembro que acabei de esquecer o que a noite exibiu,
O surreal traz faces que desconheço, mas o amanhã não inibiu.

Lembro depois de anos, um prazer que só possuí oniricamente,
O irreal faz brotar lágrimas por desconhecer a própria mente.

Lembro de pedaços de desconfiança desnecessária desconhecida,
O que faço eu com a esperança de ter a tez aquecida?
Se o surreal me fez cair nessa realidade esquecida.

Último

Posted: 3 de jul de 2007 by Lux Alt in Marcadores: ,
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As pessoas vêem diferentemente quando olham para o horizonte,
Existem sentimentos tão quentes que descongelariam o monte
E as pessoas só vêem o calor quando o verão se esconde.
Mas meu Eu continua cego, olhe eu queira onde...

As pessoas não sentem nada alem do próprio calor,
O dia bonito ou feio, da chuva ou a neve traz só rancor...
Estão preocupados demais em ter a recompensa afetiva,
Mas meu Eu cobra somente ter/ser a paixão cativa.

As pessoas esqueceram que perderam a memória,
Sem lembrar o que vale, o que é sujo ou o que traz glória,
E acabou com o gole de sangue apodrecido e torrencial.
Mas meu Eu se afogou num poço de corvos do suicídio intencional.
Meu Eu, além de não alcançar vitória fumou o ultimo neurônio racional.

Doença Da Ociosidade

Posted: 2 de jul de 2007 by Lux Alt in
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É ai que se engana achando que é inabalável,
É aqui que constato como o corpo é fraco e ignóbil,
Não há cura para doença do que é mutável,
O desprezo impessoal do câncer agora é móvel.

É ai que choro por nada mais ser do que humano,
Prestes a cair moribundo por ser tão medroso!
Mas que nunca percebam o quão sou insano...
Pois peguei a doença venérea sem ter nenhum gozo.

Ah posso perder agora o tão precioso...
Por ser o mais vagabundo ocioso!


A Queda Do Muro

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O atraso pela inoperância fez do desatino a consciência,
Já que a indecisão é orgânica, reverbera o retorno,
Mesmo desejando o rugido agressivo, acabou a inocência!
Quem diz reagir ao tapa, cai nos braços ao primeiro suborno,
Pois é quase impossível ter uma possível correspondência.

O vazio é a constante adaptação, então fala que está cheio,
Ninguém é o Alguém que a derma transformou em suor morno
O bem de estar acompanhado acaba ao saber que ao meio,
Existindo um muro que para, por não ser nada mais do que um adorno,
E quer em seu torno tudo (meu), da mente ao seio.

É aí que quebra a mentira antes das fissuras,
A mente bipolar transpira reações das mais impuras!
Mesmo assim o corpo de escultura é o que inspira a ira de dura candura.