Fim De Raikai

Posted: 30 de jun de 2007 by Lux Alt in
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Matou a melodia por ser doce,
Sua diabetes necrosou a repetição.
Enleado ficou sobre o que o futuro é,
A mensagem chegou em voz grave,
Tanto quanto o peso,
Pois ser gordo seria peso, isso é só desejo!

Musica para cetáceos surdos e aleijados,
Os lábios estalaram a mordida.
A doença da descrença leprosou-o.
Como deus... uma farsa.
Tanto a dor quanto a vida fodida,
Pois ressuscitar pede vida!

Anjo de arguo granito
Ao muro o limite
Do sol tão bonito!


Apócrifo Arconte

Posted: 29 de jun de 2007 by Lux Alt in
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Podes chamar a quem e o quanto quiser,
Não mudará o pensar de quem não olha a fronte,
A cegueira é teu fardo, tão pesado, faça o que quiser,
A pontualidade trivial faz parecer parte da fonte,
O precioso e vicioso circulo mudará você, diga o que disser.

Orquídea Anacrônica

Posted: 28 de jun de 2007 by Lux Alt in
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Deu-se o aval para libertação do pós-operatório
A cicatriz ficará até o fim da carne crua
Mesmo uma tatuagem não apagará o contraditório,
Som da chuva sanguínea que manchou até a Lua.

Deu-se a ordem de exumação para profligar
O produto social quebrou antes de ser onda
O corpo manchado de bronze deixou-se fustigar
Numa anacrônica relatividade da qual não há quem se esconda,
Pois saiba, é intragável a verdade de apaixonar sem afagar.

Falsa Vontade

Posted: 26 de jun de 2007 by Lux Alt in
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Quando a sincronia da vontade é negada,
A percepção apaga as luzes e faz a vingança.
Mesmo só oral, a visão será apagada,
Regada de lamúria e dor por uma falsa esperança.
Não, em pensamento a angustia não era tão aguçada,
Até porque só agora o tempo saiu “do criança”.
O homem logo cansa de nada ser para em nada ter confiança.

Pecatofobia

Posted: 25 de jun de 2007 by Lux Alt in
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Os minutos de sabedoria estão empoeirados
Pela falta de questionamento instintivo
Esses humanos que não conseguem viver separados,
Que vezes, por insight, matam o próprio motivo.

Num prazer primitivo como a descoberta do fogo...
Do interior, a chama abrasiva da ontologia.
E da carne sai a negra lama, excremento da orgia,
Grafohemorragia do pensamento criador do vital jogo...
Ah, não deves fazer exegese em patologia... ou ficará louco.

Passadio

Posted: 21 de jun de 2007 by Lux Alt in
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Olha para o infinito e nega todo o resto,
Nem balança os braços para se locomover.
Compra o meu alimento já que fez o seqüestro,
Sei que não adianta tentar chorar pra comover.
Apresenta logo tua sombra e deixa de ser “honesto”!
O resto é resto e eu sempre detesto só poder ver!

Vergôntea Humana

Posted: by Lux Alt in
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Fustigante ardor da incompetência competitiva sociocultural
Faz a incoerência da realidade findar na hipocrisia hipotética,
Antes mesmo da aurora anunciar um amanhã incerto...
A eventualidade de poder questionar esgotou o esbravejo interrogativo,
Como a merda a boiar no esgoto... Igualmente podre para todos.

Quem leu sem viver fez um falso intelecto e rasgou o papel,
O coincidente caiu na mesmice ao dito hedonismo angustiante.
Simples e puro ardor. Sem lirismo ou delicadeza vergôntea,
Natureza humana. Humana natureza.

Insolação

Posted: by Lux Alt in
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Meu cabelo arrebentou, achei que tinha sido por causa da chapa...
Mas foi porque fiquei chapada numa cama traiçoeira,
Meus lábios sangraram, e não foi da mordida, foi do tapa,
Meus conceitos falharam pois cedi a solar e derradeira,
Vontade de ter em braços, braços quentes e protetores como capa.

Pensar que a sensatez faz parte do próximo luar
Tornou-a uma lunática a dançar à aurora boreal...
E de tanto se sujar com o sangue do próprio olhar,
Quis cegar a loucura para não se arrepender a submissão real
Que cedeu para poder ter um ser pra ser o ser solar.

Pergunta então: como um muro pode ser irmão?
Como o Sol permitiu ser mais fraco e ter que calar?
Porque não fez cremar ao invés de queimar só a mão?

Aurora Esquecida

Posted: by Lux Alt in
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Talvez chegue a reencontrar lábios tão finos quanto,
A saliva beba ao cortar o que outrora foi pranto.
Talvez ache novamente febre e avidez tão decadente,
De a abordagem jovial ser eterna e eternizar o incoerente.
Talvez eu por ser eu numa poesia de terceira pessoa,
Possa crer que por ser ateu não ache que a mágika ecoa...
Talvez caia no poço e veja a lua se esconder ao amanhecer,
Bebendo o próprio sêmen para a solidão desconhecer.
Talvez, ao afogar tais lágrimas possa padecer para se ser.

Phil – Os Sonhos Nem Sempre São Teus

Posted: 18 de jun de 2007 by Lux Alt in
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Phil acordou naquela sexta-feira sentindo o perfume de rosas amarelas que estava encantando todo o quarto de Safira e também seus corpos. O sol entrava cadente por frestas na janela de madeira. Os cabelos dourados dela estavam cobrindo seu rosto, Phil levantou-se cuidadosamente para não acordá-la. Tomou um rápido banho. Quando saiu do banheiro Safira estava de pé enrolada no lençol olhando pela janela:
— Vamos a um festejo hoje... — ela não perguntou, afirmou.
— Claro, onde? — Ele conhecia já os festejos das bruxas... Ótimos
— Numa fazenda de um amigo. Vamos receber uma outra amiga que não víamos há décadas...

Por um instante Safira pensou se seria uma boa idéia apresentar seu atual parceiro. Afinal não sabia realmente qual tipo de relação estava construindo com ele. (Já fazia umas duas semanas que ele morava com ela.) Se era mesmo sua intenção ensinar algo acerca de padrões vitais ou só usava-o para próprio prazer. Aos seus olhos Phil é demasiadamente belo e ingenuamente doce. Para Safira, Phil não suportaria conter além do conhecimento básico que já possuía sobre Vida. Mas ainda assim sentia-se bem em tê-lo perto. Sentia-se reconfortada em talvez protegê-lo. Afinal nunca se tratou de recompensar favores, pelo menos não para ela. O mais importante é que sabia profundamente que Phil seria incapaz de fazer-lhe uma traição que fosse, coisa que ela odiava tanto quanto já havia provado. Se ele tinha um defeito latente era viver a vida dele mais do que outra coisa, sem se importar com outrem. Safira virou-se e fitou o rapaz enquanto este terminava de se vestir. Sorriu e consentiu a ela mesma a companhia dele.

Phil saiu para o trabalho que conseguira a uma semana no BlacKoffee no centro. Lá sempre depois da aula, perto da hora de almoço aparecia uma companheira de cabala deles, Nanami, uma adolescente descendente de japoneses, que estudava num colégio a um quarteirão de distancia. Desde que ele começara o trabalho ali esta era a rotina dela.
No trabalho, principalmente no horário que ela passava ele nunca tinha tempo de conversar muito, portanto na maioria das vezes eles só trocavam algumas palavras. Ela não se importava em ficar todo o tempo apenas admirando o rapaz. Ela estava apaixonada por aquela beleza ingênua. Assim como talvez Safira também estivesse. Nanami não conseguia dizer isso, a timidez jamais deixaria! (Já Safira não diria por orgulho!) Ele jamais imaginaria que aquela garota aparentemente tão recatada, a Catadora de Pensamentos pudesse estar interessa num hedonista. Além do mais ele é mesmo incompetente para notar!

Phil inconscientemente esnobava-a enfatizando o quanto ela era nova. Apesar de respeitá-la como lutadora. Contava algumas historias de festas sensuais e oníricas e depois anunciou que iria para uma naquela noite em questão. Nem por um instante passou pela mente dele convidá-la. Nanami percebeu isso, leu. Estava magoada. Levantou-se, ao mesmo tempo em que ele. Caiu no momento o copo com metade da água que ela bebia.
— Eu tenho que ir. — Phil falou primeiro.
Ela ficou mais aborrecida, pois já pretendia sair e ele o fez antes, como se aquilo a derrotasse pela falta de percepção dele. Ela não respondeu, sorriu tristemente e admirou mais um instante aquele avoado. Olhou para o chão e viu na poça de lama a imagem dele refletida se distanciando.

Phil acordou no sábado com a cabeça rodando como se esta estivesse cheia de água. Seus ouvidos não estavam funcionando bem. Safira sorria sentada numa poltrona do outro lado do quarto. Ele sentou-se na cama batendo na cabeça.
— O que houve ontem?
— Não sei, depois de tomar um pouco de vinho... — Ela sorriu maliciosamente — Você não quis ficar na festa dizendo que queria dormir. E veio pra casa.
— Lembro vagamente... Que coisa, acho que fiquei cansado demais depois do trabalho.
Phil se levantou e foi a sua rotina diária batendo na cabeça para tentar desentupir o ouvido... Entrou no banho e lembrou-se...
— Que coisa, sonhei com Nanami! — Ele falava alto, mesmo com a porta do banheiro aberta.

Safira se aproximou e ficou na porta tomando seu quente chá de camomila recostada olhando-o pela cortina pronta para ouvir a historia onírica que o rapaz estava prestes a discorrer.
— Eu estava deitado na areia duma praia. Era num litoral bem claro, levantei e comecei a andar. Achei um peixe laranja flutuando e ele subiu até minha cara. Como se olhasse pra mim saca? Daí virou e foi nadando no ar. Eu fui atrás dele. Ele me levou a uma choupana desolada. Eu entrei. Não havia quase nada neste lugar. Tinha uma mesa que parecia ser de gelo, daí eu vi o peixinho indo para ela. Assim que ele afundou-se a mesa diluiu e as pernas e a cadeira se transformaram em uma pessoa. Nanami! Ela estava como se algemada a uma madeira. Saca aquele pessoal que ia pra guilhotina antigamente si com a cabeça de fora? Com pouca roupa, como eu nunca a vi, aliás, ela sempre usa aquele uniforme da escola neh?!
— É, sei. — Safira riu e pediu pra ele continuar.
— Pois é, ela tinha um monte de água ao redor dela com uns peixes dourados passando por dentro da cabeça dela e tal. Eu ia chegar perto dela, mas ela ergueu as mãos e falou com uma voz bem estranha, meio grossa. — ele se enrolara numa toalha e saia do banho. — era algo mais ou menos assim:
“Ingenuidade, tua moral realidade.
Sem olhar cega,
A paixão.”


— Isso é um haicai eu acho, moderno ocidental. — interrompeu Safira.
— Daí ela se transformou em mim e eu passei a sentir como se eu estivesse preso naquela água gelada. Era estranho sentir os peixes penetrando meus olhos e minha mente. Isso eu sei o que significa. São tipo memórias, ou sentimentos saca? Daí eu não conseguia pegar os peixes de sentimentos que me cercavam. E ficava sozinho ali naquela choupana. Começava a chover lá fora e eu não conseguia ouvir nem a água cair. A água que me rodeava a face não deixava. E começaram a sair os peixinhos da água que me prendia e se transformavam em pessoas. Nanami apareceu, você também, Alex e mais umas quinze pessoas. Todos ali amontoados numa cabaninha. Daí todos começavam a festejar não sei o que. E eu ali no canto não conseguia nem ouvir, nem sentir, nem nada com... Ninguém! Então acordei quando você chegou umas quatro. O que você acha que significa? O que será que vai acontecer?
— Sonhos nem sempre são decifrados como premunição Phil, podem ser uma simples retratação atual do seu ego! — Safira estava quase rindo. Olhando-o pronto para o trabalho.
— Sei não, acho que vai rolar alguma coisa com Nanami... Ou talvez tenha sido só um sonho molhado... — ele riu — Até a noite! Vamos sair hoje?
— Não, hoje quero te ilustrar umas coisas sobre padrões de Vida... Ou talvez você tenha uma lição melhor...

Phil saiu um pouco descontente com a idéia de ficar em casa num sábado à noite, porém seria mais prazeroso no futuro. Valeria a pena. E assim que saísse do trabalho depois das duas da tarde iria a algum lugar na zona pra curtir pelo menos a tarde.
Chegou ao trabalho perturbado com a idéia do sonho. Ele não tinha noção de que aquela mensagem onírica podia ter sido já uma lição, ou uma epístola mental de quem sempre estava observando-o apaixonadamente. Não, Phil queria que aquele sonho significasse algo que ele queria.

Nanami chegou depois da aula do cursinho mais entusiasmada que o costumeiro procurando o louro rapaz. Antes que pudessem se avistar, Phil esbarrou nela derramando-lhe uma jarra de água de coco e um salgadinho de bacalhau que levava na bandeja.
Por um momento ele esboçou um sorriso. E falou:
— Droga, eu havia previsto isso. Tive um sonho que dizia isso. Ainda bem que não foi nada sério com você! Eu sabia que era algo com água e você!
Nanami represou lágrimas! Que mal se notavam entre seus apertados olhos. Toda molhada ela quase ataca mentalmente ele.
— Seu idiota! — saiu furiosa.
— Ô Nanami, desculpa. Foi mau!





Sobre a Imagem Literária:

O post acima faz parte de um “projeto” no qual um conjunto de escritores se juntou com objetivos “secretos” (talvez dominar o mundo). E produzimos tendo como inspiração básica uma imagem proposta por um destes escritores. Este foi meu conto com mais de 5000 caracteres! Eu não consegui, não queria cortar... tem muito diálogo, o que facilita a leitua, não passei taaaanto dos 5000! Espero que curtam. Escolhi esta imagem, mas foi a mais difícil de compor uma crônica usando Phil! Comecei a escrever com uma baita dor de cabeça, mas depois relaxei como se estivesse submergido em água... Buskei regras de haicai moderno ocidental e tal... Havia pensado em trezentos temas diferentes para compor uma historia baseada na imagem, mas nenhuma caberia em 10000 caracteres, depois imaginei que ninguem seria caradepau o suficiente para usar sonho, então eu usei hehehehe. Um pouco mais divertido do que eu previa, mas...

Quem for escrevendo me avisa que eu vou addictinandu ok? uem será o próximo a escolher a imagem? Pronuncie-se!
E os contos continuammmmm. Não deixem de conferir!
Outros contos baseados na mesma imagem da senhorita na água com peixes:

Elvis: http://www.fotolog.com/fanzineragnarok
Onã: http://www.fotolog.com/onadada.com
Quem mais? Quem mais?

Assobio Suicida

Posted: 17 de jun de 2007 by Lux Alt in
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Sinto-me tão nada por não poder sustentar meus vícios,
Mas também sinto algo agradável por não ser viciado
Pelo menos a boca é regada por doces resquícios...
Do que sempre minto algum dia ter depreciado.

Chorei rios de bebidas que tornei vômito assisado.
Com sentimentos que formei a camarilha da mentira,
Das carnes adormecidas o sentido leprosado
Pífio ser que amei e que até então ainda inspira...

Ah! Dê-me um tiro no coração necrosado, mas não mais erre a mira!

Quem Me Dera...

Posted: 16 de jun de 2007 by Lux Alt in
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Quem me dera pudesse ser a tua imensidão desconsiderada
Quem me dera pudesse ir contigo ao espaço sideral
Quem me dera fosse tudo que eu dera a alguém que tanto desejei.

Quem me dera dar um suspiro por sair com o teu ar
Quem me dera a dádiva de devanear no dadaísmo
Quem me dera ter a derradeira imperfeição de ser Teu.
Quem me dera ser meu eu!

Orgasmo

Posted: 15 de jun de 2007 by Lux Alt in
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Os dedos esguios guardam um câncer já masturbado,
Os olhos derramam um excremento do prazer acabado,
Os membros tão longos e magros quebraram à necrose
Os lábios calaram ao lamberem o regozijo da overdose.
Os ossos trincaram por falta de um submisso abraço,
Os cérebros rasgaram a mundana mente forjada em aço,
E o que eu faço para ter um desses prazeres antes da esclerose?


Aurora

Posted: by Lux Alt in Marcadores: , ,
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Tão doce o abrço do vácuo gravitacional,
Da tez delicada o esmalte arranhado pelo dente
Nos lábios, restos dos resquícios do emocional.
Por findar abaixo o dossiê da memória imprudente
Quem sentiu racional foi o demente?

Que sabor você escolheria para sua descrição?
Que cor você iria querer para colorir a visão?
Que amor você exumaria para enterrar a paixão?
Quem você acha que te libertará dessa prisão?

Tão ignóbil o contexto de estar à espera,
Sabendo a necromancia usada para ter.
Do sangue cremar as flores que anunciaram primavera,
Por folhas secas andar sem deixar o grito se conter,
Pois não coopera deitar sem mester.
Que reflexo você escolheria para se ser?

Sufocante Canibal

Posted: 13 de jun de 2007 by Lux Alt in
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Lamberei até o fim o que há dentro
Desmembrarei as pernas recheadas
Consumirei o liquido que sai do centro
Todo o direito das vidas subornadas!

Lamberei tua mente e os pensamentos escassos
Não sobrará nada além da carcaça
E até esta já estará em estilhaços!
Lembrarei teu sabor até que outro melhor faça.

Lavarei as mãos e os lábios ao mar
Não quero que garçom algum me toque
Serviste-me de prazer, mas não posso amar!
Minha saliva esgota ao te pedir que me sufoque
Eu chupei toda tua essência ao beijar...
Mas se há alguém seco agora, esse sou eu sem teu ar!

Baby, Eu Entendo...

Posted: 10 de jun de 2007 by Lux Alt in
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Não achei ainda o local para chamar meu,
Não tive o tal sentimento que considero utópico
Não pude impedir a paixão que impediu
Não soube ser convicto as minhas propostas.

As luzes apagaram e a chuva lavou
As mágoas não deveriam ser tão profundas
As águas dos sentimentos estão manchadas
As coisas não são tão simples quanto palavras.

Não queria, mas admito. Eu disse que quem ama trai
As paixões vêem e vão, mas se o amor existe ele não cai!
















Esse caiu de cabeça nas pedras.

Vicio Surreal

Posted: by Lux Alt in
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Chego já percebendo a falta de caminho
Buscas esgotadas, tão cedo a aurora,
Não antes de ter um coma por vinho,
Que seja livre meu tempo se este for agora!

Deito então ao pé de uma grande estaca
Não há dono de tal, então esta será minha,
Se for só isso que procuro, então a busca acaba?
Ou será que terei que voltar ao que não tinha?

Acendo rapidamente um ultimo vício mentolado
Daqui paro para respirar o incógnito real
Sabendo que o que passou não ficará calado
Pois se existiu vício, esse foi o mais mortal!
Tão alado que atravessou o surreal para ficar ao meu lado.

A Procura Duma Figura

Posted: 9 de jun de 2007 by Lux Alt in
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Procurando em fumaça um devaneio ocular
Percebo que nada passou com a saliva ao oscular
Sem um lar para ter a certeza futura,
De que não careço de alguém para minha mistura
Já tenho cultura, quero só uma nova figura para copular...

Vejo O Mesmo

Posted: by Lux Alt in
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Vejo que me vêem mais notório do que gostaria,
Mesmo tentando ocultar o pouco da falsa soberba.
Vejo por lentes que trincaram pela falsa simpatia,
Mesmo declarando a quem não quero que me beba,
Por um copo, garrafa ou um canudo sem anestesia!

Vejo que o tempo de idealizar foi certa mentira
Mesmo do tipo que se expõe a uma criança.
Vejo a cada instante que o tempo é o que conspira,
Mesmo desconhecendo o ponteiro da tal esperança,
Por que deu confiança ao sentido metafísico que inspira?!

Vejo que vejo demais em quem nada tem,
Mesmo estando sonhando com o maior bem...
Vejo que o mesmo que vi não era mais o mesmo também.


De Outra Cor

Posted: by Lux Alt in
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Gosmas pegajosas nos passos solitários
Crudelíssima constatação ótica trivial
Ao amanhecer nublado por contrários.
Cartas e emissários de um amor sem aval

Postas as dores sanguinárias na cama
Desabafos de medíocre odiosa sinceridade
Pouca apatia no semblante da lama
Ao pisar em quem ama, oposta promiscuidade.

Seja então da melhor safra da safadeza!
E da natureza permute ao omitir a realidade,
Pois como defesa nada melhor do que a agressividade!

Veneno

Posted: 7 de jun de 2007 by Lux Alt in
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A pureza relativa da moral empírica
Quebra a inferência da infâmia poética.
Acaba aqui o conflito da dor mais lírica,
Que se tornou prazer depois de ouvir “A Patética”
Simples como um suicídio de fatalidade vampírica,
Ao amar o Sol, perder a lúgubre ética,
Pois a lorpa insistência deixou a crente mente cética.
Para então poder beber a cólera em saliva cítrica.


IMAGEM Literária

Posted: 6 de jun de 2007 by Lux Alt in
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Seguindo a proposta da Imagem literária, aki esta a minha escolhida. (Quem escolherá a próxima?)
Disse que pensaria antes no conto para depois buscar uma imagem, mas não rolou mesmo! (Pena pra mim)
Isso eh muiito complicado. Ateh porque sei que ficarei com a imagem uma semana na cabeça...
Tinha pensado em uma coisa totalmente diferente, mas gamei nessa imagem!
Não sei bem o que me chamou a atenção. Mas vi um potencial literal nela...

Seguindo a idéia tentemos compor contos/ crônicas/ escritos, etc com no máximo 5mil caracteres (contando espaçamento), ok?
E tentemos usar a imagem pelo menos como inspiração, ok?
Ao publicarem em seus respectivos blogs/flogs, me avisem que vou addicionando.
Data Limite Da publicação: Segunda dia 18 de Junho de 2007,
Ateh lah e qual vai ser o nome desse projeto mesmo?
Eu chamei de imagem literária, mas eh tãooo pobrinho.

Imagem capturada de http://arcipello.deviantart.com/store/


Cefalorraquidiano

Posted: 5 de jun de 2007 by Lux Alt in
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A cada noite um sussurro me chama
A responsabilidade exclusiva da exclusão,
Duma paixão que queima como chama...
Pois a escolha ao muro fez a divisão.

A cada grito, sentir a dor do arrependimento,
Pois a verdade foi baleada pela arma
Do irrealizado e simplório contentamento,
Pois tinha a cepa da paixão como karma.

Mas foi um ser insano que deixou a mente louca,
Por eu deixar meu amor cefalorraquidiano escorrer para tua boca.