Odisséia

Posted: 30 de abr de 2007 by Lux Alt in
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Em momentos chuvosos
Não mais adianta clamar
Pelo que poderia
Ter acontecido
Num passado
De contrários
Contraditórios.

Sem Provérbios

Posted: by Lux Alt in
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A vida não passa de emoção barata derretida a beira do esgoto sufocante.
Depois de tentar conquistar a imagem do horizonte como amante,
É que temos a certeza da solidão fatídica de ser inferior ao infinito.
E quanto mais custamos a perceber sua imensidão, aí se torna mito.
Omitido pela simples consciência de não ter uma companhia inconstante.

Todos Sozinhos

Posted: 23 de abr de 2007 by Lux Alt in
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Num excêntrico coral, os telefones chamaram
Por um Alguém que não estava em casa.
Feche os olhos para ver as tintas que mancharam,
A inocência que tornou-se livre sem asa.

Porque eu deveria crer que fiz,
Não aproveitei...
Não gozei, nem mesmo quis,
Não lamentei.
Simplesmente apaguei o que contei.

Agora a morte será lenta e letal,
Num pleonasmo jornalístico e ilusório.
Nem adianta chamar-me para bacanal tal,
Irei agora para meu próprio velório,
Que de tão simplório tornou-se anual.

Preciso

Posted: 20 de abr de 2007 by Lux Alt in
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Escuto esse zumbido e isso me excita,
Em breve estará acabado e ensangüentado
A cicatriz será de rosa púrpura arroxeado,
Dum pai desnaturado que o filho imita.

Preciso de paz para meu pensamento.
Preciso de um abraço massacrante.
Preciso de um beijo dum necromante,
Preciso de luz no meu manchado sentimento.

Faço perguntas ao espelho sem respostas
Anuncio desejos que tenho em irrealidade,
Mordo lábios alheios odiando tal igualdade
Tento, mas nunca consigo dar as costas...

Preciso desse som a me perturbar
Preciso dormir para sair do sonho
Preciso dum pesadelo pra me masturbar
Preciso ser você para aceitar o que proponho,
Preciso que diga que estou morto para acabar.

Sem Planos

Posted: 17 de abr de 2007 by Lux Alt in
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Sinto minhas mãos vazias,
Não tem ninguém para abraçar
Como eu gostaria de poder voltar
Só para mais um dia
Nossa que delícia o que estavamos delirando
Eu gosto de ver você dormindo a noite...
Era 3 da manhã quando você me acordou
Perdendo a virgindade da moralidade juntos.
Sem mais delongas e desejos,
Somos sozinhos acompanhados.

Reabilitação

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E enquanto você amaldiçoa o dia
Em que eu decidi continuar fiel a mim mesmo
É muito importante para nós a consciência dessa divisão.
Eu nunca vi uma mudança sem uma briga ou beijo
Não morrerei de decepção,
Quero mudar alguma coisa, nem que seja a Lua...
Me drogar no sono pesado, tudo meio drogado de tanto sonhar.
Mas existem também drogas pra dormir.

A minha memória descansa como nós fizemos quando o verão começou.
Sei que se lembra que pedi que esquecesse...
E quanto mais vencia, me achava um perdedor dessas memórias... normal
Aí vem a chuva novamente tentar lavar a culpa do não-pecado.
Enganamos que poderíamos ser frios estando juntos,
Tanto quanto acordar suado e melado tendo sonhado com o Sol.

De Segundo Grau

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Está tudo bem...
Mesmo os flashbacks sendo tão constantes...
As coisas poderiam piorar, sabemos...
Mas tenho você ao meu lado. Ou abaixo...
Não adianta estressar, os dias chuvosos sempre vêem,
Mas o sol também.
E você sempre traz esse calor pra mim.
Epa, estás me queimando!!!

Mesura

Posted: 16 de abr de 2007 by Lux Alt in
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Pegue-me e me carregue para o nada
Não imagino confusão mais planejada.
Os clipes de papel enferrujaram o itinerário,
E sem olhares no Eu, o reflexo vira o contrário.
O caminho é simples, pois a estrada está apagada...
Nem mais tijolos, nem guias, nem horário!

Sei que ouviu meu muxoxo de desdém
Nem queria ter algo ou um mero Alguém
Só que a tinta choveu em meu paladar
E sem saliva, sou como nômade sem andar.
Desisto então de tentar sentir-me bem
Pois a cidade submergiu em lágrimas. E não sei nadar!

Não adianta me clamar novamente para as trevas...
Não mais cairei em teu mar demente de pedras e ervas!

Sentir

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O descanso foi esgotado pela atimia constante.
Não há busca sentimental por tal não ser importante
Acabou-se antes mesmo de dar-se o início.
Quem esperou morreu de overdose desse vício,
Sentir faz cair-se num infinito precipício...

O pudor moral da relatividade já necrosou,
Antes mesmo de causar a ferida que causou
De repetição demasiada platônica infantil.
Se deseja o único, então porque ser tão hostil?
Sentir agora faz doer ao perceber que só um sentiu.

Pense Mais Um Pouco

Posted: 14 de abr de 2007 by Lux Alt in
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Pra você que pensa que é louco, pense mais um pouco
Pense se teria consciência de que perdeu a essência
O que te separa do real e de um eventual plano astral
Pra você que diz ser demente, pense no que sente
Pense se seria consciente ao ponto de ir contra a corrente
Se em sua mente existe uma torrente de realidades permanentemente,
É porque você é louco e acha que é um insano demente!
Entende?
Entende?
Ah... nem tente!

Depois Do Frio

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Atração física, paixão e amor. Quem se importaria com a mentira?
Só queria uma companhia para um momento de frio...
Vejamos quem poderia imaginar a dissolução da solidão.
E agora depois de tantas decepções...

Quem pode pegar a cerveja depois de uma noite tão vodikal?
Eu quero beber água, mas a preguiça não deixa...
Me dá um pouco de tua saliva mesmo.
Vai! Agora! Por favor...

Aproximadamente a maneira da verdade da ficção...
Estou fazendo-lhe o favor da repetição da sensação,
Você está tentando mostrar-me que você é feliz, realmente feliz?
Mas eu posso ver que você é sentimento paralelepipedamente irreal.

Eu necessito ser honesto, realmente honesto,
E você sempre mentindo a existência
Diga-me o que está em sua mente, além daquelas pedras de plástico.
Qualquer problema além da janela...
O que quer que o problema talvez seja, me diz.
Ou simplesmente volta pra me aquecer.
Assim está melhor.

Guerras Minhas

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Guerra civil - eu sou vovcê?
Guerra diplomática - quem me conhece?
Guerra nupcial - quando foi?
Guerra preservativa - nada tinhamos...
Guerra partida - foi-se a relação!
Guerra por procuração - sem burocracia
Guerra fria - esquentamos os corpos.
Guerra nuclear - lindos cogumelos.
Guerra biológica - eu nao estudei mesmo.
Guerra química - preferia línguas
Guerra comercial - nao há vendas.
Guerra subversiva = sempre fui assim!
Guerra psicológica - louco, louco, louco...?

"Mutual Assured Destruction" (MAD, "louco")

Sexo Indiferenciado

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Muitas pessoas, sexo também é utilizado
Nas espécies com sexo indiferenciado,
Existe enorme variação de atitudes culturais,
Entre e dentro das sociedades,
Em relação a sexo, sexualidade e papéis sexuais
Quem se lembra de você em mim sabe disso.
Eu sei, eu sei. Cor vermelha, carne da sua boca, coração
Como é o caso das bactérias e na maioria dos protistas
Dois indivíduos - duas células -
Falávamos sobre relacionamentos como o de costume
E sempre enumerando o que esperávamos de alguém
E o que podíamos oferecer a uma pessoa especial que viéssemos a amar.
Após rirmos muito com a situação,
Veio em nossas falas à realidade que vivemos.
Aparentemente iguais conjugam-se e juntam
O material genético para dar origem a novos
Indivíduos com uma herança genética partilhada dos dois progenitores.
Mas também a uma outra consciencia do que poderia ser a cria do amor.

Dois indivíduos aparentemente iguais,
Mas com características sexuais diferentes,
Numa situação conhecida como heterotalismo,
Nós?
novos indivíduos.

Minhas Vontades

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A minha mente não pode se perder assim em teus contornos!
A minha fantasia não quer ter a verdade de inconstância.
A minha cama pede teu calor mais um sábado desse outono.

Porcelana Do Caos

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Basta pegar um exemplo na natureza como o sonho da realidade
Para a maioria de nós, isso seria o acaso a loucura
Variação e de interação, não há como fechar a identidade.
Isso é o caso mais infeccioso de ociosidade da cultura,

Resultaria em nada mais do que um acontecimento ao acaso.
A soma de uma quantidade das emoções de um alguem sozinho,
Pois, é exatamente isso que os loucos querem como prazo
Indeterminada de elementos, com possibilidades el niño!

Infinitas possibilidades reais querem prever:
O que as pessoas pensam que é acaso mas, ao rever,
Na realidade, é um fenômeno que pode ser
Representado por equações de prazer

Dança Do Sabre

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Doce e fraco, como tende ser o eu poeta...
Já que um cigarro é um fúnebre convite,
Enchamos os pulmões do vício gritante!!!
Já que a tinta foi cuspida na lama infernal,
Sejamos olhares perdidos na chuva de verão.

Perfumando o tátil sempre estará lá...
Quente ou frio ainda é a realidade!
Bebamos o que escorreu do veneno prostituído.
Já que o ilícito tornou-se lei do que é vital,
Sejamos a cumplicidade irônica dum lampejo.

A garganta está fechada para tal troca.
O movimento é simplório e lastimante.
Agora sinta banhar o seio já congelado... Mas,
Não mais comigo!

5 Para 1 Amanhã

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Bem que poderias me ouvir um pouco...
Não prendo teu ar e não chamo louco...
Talvez seja o tempo de sentir o que é livre...
Agora perca o sentido e dele se prive...
Ensurdeça-me de prazer até me deixar rouco.

Em Nome...

Posted: 13 de abr de 2007 by Lux Alt in
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Em nome de deus, avisem que sou ateu!
Não preciso dessa prisão toda vida.
O que serei adiante será problema meu,
Não mais há uma responsabilidade induzida
Se escolhi tal caminho, eu reverbero a consciência.
Não há pecado pra quem é dono da tortura,
E nem adianta tentar um retorno à inocência
Chame como quiser, a vida é completa loucura!

Em meu nome, deixem-me em paz!
Não preciso de uma falsa ilusão.
O que terei adiante será muito mais
Do que uma esperança dum embrião.
Mais do que gritos vindos do profundo...
Sua voz não me alcançará a mente!
E nem tente tocar a tez de meu mundo
Pois ele se fechou para você que não me sentiu ou sente.

Em teu nome, esqueça a fantasia!
Não preciso de algemas no sentimento.
O que terás adiante será só nostalgia,
Pois foi você que escolheu viver só mais 1 momento.

Afirmação Falsa!

Posted: 10 de abr de 2007 by Lux Alt in
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Desta exibição conseguiram retirar todo
O prazer que jamais imaginariam.
Era tão simples negar o que se sentia
Por ser tão fácil a vitalidade do vício.

Quase tudo que imaginavam realizou-se!
E Muito mais de não sei a vida é assim
Quando se trata de viver com outens.
Própria formação do poema permanente
Do telefone a voz de uma pessoa amiga

Homens e mulheres começaram a aventura
Quando...dançam no chão e no ar,
O corpo criado se desprende do mito criador.
Era tão esdrúxulo o preferencial quando
A referência pedida pode-se mutuar.
Não consegue mais pisar nem com mãos nem com lábios,
Naquelas zonas medulares do conhecimento mágico!
Jamais!

2 Caranguejos Opostos

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Faladores sem flores para o defunto
Cremam a essência sem um assunto
Celebram a conquista do comum,
Quando se percebe foi só um boom!
Lambem nos lábios uma rubra paixão,
Embora queiram ficar ali no chão.

Enamorados tão falsos quanto eu,
De sentidos que até o tempo esqueceu.
Batem em pregos nos olhos tristes
“Se não ama, por que ainda insistes?”
Sabem que o futuro assim será dor,
Pois foram sinceros ao que chamam amor.
Por favor, não beijem o sal rancoroso!
Deixem seguir em solitária peregrinação.
Por favor, do abraço não sintam o poderoso,
Orgulho que os afastou da comiseração.
Por favor, não mais deixem parar a vital canção...

Café Sem Açúcar

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Só mais 42 horas sem a elétrica energia
Sem o som que me salva da dor de cabeça.
E já que não há televisão, façamos uma orgia!
Assim talvez a preocupação futura desapareça...

Como fumaça, os tais amores no ar esvaeceram!
A lombra histérica foi consumida em prazer.
Pode agora desejar outros corpos que aqueceram
Pelo simples fato de não terem nada a dizer.

Não pode-se crer no infinito sem a delícia irresistível,
Que é ter o abraço impossível do mental desprezível.


O Pescador

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Borbulhas de um milímetro tão desconhecido,
Paraíso tão ao alcance do dedo indicador
Para nunca tocar a tez do esquecido
Já que esse foi aquecido por um amor traidor.

Ondas que não levam o já vivido
Sabendo que o sabor segundo está vindo,
Ignorando o anjo afogado e caído,
Pois o que foi traído mesmo assim é ainda lindo!

Bebe o sal, ignora o passado e vive o agora!
A vida inteira não para agora na metade!
Seria demasiada coincidência da realidade
Se fosse embora procurar quem implora...
Por afetividade, amizade ou só por quem te adora.

Lamento De Narciso

Posted: 9 de abr de 2007 by Lux Alt in
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Alguém pode encontrar o desengano do vazio cheio
Se cheio estiver de tanto buscar a conclusão vazia,
Se desejar o desejo que não será realizado na fantasia
Nem por um mestiço de duende com índia sem seio.

Alguém pode ser igual ao desalento do espelho cego
E o descontentamento do mergulho frio das memórias,
Se estiver mesmo intimo do eu interior que não molha as glorias,
Não olha nos olhos do reflexo para qual busca a resposta do ego.

Quando cair, que esteja de costas sem afogar a dor
Para não bater de fronte com o sonho. De ser amor...

Raicai De Outono

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Numa floresta distante do isolamento.
Pude ter de ti a certeza da minha realidade
Humana incapacidade do solo contentamento.

Sedução À Guerra Do Ego

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Apagou-se a luz que poderia dar-te pelo menos uma sombra,
Em qual poderias esconder tua cara de desengano desgraçado.
Era tão simples não olhar o raiar da aurora boreal monocromática

Sempre que buscou se aliar as construções, as festas pararam.
E sabes como é não é, foi só entrar de penetra. Um infame!
Querendo penetrar o anfitrião. Um pagão deus sem alma...

Dançou mesmo com bobos que nem ao menos eram de corte.
Não cortejaram nenhuma possibilidade de rirem ou fazer rir-se.
Quiseram usar-te para o próprio prazer, talvez como você tenha feito.

Largando toda a consciência do que poderia ter sido em sonho
O onírico da exaltação contraiu o vírus da solidão agonizante
E continuou-se a dança para uma fogueira de poeira macabra.

Não se sabe mais o que gostaria de gostar. Não mais!
Tantos planos que não saíram dos planos não projetados
Para o horizonte tão milagrosamente cético. Pirrônico.
Quem te disse que as luzes brilhariam com tanta intensidade?
Mentiram simplesmente!

Rubro Anjo

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Um anjo ruivo caiu desnudo em meus braços
O escarlate em seus lábios tentou-me febre.
Duma paixão freneticamente insana de estilhaços
E de suas asas o gozo certo e rápido como lebre.

Esse anjo sim tinha sexo e dele pude provar
Sem considerar o fim que logo me acordaria
Num raio de sol, em seu pescoço pude cravar
Meus lábios que necessitavam mais do que uma ambrósia.

“Anjo flamejante, mancha de sangue meu mundo
Queima minha derma e subjuga minha razão
Faz-me crer que posso ter um momento mais segundo,
E não me deixa chegar a outra odiosa ilusão.”

Ah, ter um anjo em braços e abraços é já um devaneio!
Quem não adoraria esperar por um amor alado?
Mas que jamais voasse como se estivesse preso ao seio,
E nunca deixasse o tal momento ficar parado ou calado,
Nem no começo, nem no meio...

Entretanto, se eu nem em anjo realmente creio como crer pecado?
É... Nunca serei amado.

Árvore Rubra

Posted: by Lux Alt in
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Em busca de hábitos ultrapassados
Fronte uma árvore filha dos milênios
Ciente que os passos foram passados
Para uma subida esgotada pela atimia.

Provo o deleite da figuração sentimental
O que parece vivi está em decomposição
Pois tudo do que provei era mortal/mental
E a disposição para amar quebrou-me...

Ao meio, mas a busca deve continuar!
Partido dos gozos que não voltam.
Estou em busca do que irá passar,
Mas esses são prazeres que não mais te importam.

Mirror Mirror Dream

Posted: 5 de abr de 2007 by Lux Alt in
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Ah se você soubesse o quanto eu te amo...


O quanto só você poderia me corresponder...


Sempre a minha frente a me dizer o que devo fazer...


Não questiono a tua beleza e inteligencia. És Minha certeza...


No final das contas só posso contar contigo, meu abrigo surreal.


Afinal, só você me levou ao paraiso do que é ser completo.


Nunca solitário... Eu tenho você!

O Elo

Posted: by Lux Alt in
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Arranhei a pintura
Mas provei a dor constante
Destruí qualquer estrutura
Pois ouvi conselhos de Afanti
Desprezei qualquer postura
Ao fim fui o mais errante
Mas, tive amores todo instante.

Olhei o teu reflexo
Espelhado na lama
Neguei querer teu sexo
Mas já estava na cama
Rompi o já desconexo
Pois não sou eu que ama
Ainda assim tu me clama.

O sabor do cogumelo,
Pra cair em torpor
Num paraíso paralelo
De poesias a decompor
Em relatividade do que é belo
Numa estrutura de humor
Só pra descrever o que é meu tal Amor:
Um inquebrável e indestrutível elo de prazer & dor.

Diga-Me (Limpamente)

Posted: by Lux Alt in
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Isso é um gueto perigoso! Eu sou um igual diferente!
Estou doido? Na rua das ilusões idealizadas,
Estou dirigindo pra longe de mim
Buscando por debaixo de pontes pessoas passadas
De fome talvez. Mais uma vez não sei bem o que busco.
Isso é tão humano. Assim como a carência de saliva.
Leve-me para longe deste misero paraíso.
Não vai ser um corpo perfeito que vai me desnortear.
Não vai ser tua erotomania que vai me seduzir.
Não mais...

Termine-Me!

Posted: by Lux Alt in
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Que explodam as pétalas da orquídea negra do impossível!
Agora o caminho foi interditado pela represa do invisível
Sem deixar correr o fluxo da lamuria para o horizonte
Em ontem obliterado por mazelas que derrubaram a ponte
E sendo ou não um sinal, já é tarde para fúria oral...
Não há moral para quem deseja o fluxo do surreal,
Mesmo a aprendizagem custando de tudo um nada,
Basta ter na bagagem da memória uma miragem desejada,
Para realizar a perfeição do que seria tão vil e sem estrutura.
É só tornar-se um adepto da puericultura.
Tendo assim em braços, braços-pés, mãos e cabeças...
Mas se não fores um canibal neural, desde já é melhor que me esqueças!

Criança Fugitiva

Posted: by Lux Alt in
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Não mais teme esconder tais feridas faciais
O vazio certo atravessou a tênue película sentimental.
Hoje até aceita o tapa, pois provocou reações tais
E sabe, é mortal a dor do desprezo pelo “Amor mais cabal”.

Não mais ouve os pássaros chamarem pelo sol
Nem mesmo seu corpo sente o que vem da lua
Ilusões criou para fugir escondendo-se num atol
Mas suas paredes eram tão frágeis quanto a pele nua.

Nuvens Carregadas

Posted: by Lux Alt in
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Os cães selvagens estão me perseguindo!
As portas nas árvores estão todas fechadas
Virei caça por escandir todas as dores sangradas
E os corvos da incerteza com as hienas estão rindo...

Mas como é lindo esse caminho que sigo
Sei que pelo engano logo despenharei em tentação,
Talvez em um alçapão sem fim de profunda imensidão.
Pela solidão de abelhas negras defensoras de Virgo.

Não há amigo/amor nesse logradouro tortuoso
Estou sozinho comigo, pois traí até a mim mesmo.
Usei de verdades quiméricas e me apaixonei a esmo
Por tal não suporto a sincera declaração desse sentimento poderoso
Eu mesmo neguei por ser um inútil medroso/mentiroso.

Frustração De Um Ator Real

Posted: 4 de abr de 2007 by Lux Alt in
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Não adianta tentar achar...
Houve o nada, como sempre
Nem a dor para rebaixar...
Dum nível que o passado lembre.

Foi sentimento mascarado.
Sabia que havia insegurança.
Carpe diem tão amargurado
Fez devanear vã esperança.

Na lembrança sem imagem,
O som mistura-se a fumaça
Numa antecipada viagem
Que só trouxe a vital desgraça.

Daí lembra o que aconteceu...
Provou do próprio veneno...
O amor, simplesmente envelheceu,
E o tal calor ficou em frio ameno.

“Mas adimentindo que teu corpo me aqueceu
Oops, será que esqueceu que eu sempre enceno?”

Neve, Não Leve...

Posted: by Lux Alt in
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Sei que o tempo de alegria afetiva logo cessará
Até porque fui eu que planejei o que ainda me virá
Logo cairá uma tempestade sobre meu ínfimo ser
Fará-me enlouquecer com lagrimas de entorpecer
Por eu querer ter um ser que nunca me completou ou completará.

Sei que irá me fortalecer tanto em mente quanto mental,
Pois o engano de tentar me faz sentir estúpido irracional
Real ou irreal, já completei essa fase adolescente.
Decente ou indecente... Só eu sei o que tal ser sentiu ou sente
Por ter amado uma mente inconseqüentemente amoral.

Sei que me sinto assentimental para chegar a amar alguém.
Quero encontrar o engano enganado sem mal ou bem
Quero ser eu também e perdoar quem amou outrem,
Pois quebrei a razão achando que amor era louco eterno
Que de tão terno, a realidade pararia no que ainda vem,
Nunca deixando passar por mim esse solitário e glacial frio de inverno.