Noite Desnecessária

Posted: 28 de mar de 2007 by Lux Alt in
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Às vezes as mentiras caem como sombras,
Eu não penso em minutos que ainda virão...
Canalizar o prazer é meu modo de sentir,
Mesmo em náuseas de tentação enigmática.

Em garrafas vazias, falsificar cérebros,
Pois a dança das adagas do vácuo me cortou.
Sem irmãos, a noite parece tão prostituta,
Meticulosamente, vejo que o ato mais propício é dormir.

De Volta A Terra

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Mesmo não tendo sido verdade
Aproveitei a tardia declaração.
Costumava temer minha realidade,
De ruas infinitas de isolação.
Corrompendo o que diriam amizade,
Cresci as custas da tua falsa emancipação.

Para onde foram os amores,
Que te juraram nunca abandono?
Seguiram instintos sem valores,
Querendo te algemar a um dono.
Não mais do prazer as dores...
Devo só rosnar para não cair em sono.

Muito evidente o que quero,
Entender primeiramente a mim.
Já que de outrem não espero,
Um apreço depois do fim
Sei que nunca terei quem venero,
Pois meus desejos me enganam assim.

Aposto que as cores correspondem
As dores e prazeres sentidos
Mesmo quando se escondem,
Os sentidos não são mentidos,
Pois os sonhos sempre respondem,
Quando não tenho amores comprometidos.
(Prostitutas, loverboys, sacanas, fodidos...)

Não é minha culpa ser desejado por malditos.
Porém nunca me submeti a esse moral de que é pervertido.

A Íris Dum Caramujo

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Se eu for agora,
Não saberei a pretensão.
Será pura soberba
Deixar luzir na íris.
Como o solar adolescente
Crema a derma do inconsciente.
Usarei o rubro luto, mesmo sem usar excitantes.
Numa aventura insensata,
De luxúria nominal.
Vejamos os lobos urbanos,
Pois assim estará lúcido no asfalto.
Liga-me novamente, por favor!
Quero a loucura como ruptura,
Da sociocultura “caramujal”.
Tanto no tempo quanto espaço, pegajoso e infeccioso...
Prefiro a liberdade do meu jardim.

Perca O Controle!

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Seja agora como um beijo numa festa
Tão significante quanto um choque elétrico,
Pois se o vinho molhar os olhos, abra-os!
Em nenhuma casa ou capital haverá,
Delícia tão irresistível quanto a da dor.
O que chamarias de lágrima sentimental...
E não importa a realidade do fato,
A busca do infinito ainda continua...

Busque o que está além da insanidade,
Dentro de calabouços da liberdade,
Seja agora o controle da moral da tal “promiscuidade”!

Fios & Feridas

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O cansaço de procurar em círculos,
Liberta por uma noite, o sangue mental.
Posto que não há companhia a ajudar
A estancar a hemorragia de tentar.

Perda de tempo, uma tentativa de ser,
Não se vive sem delirar entre grades
Mesmo sem casa, pode-se jogar ao mar,
Da lamúria da infantil histeria estérea.

O próprio corpo desconhece a real vontade
Arrebentar veias e tendões na tentativa tal
De achar uma resposta direta e incontestável.
Pisando em teclas e órgãos cibernéticos,
Tem-se finalmente a certeza do que já foi o ser...

Fechados Sentimentos

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Os segredos deixaram de segredos serem
Pelo motivo mais simples e verdadeiro
Não mais há alguém confiável para os terem
Menos ainda para conhecerem meu Amor primeiro

Fui hostil para com quem tanto considerava
Não aceitei o pedido de desculpas desculpadas
Sei que não esqueceu que eu não amava
Só quis ter Alguém que fizesse as fantasias realizadas

Agora apagadas, como antes não tivessem existido.
Como tais paixões que tanto tenham me mentido
O simples calor amigável já estava comprometido
Mesmo eu tendo me deixado torturar meu próprio Cupido.

A Inconsciência Do Prazer Não Traz Prazer

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E mesmo a grama sendo verde, você está seco
Não só de alimento, mas do valor mais grotesco
O consciente do controle improvável psicológico
É o que te transportará por veredas sangrentas do ilógico
Sendo ou não verdade surreal, quase findou
Seria de todo simples, pois só com desconhecidos andou
Revendo imagens já lidas em repetição

Então, cabe a você saber se é bom ter tais instantes loucos
Se perdendo o controle à dormência, tais momentos parecem tão ocos poucos...

Lábios Cálidos

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Se podes mesmo falar os sentimentos insolúveis mais fechados
Foram os minuciosos momentos de alados pecados consagrados
Com o Amor & Ódio dos pensamentos volúveis reais realizados.

Declaração Preventiva

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Não queira conjurar estacas em meu seio
Sou mais do que o efêmero do trivial
Não queira me jurar paixões ao meio
Sou capaz até de controlar meu fluxo do paradoxal.

Não queira me dizer até onde eu alcanço
Sou simplíssimo, porém completo de autonomia.
Não queira me dar prazer pra deixar-me manso,
Sou o mais comum e certo de tal anomalia.

Então, não julgue conhecer meus lamentos!
Não ache que proporcionou bons momentos
Pois não achei nada sobre teus nadas mentais
Pelo menos nas circunstancias atuais,
Sou inapto a tais imundices sentimentais.

Sem Fôlego

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Diria ser impossível se não fosse tão óbvio
O sentimento do vazio constantemente beligerante
O qual traz o marisco traiçoeiro de sabujo odioso
Escondido em uma crosta de dor vital
A qual foi adquirida em séculos de convivência.
Esse é o laudo... Não é em latim, mas está na lápide.
E aqui embaixo, o oxigênio esta se esgotando...
Minhas asas murcharam e nem mais cego meus inimigos.
Foi-se o tempo no qual eu procurava evo sentimental
Foi-se a dor de ser traído e nunca ter sentido perda
Nunca houve uma ovação sincera da desgraça
O caminho tornou-se longo demais para os desoxigenados...
Como eu...? Talvez eu só queira descansar,
De nada, nunca ter feito.

Um “R” Na Perna

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Crítica abordagem sobre filosofia deísta...
Quem negaria boemia com o objeto desejado?
O simples visual era de todo simplista
E no momento inexorável, foi-se o já beijado.
Pessoalmente o concreto estúpido machista
Sexista sem remédio do inconsciente planejado
Com um jorro de vômito, o sabor mais marcante
De peculiar marca como o escarlate visual
Um chamado tão inesperado ao toque de uma bacante
Bebendo nos lábios a incoerência do sensual
Mesmo libertino em liberdade de futuro excitante
Depois de hoje, aceito um convite para uma independência moral.

Três Parcas

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Queira me acompanhar pelo entrelaço do momento
Nunca é tarde para dissecação do próprio sonho
Seguindo o Eu, terás uma injeção do agradável tormento
O material é teu cérebro, tão biológico lógico ao que proponho...

O minucioso estudo do introspecto impessoal é vicioso
Diria que talvez tenha perfume social obrigatório
De acordo com a poeira temporal, foi mentalmente ocioso
Pois o diagnóstico da importância fraterna do apreço é contraditório.

Existem três portas com caminhos para o ego impessoal
Já que falamos de tempo, tente se encontrar no futuro
Para criar a monográfica apatia pelo passado irreal
Dum presente inconsciente do prazer carnal mais seguro
E asseguro: não me misturo com mais nenhum débil-mental.

Intoxicação Por Histeria

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O prazer inócuo tornou-se obstáculo
É inexistente uma interpretação onírica
Pois cada fio sanguíneo torna-se tentáculo
De razão demasiadamente lírica

Outrora o contexto fora o mal-estar na cultura
Mesmo interpretando os sonhos de humor
Sem que a simetria esgotasse a fissura na escultura
Mesmo a hábito do primórdio poético de Rimbaud.

O que era droga, tornou-se tolerável ao flagelo
A humanidade consome a desconfiança do que é belo
Pois o elo da esperança já bateu o seu martelo.

Baixa Pressão

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Todo o mundo está pulsando!
Mesmo notando vozes vomitadas de baixa pressão
Ouvindo alienação que parece onomatopéia sonífera
Faz lembrar que dormi em chuva.
E fui incapaz de segurar-me em devaneio... Mas foi bom
Esnobar corpos que serviram de arrependimento... Bom...
Perder presentes e não achar presentes é ruim...
Registrar estados insólitos num outono depreciante
E só conseguir ver mariposas cobrindo os olhos.
Ah, quando o céu se abrir e dali descer um raio de luz...
Saberei que cheguei ao apogeu da reflexão delirante,
Só porque terei acordado pra ir ao banheiro vomitar
E que não faça isso antes, em meio aos convidados,
Pois não quero banhá-los com meu gozo.

No Passo Da Vida

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Deixe-me andar em busca de um paraíso inexistente
Colher a semente que ofusca o paladar da minha mente
Deixe-me crer infinito já que desconheço o tal amor
Sugar o negro granito para ter o prazer da dor
Deixe-me porque sou eu, não há como impedir,
Mesmo num tempo qual adormeceu o que aconteceu foi por mentir
Então, deixe-me sentir...

O Dia

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Um dia, não espero saber quando,
Eu possa estar satisfeito comigo
Que sou inato a inferência do nascimento.
Tanto quanto desconheço os lapsos,
Pois perco a consciência constantemente
E só encontro-a em memória do amanhã...

Um dia, quando encontrar os cogumelos certos,
Eu possa seguir no caminho de tijolos púrpura
Deixando um rastro de camarões e caranguejos.
E no descanso, beber uma garrafa de Ricard
Num jardim de lótus cheio de borboletas azuis de mosaico
O dia no qual deixarei os sentimentos-órgãos para minha hiena,
Que só aparece a noite.

Previsível

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É um fato inegável
O tempo está esvaindo
Nunca tive o agradável
Tormento consumindo
Acreditei irrealizável
O credo realizou-se iludindo
Só para criar a fresta
De que há um sentido
Mesmo do que não resta
Para ensolarar o omitido
Mesmo numa chuvosa festa
O melhor é sempre, sempre o proibido.

É um fato certeiro,
Incontestável inutilidade
O prazer ficou no ponteiro
Dum passado de sensualidade
Mesmo pouco verdadeiro
Foi o motivo da sinceridade
Só para conquistar
Deixei-me livre ao léu
Tentei nunca hesitar
Mas bebi o drink de féu
Que cuspistes ao gritar
Por mim, o amor que cairia do céu.

É um fato, a espada temporal
Cairá e amputará a juventude
É um fato, sou um reles mortal
E por tal espero logo ir pra meu ataúde.

Vítima Do Próprio Crime

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É um lindo dia para lamentar
Todos os outros dessa existência ordinária
Só pelo insight de se desmatar
Pela vida alheia tão gregária...

É um lindo dia para alguém
Que procura o Alguém encontrável
Só pela necessidade de ser procurado também
Para declarar nosofobia humana incurável

É um lindo dia para se declarar
Neurótico, pois o ótico não mostra,
Toda a desgraça engraçada a supurar
E não há como comissurar a consciência de bosta,
Pois a existência acabou hoje que foi um lindo dia pra parar.

Espera Inútil

Posted: 26 de mar de 2007 by Lux Alt in
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Tanto já implorei, mesmo a montanhas flutuantes
Não importa como, cinqüenta centavos sempre será pouco
E por incrível, até atos suínos parecem estimulantes
Rua de ilusões, pois a esperança é para ser louco
O qual tornei-me ao ludibriar infinitos amantes
Mesmo desconhecendo a consciência barata e sem troco de ser porco.

A Queda Da Inspiração

Posted: by Lux Alt in
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Há uma perfuração em minha veia
Há medo de uma necrose quebrar o osso
Há comemoração capitalista na ceia
Há sonoplastia pra trancar o sanguíneo poço
Haveria mais sentido se eu fosse verdadeiro
Mas crio uma teia de infinitas realidades
Talvez para suprir a necessidade de companheiro
Mesmo já tendo caído em ruas de outras cidades

Há miséria onde me arraigo! Há fome e brigas
Há momentos de prazer e compreensão
Há pouca idealização, não importa o que digas
Há cores pálidas e baratas fora de estação
Haveria mais comunicação se eu fosse em casa
Mas minha missão levou-me ao infinito
Talvez eu tivesse voado se não quebrasse minh’asa
Mesmo vendo o sangue sufocar o olhar de tão bonito

Houve medo mórbido de seguir...
Houve prazer funesto em desistir...
Mas há realização vital em tudo mentir.

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Tantos corredores... espera infindável
Poucos amores em bebedeira tão comum
Doces sabores de alguém odiável
Nunca pecadores, pois desconhecemos pecado algum

Saudável ar respirando o prazer
Como escutar o enigma do intruso
Sou eu sem negar, pois não há o que fazer
Mesmo o respirar sendo completo obtuso

Esta, a primeira vez mesmo inferior
Boemia de cortez pra ganhar insânia
Amor a comum insensatez do ardor
Pontualidade de inglês para absurda infâmia
Tão simples olhar sem pudor e tão distante tez...

Seria perfeito se o sonho fosse sonho.
Doce, se a correspondência mental atravessasse o papel
Como perder a timidez se o olhar está além de grades?
A perseguição reverbera o convite para a plêiade.
Então poderias desabrochar-me teus papeis intocáveis...
Sei que, se o onírico fosse onírico,
Eu seria mais fraco e suscetível a degeneração
A vida sem instruções de virtudes virtuais parece eterna
Mesmo cheia de incognoscibilidade creio em coincidências
Quem sabe se a natureza tecer em fios de flama...
Eu possa tirar os óculos, tocar o cabelo, o rosto e dizer:
Achei a mente pra ser am(a)ente.

Mikhail Parte II

Posted: by Lux Alt in
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Olhei profundo em teus olhos
Quis avançar-te num beijo
Nem importei se nos olhavam
Você também cedeu ao desejo...
Porque negaria se sou livre?
Humano convicto e não há quem prive
Por um instante você viu o que eu vejo

Penso se eu faria o que fez
É real que tu me consideras
Pois deixastes a dialética pra buscar chama
E meu corpo estava aceso deveras
Chega de escondermos o sentimento!
Estou aqui e este é o momento
Pois não mais agüento esperas

Ah toquei tua tez finalmente
Seguiu-se uma doce explosão
Fiquei eufórico de tanto prazer
Platônico em plena realização!
O que’u faria se você cooperasse...
Cedi e não há porque disfarce
Foi esse teu escarlate que roubou-me a razão.

Foi essa cara de nojo que me atentou
Odeio que me neguem, mesmo o olhar
E mesmo pouca idade, teu corpo me tentou
O teu toque de pós-criança incitou e excitou
Agora passo nessa rua só pra te fitar
E sei, não há mais como você me rejeitar!

Simplesmente Negar

Posted: by Lux Alt in
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Simplesmente nunca aprendi a dizer adeus
Nunca tive quem me tirasse da escuridão
Mesmo um Anjo, Demônio ou até deus
Nunca admiti pra mim tamanha devassidão
Simplesmente acabei sem sentir os prazeres teus

Mais uma vez constato a falência escusável
Nela toda a foda que parecia tão real
Mais uma vez peço um minuto inexorável
Para nele encontrar qualquer felicidade trivial

Simplesmente falar como uma noviça sadiana
Pra confirmar a hipocrisia do agradecimento
Mesmo sabendo que faz parte da índole humana
Negar a vontade mais cabal pra valorizar o sentimento
Simplesmente pra descobrir que a vontade irrealizável é a mais insana.

Tão... Estúpido

Posted: 24 de mar de 2007 by Lux Alt in
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A dúvida mais constantemente dilacerante
É se devo duvidar do argumento usado...
Devorar ou revigorar. Com ou sem extasiante
Seria excitante só a realização do inesperado.

A dúvida é o que faz a insuficiência futura
Tentar ser massa para unir-se ao tolerável
Faz a intolerância introspecta ser loucura
Mesmo o conhecimento sendo tão estúpido amável
Mesmo amor e insânia sendo ilusões dessa miserável cultura.

A Carta

Posted: 21 de mar de 2007 by Lux Alt in
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Destino,

Confessarei coisas que não contei a amigo algum, já que você não é ainda amigo o suficiente para que, confiando em você, eu possa desconfiar que queira o meu "bem". Por isso quero que seja o meu "amigo" que não possa confiar em mim, nem me amar, pois não confiaria em você.

É o fim. Não tenho motivo para continuar. Não posso mais ficar, se não posso mais amar. Pois o amor é o que move a vida. Nunca tinha pensado tanto em desistir, mas dessa vez estou convicto. Minha cabeça não aguenta, mas meu corpo resistirá bastante.

Tenho agora muito medo e tanta coragem. O amor por tudo acabou. Gostaria de esperar coisas acabarem e novas começarem, mas a paciência para aguentar as consequências, os obstáculos da vida, se esgotou. O tempo é tão lento, tão rápido e cruel, não é cicatrizante, ao contrário, é por demais doloroso e relativo.

Solidão, oh sim, é maior do que tudo. Tenho tantos amigos, e nenhum ao mesmo tempo. Sei que, a amizade que peço, que espero dos outros, é inexistente, já que essa seria uma parte do amor. As habilidades, as perícias, os talentos não significam nada, não consegue-se nada mais do que falsos elogios e dolorosas críticas.

Sei que o amor em mim existiu, pois provei dele uma vez, e quando percebi que amava, perdi-o. Dói muito! A dor da perda é sufocante. Gostaria que muitos me amassem, e gostaria que outros tivessem "medo" de mim, de minhas reações.

Sinto frio escaldante e calor congelante nesses sentimentos infinitos. Paradoxos inexplicáveis para a humanidade.

Quanta beleza existe no mundo e tenho tão pouco dela. Se algo contribuísse ainda mais com minha imperfeição, teria a certeza da desistência da existência. Mas e daí? Já vou desistir mesmo, e tenha a certeza de que a vaidade não é um dos meus pecados, portanto jamais desistiria só por ser fisicamente imperfeito! A vontade do fim, do descanso eterno, é melhor? A dor vai passar? Poucos motivos teria para ir adiante com essa inútil existência, pouquíssimos.

O amor próprio acabou, se extinguiu.

Estou arrependido pelo ato que cometerei, gostaria de desistir de desistir. Gostaria de ter experimentado novas experiências, gostaria de ter um amanhã, porém vejo, ou melhor, sei que não tenho. Admito antes de tudo, que sou um covarde! Mas não são todos os corajosos que teriam coragem suficiente para isso, concorda?

Gostaria de prolongar mais meu ardor, só por mais uns vinte dias, mas não aguentaria. Já aguentei demais.

Por favor, por favor, por favor, te imploro, te suplico! Assim que terminares de ler esse escrito, gostaria que tu enviasse as cópias da carta para a casa de Futuro --- é, você conhece e tem seu endereço. Esse é o único favor que te peço, por favor, não negue-o. A essa hora já estarei melhor do que todos os humanos vivos e cheio de emoções, e como sei? Não sei, só sei.

Existem quatro cópias da carta com você, uma, como já citei, é para Futuro, as demais peça para ele entregar, uma à Dor, uma para a Paixão e a outra é para a Morte. Essas foram as entidades que mais me proporcionaram bons momentos.
Mais uma vez peço-te por favor: complete essa fase de meu fim.

De seu "amigo", já falecido agora,

Sonho


Insânia!

Posted: 20 de mar de 2007 by Lux Alt in
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Por quê você tenta fazer exegese de minha existência?
Não, não tente descobrir uma cura para minha demência
Eu tenho conhecimento da realidade que está a te afligir
Desesperadamente, é você quem tenta fugir
Não há como corrigir os atos de covardia que cometeu
E eu, o demente, não me iludi com o que te enlouqueceu
Ninguém entendeu o que eu fiz com minha mente,
Simplesmente utilizei-a, então acordei realmente
Era tão evidente...Mas hoje é você quem sonha com isso
Repreende-me por nunca Ter provado do seu vício
Que desperdício de mentalidade, oh humanidade
A sua maior capacidade controlaria até a realidade
Pena que você ache que isso é insanidade. Infâmia!
Assim continuará achando que conhece a substância
Isso sim é total INSÂNIA!

Macabros Sentimentos

Posted: by Lux Alt in
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O que almejo é incompreensível para a sociedade
As coisas que pratico, para eles são impuras
Quem declarou que a luz é a bondade,
E que o mal vem de sombras obscuras?
Jogam a culpa de um mau ato na insanidade
Isso porque ninguém tem capacidade de admitir
O que deseja realmente, a vontade da realidade
Moralidade...é isso que todo mundo quer fingir mentir?

Eu quero desarraigar suas vísceras com minhas mãos.
Não preciso pensar em conseqüências sociais
Já que os sentimentos reais não são sãos
E agir livremente é ter problemas mentais
Eh, então sou um demente, pois realizarei minha vontade,
Sentirei tua carne, teus órgãos, sangue e mais
Daí não poderão me acusar com leis da humanidade
Pois meus "macabros" atos não serão minha responsabilidade!

Coleando

Posted: by Lux Alt in
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Admita, você me diria se gostasse do que eu gosto?
Diria que me gosta? Sei que não em coragem
Mas essa não seria a palavra apropriada
Não é que tenhas medo, é receio
E sei, eu sei porque já passei por isso
Hoje sinto que evoluí e não me categorizo nisso
Sou humano, e os humanos querem nomear
Eles precisam fazer divisões para qualquer coisa
Sexo, gosto, música, cultura, raça...
Mas isso é ruim? Não sei, nem me importa
O que quero aqui é declarar minha excitação para contigo
Eu tenho receio da tua reação?
Não! Só sou orgulhoso demais para baixar as armas
Mas espere! Admitir um sentimento é humilhação?
Cara... não é assim que a vida é...
Mas se é assim que você é...
Uma coisa eu te aviso: não se iluda!
Se quiser, exponha o que sente, fique coleando para esse alguém
Mas não tenha esperanças.
Nunca houve brechas pra tal
Ah deixe-me viver! Deixe-me Ter esse desejo platônico
Canela! Canela! Ah, doce e picante sabor
Teus lábios são assim? Posso provar?
Hahaha! Saia do fim do mundo! Vá para o deserto
E sente-se ao lado, ao lado da fonte
Só assim poderá matar a sede
Mas suponho que só será completa tua satisfação com a saliva
Quando tiver dentro de ti a vítima da circunstância
Mas isso não chega nem perto de uma paixão
Nem sonhei ainda... do que adianta insinuações?
É melhor moderar essas ações...

Quem?

Posted: by Lux Alt in
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Não há coincidência perfeita nessa existência
Não há filosofia sem porque como essência
É fácil se autodenominar superior
Mas, quanto conheces do alheio interior?
Descrição discreta, ao ouvido do telespectador
Lágrimas doces que mostram da alegria a dor

E quem tem uma simples resposta?
Então, quem é o primário criador?
Me desculpe, mas não acredito nessa ridícula verdade imposta!

Discípulo Do Nada

Posted: by Lux Alt in
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Distante, tão distante que meu calor não alcança
Será que tive eu algum dia uma esperança?
Sempre me deslumbrei com tuas aventuras de pós-criança
Eram verdadeiras? Como saberia se existe a distância?
E você, o que achava de mim? Já tive importância?
Admito, esteve em meus devaneios em certa circunstância
Mas já malograva a menor possibilidade
Sabia que sumiria, nunca me pertencesse de verdade
Ainda assim sei que não esquecerá a intimidade
Que tive contigo por ser teu mestre conselheiro
Nunca quis o mal para contigo, isso é verdadeiro
Ajudei-te a decidir entre o padre e o coveiro
Critiquei tua aparência como um teste de atitude
Quis ver tua reação, quis ver até onde se ilude
E tu mostrasse que és digno de dormir em meu ataúde
Disseram-me que teus modos eram lascivos e atraentes
Soube de ações tuas, de amantes dos mais envolventes
Pena que tu sumisse discípulo, mas previa pois sei o que tu sentes
E sabe porque? Porque por alguns segundos fomos iguais em nossas mentes

Borboletas Ao Sul

Posted: by Lux Alt in
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O dia está tão belo hoje, você não acha?
O sol brilha inevitavelmente, as flores abrem
Uma família de formigas ali marcha
E os humanos que passam não sabem
Tão pouco tempo de beleza desse céu azul
O porque de viver que não lhe cabem
Qual o motivo das borboletas voarem para o sul?

Livre

Posted: by Lux Alt in
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Elemento decisivo numa existência
A convivência social depende de quê?
Conhecer deuses com o poder da impotência?
Social no equilíbrio de um porquê. Por quê?
Porque somos humanos e necessitamos...
Necessidade seria uma expressão muito forte,
Mas se nossos desejos nunca realizamos,
E o limite para a real liberdade é a morte...
Então morramos para sermos livres!? Morramos!

Boêmio

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Ó como é gratificante sentir este frio
E a noite está bela para uma bebida
Uma? Não... podem deixar correr um rio
Dêem-me um abraço, deixem minha tez aquecida
Mesmo chovendo, quero continuar na rua
Vamos conversar sobre a filosofia vital
Sobre qualquer besteira, sobre a fase da lua
Quem quer saber o que é ou não real?
Deixemos as circunstâncias nos levar
Aproveitemos esta noite como eterna
Não se importem se a chuva nos lavar
Em breve, lembraremos dessa comemoração fraterna
Comemoração sem um motivo qualquer
Comemoração pela droga que a vida é!

Só quem é boêmio vê a prostituta voltando
Só quem é boêmio vê o outro vomitando
Só quem é boêmio vê o sinal de trânsito mudar
Só sendo boêmio pra ver a aurora raiar,
E ainda assim querer andar pra se embriagar.

Sem Inferno

Posted: 19 de mar de 2007 by Lux Alt in
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A mácula de uma alma só pode ser corrompida pela mente
A mesma que diz ser pura é tão indiferente
Sei que você sente, mas para sua mente você mente
Mas acalme-se, não existe nenhum inferno ardente.

Ninguém

Posted: by Lux Alt in
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A rua não tem fim, mas está fechada
Ninguém olha pra mim, alma abandonada
Sou menos do que uma suave brisa
Ninguém nunca pergunta do que você precisa

O que resta para minha mísera existência insuportável
Se nenhum caixão se adequa, mas a dor é confortável
Desprezível é tentar driblar o que para todos é inevitável
Aceite! A morte é o futuro mais palpável
Pena que para você, a realidade é estaticamente imutável
Humaninho miserável

Sexo / Liberdade

Posted: by Lux Alt in
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Sexo, sexo, sexo. Isso é tão natural
Quem não gosta de Ter esse prazer?
Qualquer um deseja o mais sensual
Porque tanto há medo de fazer?

O problema é que vulgarizam
Acham que quem pratica é sacana
Entre quatro paredes se martirizam
Achando que o que fizeram é coisa profana

Não há culpa para o sexo, seja você
Você é um animal, tem instintos
Não há resposta para esse porque
A vontade nos deixa famintos

E talvez por isso seja difícil controlar
Mas você se preocupa com o que vão falar
E fica aí 'virgem', sem conhecer o paraíso
Achando que para lá irá no dia de um eventual juízo

Verdade Revelada!

Posted: by Lux Alt in
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Eu sinto que a frente vem uma tormenta de dor
Até posso inalar, da morte, o aquoso odor
Para quem será esse futuro de tanto sofrimento?
Talvez para qualquer um que tenha envolvimento
Com essa imunda alma que me tornei
Fiz o que fiz, mas sinceramente não sinto arrependimento
Se tivesse sentido remorso... Mas nunca chorei
Sou mesmo um demônio rebelde querendo corromper
Que impondo minhas mentiras, até "amores" conquistei
Senti prazer ao ver que consegui te converter
Mas agora, nem tua dor me faz contente
Infelizmente você aprendeu o que era evidente!
Que sou demente e posso controlar tua fraca mente.

Seringa

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Você tem uma nova chance para morrer
Por mais que tenha esperado, já é hora
O grito não acabará enquanto viver
Admita, foi alucinantemente eterno esse agora
Então, pegue sua seringa e vá embora.

Mariposas

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Aniquiladas, murchas pétalas púrpuras
Odorentas, podres cadáveres enegrecidos
Esquecimento do momento novo congelado
E na banheira jaz a vontade do amanhã
A mariposa encasulou-se no ouvido

Eu te lembrarei. Diz ela
É falso, é um ritmo fúnebre
Em rugas demais para ser alma
Asas demais para ser inseto
Ah mariposa do meu sangue podre

Tem cuidado com as faixas rubras
Onde pisa as tuas mãos delicadas
Nessa dança desritmada te perdes
O sol quer apagar essa penumbra
E a mariposa agora se transformou!
E a mariposa agora se matou!

Perdão Desnecessário

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Fui hostil para com tu'alma
Não tive paciência, não tive calma
Quis humilhar o teu orgulho
Quis te jogar ao léu como entulho
Lambi o salgado em tua face
E você me odiando em disfarce
Então, você me perdoa?
Podes impedir que a ferida doa?
Só você é capaz de me fazer sentir
Palavras peculiares na arte de mentir
Esse é teu prazer, deixar-me em remorso ao partir

Matéria

Posted: by Lux Alt in
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Sobre isso, a dúvida é geral
O que é real é também material?
E a "essência" pode ser tocada?
Pois se não existe nenhuma alma imaculada,
Todos somos feitos de substância primordial?

Lamento de Desviver

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Seguindo sem pensar num amanhã indigesto,
Olho para o rubro horizonte poluído pela dor.
A doença da inconsciência tornou-se epidêmica,
E a cor branca de uma esperança cega a mente,
Cirurgicamente adaptada para suportar a tormenta emocional.

O desejo de acabar com o inesperado,
Momento apocalíptico do "eu" impessoal é constante.
Então as ninfáticas sensações explodem seqüencialmente.
Destruição do vazio ocular mental ilusório.
Silêncio corporal para o "mundo real".
Hoje - Despertei para a morte na qual putrefo.

Falsa Liberdade (aos falsos livres libertários)

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Proteste contra o protesto, afinal não é sua causa...
É fácil ser livre quando se ignora suas grades
E fica a bater com uma caneca nas grades alheias.
Então, onde está a tal liberdade? Não a sua...
É fácil ser livre em teoria e ao social.
E quanto a sua liberdade mental?

Quem é livre não seguia a social moral
Quem é livre não prenderia outros em algemas
Quem é livre não precisa de asas alheias para voar
Então, proteste contra o conceito imposto e saturado do que seria sua mais profunda reflexão do é ser livre.


Nômade

Posted: by Lux Alt in
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Caminho, ando e sigo sem achar um lugar seguro
Não pertenço a nenhuma tribo, nem obedeço palhaços
Nenhuma lei se adeqüa, fico sempre em cima do muro
Não por não ter convicções, mas por não querer laços
Quando partir novamente não quero deixar furo
Quero ser deslembrado como se não existissem passos
Não por medo, mas por assegurar meu Eu puro
Mas por quê? Porque sou novo em qualquer lugar
Não sou nômade, apenas de física moradia
Também mudo minha personalidade pra me agradar
Posso ser do mais “sujo” cristão a mais “pura” vadia
E sei que não terei a tristeza se fizer malograr
Pois posso ir onde me chamar a melodia
Como as notas musicais eu sobre-vivo a mudar
Quando aqui meu alimento acabar, partirei
Porque sou consumidor de mentes, e capto-as em meu radar
Só vivo hoje! Por isso, e se encontrares novamente
Aquele Eu que você conheceu não mais serei
Pois já me mudei para outra plantação de mente.

Sem Medula

Posted: by Lux Alt in
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Renovar os pensamentos com fumaça
Perceber que nem tudo é desgraça
Mais cedo ou mais tarde a tormenta passa...

Interpretar a vida em um copo de cachaça
Destruir os ponteiros do tempo que nos laça
Sabendo que mais cedo ou mais tarde todos viram caça

Mas a introspecção torna o ser frágil à sociedade
Questionar até onde cabe teu eu na realidade
Estuprando a consciência com doses de insanidade

Sugando a incerteza do amanhã com ansiedade
Crendo numa eventual futura imortalidade
Estruturando somente o agora por necessidade

E o que fazer se os ossos trincaram ao desejar?
O sangue escorreu antes de Alguém beijar
Ficou somente um cérebro com uma medula a rastejar
Quem mandou cortejar...

Futuro Velho

Posted: by Lux Alt in
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Crianças vêm e (não) me atraem.
(Mas) gosto de carne fresca, nova.
Ossos em pleno desenvolvimento
Rostos tão longe de uma cova...
Será que desejarei o novo,
Quando eu estiver velho?
Ah uma ova!

Um Alguém

Posted: by Lux Alt in
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Aqui estou eu. Sozinho mais uma vez
No banco de uma penumbrosa praça
Não há alguém pra mim, não importa o que faça
E só não chego em ninguém por... timidez?

Talvez. Mas o que desejo eu realmente?
Um rapaz, uma garota ou ninguém?
Esse(a) faria o mesmo questionamento também
Se homem for, quero igual. Se mulher, quero diferente.

Quem me entende ou atende um único pedido?
Quem seria essa(e) a realizar meu desejo
Sei que sou eu, mas porque tanto almejo?
Um lábio, uma língua, um beijo, um corpo pra ser fodido...

Mais Um Cigarro

Posted: 18 de mar de 2007 by Lux Alt in
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Gosto de menta e uma foto de impotência
Não sei porque me conquistou essa essência
Qual a diferença dessa e da outra substância?
Ah, só estou fumando agora pra passar a cabal ânsia
Mas só esse sabor tem algum real sabor
Sei que, se parar agora, não sentirei nenhuma dor
Não é paixão, não é amor, é simples vontade
Aquecer o corpo contigo já que não há cara-metade
Inteiro ou pela metade, és o meu (único) saboroso
Às vezes, até teu perfume parece-me seboso...
Amoroso é meu lábio que te toca e meu ar que te suga
Para o interior de meu corpo e é só prazer (doloroso?)
E certamente pode talvez ser uma fuga.

beijo de fim de verao

Posted: by Lux Alt in
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Num frio de fim de verao, nada melhor do que ter quem abraçar e pedir um beijo quente para lembrar o resto da estaçao. Ah nostaugia...

Um Grito A Medíocre Realidade

Posted: by Lux Alt in
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A liberdade é um conceito social ilusório e paradoxal para questionamento infinitamente eterno. Mesmo sabendo-se que nem o homem nem a própria eternidade serão eternos. E quando se percebe isso parece demasiado estúpido o conviver em sociedade, quando nos percebemos negando nosso instinto natural para simplesmente sorrir ou demonstrar algum apreço por alguém que nunca nada nos fez e sabemos que nunca o fará. Nosso instinto de sobrevivência sobrepõe o instinto de liberdade, característico dos seres vivos. Pois por querer sobreviver em sociedade negamos os impulsos do ser. Negamos nos sermos, para uma eventual harmoniosa convivência com quem na realidade não nos traz nada de lucro. Falamos sim de lucro, pois vivemos em sociedade, não por ser necessariamente capitalista, mas pela falta de sustentabilidade do ser sozinho. O lucro aqui citado não é só material, lógico, é emocional, mental, intelectual e afetivo ao social. O lucro é o status do indivíduo em sociedade.
Por conseqüência, a liberdade é a principal e mais cobiçada moeda desse lucro. E ela nos parece tão ampla quando dela somos privados. É também totalmente óbvio dizer que não existe um único ser que seja totalmente livre e realizado, pela simples paradoxalidade deste efeito. Pois ao estarmos livres de tal coisa, estaríamos nos prendendo a outra. Por exemplo: é bem comum sentirmos ou acharmos que estaríamos realizados se estivéssemos em uma ilha deserta. O que significa o desejo mais íntimo de nos livrarmos das algemas sociais. Não termos que construir, destruir, comprar, conviver... fingir ser o que não somos. Livres da inútil e medíocre idéia de evolução, ou sustento em conforto. Com uma única idéia em prática: sobreviver, seguindo os instintos e anseios mais profundos e mais reais do ser.
Claro que este é um desejo e uma utópica vontade inconcebível para quem existe em sociedade. Por isso coexistimos em padrões clausurados a razão. Tentando nunca cair em auto-questionamento para que tal loucura (no sentido figurado) não domine a denominada esperança, de ser, ter, construir, sempre sempre algo mais e provavelmente de melhor padrão.
Esse questionamento poderia não passar de furor de crise existencial, mas se pararmos pra pensar de tal maneira não haveria existência digna de crítica. Talvez por isso esperemos um amanhã de incerteza. O que nos faz esperar. Esperamos construir algo, bons relacionamentos, obter conhecimento, boa convivência, bons momentos... esperamos conhecer o infinito do horizonte, numa corrida desesperada contra o curso natural da vitalidade. E é essa dita esperança que faz a crise dos anseios não realizados virar desespero. É essa esperança que nos faz ir a algum lugar, esperando acontecer algo. Que nos faz dormir na expectativa de um dia melhor, mais livre e realizado.
Assim há uma queda em parte da sabedoria idealizada que o humano busca. Pra quê tanto conhecer se isso nos torna menos esperançosos e mais realistas? Pra quê tanto buscar se de nada adianta a consciência não ser eterna? É fácil ficar contente um momento no qual nossa razão adquirida socialmente prevaleceu e nos trouxe lucro. Mesmo sabendo que não há lucro suficiente capaz de adquirir a felicidade constante, mesmo sabendo também que a constabilidade dos efeitos faria mutar o conceito de bom e ruim.
Portanto constatamos que não há felicidade quando essa depende de nossa submissão, quando se percebe algo mais do que os conceitos das palavras. Não há caminho de volta a uma eventual inocência, se nosso maior crime e pecado é sermos reais conosco. Por tal não há liberdade se o paradoxo faz do nosso tempo uma prisão para quem percebe que a realidade é tão medíocre que sempre obliterará a consciência ao momento da percepção. Não há liberdade se fizemos do auto-questionamento nosso único dogma. Então, não há liberdade!?

Verdade Escorregadia

Posted: by Lux Alt in
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Sinceramente, obrigado por elogiar o que eu tenho de pior
Não que eu queira um equilíbrio para minha dor
Mas saber que algo tão pequeno, para outro pode ser maior
Traz-me a certeza de que o abandono da vida é um fator
Com o qual eu devo acostumar-me para poder evoluir
Ou permanecerei eternamente num mundo de falsa cor
No qual a existência é a riqueza e a verdade é inexistir.