Sujo...

Posted: 16 de fev de 2007 by Lux Alt in
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Estou completamente sujo,
Mas se pensar bem, sempre fui assim
O problema é que da verdade sempre fujo
E nunca paro para olhar para mim
Como sou imperfeito - Ó novidade...
A humanidade é igual
E como tenho pouco da sinceridade (+ insanidade)
Porém, quem sabe o que é realmente real?
Fantasio com um amanhã incerto
Pois não sei o que farei
Minha mente abriga um povoado deserto
E de pensar eu já parei - Me banharei
Já parei!

Questões Vitais Sem Vitalidade Para Um Rei Já Morto

Posted: 15 de fev de 2007 by Lux Alt in
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Será mesmo que dia algum
Poderei ser chamado de nous
Será que terei, ou serei um
Filho de caóticos devaneios alheios?

Será que produzi significância,
Algo que eu possa orgulhar?
Será que não chegarei à infância
Antes de permitir-me o simples olhar?

Como um simplório rei do milênio secular
Como o que conseguiu a tal liberdade
Como o escravo que quebrou as algemas da sanidade
Como eu que só tive e terei o prazer ocular.

Tédio Mordaz

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Noite entediante de outono.
Sozinho, mesmo com tantos pensamentos
A raiva inútil de não ter sono,
Consome o relógio da memória dos esquecimentos
Nenhuma culpa, nenhum dono.
Só eu desconheço meus reais tormentos.
Sou aposentado sem o abono,
Da culpa por não ter tais sentimentos.

1812 Overture

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Tão difícil é negar esses falsos sentidos e sentimentos
Em face tão marcada de felicidade por uma companhia
Pensando em não exumar uma faia de antigos momentos
Gostei de ter com quem conta fábulas de insana cortesia
Mesmo facínora a intenção é incontestável de sedução
Contemplação contemporânea e ímpar fizemos do impossível
Na tão previsível visível tentativa de contermos em tal travessão
Dum rio vermelho de obstáculos tentaculosos do indutível

Tão difícil é seguir uma peregrinação alheia à vontade
Ter que beber cevada trabalhando num café cibernético
Ter que conter sentimentos que são chamados merchadising pela sociedade.
Só deveria seguir o impulso impulsivo, mesmo crendo em ético hipotético.
Claro que uma companhia vulgar ameniza a tortuosa dificuldade
Existem mentes corpóreas atraentes, então porque declarar à mentecaptos?
Eu também tenho a fatídica estupidez chamada vã sinceridade
Que só nos traz constrangimento, pois o mercantilismo e o humanidade
Não mais nos são aptos.

Tão difícil é ser humano que é social e sem rotulação
Tão difícil é conhecer mentes atraentes e ter que negar por obrigação
Tão difícil é fugir do código de barras se tudo está a venda
Tão difícil não ser consumista de tudo, inclusive de emoção.
Difícil é dar uma explicação para que Alguém como você me entenda.

Outro Arrependimento – O Real

Posted: 13 de fev de 2007 by Lux Alt in Marcadores: , , ,
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Só arrependo-me do que não faço, parece clichê, mas sinto assim
Como nunca fui michê e nunca descobri se já teria fim
Se era o que eu almejava, então por que não seguir pra arriscar?
Hoje só ficarei no talvez. Talvez tivesse cremado ao Sol piscar.
Mas essa hipótese é o que faz a subsistência obliterar a idéia
Quem me terá se estou arrependido de gritar, de vomitar a diarréia?
Arrependo-me de não ter tido mais essa sensação pra alimentar a graforréia

Desejando O Sol Como Um Adolescente Patético

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Sem mais osculações, se não há porque tais exibições!
Adeus aos tempos de promiscuidades homéricas de verão
Chegou outono, e a chuva logo levará quaisquer paixões,
Se vocês achavam que me conheciam, agora verão

Como sou quando tenho interesse real em criar
Sou Zeus, e mais rápido produzo reinos e animais
Com a ajuda de vulgaridades psicoboêmias, posso vomitar
Contraindo meu estomago e de meu âmago expelir amores tais

Não há nenhuma referência, então porque escrever?
Talvez a virgindade me cresça e me traga bons fluídos
Sou capaz de me suportar em meu onírico conviver
Só não sei como impedir que meus “eus” sejam possuídos
Poluídos por um desejo solvente de quem desejo ver e trocar fluidos

Sei que os versos acima são estupidamente infantis
Mas confesso a mim, pra agüentar a memória esvaecer
Se não registrar o que eu quero pedir bis,
Como saberei que fui infeliz porque quis me deixar envelhecer?

2 Garrafas

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Não adianta tentar esquecer a histeria, foi grafomania...
Consumi entorpecentes e entrei no paraíso mais palpável
Senti lascívia, e de olhos cerrados caí em glossolalia,
Só não sei se o sentimento qu’eu senti era mesmo provável

Não queria, mas admito, foi farsa minha amar alguém
Não sou capaz (ainda) de sentir tal insana decadência
E não há nada em desejar, já que sinto de quem vem
Sei que foi estupidez pensar com tal intensidade em dependência
A capacidade de criar mundos, corresponde a garrafa que você tem
Escolha: numa, sangue & paixão; na outra, a solidão & demência!

Lenço Sangrado (não morda meus lábios novamente!)

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Pra quê beijar quem não desejo e não quero certa e mente?
Não há necessidade de tal exercício se sou auto-suficiente.
Pra quê implorar sabendo que não haverá correspondência
Só por coincidência demente poderia ter a confidência

Pra quê tocar, se posso ter até deus comigo em minha cama
Não adianta, não quero saber se tu me odeia, idolatra ou ama
Pra quê declarar quem é? Estou acostumado à la belle indiference
Só porque acha que conhece um pouco do que você é, não pense

Não pense que meu eu te pertence, sou do mundo e da imaginação!
Vivo ao fim de um labirinto construído com paredes de mescalina
Não pedi, nunca tive nem dei tal insípida misericordiosa declaração.
Então, saia de meu caminho de LSD enigmático refletido na retina,
Pois a única explicação que te darei, é que estás em meu coração,
Mas digo também que esse tal Platão nada me ensinou ou ensina.

VivaCidade (Em Salvador-BA)

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De volta percebo o quão idiota seria em negar tal convite
Nunca neguei experiências repentinas de total incerteza...
Porque pensei em desistir se nunca provei onde nem em mente estive?
Sei que não há nada que me prive, mas não deveria confiar só em beleza

Depender dos outros não é tão ruim quanto você pensa
Mesmo sabendo que foi assim toda a mísera existência
Mas, se não fosse em surpresa, quando teria tal crença?
Então fui, e sinceramente valeu a pena à imensa coincidência.

VivaCidade foi o que achei em convidados cidadãos de forte presença
VivaCidade que eu queria ter abduzido como a vulgar consciência.

Futuro Velho? Jamais! (à qualquer um de meus filhos)

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Sim, desejo mesmo pessoas de menos idade!
Mas e daí? Não me desejaram quando era eu assim?
Quando meu corpo era tão pequeno e desconhecia sexualidade...
Mas já era certamente um ser sexual, e isso foi bom pra mim...

Quando estive com meu filho, fiquei chocado
Nunca teria imaginado beijar, ter, tocar algo tão “inocente”
Admito que o arrependimento nunca respirou como pecado
Só realizei e tive a vontade realizada por quem era consciente.

Ainda hoje penso se amanhã acharei o novo belo
Desejando ossos e veias tão jovens, logo estarei ultrapassado
Ficarei alimentando fantasias de princesas em castelo
De uma corrente sem elo, pois não me permitirão tal passado...
Oh, porque não posso ter um corpo novinho, macio, e bem assado?!?


Por Sobre Terra

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Talássica vontade mórbida de sentir-se livre
Em virtual idade sórdida ao questionar tais padrões
Se essa é a essência mais preciosa, há quem prive?
A liberdade mental depende do corpo ou foi dada a ladrões...

Este lugar não é meu no tempo nem no espaço
Não há porque lutar por uma incoerência venenosa
Definitivamente surrealista das borboletas que caço,
Que ao baterem suas asas, gritam a histeria de quem goza.

Num orgasmo sem igual, por ser simplesmente ocular
Esperar a sombra translúcida passar se tocando-me.
Olhos infantis de bobo da corte a fitar sem o febril toque solar
Com o qual, adoraria copular, senti-lo cremando-me...
Sentir que fui e senti aquecido por um astro que não pude oscular.

19 Horas De Um Relógio Triangular – Remix 2

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Trago cortes costurados no âmago do que realmente sou
Em tatuagens, dilaceradas declarações do que nunca passou
E quem sou, se escolhi sentar num satélite e fumar...?
Misturar o cheiro com os cabelos pra não me mamar
Pois meu mamilo macio pede a língua de algum poeta
Anéis de salgadinho barato, são os amigos do devaneio que liberta.
Na mão da garrafa, os dedos se encontram pra anunciarem a solidão certa.

19 Horas De Um Relógio Triangular - Remix

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Sentado, nunca solitário, pois a fada do devaneio me acompanha,
Noite fria e a satisfeita solidão saturou a bebida que sempre banha
Quem ganha algo se vier aqui pra dividir pensamentos entrópicos?
A Lua escuta, mas ignora a rejeição de pensamentos tão...retóricos
Foi até simples perceber que estava só comigo à umbrática viagem
E cada falta ficando rasgada em meu corpo como tatuagem
Sacanagem? Não é assim, só acho que só o “só” é minha bagagem

19 Horas De Um Relógio Triangular

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Sentado, sozinho na Lua crescente, irreversivelmente saturado
Complacente com o horizonte cheio de insetos do ontem apagado.
Um chapéu ou gorro de pierrô ou arlequim, sei ou desconheço,
Só que a memória não acha importante tal estúpido apreço...
Em uma mão, seguramente uma garrafa infinita de devaneio,
Para proteger do frio os pés, já que não existe companheiro seio.
E sorrir de olhos vazios pra não gargalhar, pois nenhum poeta veio.

Senso De Mentira

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“Diga o que pensa, faça o que diz”.
Isso faria a película social estilhaçar...
Quem é realmente real com o pensar?
Seria uma existência caótica de perfeita matriz.

Temos o dever de nos pouparmos da dor
Que é causada unicamente pela realidade
Pois quem já viu, Alguém em infelicidade,
Enquanto estivesse contemplando seu ardor?

Sua obra onírica, seu sonho, sua construção prima,
Livre de obrigações, de sofrimento ou solidão,
A perfeição ideológica da inconsciente imensidão
Sem regras, censuras ou falsas letras como rima.

Isso é possível! Eu asseguro... simples como existir,
Isso é invisível! O futuro... e não precisa se partir
Seja verdadeiro consigo, mesmo mentindo ao omitir,
Sua passagem é deixar a vontade guiar, e permitir o sentir
Sentir que não existe verdade se não mentir.

Plêiade Mental

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Libertem-me! Não pertenço a isso,
Sou produto vencido... esquecido
Na prateleira do esquecimento omisso
E disso gosto, pois sou agradecido

Sou grato a você que me ouve
Que vem pra tal encontro inútil
Não importando o que há ou o que houve
É sempre bom partilhar o Fútil e Útil...

Mas sairei dessa sala cheia de fumaça
Os devaneios alheios não mais me alimentam,
Agora prefiro boemia solitária numa praça,
É de graça, e não escuto reis que se lamentam.

Não quero também esse encontro utópico.
Foi ignorância querer discutir filosofia
Não há concorrência para o surreal trópico
Bastava chamar quem me considera ótico!
“Senhores poetas, o próximo tópico é: Minha esquizofrenia.”

Bonnie & Clyde (Alemâes)

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Não compareci à festa da qual não faltou convite
O que eu encontraria lá? Um monte de retardados,
Chuva acompanhada de nada que me excite...
Ah, prefiro ficar com meus pensamentos imaterializados.

Sei que assim terei, pelo menos um encontro comigo,
Encontrarei meus sanguessugas, meus sonhos e fadas,
Surfistas de capitais inexistentes que apresentei a algum amigo
E te digo, esses são meus filhos e minhas insânias purgadas.

Será que consigo? Conseguirei ter meu Amor eterno,
Que não passará como o verão que hoje acabará?
Sei, Amor é pedir demais, quero pelo menos um orgasmo interno
Pra que eu possa agradecer à realidade num próximo sabá.

Opa, tinha esquecido, não mais sou um pagão...
Nem estou procurando solução para tal dilema
E só escrevo pra entender, em escrita o apagão
O branco mental que escurece a direção do poema
Como a fita que se solta e incendeia a tela do cinema.

Férias De Mim (à Thiago Baby)

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Em algum lugar, numa ilha deserta da certeza
Na qual não encontre a paradoxal visão em beleza
Conhecendo o desconhecido reflexo do que seria pureza

Não conhecer e ignorar quem se nega com medo de “se ser”
Em meu onírico mundo, no qual só existe lazer
E mesmo em dor... desarraigar os nervos em prazer

“Então patrão, posso tirar o hoje de folga?
É que... estou apaixonado por uma mente...
Não, não é você. Se bem que teu perfume me empolga,”
Mas desejar o patrão é algo um tanto indecente,
A não ser que esse seja o reflexo de um demente

Não há porque humilhar esse pequeno menino
Será traumático chamá-lo de estorvo suíno
Ele te considera senhor do senhor, um ser “divino”

Ele é você em tempo futuro de férias ao passado
Pena que não é o momento que tanto foi idealizado
Mas que aqui em papel será imortalizado o prazer gozado

“Então patrão, posso tirar férias permanentes?
É que... eu quero encontrar meu Alguém
Não, não é você. Mas ainda bem que tu entendes”
Mas pode até ser que eu deseje o patrão também
Até porque eu posso sentir tudo o que tu sentes.

É isso que eu não quero mais, depender dum patrão/operário
Então está demitido! Não, eu me demito seu otário!

Espera Relativa

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O telefone não toca e desconheço o limite da paciência
Porque ficar em dúvida, se posso escolher uma ocorrência
Sair da consciência para encontrar-me com o infinito
Descobrir a coerência dum mito ao qual não me permito

Só omito os amigos por falta de confiança em minha sombra
Até porque tudo pode não passar de minha constante lombra
O que está á frente? Quem sente o que diz que sente realmente?
Eu sei quem eu espero, mas que não aparece com sua real mente!

Para fazer, só hoje meu eu contente, por ser meu sinônimo
Mas será que tal espera é esperada por esse amante anônimo?

Retorno

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Como queria agora a companhia calorosa
Seu sabor a me acompanhar na noite solitária
Para impedir-me de cair na fossa rancorosa
No arrependimento de ter bebido água sanitária

Deveria ir para um sanatório pra me esquecer
Talvez assim eu soubesse o que é ser anti-manicomial
Se minha liberdade fosse obliterada do anoitecer
Talvez o Eu retornasse à inocência revelando emocional

Ah, se Pavlov me visse assim, soltaria seus cães
Para que eu deixasse de me arrepender do irrealizado
Nosso café já acabou e eu nem provei das duas maçãs
Pois o tétrico desespero de conhecer a ignorância de pecado
Deixa-me esgotado para me obedecer, e as minhas vãs
Vontades de ser tocado.

100 Filhos

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Criei mais filhos do que poderia sustentar
Estão me cobrando pensões, e até me ameaçaram
Essas criaturas insolentes! Fizeram exame de DNA
Pecadores e DeMentes querem a liberdade, por tal começaram
Uma rebelião dentro do próprio lar! Balburdia inaceitável!
Criarei mais filhos para com esses terem a batalha imensurável.
E o prêmio será o amor do pai que pela eternidade foi amável. Eu...

Ironia

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Quanto achas que posso ser irônico em meus escritos?
Quanto achas que fui verdadeiro em meus discursos ditos?
Alfinetei demais os olhos da tua realidade dupla
Até sei, mas ceder à atração, é ter egoísta culpa
É ir contra o construto de isopor, aparentemente forte
Mesmo querendo ter o calor da irrealidade da sorte.
E mesmo que não goste, eu gosto de quem gosta de mim.
Não importa, fada, duende, fantasma, demônio ou querubim
Desejo o impossível, e isso me faz, infelizmente humano.
Sei que não terei o que já tenho em meu pensar insano,
Mas concretizo em teu olhar, que posso mudar a atimia
E se não percebeu, fui irônico até com a minha ironia...

Pedras Paradas

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Canso de ver que tanto nada fazem para mudar
O quadro da cotidiana inoperância do existir
Ninguém tenta coexistir, pelo menos para abrandar
Param sem andar, nem teimam em competir...

Omitir a real vontade não é a certa saída
A não ser que queiram quebrar a espiral dança
Omitir o que vomitaria nas trevas da esperança
A não ser que já tenham experimentado alma possuída...

Sabendo que é inexistente tal mental higiene
Vomitar o oculto, sujando a merda momentânea
Não importando mais qual o papel eu encene,
Rasguem o que não aconteceu, e sigam a vontade + instantânea
Por tal quebre a pedra cerebral que seria nossa insânia!