Nem Tão Difícil

Posted: 13 de jan de 2007 by Lux Alt in
0

Olhar para lua matinal
Faz-me perceber o excêntrico
Quem não sonha imortal
Desconhece a autonomia dum egocêntrico

Quem urina no escuro?
E digo dentro do banheiro
Levantar a tampa para ser seguro
Olhando ao espelho o corpo inteiro

Misturar refresco com cachaça
Para amenizar o forte sabor
Aproveitar se for de graça
Qualquer convite para um torpor

Difícil é encontrar tal valência
Para dividir tais sensações
Difícil é comprovar a inferência
Para realizar tais inibições
Difícil é porque não há conexões
Para transformar as ficções em experiência.

Castelo De Lego

Posted: by Lux Alt in
0

Quantas pessoas você acha que eu ajudaria?
Acertou! Só serviria à quem me servisse
Você é assim? Faz para os outros o que não te fariam?
Acorde! Não espere atenção, a não ser da velhice

Então, quando inútil estiver terá a prova
Ninguém se importa contigo, só com o próprio umbigo
Pensarão se é lucrativo cavarem-te uma cova
Ah é, o odor do teu corpo incomoda o abrigo

Por isso só sigo o que dará gratificação
Nem que esteja pensando numa recompensa afetiva
Mas, pelo menos eu admito minha intenção
Que é ser sincero com meu sangue, enquanto você esquiva

Mas nunca se livra, pois manchou até o ego
E não te nego, se todos pensassem como penso
Preferiria ajudar uma velhinha ou dar esmola ao cego
Mas sujar contigo meu branquíssimo lenço,
Só se a humanidade fosse feita de peças de Lego...

Flutuação

Posted: by Lux Alt in
0

Sensorialmente, o humano está preparado a captar
Estímulos de intensidades imensamente variáveis
Sendo fracos, é necessária maior atenção a se atentar
Repetição que num lapso momentâneo deixa sensações instáveis

Existe, o que é chamado de flutuação da atenção
Exemplificando: em percepção visual pode ser de ajuste corporal,
À mudanças na retina e variações na circulação e respiração
Então, o que não faria nossa atenção flutuar nessa conspiração
De efeitos que afetam a consciência, formando tal vortex temporal?
Relativo ao ponto de virar conceitual!

Talvez (à Christian Vlautin)

Posted: by Lux Alt in
0

Vieste sem avisar que viria ao meu encontro
Achei que nunca me atrairia pelo teu gosto
Mas gostei da tua mente, tua poesia, teu erótico conto
Não tenho certeza, mas acho que aceito o já proposto
Talvez sejas a paixão mental que eu desejava tanto
Talvez agora eu te queira já que não lembro o teu rosto
Talvez eu seja o forno pra fazer evaporar todo teu congelado pranto

Vieste em dia de semana só de passagem
Gostaria que ficasse mais do que agora
É produtivo beber ao teu lado, parecida bagagem
Gostamos do mesmo gosto e a solidão nos revigora
Talvez a distância me faça criar possibilidade de concreto
Talvez, embora criando uma ficção eu queira ir-me embora
Talvez eu descubra se o talvez é certo se eu chegar mais perto.

Inalando 16 Anos

Posted: by Lux Alt in Marcadores:
0

Houve sim um tempo no qual eu não pensava em inocência
Nem tão jovem nem tão velho. Não reclamava da subsistência
Garotos garotas, com ou sem pensamento parecido
Quando os hormônios demonstram que o corpo não está falecido
Esquecido o infinito azedo que amarguei pela vida tão axioma
Da qual não sobrou lágrima, cicatrizes, sinais ou hematomas
Só o infortúnio oportuno de uma retardação de meu eterno coma.

Eu Meu

Posted: by Lux Alt in Marcadores:
1

Nunca terão meu sangue, como estão esperando
Desistam de fazer-me desistir do meu reflexo!
Só a ele eu estarei eternamente auto-contemplando
Porém pronto a qualquer instante a ficar desconexo

Sem nexo é a interpretação musical dessa “lei”
Quem diz o que eu digo será dito depois de depois
De agora, se o tempo foi virado na ampulheta que quebrei
E sei, foi como um choque (elétrico) perceber quem sois

Agora saiba, minha liberdade é minha etiqueta
Não viverei ou mesmo aceitarei uma algema no meu Eu
Não pertenço a ninguém, sou meu, como do baterista a baqueta
Desejo somente que esqueça o que não aconteceu
Amanheceu, e por ser só meu, estou bebendo sozinho na sarjeta
Ou melhor...
Amanheceu, e por ser só meu, estou sozinho tocando uma punheta


No Hospital (à Sheyla C.)

Posted: by Lux Alt in
0

Num instante todas as pessoas sumiram
Ficou tudo sereno demais... as macas vazias
Teriam ido a um enterro ou a uma festa?
Sozinho... como antes nunca me permitiram
Estou apaixonado pelo silêncio dessas vias
Que de tão brancas passam a ter tradução funesta

Mas quem presta se até sozinho quero me amordaçar,
Numa masturbação sem interrupções de sentimento
Seguindo somente o prazer inocente do momento
Mas não posso, aqui está vazio demais pra eu me abraçar
Esse sangue contaminou minha íris por eu querer descansar...

Inorgânicoração

Posted: by Lux Alt in Marcadores:
0

A peculiaridade de uma flor de cetim
Está na formação em base de eternidade
Mas algo é eterno senão o próprio fim?
Pois, como algo que nunca teve vida pode alcançar imortalidade?

É sem lógica procurar lógica em papel
Tudo que escrevo pode e deve não ter sentido
Além do que foi sentido e não joguei ao léu
Só para transmitir meu olhar em palavras e não deixar perdido

Mas perdido estou, pois não tenho uma amorosa inspiração,
Uma paixão sequer... platônica, invisível, com ou sem coração
Afinal, do que serve esse bombeador em pétalas de ornamentação?

Não Parece Real

Posted: by Lux Alt in
0

Não tinha como ser diferente era ignorar!
Não mais importa o que pensa esse alguém
Não foi leal com o tempo, agora vem implorar.
Nem que meu orgasmo dependesse de você meu bem...

Não queria, mas por tal, derramei algum pranto
Não quis o alheio amante, pois sou contra os ideais
Não eram reais os prazeres dos quais excitei tanto
Mas nem por isso vou me submeter a companhias tais

Parece que foi eu quem te ensinou a liberdade
Parece que de nunca ter provado, ficou viciado
Parece que não mais existem laços de amizade
Parece que o prazer foi erroneamente apreciado
Engraçado, achei que tu jamais sentiria com tal voracidade.

O Último Melhor Superstar

Posted: by Lux Alt in
0

Ele dizia em suas letras musicais popularmente pobres, que odiava garotos que gostam de garotos. Ele ainda assim me era atraente pela imagem. Ele foi muito solicitado em noites solitárias por minha imaginação. Ele veio fazer uma apresentação em minha cidade.
Eu tinha que ver aquele ser de perto para comprovar sua existência.
Eu fiquei hipnotizado vendo o suor banhar seu corpo. Nossos olhares se encontraram por alguns instantes. Ele também ficava mais atraente quando expressava lascívia com cara de nojo. Ele fez um gesto tocando seu membro por sobre a calça folgada quando nossos olhares se encontraram novamente. Eu teria me masturbado ali mesmo se não fossem as quatro mil pessoas ao meu redor.
Eu entendi o recado e procurei-o nos bastidores. Eu não ficaria gritando seu nome e declarando amor incondicional como as tietes que lotavam o corredor. Eu era o único garoto ali por perto. Eu só queria confirmar se era real o que eu entendera como atração mútua. Ele seria mesmo o contrário daquilo que declarava e representava?! Ele passou pelo turbilhão de garotas histéricas que tentavam, talvez como eu, serem notadas. Eu, entretanto, estava longe, encostado num pilar, de braços cruzados. Ele me avistou novamente quando ia entrando no camarim. Eu esperei ali, fumando um cigarro. Quando todas as fanáticas frenéticas tinham já ido, um segurança de dois metros veio a mim. Deu-me um endereço e uma senha para uma festa vip oferecida por meu ídolo. Eu não pensei duas vezes. Peguei um táxi e fui pensando em mil coisas...
Chegando, dei a senha e entrei sem problemas. Eu me senti um peixe fora d’água em meio àquelas pessoas “bonitas”, que se entorpeciam com bebidas, drogas ilícitas e sexo, ou seja, tudo o que acompanha a mais óbvia e sensual imagem do mundo das celebridades. Embora a celebridade anfitriã não esteja presente.
Eu entrei de cabeça na “festinha”, afinal aquilo parecia uma fantasia masturbática, e só chegaria ao fim depois do orgasmo mais cabal. Eu andava tranqüilo respirando e cuspindo toda a ignorância e antipatia que pairavam no ar dali. Eu sentia que me olhavam feio porque eu era o único convidado da festa. Repentinamente o mesmo segurança que me concedeu a senha, puxou-me pelo braço ao corredor. Porém não estava me guiando a saída, e sim ao andar superior da casa.
Ele abriu a porta! Ele que eu nunca imaginaria tocar a mão. Ele que nem era tão alto quanto eu pensava. Ele que nem tinha a pele e os olhos tão bonitos quanto aparentava em fotos e televisão. Ele era humano?! Eu estava um tanto chocado, mas... Ele convidou-me a usar drogas. Ele estava quase deitado numa poltrona grande. Ele pôs uma grande quantidade de pó em seu peito desnudo. Eu sentei-me em seu colo e o cheirei. Senti seu corpo junto ao meu; seu suor junto ao meu; seus lábios com os meus; sua saliva com a minha; seu gozo com o meu. Ele, tudo o que eu idolatrara: uma mente seguidora de filosofia sadiana, que mascara para a massa hipócrita, o prazer com o pecado. Afinal, ele tinha que ser o que os fãs pedem. Pois o mundo é feito de ídolos, e os mesmos feitos para satisfazerem a fome de pão & circo do capitalismo.
Ele deixou de ser pão e virou croquete de soja, excêntrico ao paladar comum. Deixou de ser o palhaço do monociclo e tornou-se o mágico de truques repetitivos. Deixou de sustentar a postura idolátrica de ser o badboy intocável. Ele admitiu ter deitado com um fã de mesmo sexo. Ele admitiu ter sentido como eu. Ele deixou de ser meu ídolo, pois se tornou simplesmente real e palpável. Ele admitiu que me amou.

Lembrança Do Sol

Posted: by Lux Alt in
0

As vezes quando ligo a televisão, espero uma onda
Que me trará tua bronzeada face, ou uma parecida
Não sei fazer com que essa ilusão infantil se esconda
Mas sei que é essa paixão adolescente que deixa minha tez aquecida

Fim de verão, e não mais vejo a jovial face
Não sinto mais o quente do sangue, e realmente nem espero
Sim, gostaria que a imagem que não lembro se apagasse
Mas minto, pois sentir o calor é o que eu mais quero

E venero os ossos tão jovens que me seduziram a razão
Me desespero pela culpa de nunca ter cedido á solar tentação.

Moscas Noturnas

Posted: by Lux Alt in
0

Moscas á noite são bem piores que pernilongos
Quanto tempo até essas pragas sumirem de vez?
Quero ficar só em companhia de meus pensamentos de insensatez
Para vomitar em papel a tinta de meus dedos longos

Mas sei que se vomitar realmente, elas impregnarão
É melhor tentar exterminá-las com uma régua
E pra evitar aglomeração, comerei essas filhas-da-égua!
Ainda bem que não são fênix e não mais voltarão

Até sei porque estão aqui em meu apartamento
Porque estão querendo me lamber por inteiro
Pra reproduzir com um vôo certeiro e derradeiro
O gozo que suei de tão verdadeiro em sentimento
De insana paixão por lamento de não enterrar meu coveiro.

Amigos De Eros

Posted: by Lux Alt in
1

Sabor trivial de um pedido a quem é tão íntimo
Tão sórdida a vontade de acompanhar a evolução
Pscicrofobia de terminar aqui sem caminho ou rítimo
Sem nunca ter tentado conhecer a ótica da inibição

Sem o café pra manchar minha língua de marrom
Fico percorrendo meus ossos salgados pra me distrair
Ouvindo música pagã que me faz saber como foi bom
Ter conhecido quem eu considero tanto, e que não mais irei trair

Mas, deixa-me aqui, preciso sentir a saudade sincera
Esqueça-me já que não valho como um irmão
Minha falta de perseverança realmente não coopera
Já era... logo logo tu irás, e nem apertei tua mão
Então, poderei ter ainda atua amizade, ou só na próxima era?

Fora De Época

Posted: by Lux Alt in
0

Planos faço para fugir da anual inundação de cacofonia
Beber, fumar, cheirar, rir, nadar bem longe dessa idiotia
Quero estar submerso em devaneios de um poeta autista
Fazer de todo momento uma tempestade para um surfista
Quero quebrar esse roteiro do cotidiano “careta” e tão repetido
Negar na terra de outro mapa um passado esquecido
Esquecer a tentativa de conquista duma paixão possessiva Masoquista.

Solitário Sarau

Posted: by Lux Alt in
0

Sozinho até para “produzir” em conjunto
Ninguém apareceu pra partilhar uma bebida
Nem que fosse pra brigar por um velho assunto
A data da dialética quinzenal foi esquecida?

Quem não sabia que estaria eu esperando?
Idealizei boemia com quem não tem coragem
Responsabilidade de estar aqui recitando,
De vez em nunca, só pra sair da mendigagem

Mas percebo que quem mendiga aqui sou eu
Penso erroneamente que poetas querem expor
Que poetas são atraídos por calor que não o seu?
Que poetas outros iriam querer comigo compor?

Erro fatal que faz-me desperdiçar uma noite
Se quero expor pensamentos e devaneios já sei
Irei pra frente dum espelho sentir o elogio ou açoite
Não mais errarei crendo em sangues dos quais não provei
Não mais ficarei afoite, pois só eu recitarei pra mim que sou meu Rei.

Diga O Que Eu Disse

Posted: by Lux Alt in Marcadores: ,
0

Mentira! E nunca ficará provado o contrário
Que seria a interpretação pessoal do que é verdadeiro
Eu posso, simplesmente negar o que vale ou não dinheiro
Posso dizer o que quiser, e se acreditas, és um otário.

Sabes que digo o que quero só pra meu agrado
Para minha vantagem, meu lucro pessoal
Se você ainda teima em me dizer que fui imoral
Eu repito: eu só digo pra mim, não importa o que você diz pecado.

Agora tente dizer o que eu te disse como verdade
Será mesmo que ainda acreditou no resto do poema?
Entenda que a verdade é meu lema, minha vitalidade.


Odor Real

Posted: by Lux Alt in
0

Penso que sempre que tinha citado o odor da rua
Não era verdadeiro como sinto este agora
Não bastava ter apodrecido toda carne crua
Apagaram-me a lua e a consciência por odor se devora

Foi pra fora, em jorros tudo o qu’eu gostava
Não sobrou o resto pra sentir o perfume cadavérico
Só o olfato do hálito desdentado que putrefava
E o sabor da inexistência cotidiana acabou-se no histérico
Então, onde foi parar o solvente mental qu’eu inalava???

Ilícito Mundo De Alice Parte II

Posted: by Lux Alt in
0

Maravilha? É impossível supor, já que depende de mim
Unicamente! Mente única a criar um miraculoso jardim
Como o de Zin, de mentes mil, corpos como ladrilhos,
Prontos assim para morrerem por mim, como estão meus filhos

Tijolos amarelos? Isso é outra história! Aqui são d’outra cor
São púrpura, como púrpura visual de uma lágrima de rancor
Pois o espectro não é só visível, é imaginário, talvez medieval
Mas que viagem real é essa, senão construção do ego ideal?

Infância? Não... Substância que parece até um ácido licor
Tão doce fragrância que me levará ao país enigmático de torpor mental.

Agnosia

Posted: by Lux Alt in
0

Meus sentidos são falhos, eu sou falho – como um computador
Vezes incontáveis criei ilusões com um galho – como um sonhador
Imaginei fantoches para meu teatro – eu, a principal marionete
Mas não suportei a dor desse parto – agradável e inerte
Sangrei sem sentir o líquido tão quente e viscoso
Não provei, nem quis saber o que sente e tornou-se vicioso
Porém perdi o tato do teu cérebro, que era o mais saboroso.

Curare Sentimental

Posted: by Lux Alt in
0

Cinzas caem em meus papeis e tudo queima...
A fumaça combina com a imagem do cromossomo
E “caído” é a tradução dessa música que teima
Sarah McLachlan não acompanha nesse veneno que tomo
Mas ajuda na digestão... faz-me sentir inverno
Mesmo estando em fim de verão escaldante
Com esse saboroso e indolor sono eu deito e hiberno,
E aqui eternamente ficarei já que não tenho amante

Comi, bebi, e engoli, mas não vou expelir esse sabor
Sei que não há mais cura para minha paralisia
Meu corpo não mais quer sentir a dor de um amor
Anestesio a possibilidade do que só possuí em fantasia
Pois minha “glândula amorosa” está murcha, seca, vazia!

Ilícito Mundo De Alice

Posted: 12 de jan de 2007 by Lux Alt in
0

Essa é a ideal idéia... matar o pensar com demência...
Só pra ter o fim de semana livre da cotidiana solidão,
Só pra estar acompanhado por mais alguma alheia consciência
Só pra inalar, ao som do enigma a incoerência da vital imensidão

E mesmo se negarem-me a comemoração, ainda irei sozinho
Nem que eu precise me refugiar em um mundo como o de Alice
Farei dessa noite a coberta/cura pra minha sandice
E porque não ter em companhia Tchaikovsky e o habitual vulgar vinho
Saiba, criatividade... esse é o melhor caminho
Então você me acompanhará, foi o que disse?

2º Os Psicanalistas...

Posted: by Lux Alt in
0

Usar todo o meu poder eidético pra ter alguém,
Embora saiba que é futilidade só mentalizar
Enquanto não realizar, não me sentirei bem
Se os músculos, ossos e glândulas pudessem se materializar
Seria mais do que construí até meu presente
Receber de presente a catatonia por uma paixão
Como castigo do destino, platônica, irreversivelmente!
Nem tente! O futuro é agora, não tente uma ressurreição
Só em sonho você conseguiria elação por ser real
E tanto falar em sonho torna-te um repetitivo neurótico
Que quer ser psicótico, mas custa crer em perversão tal
Porém como começou em mente, o ser menos que ótico,
Transforma teu instinto de ego em prazer de gótico neural.

Perfume

Posted: by Lux Alt in
0

Não conheço sentido maior causador de enjôo
Essa fumaça omitida crepitando meu ar...
Ao mesmo tempo, prendendo-me em vôo
Para fazer-me deixar de tentar respirar

E nada mais faz sentido, senão em geografia
Só observo o caminho por onde já andei
Mesmo tendo odor de velho, pode ser psicopatia
Para negar a mentira verdadeira que te dei

Errei ao tentar sentir algum bom perfume
Ninguém é completamente limpo, mesmo o conceitual
Foi perigoso demais respirar o sangüíneo e habitual
Cheiro insano que para ti, era ciúme
E agora, meu corpo fede igual ao de um mortal!